Breakdown

3 Breakdown 3


Notas iniciais
Taí o terceiro ^^ To indo rápido, não?
xD

Reita\'s Pov

Fiquei o dia inteiro pensando em meu amorzinho, gostaria de saber se ele estava melhor, mas eu daria muito na vista se fosse até sua casa perguntar como ele estava, já que nós não tínhamos nenhum tipo de relação.

O dia custou a passar, e finalmente anoiteceu...

Tomei um banho e fui assistir um pouco de tv na sala com meu pai e meu irmão mais velho.

Meu irmão era um dos melhores amigos de Takeshiro, ele também não gostava de garotos homossexuais, mais ao contrário do irmão de Ruki, ele não os agredia, apena os desprezava.

Apesar de tudo eu gostava muito de meu irmão, mas se fosse preciso abrir mão do amor fraterno só para estar ao lado do meu namorado, eu o faria sem hesitar.

- Está pensando em que Akira?

- Em nada Yukio...

- Eu vou dar um pulo na casa do Shiro, quer ir?

- Shiro? Quem é Shiro?

- Takeshiro, o irmão do baixinho que vai com você pra escola.

- Oh... – era minha grande chance de saber como o pequeno estava. – Vou sim, não tenho nada de importante para fazer.

Fomos até a casa dos Matsumoto e para minha alegria, meu pequeno parecia estar bem melhor, ele estava deitado no sofá assistindo um filme, enquanto acariciava seu gato de estimação.

- Oi Takanori. – meu irmão o cumprimentou.

Ruki levantou a cabeça e olhou sorrindo para nós dois, depois voltou a prestar atenção na tv.

Takeshiro que veio da cozinha, olhou para nós que estávamos em pé e depois para o irmãozinho deitado no sofá.

- Taka, levanta desse sofá e deixa as visitas sentarem.

O pequenino se levantou depressa, se desculpando e se sentou um pouco sem jeito ajeitando o gato em seu colo.

Eu me sentei ao seu lado e fazia de tudo para não olhar pra ele, já que os olhos de Takeshiro pareciam estar sobre nós dois.

- O Akira me disse que você estava gripado, se sente melhor? – Yukio fez a perguntaria que eu gostaria de ter feito, mas não tinha coragem.

- Sim. – ele respondeu olhando para mim e para o irmão com um leve sorriso no rosto. – Eu tomei duas injeções bem dolorosas e dormi, quando acordei estava me sentindo melhor.

- Que bom, não é mesmo?

- Tomar injeção é bom? Eu não acho – Ruki riu e acariciou a cabeça do gato – Tenho que tomá-las por três dias.

- E infelizmente quem vai ter que te levar pra tomá-las sou eu. – o irmão mais velho disse um pouco irritado. – Você faz as coisas erradas e no fim sempre sobra pra mim.

- Eu posso ir sozinho, não preciso de você Takeshiro!

- Você vai fugir na hora que ver a agulha, eu te conheço...

- Eu não sou nenhum covarde! E pára de me provocar senão eu vou contar pra mãe que você está me aborrecendo.

- Tudo bem franguinho, eu paro.

Eu não estava gostando nem um pouco daquelas provocações, mas oque eu podia fazer? Tinha que ficar calado ouvindo aquele infeliz chatear meu baixinho,quando minha vontade era pegá-lo pelo pescoço e torcer até estrangulá-lo.

Nós três, exceto o pequeno que estava concentrado no filme , conversávamos tranquilamente sobre assuntos de garotos, até que Takeshiro nos disse em voz baixa.

- Sábado de manhã meus pais vão viajar e só voltam no domingo a noite. Eu estou pensando em fazer uma pequena festa, posso contar com a presença de vocês?

- Claro! – meu irmão respondeu por nós dois, eu não estava interessado em participar dessa droga de festa, mas era a única chance de poder estar perto do meu pequenino.

Já estava ficando tarde e eu tinha que ir dormir para acordar cedo no dia seguinte, chamei Yukio e nos levantamos para ir embora. Antes de sair , perguntei para Ruki.

- Vai pra escola amanhã?

- Sim. – ele respondeu sem me olhar.

Saí sem me despedir dele ou de seu irmão e voltei para casa, tomei um copo de leite quente e me deitei.

Estava me sentindo péssimo, não existe palavra para descrever como era horrível estar perto, ao lado da pessoa que você mais ama no mundo e ter que esconder por causa desses idiotas que não conseguem entender um sentimento tão lindo e puro como nosso amor.

Fechei os olhos e me virei para o lado, adormeci rapidamente e antes que me desse conta, o dia já havia amanhecido.

Dei um pulo da cama e corri para o banheiro onde tomei um banho e escovei os dentes, desci e tomei meu café da manhã. Saí apressado para encontrar meu pequeno e alertá-lo sobre o irmão. Diria para Takanori reforçar os cuidados para evitar que aquele imbecil descobrisse algo sobre nós.

