Notas iniciais
Resolvi postar outro logo, pq não sei se vou conseguir postar amanhã. *--* Espero que gostem.

Os dias seguintes seguiram-se sem muitas mudanças. Minha mãe ligava todos os dias dando-me notícias sobre meu pai. Notícias sempre iguais. Taylor continuava saindo todas as noites com Chloe, e embora eu estivesse realmente feliz pelos dois, estava começando a ficar irritada com o fato de nenhum dos dois se importar mais comigo. Chad... Chad tinha sumido. Literalmente. Eu não sabia onde ele estava ou quando voltaria. E isso também me deixava muito brava.

E Matteo. Matteo era a única mudança. Saímos quase todos os dias desde a choradeira. Fomos ao museu, ao galpão, ao parque, à praça... Era quase como se estivéssemos ficando íntimos. E isso era bom. Matteo me fazia rir, por mais que isso soasse estranho. Conversávamos sobre nós dois e sobre o que queríamos das nossas vidas. Era bom ficar com ele, mas ainda assim às vezes eu me sentia estranha por não ver Taylor, Chad e Chloe com tanta frequência.

Na sexta feira, Matteo e eu sairíamos novamente. Eu estava me arrumando quando ouvi a campainha tocar.

– Oi. – Taylor estava encostado à porta quando eu a abri.

– Oi Taylor. – eu disse rápido e ele sorriu fraco.

– Desculpa. – ele levantou as mãos em forma de rendição e eu dei passagem pra ele entrar.

– Pelo que?

– Você vai sair? – ele perguntou analisando-me e eu o encarei.

– Pelo que? – Taylor riu e suspirou.

– Por ter te abandonado essa semana. Quando você estava precisando de mim. – ele disse e eu arqueei uma sobrancelha. – Seu novo amiguinho me disse que você estava precisando de mim.

– Matteo? O Matteo te disse isso? – eu o encarei e ele assentiu.

– É. Ele disse. O que houve? – ele me perguntou e eu não respondi.

– Porque ele te disse isso? Como ele te disse?

– Nos esbarramos perto da lanchonete, e eu fui um pouco, só um pouquinho, grosso com ele, mas em vez de ele corresponder e eu poder dar um golpe naquela cara italiana, ele só disse que eu devia me preocupar mais com meus amigos em vez de ficar tentando arranjar briga na rua. – eu tive que rir com a careta que ele fez.

– Matteo tem razão. – eu dei de ombros andando em direção ao meu quarto.

– O que houve? – Taylor perguntou de novo enquanto me seguia. Encostei-me ao armário e contei o que havia acontecido. – Sarah... Você... Você devia ter me contado. Eu teria vindo. Eu estaria aqui na mesma hora pra te confortar, te abraçar...

– Ainda dá tempo de fazer isso. – eu disse fungando, e sorri fraco. Taylor balançou a cabeça e me puxou pra ele, envolvendo-me em um abraço apertado.

– Eu sinto muito. Por tudo. Por seu pai e por eu ter sido um péssimo amigo. Pode me perdoar?

– Contanto que não me abandone mais... – eu disse e ele sorriu.

– Prometo que nunca mais vou fazer isso. – ele beijou os dedos e eu sorri.

– Ok. – eu suspirei voltando a me arrumar. Meu celular apitou e Taylor o pegou.

– ‘Estou te esperando aqui embaixo.’ – ele leu em voz alta e depois me olhou. – Vai sair com ele de novo? – eu assenti e ele sorriu. – O que está rolando hein? Vocês estão ficando?

– Duas pessoas não podem sair juntas sem ter que ficar? – eu perguntei encarando-o e ele meneou a cabeça.

– Basicamente, não.

– Oh, então você e Chloe andam se pegando. – eu concluí e ele riu.

– Não use essa expressão, por favor. – ele riu novamente e se jogou em minha cama.

– Não estou ficando com Matteo. Somos só amigos. – eu disse enquanto pegava minha bolsa. – Agora preciso ir.

–Er... Sobre isso... Será que eu posso ficar aqui? Essa noite? – Taylor mordeu o lábio inferior e eu sorri.

– O que houve com seu apartamento?

– Meu pai resolveu confiscá-lo.

– O que?

– Ele disse que eu preciso merecer tê-lo.

– Isso é ridículo. Você trabalha, luta e agora está se dedicando aos estudos pra voltar a Universidade. Porque não contou isso a ele?

– Não quero contar. Ele... Ele vai ficar todo empolgadinho e eu... Não quero isso até eu estar dentro da Universidade. Não quero ouvir suas conversinhas sobre decepção, se eu não passar. – Taylor sacudiu a cabeça e me olhou.

– E quanto a Chad?

– Er... Não posso ficar lá. – ele sacudiu a cabeça de novo.

– Porque não? Aliás, cadê o Chad hein? Não o vejo há dias. Agora ele some assim? Bem se ve o quanto ele se importa comigo e com...

– Ei, relaxa. O Chad só está resolvendo umas coisas. Ele se importa com você. Todos os dias ele me liga, nós nos falamos e ele sempre pergunta por você. Como você está, o que anda fazendo, se eu tenho certeza que você está bem... Isso as vezes irrita, mas...

– Ele pergunta? – eu interrompi-o e ele assentiu. – E porque não me liga?

– Não sei, mas ele vai ligar, ou vai aparecer, só relaxa, tá? E então, posso ficar? – eu suspirei e sorri mesmo sem entender direito.

– Claro que pode. Quanto tempo quiser. – eu sorri e ele andou até mim.

– Valeu.

– Vai ser bom ter você por perto, já que agora você não tem tempo mais pra mim. – eu dei de ombros pra sair e ele me puxou de novo.

– Não faça isso. Eu sempre tenho tempo pra você. – ele riu. – Obrigado por me deixar ficar. – Taylor sussurrou. – Amo você.

– Eu também te amo. – eu sussurrei apoiando a cabeça em seu peito e ele beijou o topo da minha cabeça, segurando meu rosto entre as mãos.

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– Nos vemos mais tarde. – eu falei e ele assentiu. – Tente não destruir minha casa com seus músculos giganormes. – Taylor riu e revirou os olhos.

– Tchau Funke. – ele berrou e eu saí de casa.

Desci as escadas e andei em direção à porta. Suspirando e balançando a cabeça, enquanto pensamentos vagavam em minha mente.

Eu sabia que ele estaria do outro lado da rua. Mãos nos bolsos, e olhos expressivos em minha direção. E não pude conter um risinho bobo ao pensar nisso.

Abri a porta do prédio e sorri abertamente ao constatar que estava certa.

Notas finais
E então?? Comentem por favor. *---*