Breakfast

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Hey hey, mais um pouco de mistério pra vocês... NNN não sou má UASHUSH ♥

–Zacky e Jimmy vieram em casa ontem... Eles estão desconfiados. Preciso sair daqui o mais depressa possível com Brian. – Matt conversava ao telefone enquanto tomava seu café.

Você é idiota, some na mesma época em que Brian some. É obvio que eles iriam desconfiar. E para onde quer ir?

–Não sei.

–Tem uma casa abandonada fora de mão, fique com Brian por lá durante uns dois meses. As férias de Zachary vão acabar e ele não vai mais ter tempo para correr atrás de Brian como ele tem feito.

–Mandarei um dos homens buscarem a chave e o mapa do local. Vou hoje mesmo para lá. – desligou o celular e foi até onde Brian estava dormindo tranquilamente, por um momento teve dó em acordá-lo, mas logo bateu levemente em sua face, fazendo o outro despertar.

–Bom dia. – disse roucamente enquanto se espreguiçava.

–Arrume suas malas Brian. – Matt disse ríspido.

–O quê? – o outro despertou totalmente, surpreso.

–Isso o que você ouviu. Arrume suas malas.

–Aonde nós vamos? — perguntou um pouco assustado.

– Logo você verá. Tem uma mala em cima da sua cama, arrume rapidamente. Agora. – apressou o outro, que se levantou de sua cama vestido somente com uma boxer branca e foi rapidamente para seu quarto.


Zacky’s Pov

–Jimmy, Jimmy, Jimmy, acorda. – subi em cima de Jimmy, tentando acordá-lo.

–O que é? – perguntou sonolento. – Não consigo respirar. Minha casa desabou em cima de mim.

–Cala a boca e acorde. – sai de cima dele, rolando os olhos.

–O que foi? – Jimmy esfregou seus olhos, bocejando logo em seguida.

–Sabe que eu andei pensando? – perguntei, enquanto me sentava na cama de Jimmy.

–O quê? – ele me olhou.

–Que o pai de Brian morava junto com ele, e quando fui a casa deles, não tinha sinal de Brian, mas eu nem procurei pelo pai. Só encontrei a Pinkly. – a cachorrinha balançava o rabo, animada, assim que Jimmy se sentou na cama. – Deveríamos passar na casa de Brian, ver se encontramos algum vestígio do pai dele.

–Você acha que o pai dele foi seqüestrado também?

–Não sei. Talvez. – cocei meu queixo, pensativo.

–E SÓ AGORA VOCÊ ME CONTA ISSO, SEU JUMENTO? – gritou, erguendo os braços para o alto. – Vamos agora para a casa dele. – se levantou correndo, vestindo a primeira roupa que viu.

Fomos o mais depressa possível para a casa de Brian, que continuava a mesma, totalmente destruída.

–Caramba, furacão passou por aqui. – Jimmy comentou, pisando no que era uma televisão, e encarando a parede pixada por sangue. –Ok, qual é o nome do pai do Brian?

–Brian. – respondi, enquanto vasculhava a sala em busca de qualquer outro tipo de pista.

–Fala sério. – Jimmy olhou pra mim.

–Mas é sério. – olhei pra ele. – Brian pai e Brian Jr.

–Será que os seqüestradores não sabiam que Brian levar e levou os dois? – Jimmy perguntou, enquanto ia para a cozinha.

–Ah, cala a boca, isso não faz sentido. – disse enquanto subia as escadas, da outra vez em que estive aqui, não fui para os quartos, e ao me aproximar do quarto que era de Brian, meu Brian, vi que tinha um homem ali. Assustei-me e desci correndo. – Jimmy, Jimmy, Jimmy. – o chamei sussurrando.

–O que é animal de tetas?

–Tem alguém no quarto.

Ele me olhava, sorrindo triunfante e veio ao meu encontro na escada, subimos em silencio e me deparei com um pedaço de madeira, qualquer forma de me proteger era valida.

Jimmy adentrou com tudo ao quarto e gritando. Entrei atrás dele, tentando segurar minha risada.

–Quem... Quem é vo... vo...cê? – o homem acordou assustado e nos olhava como se fossemos dois fantasmas.

–Oi, eu sou o dollynho, seu amiguinho...

–Jimmy. – chamei o repreendendo.

–Tá, ta, parei. Oi, eu é que pergunto quem é você. Pelo que me parece você não é o Brian que estamos procurando.

–Eu encontrei essa casa toda destruída e abandonada... E eu não tinha para onde ir. Eu... Eu vou embora...