Parei em frente ao portão de sua casa e senti um gelo no estômago quando sua mãe apareceu na porta e disse que Ruki havia passado mal durante a madrugada e não iria para escola hoje.

Droga, ele parecia estar tão bem ontem a noite...

Caminhava cabisbaixo, entristecido e preocupado enquanto pensava em nossa situação. Eu queria tanto poder estar com ele e demostrar o quanto eu realmente o amava, gostaria de poder segurar sua mão, acariciar seu rosto, dar comida em sua boca... queria cuidar do meu namorado como ele realmente merecia.

Estava tão triste que nem me dei conta de que lágrimas desciam por meu rosto, era tão engraçado, alguém como eu chorar por amor...

Eu era uma pessoa que assim como meu irmão tinha certa repulsa por pessoas do mesmo sexo que se gostavam, até que um certo baixinho entrou em minha vida e me transformou por inteiro...

Eu já o levava e o trazia da escola, fazia isso desde que ele começou a estudar de manhã, e apesar de estarmos sempre caminhando juntos, nunca havíamos trocado mais de três ou quatro palavras, já que Taka era muito tímido e eu não estava interessado em conversar com ele.

Por isso quando ele assumiu seus sentimentos e disse da maneira mais simples e inocente que gostava de mim há quase um ano atrás, eu fiquei praticamente em estado de choque.

Como ele poderia ter se apaixonado por mim se não me conhecia? Se não sabia nada de minha vida?

Ele me respondeu que gostava de mim, simplesmente por gostar, sem nenhuma explicação...

Na hora eu me enfureci, disse que não ia mais fazer levá-lo para a escola e juro que até fiquei com vontade de bater nele.

Depois resolvi fazer uma brincadeira com o pequeno, fingiria estar correspondendo o sentimento pra usá-lo e depois descartar com algum objeto sem valor, só que eu não imaginava que cairia em minha própria armadilha.

Quando comecei a me encontrar com Takanori às escondidas, e realmente descobrir quem ele era foi inevitável... me apaixonei louca e perdidamente por aquele baixinho, em pouco tempo a paixão se transformou em amor verdadeiro, afinal, era impossível não resistir ao seu encanto e a sua doçura... Principalmente depois do dia que ele me entregou seu coração.

Lembro que Takanori me estendeu um um recorte de um coração em um papel de cartolina vermelha e eu fiquei olhando por alguns segundos.

- O que é isso, pequeno?Um coração?

-Sim, é o meu coração que estou dando pra você.

Peguei o pedaço de cartolina e olhei para o garoto que tinha um sorriso nos lábios e me olhava com os olhinhos brilhantes.

- Você vai mesmo entregar seu coração pra mim?

- Sim... você promete que vai cuidar bem dele?

- Prometo...

-#-#-#-#

- Akira!

- Oi? – Olhei em direção a voz que havia me chamando e vi que era Tora, um amigo. O único problema era que ele também era homofóbico.

- Estava pensando em que?

- Em nada demais – sorri disfarçando.

- Cadê aquele baixinho que vem sempre com você?

- Está doente.

- O que ele tem?

- Sei lá acho que é gripe, ou frescura. – Doía ter que falar daquele jeito, mas eu não queria que ninguém desconfiasse, não podia tratar Takanori diferente da forma que eu tratava as demais pessoas.

- Hum...

- Porque? – Perguntei sem alterar meu tom de voz para que ele não percebesse meus ciúmes.

- Tenho uma amiga que quer conhecer ele, ela disse que ele é uma graça.

- Aquela coisinha com pouco mais de meio metro? – Eu tive que rir pra não acertar um soco na cara daquele infeliz que estava querendo empurrar garotas para cima do meu namorado.

- Pra você ver! Eu perguntei o que ela tinha achado de tão interessante nele.

- O que ela respondeu?

- Que ele era o tipo de garoto, que qualquer garota adoraria ter como namorado. Doce, meigo, compreensivo e blablabla... Sabe como são as garotas né? Gostam de rapazinhos sensíveis.

Fiquei com tanta raiva que deixei Tora falando sozinho e fui até o banheiro.

Abri a torneira e lavei o rosto. Precisava me refrescar, precisava esquecer que tinha uma vadia de olho no meu pequeno.

- Você está bem Akira? – Tora me seguiu até o banheiro e parecia estar muito preocupado.

- Sim. Só estou com um pouco de dor de cabeça.

- Vamos logo pra sala, senão o professor não vai nos deixar entrar.

Passei na frente do moreno, e fui até a sala onde me sentei e não consegui prestar atenção na aula. Eu estava morrendo de ciúmes de Ruki, pois eu sabia que a garota tinha razão... ele era o namorado perfeito para qualquer pessoa.

