Breakaway
36 Capítulo 33
Notas iniciais
Meus dedos pareciam que iam quebrar, de tanto que apertei o acelerador da moto. Parei na frente do prédio de Chad, e corri para seu apartamento. Bati feito louca na porta e ouvi Rachel gritar pra que eu esperasse. Ela abriu a porta com um sorriso e eu a ignorei quase atropelando-a no caminho.
– Cadê Chad? Chad! – berrei e ela me olhou.
– Calma. Ele está vindo. Amor, sua amiga está aqui! – ela chamou com um sorriso e eu revirei os olhos, batendo o pé impacientemente.
– Vem logo, Chad. – gritei e ele apareceu. Pela sua expressão via-se que ele sabia do que eu queria falar. – Como pode? Como pode fazer mais essa comigo?
– Voce disse que queria contar.
– EU IA CONTAR! NA MINHA HORA! QUANDO EU QUISESSE! DO MEU JEITO! — eu esbravejei. – Você é um idiota. Taylor está com raiva de mim. Nem quer me ver.
– O que você queria que eu fizesse? – ele gritou também.
– Ficasse calado, pra variar um pouco. Que droga Chad, quando ficou tão idiota? – eu o olhei com raiva e ele sacudiu a cabeça.
– Vamos conversar em outro lugar. – ele falou colocando um casaco.
– Porque? Porque não podemos conversar aqui? – berrei e ele olhou para Rachel de relance. – Ah, quer dizer que não contou a namoradinha? Ótimo.
– Sarah...
– Não contou o que? – Rachel me olhou e eu sorri cínica.
– Conta pra ela Chad.
– Sarah por favor.
– Chad... – Rachel o olhou e eu balancei a cabeça em negação.
– Quando você estava lá, na sua fazendinha, ou sei lá de onde você era, era comigo que seu namoradinho ficava.
– O que? – Rachel abriu a boca, olhando Chad e eu. Chad levou a mão a cabeça.
– Pois é. Eu não sabia até você aparecer por aqui, dizendo que era namorada dele. – eu falei entredentes.
– Chad, isso não é verdade. – Rachel o olhou e chegou mais perto.
– Rachel eu posso explicar. – Chad disse e eu ri.
– É Chad, vai. Explica e conta a ela tudo que contou pra mim. – eu berrei.
– Sarah... – ele me olhou furioso.
– Vai se ferrar Chad. – eu disse antes de sair do apartamento.
Corri escada a baixo e subi na moto. Costurei entre os carros até chegar ao meu prédio. Meu corpo todo palpitava de raiva, quando entrei no meu apartamento. Andei de um lado pra outro e soquei a parede, com todo raiva do mundo.
Eu queria matar Chad por aquilo. Queria acabar com ele. Como ele pode? Mas ele teve o que mereceu. Quero ver ele explicar isso pra Rachel. Rachel. Ódio dessa garota. Ódio do Chad. Ódio de mim. Que droga. Droga.
Senti minha mão doer e sentei no sofá, sentindo as lágrimas escorrerem. Não pela mão, por mim. Por Taylor. Até por Chad. Por aquela raiva que eu estava sentindo. O que aconteceu? Como eu consertaria aquilo?
Alguém bateu apressadamente na porta e eu me arrastei até ela. Passei a mão no rosto antes de abrir. Ao ve-lo, mordi o lábio inferior e encolhi os ombros.
– Ah Rossa. — ele sussurrou, entrando rápido, me envolvendo num abraço protetor. – O que aconteceu? Me diz. – Matteo fechou a porta com o pé e me levou até o sofá.
– Eu não sei. Que droga. – Matteo me apertou mais ao ouvir minha voz falhar.
– Eu estou aqui. Ok? Vou ficar aqui. – Matteo disse devagar e beijou minha cabeça.
– Chad contou a Taylor sobre ele e eu. Contou de um jeito que o fez ficar com raiva de mim. – Eu funguei e Matteo me abraçou mais.
– Não estou entendendo. Porque Taylor ficou com raiva? — Matteo perguntou e eu suspirei lembrando-me que ele não sabia sobre Taylor.
– Taylor gostava de mim. Sempre gostou. Eu nunca quis nada com ele porque ele é como meu irmão. Oh... Ele me odeia. — Senti mais lágrimas escorrerem e Matteo me apertou mais.
– Não odeia não. Ele só está bravo. É normal. Você também ficaria, rossa. – Matteo disse suavemente e eu me encolhi perto dele.
– Briguei com Chad, contei tudo a namorada dele. Ele também me odeia. Eu sou horrível. Menti pra Taylor, destruí o namoro do Chad...
– VocÊ não é horrível. – Matteo sussurrou.
– Sou sim. Mereço a guilhotina. Que droga. – Me senti idiota falando isso, e escondi meu rosto entre as mãos. Matteo sorriu. – Você também me odeia não é? – eu o olhei e ele balançou a cabeça, passando os dedos sob meus olhos. – Claro que me odeia. Eu sou quase um monstro. Como pode estar aqui ainda? – Matteo sorriu.
– Eu não vou sair daqui a menos que queira.
– Por quê? – eu funguei e ele ficou sério por um instante. Mordeu o lábio inferior e fechou os olhos antes de sussurrar.
– Porque eu amo você, rossa. E nada agora pode mudar isso.
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