Breakfast
20 Capítulo 20
Notas iniciais
–Eu poderia ficar muito chateado com vocês por não terem me procurado antes. – Johnny disse depois de Zacky e Jimmy o contarem toda a história que os envolviam nos últimos tempos. – Mas não ficarei afinal vocês me procuraram. Antes tarde do que nunca. – ele sorriu enquanto bebericava seu quinto copo de cerveja.
–Bom mesmo, até porque eu to pagando todas as rodadas de cerveja. – Jimmy riu e Zachary o acompanhou.
–Mas então Zacky. – Johnny virou-se para ele. – Que situação delicada meu caro. – o outro apenas acenava com a cabeça. – Mas vocês se arriscaram muito.
–E estamos arriscando por estarmos falando com você.
–Ah, mas não dá nada, somos amigos há um bom tempo, e apenas estamos nos reencontrando. Deixei minha farda em casa. – Johnny sorriu para Jimmy. – Mas então, eu preciso passar o caso para alguns superiores para então começarmos a desvendar tudo isso.
–Mas você sabe que...
–Relaxa Zacky, esse não é primeiro caso de sumiço nem de morte na região. E na maioria das vezes conseguimos desvendar antes que desgraças maiores acontecessem.
–Existiu alguém numa situação pior que a de Zacky? – Jimmy perguntou, rindo da cara que o amigo acabara de fazer.
–Muito pior. – Johnny respondeu, comendo um petisco. – Relaxa Zacky, quando pensamos que estamos na merda, pode ter certeza que tem alguém numa situação pior.
–Me sinto mais feliz. – Zacky disse irônico, ignorando as risadas dos outros dois.
Até que o celular de Zachary começou a tocar. Era Gena.
Zachary cutucou Jimmy, mostrando para o mesmo a tela do celular.
–Xi, problemas a vista. Atende. – encorajou o amigo.
Se levantou da mesa e foi para fora do bar.
–Alô. – atendeu, se preparando para um show no celular.
–Zacky? – Gena tinha a voz trêmula.
–Oi Gena, tudo bem? – perguntou, fingindo estar interessado no bem estar de sua ex namorada.
–Não... – ele pode perceber que ela estava chorando do outro lado da linha. – Encontraram a Valary morta numa estrada de chão a uns 200 km daqui.
Ah não! Mais uma conhecida morta. Isso era um pesadelo.
–Como assim? – perguntou surpreso.
–Eu não sei direito. – ela dizia entre soluços. – Encontraram o corpo dela no meio do nada, com sinais de esfaqueamento. Zacky, minha melhor amiga está morta. – e então ela desabou no choro.
–Tenta manter a calma Gena. – ele tentava soar calmo, mas sua voz saia de um modo desesperado. – Pensa no nosso filho, isso não fará bem pra ele, sim?!
–Passe aqui em casa, eu to sozinha. – ela soluçava.
–Agora não dá, eu estou longe daí. Eu passo amanhã, mas fique bem.
Ela murmurou qualquer coisa e então ele desligou, voltando para o bar.
–Wow Zacky... O que foi? – Jimmy perguntou, encarando seu amigo que tinha em seu rosto uma expressão de espanto.
–Valary... – Zacky murmurou.
–O que tem ela? – dessa vez quem perguntou foi Johnny.
–Ela foi encontrada morta. – disse encarando Jimmy.
–Puta que pariu! – Johnny exclamou. – Coitado do Matt, cara.
Brian’s Pov
Estava quase adormecendo quando escuto a porta se abrir. Com certeza era Matt, mas eu permaneci imóvel. Pude ouvir ele colocando na mesa seus pertences, e não demorou para sentir suas mãos alisando meu corpo, soltei um baixo ofego me virando para ele.
–Estava me esperando? – sussurrou em meu ouvido.
–Como me pediu, Matt. –o encarei, enquanto desabotoava sua camisa.
–Gosto de quando me obedece.
–Você já me disse isso. – eu dizia enquanto deslizava minha mão pelo seu peitoral e pude sentir sua pele toda arrepiar. Aproximei meu rosto do seu, sentindo sua respiração chocar-se contra a minha. Desci minha mão pelo seu corpo, até chegar ao volume marcado em sua calça, abrindo o zíper em seguida. Lambi e mordisquei seu mamilo arrancando-lhe um gemido. Coloquei minha mão por dentro de sua cueca e o toquei de leve, depois aumentei a intensidade e beijei-lhe o pescoço.
–Oh... Brian... – suas palavras se difundiam em gemidos.
Ele arrancou sua calça, junto com sua cueca e em seguida retirou minha cueca.
Passei a lamber desde seu queixo até a sua virilha e por fim abocanhei seu membro com vontade. Senti suas mãos pegarem em meus cabelos, forçando-me no movimento de vai e vem, e com a língua explorei cada centímetro de seu membro.