Suspirei pesado e deitei a cabeça na mesa. Não estava a fim de fazer nada hoje. Queria ir embora... queria ir para minha casa. Não tinha graça ficar naquela droga de escola sabendo que meu pequenino não estava bem.... que ele havia passado mal e que precisava de alguém cuidando dele, como ele merecia.

Me levantei no meio da aula, peguei minha mochila e saí da escola ignorando os chamados do professor. Enquanto voltava para casa, resolvi criar coragem e ir perguntar como Taka estava.

Apertei a campainha várias vezes esperando que ele atendesse a porta e sorrisse para mim, mas nada disso aconteceu. Ninguém me atendeu.

Provavelmente sua mãe o havia levado no médico de novo.

Eu teria que esperar até o dia seguinte para ter alguma notícia. Droga!

Voltei para casa e dormi, já que era a única coisa que eu poderia fazer no exato momento.

Passei direto por minha mãe que estava limpando a sala, e não respondi quando ela me perguntou porque eu havia voltado mais cedo da escola. Eu não estava com vontade de dar satisfações.

Fui para meu quarto e me esparramei na cama. Logo o sono me alcançou. Eu não sabia que estava tão cansado... acho que toda a pressão psicológica que eu estava passando com Takanori estava me esgotando.

Dormi a tarde toda e noite toda. Acordei ansioso para saber se meu bebê havia se recuperado. Ao sair para ir à escola, me deparei com o pequeno parado em frente ao portão de casa, usando um casaco grosso que eu acreditava ser recomendação de sua mãe. Ele me acenou timidamente e não pude deixar de sorrir ao ver que ele aparentava estar melhor.

- Fiquei muito preocupado com você. — falei baixinho para que ninguém escutasse.

- Passei mal, Aki. Logo pela manhã meu irmão me levou ao hospital.

- Teve que tomar injeção?

- Tomei aquelas duas injeções e além disso precisei tomar soro! Foi horrível, eu queria tanto que você estivesse ao meu lado.

- Calma amor, logo vai chegar o dia em que poderemos ficar juntos. Aí sim vou estar sempre ao seu lado. Sempre.

- Isso é uma promessa?

- Sim. Mas até lá temos que ser fortes e temos que fazer de tudo para esconder nosso relacionamento de seu irmão.

- Se ele descobrir tenho certeza de que ele vai me matar.

- Antes que ele encoste um dedo em você , eu o mato primeiro.

- Já que estamos falando em meu irmão, tenho que te dizer que ele está me irritando com essa história de festa. Ontem ele ficou me aborrecendo o tempo todo me mandando convidar alguma garota bonita para me acompanhar.

- Você vai convidar? — tentei esconder os ciúmes em minha voz, mas foi impossível. Taka riu achando aquilo fofo.

- Infelizmente. Mas não se preocupe Rei-chan, nenhuma garota vai roubar o seu lugar.

- Assim espero. — respondi mau humorado, mesmo sabendo que o pequeno não tinha culpa era impossível não ficar com raiva.

Fomos para a escola calados, sem trocar mais que duas ou três palavras. Assim que entramos convidei uma das garotas da minha sala para me acompanhar até a festa de Takeshiro. Taka também convidou uma garota. E adivinhem... a escolha foi aquela oferecida que comentou com Tora que gostaria de namorar com meu baixinho.

As vezes parecia que tudo estava contra mim...

O fim de semana chegou, e lá estava eu “aproveitando” aquela festa idiota.

Estava no sofá conversando com uns amigos quando Takanori entrou de mãos dadas com aquela menina estúpida. Fingi que não os vi e voltei a me concentrar na conversa

Mas era impossível...

Era impossível prestar atenção no que meus amigos diziam enquando aquele baixinho sem vergonha parecia estar se entendendo com a tal garota. Ela era bonita, tenho que admitir.

Vi os olhares de Takeshiro sobre o menor, ele sorria e parecia estar muito orgulhoso de como seu irmãozinho era atencioso com a menina.

Acho que ele desconfiava que o garoto era homossexual por isso o tratava tão mal.

A garota parecia estar muito feliz ao lado de meu pequeno, afinal de contas, ele era o tipo de pessoa que não maltratava uma flor, incapaz de fazer ou dizer algo para ferir ou para atacar alguém... Sua personalidade meiga juntamente com sua aparência fofa, faziam qualquer pessoa se apaixonar.

Eu estava com tanto ciúme... minha vontade era de arrancá-lo de perto dela e beijar sua boca na frente de todos para mostrar que ele era somente meu.

Bem... esses eram meus pensamentos, mas quais seriam os pensamentos de meu anjinho?

E se ele estivesse gostando da experiência de estar com uma mulher e não me quisesse mais? E se ele...a beijasse?