–Espere. – me aproximei. – Quando você veio para cá? – perguntei.

–Ontem... Mas eu já vou senhor.

–Você pode me dizer se apareceu alguém, desde a hora em que esteve aqui?

–Além de mim não.

–Escute. Deixaremos você ficar aqui...

–Eu posso?

–Pode, mas com uma condição. Nós vamos vir aqui periodicamente e você vai ficar responsável em cuidar dessa casa, e vai nos dizer se apareceu alguém aqui ou coisa do tipo.

–Sim senhor. Obrigado.

Apenas sorri.

–Vamos dar uma olhada pela casa e já vamos embora, está bem?

O homem assentiu e voltou a deitar-se. Nos retiramos do quarto.

–Acha certo deixar esse homem aqui? – Jimmy me perguntou, enquanto adentrávamos ao quarto do pai de Brian. E como já era esperado, tudo estava revirado.

–Acho que é o certo para o momento. – disse baixo. Jimmy assentiu.

E já estávamos saindo do quarto quando Jimmy me cutucou.

–Zacky... Olhe. –apontou para uma mesa que estava destruída, porém tinha um pedaço de papel que se destacava.

Me aproximei, peguei o papel, e o mesmo estava escrito:

Filho, como sabe, voltarei para a minha casa... Se cuida está bem?

E embaixo tinha um numero de telefone.

Eu e Jimmy trocamos olhares.

–Então o pai dele não foi seqüestrado. Menos mal.

Sorri um pouco aliviado, enquanto dobrava o papel e guardava em minha carteira. E enfim, nos retiramos do quarto. Descemos novamente para a sala e vi que tinha um porta-retrato de Brian, corri até o mesmo e o peguei, encarando a foto e segurando a vontade de chorar que surgiu.

–Ele é bonito. – Jimmy apareceu atrás de mim, olhando para a foto. – Escute Zacky, nós vamos encontrá-lo... Bem e vivo.

–Assim espero Jimmy. – então ele abriu os braços, oferecendo um abraço, que não foi recusado. O abracei, deixando sua camiseta um pouco molhada devido as minhas lagrimas... Eram lagrimas de preocupação, medo e saudade.

–Logo tudo isso vai acabar. – ele dizia baixo, numa tentativa de me acalmar.

–Obrigado Jimmy. – Me desvencilhei de seu abraço, sorrindo fraco.

Nos retiramos da casa de Brian.

Zacky’s Pov Off


Brian’s Pov

Fiz minhas malas de qualquer jeito, tomei um banho rápido, coloquei uma roupa decente e desci indo ao encontro de Matt.

–Espero não ter demorado. – comentei, esperando ele dar minha permissão para sentar e tomar meu café.

–Não demorou. – ele me encarou, dos pés a cabeça. — Gosto de quando me obedece. – disse, enquanto limpava sua boca. – Sente-se e tome o seu café, vamos partir daqui a pouco. – se levantou e foi para fora de casa, levando minhas malas consigo.

Me sentei, colocando café numa xícara e me servindo de bolachas.

Logo Matt retornou e eu tomei rapidamente meu café. Ele se aproximou e colocou uma venda em meus olhos.

–Para quê isso? – tentei manter meu tom calmo, porém tudo isso estava estranho.

–Não me questione. – ele disse seco, enquanto me puxava pela mão para fora de casa e não demorou muito para que eu estivesse dentro de um carro.

O trajeto foi longo e silencioso. E por muitas vezes me permiti dormir, já que não estava vendo nada mesmo, o que me restava era dormir, certo?!

Assim que chegamos, alguém me puxou bruscamente para fora. Fiz uma careta de dor.

–Tome cuidado, idiota. – ouvi Matt gritar. Ok, então não era Matt quem estava me conduzindo. Fodeu, vários homens vão me estrupar agora.

Logo a venda foi retirada de meus olhos e permiti fechar os olhos por instantes até que meus olhos se acostumassem com a pouca claridade que o lugar tinha.

–Essa será sua colônia de férias por um breve tempo. – Matt disse. Estávamos sozinhos dentro de uma casa, de aparência velha. Fedia a mofo, o que me fez acreditar que esta casa estava fechada há muito tempo e tinha problemas com umidade. – Tem uma TV caso se sinta entediado. Energia elétrica funciona normalmente e tem saneamento básico. Você não ficará em situações precárias. – riu brevemente.

–Ficarei sozinho aqui? – perguntei.