Logo ele me colocou de quatro sobre a cama e não demorou muito para ele penetrasse com tudo, me contorci e soltei um gemido alto. Eu sentia suas mãos nos meus quadris me puxando mais para si.
Peguei uma de suas mãos e coloquei em meu membro que latejava, então Matt começou a tocar uma levemente, mas apertando forte.
–Hmm... Ma... Matt. – gemi mais alto, empinando-me mais para ele.
Me sentia mais uma vez como uma prostituta suja qualquer, mas eu não tinha alternativas e bem, o sexo em si já não era mais tão ruim assim.
Não demorou muito para que eu me derramasse em suas mãos.
Foram mais umas quatro ou cinco investidas de Matt e logo pude sentir todo aquele líquido escorrer pelas minhas coxas.
Antes que eu ousasse levantar da cama dele e ir para os meus aposentos, Matt me segurou, me olhando nos olhos.
–Sabe Brian... Eu conheço Zachary desde os meus oito anos de idade, ele sempre foi meu melhor amigo e sempre se deu bem na vida. Seus pais o apoiavam em tudo e mesmo se ele fizesse algo de errado, todos sempre o perdoavam. Comigo tudo foi ao contrário, meus pais sequer se preocupavam comigo, e mesmo se eu não tivesse feito nada, sempre colocavam a culpa em mim. Zacky se formou, e com a ajuda de seu pai abriu sua própria empresa enquanto eu tinha que me contentar num emprego mesquinho qualquer. – eu pude perceber que seus olhos estavam marejados. Eu queria abraçá-lo, mas me contive. – Lembro da época do colégio, eu era apaixonado por Valary, minha ultima namorada, mas eu nunca tive coragem de falar com ela. E Zacky sabia disso. Então teve um dia em que vi os dois na quadra conversando, confesso que por instantes senti raiva dele por imaginar que ele estava cantando a garota que eu amava, porém ao me ver, ele se levantou, veio até mim, tocou em meu ombro e se retirou e assim que virei meu rosto, me deparei com ela. Não tardou, começamos a namorar. E éramos namorados até agora pouco. — ele riu.
–Como assim até agora pouco? – perguntei um pouco curioso. Até porque pelos tempos que eu estava ali, eu nunca vi mulher alguma.
–Eu a matei. – ele me olhou, sem esboçar emoção alguma.
Arregalei meus olhos e tenho a certeza que meu queixo caiu até meu tornozelo. Como assim a matou? Senti que eu deveria ficar com medo e sim, eu fiquei.
–Não precisa ficar assim Brian... Eu jamais faria mal algum a você. – ele acariciou meu rosto. – É por você que estou fazendo tudo isso.
Eu forcei um sorriso fraco, mas por dentro eu já estava em prantos, completamente desesperado e com medo.
–Eu precisava contar o que eu fiz para alguém antes que eu enlouquecesse. – ele sorria. – E em relação à Zachary, ele sempre teve tudo do melhor. Acho que eu poderia ficar com algo bom dele. – ele mordeu levemente meu lábio. Depositando um breve beijo em seguida. – Vá dormir Brian. Você deve estar cansado.
Eu assenti com a cabeça e me retirei o mais rápido que pude. Eu literalmente estava me cagando de medo.
Faltava pouco para amanhecer, eu tomaria um banho e dormiria apenas um pouco e depois iria para a cafeteria lembrar dos meus bons momentos com Zacky. Eu realmente estava com medo de Matt, e quanto mais distancia dele eu tivesse, melhor.
Brian’s Pov Off
Zacky’s Pov
Eu não consegui pregar o olho desde quando cheguei do bar, invejei Jimmy por instantes, pois eu conseguia ouvir seu ronco vindo do outro quarto. Enquanto eu encarava o teto, com todas as minhas esperanças derrotadas.
Eu não sabia mais se tudo o que estava acontecendo tinha uma ligação ou era só fatos alheios da realidade. Eu não sabia mais no que pensar e no que acreditar.
Eu nunca fui próximo de Valary, mesmo ela sendo namorada de Matt a anos e termos estudado no mesmo colégio. Nunca passamos de um mero cumprimento, tirando o dia em que eu conversei com ela sobre Matt, mas isso fazia muito tempo. E eu não poderia julgá-la em boa ou em uma má pessoa. Mas ninguém merecia morrer de forma tão cruel.
Já que não dormiria, decidi ir para a sala, onde Pinkly estava num cantinho e assim que me viu, pulou em meu colo e dormiu. Sorri enquanto acariciava seus pêlos.
–Acho que seremos só eu e você. – disse baixo para a cachorrinha que permanecia dormindo.
Liguei a TV e passava um filme qualquer, mas era muito romântico e a ultima coisa que eu gostaria de ver naquele momento era um casal vivendo extremamente feliz, então mudei para outro canal que exibia um telejornal.