Não! Isso não ia acontecer... Taka me amava, eu sabia disso, ele jamais poderia me trocar, me abandonar por uma garota idiota de quatorze anos.

Peguei uma garrafa de cerveja e comecei a beber. Bebi com vontade, estava com a garganta seca. Coloquei a garrafa vazia em cima da mesa de centro e fiquei encarando o pequeno.

Eu não queria mais ter que esconder...

Takanori segurava a mão da garota e dizia algo para ela que sorria, ambos pareciam estar se divertindo muito.

O pequeno olhou para mim e acenou de forma tímida, ele já havia percebido meus olhares nada amistosos para cima do casalzinho e parecia estar incomodado com a forma que eu os olhava.

De repente, me levantei e fui até o banheiro, poderia dizer que a bebida estava me fazendo mal, mas eu sabia que não era isso, eu sabia que todo aquele mal estar era porque eu estava com ciúmes... Takanori estava com uma pessoa que não era eu, e isso eu não podia aceitar... eu me negava a vê-lo segurando as mãos de outro alguém, principalmente do sexo oposto.

Entrei, fechei a porta e me sentei no chão gelado, esperando que a sensação de náusea passasse.

Minutos depois, ouvi leves batidas na porta, e uma voz conhecida falava baixinho.

- Aki... você está aí?

- Vá embora Taka, eu não estou me sentindo muito bem.

- Então por favor, abra a porta... por favor – sua voz era tão doce.

- Não, seu irmão pode desconfiar.

- Ele saiu com o Yukio para comprar mais bebidas... abre logo.

Eu não consegui negar seu pedido e abri a porta. Com cuidado o menor entrou e a trancou.

- Melhor você voltar pra sua namoradinha.

- Está com ciúmes? – Ele me perguntou tocando meu rosto com suas pequenas mãos.

- O que você acha? – me sentei novamente no chão, me encostando na parede.

Taka se joelhou ao meu lado, e me olhava um pouco intrigado, um pouco admirado e depois deu um beijo carinhosos em meus lábios.

- Eu amo você Aki, não amo a outra garota, você sabe que eu só estou com ela por que meu irmão ficou me enchendo o saco pra trazer uma companhia pra essa festa estúpida.

- Eu sei disso pequeno... mas eu me sinto tão mal em saber que outra pessoa está com você... que outra pessoa segura sua mão além de mim, e...

- E...?

- E que talvez ela vá beijar os lábios que foram feitos só pra me beijar.

Ruki passou a mão em meu rosto e me olhava com ternura.

- Eu jamais beijaria outra pessoa, Rei.

- Me desculpe por ser tão ciumento, meu amor... é que eu te amo muito e ver que você está sorrindo ao lado de uma garota... dói demais.

O pequeno me abraçou apertado e encostou minha cabeça em seu peito, eu podia escutar perfeitamente seu coração bater forte, num ritmo confortante enquanto ele acariciava meus cabelos. Era patético, uma pessoa como eu, estar sendo consolada por um garoto mais novo e muito mais baixo.

- Eu percebi uma coisa. – Ruki me disse em um tom de voz divertido para quebrar o silêncio.

- Percebeu? O que?

- Que você fica mais sensível quando bebe.

- Está vendo o que você faz comigo, chibi? – Tive que rir de seu comentário, era verdade eu estava mais sensível... mas não era por causa da bebida, eu havia me tornado mais “humano” desde que comecei a amar.

Eu estava de olhos fechados sendo acariciado por meu namorado e queria aproveitar os poucos momentos que nós podíamos ficar juntos, quando infelizmente alguém bateu na porta.

- Taka, você está aí? – Porque essa infeliz tinha que atrapalhar nosso momento?

- Sim ! Eu estou. É que o Reita está passando mal e eu estou ajudando ele. – Nos levantamos assustados e o pequeno sinalizou com a mão para que eu me acalmasse.

- O que ele tem?

- Bebeu demais... é melhor você me esperar na sala porque a coisa aqui está feia.

O baixinho me cutucou e mandou eu fingir que estava vomitando. Eu obedeci e tentei fingir, fiz o melhor que pude, acho que devo ter me saído bem, pois ouvi a voz preocupada da garota, dizendo:

- Está tudo bem aí? Quer que eu peça ajuda pra alguém?

- Não, eu dou conta sozinho. Eu só quero que você me avise quando meu irmão chegar, tudo bem?

- Tudo bem.

Taka colocou a mão na boca, abafando o riso e eu sem perder tempo lhe dei um abraço gostoso e ele envolveu meu pescoço com seus braços e o levantei alguns centímetros do chão.

- Te amo.

- Eu também te amo, Ru-chan...

Notas finais
Situaçãozinha complicada...
Foda quando parece que tá todo mundo em cima de ti te pressionando D:

Bem meninos e meninas
conforme prometi postei o capítulo
Semana que vem tem mais
8DD
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.