–Virei aqui quando sentir minha falta. – É, então nem precisa vir. Pensei comigo mesmo. – Mas não ficará sozinho, terá sempre alguém para garantir sua segurança aqui meu anjo.

–Ah, estarei seguro. Que bom. – disse irônico. Matt pareceu não ter gostado de meu tom, mas quando viria para cima de mim, seu celular tocou.

–Então até mais Brian. Divirta-se. – disse, fechando a porta com certa força desnecessária.

–Já estou me divertindo. – disse baixo, enquanto me afundava num sofá velho. E uma barata saiu debaixo do mesmo, me fazendo entrar em pânico. – Eu disse. – Encolhi minhas pernas, abraçando as mesmas. – Vai embora amiguinha, vai. – É, eu tinha medo de baratas. Isso era desde a infância. E você pode achar gay e tal, mas eu não ligo porque não foi legal quando eu era criança e uma barata no meio da noite caiu na minha cara.Como? Eu não sei. Daí o meu medo. – Vaaaaai. – disse num tom choroso, enquanto acompanhava com medo a trajetória daquele inseto nojento. Suspirei aliviado quando a mesma se escondeu atrás de um armário.

Liguei a TV e que legal, a tela era em preto e branco. Em que época estava mesmo? Ah sim, década de1920.

Resolvi andar pela casa, e a mesma tinha quatro cômodos: sala, cozinha, quarto e banheiro.

A casa em si estava arrumada, mas suja. E com certeza tinha mais baratas naquele lugar. Oh céus, o que eu fiz de tão ruim para merecer tudo isso?

Deitei-me no sofá, fitando o teto cheio de teias de aranha, mas não me importei com isso. Parei para pensar na vida, será que Zachary sentia a minha falta? Será que ele percebeu que eu desapareci? Será que ele ainda me amava? Será que ele estava preocupado comigo?

Eu precisava tanto dele. Precisava de seus abraços, seus beijos, seu tom mal humorado, e do seu jeito de bom moço. Eu precisava dele inteiro, não para suprir somente a minha vontade carnal, mas sim para suprir toda a minha carência e meu sofrimento. Por estar preso e cedendo as vontades sexuais de uma pessoa que nunca tinha visto na vida e por estar longe de tudo e todos que eu amava.

Ouvi um barulho de motor e espiei pela fresta da janela. Eu estava num lugar, no meio do nada. Não tinha como escapar. Céus, como eu queria morrer.

Brian's Pov Off


Zacky's Pov

Alô?– um homem atendeu.

–Hm, Brian? — perguntei

Sou eu, quem é?

–Zacky, lembra de mim?

Ah... O namorado do meu filho, como está rapaz?

–Eu... Não muito bem e o senhor?

Estou bem sim. Qual o motivo de sua ligação?

–É... Que... Tipo... Assim... — Jimmy me cutucou, revirando os olhos. — Você tem noticias de Brian?

Como assim noticias de Brian?– o tom do mais velho era preocupado.

–É que... Ele desapareceu, bom, eu fui na casa de vocês e estava tudo revirado e não o encontrei mais, nem você. Mas aí eu encontrei o seu número, poderia cogitar a possibilidade de ele estar com você aí...

Eu voltei para minha casa e Brian foi para o trabalho... Ai meu Deus, o que aconteceu com o meu filho? Eu vou aí...

–Não. — interrompi. — Por favor, aqui o senhor corre um grande perigo, fique aí e em segurança... acho.

Mas Zacky... O meu filho desapareceu!

–Eu estou fazendo de tudo para encontrá-lo. E eu vou encontrá-lo. Eu só tinha esperanças dele estar aí com você.

E o que eu devo fazer para ajudá-lo?

–Eu... Eu realmente não sei. Mas por favor, não venha para cá. É arriscado. Eu tenho minhas suspeitas e farei de tudo para desvendar isso.

Entendo... Boa sorte Zacky, e qualquer novidade, me ligue.

–Pode deixar. Boa noite.

Boa noite. — a voz do pai de Brian falhou, provavelmente estaria chorando.


–Então, Brian filho não está lá? — Jimmy perguntou.

Apenas acenei com a cabeça.

–Descartemos mais uma possibilidade. — disse, riscando um papel.

Apesar de tudo, tinha medo de não conseguir encontrar Brian.

Ou de encontrá-lo morto. Eu sabia que não suportaria tamanha dor.

Mas eu continuaria procurando... Nem que isso custasse minha própria vida.






Notas finais
Desculpem o lance do Dollynho e tal, UASUHSAUHAUHSUHA, foi pura brisa idiota minha.