–Acordou com as galinhas Zacky? – Jimmy apareceu na sala, bocejando.
–Nem dormi. – sorri fraco.
–Não dorme, aí fica com olheiras gigantes e me assusta o resto do dia.
–Idiota. – ri.
–Aceita um café? – ele perguntou.
–Aceito. – e então ele se retirou, indo para a cozinha. Resolvi ir junto.
–O que deu em você para acordar tão cedo? – perguntei, enquanto pegava as xícaras para ele.
–Ah, nós não tínhamos combinado de ir ao cemitério antes do seu trabalho? E que eu saiba, você vai cedo para o trabalho.
–Ultimamente estou com preguiça de ir trabalhar, e olha que é só o segundo dia após as férias. – ri.
–Não vá ficar como eu, vagabundando o dia inteiro vendo TV e lendo. – ele riu junto, enquanto servia o café já pronto nas xícaras.
–Mas você pode. E eu, sempre gostei de trabalhar, são só os fatos recentes que não me deixam concentrar e querer trabalhar.
–Entendo... Logo o Zacky trabalhador reaparecerá.
–Assim espero, pequeno Jimmy. – tomei um pouco de meu café.
E o silêncio tomou conta de nós pelo resto do café da manhã.
Sem muitas delongas, já estávamos em frente ao tumulo de Helena. Havia poucas flores murchas, logo interpretamos que lá estava deveras abandonado, mostrando que Helena realmente não era uma pessoa muito querida.
Depositei um simples buquê de flores em cima de seu tumulo e chamei Jimmy, que olhava os tumulos de outras pessoas, para irmos embora.
–Achou algo de relevante para a nossa investigação interrompida? – perguntei, apenas para quebrar o silencio.
–Não. – ele colocou seus óculos escuros. – Agora vamos pra casa porque eu to precisando dormir. – Ele riu enquanto entravamos no carro.
–Eu já estava estranhando você não falar nada de querer dormir. – ri. – Me deixe na empresa, sim?!
–Virei seu motorista. Vou começar a cobrar.
–Então eu dirijo.
–Tô brincando, seu mão de vaca.
–Magoou.
Jimmy apenas riu enquanto aumentava o volume do rádio que tocava Metallica.
Estava distraído olhando para a rua até passarmos em frente à cafeteria em que eu e Brian ficamos mais próximos, e bom, eu tive uma visão, na verdade não era um visão... Era Brian saindo da cafeteria, sim, era ele, eu tinha certeza.
–PUTA QUE PARIU JIMMY, O BRIAN. – berrei, o fazendo se assustar.
–O quê?
– O BRIIAAAAAAAN. – eu apontei para a direção onde ele estava.
–Caralho, é ele mesmo. – nós dois ficamos o observando, até ele entrar num carro todo preto. Alguém que estava atrás de nós buzinou nos assustando, já que Jimmy tinha freado bruscamente. E então o carro onde Brian tinha entrado partiu.
–CORRE ATRÁS DO CAAAAAAAARRO. – eu berrava desesperado.
–Para de gritar gordo e presta atenção na rota que o carro faz.
–TÁ. — eu ainda estava gritando. Acho que se eu tivesse problemas vasculares, provavelmente eu teria um AVC naquele momento. – VIRA A ESQUERDA.
Jimmy fazia umas manobras com o carro que se eu não estivesse naquela emoção de ter visto Brian, eu provavelmente estaria cagado de medo.
–PRA DIREITA JIMMY, PRA DIREEEEEEEEITA. E DEPOIS ESQUEEEEEEERDA, AI MINHA NOSSA SENHORA, COOOORRE JIMMY.
E essa “perseguição” durou basicamente mais uns 10 minutos.
–Zacky, dá pra você soltar o meu cabelo? – Jimmy me encarava enquanto eu tentava me recompor. Quando eu entro em desespero, eu me agarro em algo ou alguém. E dessa vez não foi diferente, me agarrei ao cabelo de Jimmy.
–Desculpe. –voltei a encarar a rua. – Perdemos Brian. Quase nos matamos por nada.
–Não foi por nada. – Jimmy comentou.
–É. Pelo menos eu sei que Brian está vivo. – um sorriso involuntário surgiu em meu rosto.
–Mas não dá para entender o porquê dele entrar naquele carro. Tinha alguém o esperando no carro e esse caminho dá para a casa de Matt pelo o que eu saiba.
–É. – e mais uma vez me perdi em pensamentos. Brian estava vivo, um pouco magro, mas pelo que me parecia estava bem. Tudo era estranho, o fato dele estar andando por aí tranquilamente e entrar num carro completamente preto.
Um peso gigante saiu das minhas costas, agora eu sabia que ele estava vivo, e mais do que nunca eu estava decidido em descobrir tudo o que estava acontecendo para finalmente tê-lo novamente aos meus braços.
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