Breakaway
21 Capítulo 19
Notas iniciais
P.S. Eu sei que sou uma escritora super relapsa, mas quera pedir que vocês queridos leitores que estão ai escondidinhos se manisfestassem. Apareçam meus amores, gostaria de ver o qe vocês acham da minha história. Isso é muito importante pra mim. ^^
Matteo e eu andamos sem rumo, até um supermercado, compramos nachos com queijo e refrigerante antes de nos sentarmos num sofá do mostruário.
- Isso não é exatamente diferente do que vendem lá no Dinner. – Matteo riu encarando os nachos.
- E porque nós estamos aqui? Quer dizer, nós podemos ficar aqui? – perguntei e Matteo riu de novo.
- Se os seguranças vierem nos tirar daqui, vou dizer que a culpa é sua. – ele deu de ombros e eu ri.
- Engraçadinho. – eu fiz uma careta. Eu ia perguntar alguma coisa sobre ele, quando senti meu telefone tocar no bolso. – Espera um segundo. – eu disse, antes de olhar o ecrã do meu celular. Mamãe. Esperei alguns segundos e atendi. – Mamãe?
- Liebe. – sua voz foi de alívio. – Liguei algumas vezes pra você e você não atendeu. – agora ela parecia agoniada.
- O que houve, mamãe? – perguntei colocando os nachos na mesa de centro perto do sofá.
- Seu pai. – ela disse e respirou fundo. – Seu pai teve um derrame. — ela falou como se precisasse se livrar daquilo logo.
- O que? Por quê? Mamãe? O que... Como ele está? – eu não sabia ao certo o que perguntar e como ficar, e não pude conter minha voz de soar embargada.
- Eu não sei filha, você sabe que seu pai odiava ir ao médico, não sabemos o que causou isso. – ela disse com a voz baixa e chorosa.
- Como ele está? Onde você está? – eu perguntei enquanto pegava a bolsa e corria para fora do supermercado. Como se eu pudesse andar até onde ela estivesse.
- Estamos no hospital. Ele está sendo observado. – ela falou devagar.
- Ele vai ficar com sequelas? – eu perguntei rapidamente, agoniada por ela demorar tanto para dar as informações que eu precisava.
- Não sabemos ainda. Os médicos estão fazendo um milhão de exames. Não nos dizem nada Liebe.- minha mãe fungou e eu soube que ela estava chorando.
- Eu vou praí. Estou indo. Vou pegar algumas coisas, e vou comprar a passagem do avião, eu...
- Filha.- minha mãe me interrompeu e eu esperei que ela falasse, enquanto olhava ao redor a procura de um táxi. – Você não pode vir... – ela disse e eu parei.
- Como não?
- O médico nos disse que seu pai não pode ter emoções fortes e eu temo que se vocÊ vier...
- Acha que me ver pode fazer ele piorar? É isso? – eu perguntei sentindo um nó começar a se formar em minha garganta.
- Eu... Eu...
- Você disse que ele tinha me perdoado. Disse que ele queria me ver. – eu odiei o tom de acusação em minha voz, mas não pude evitá-lo.
- Eu queria que você viesse. Queria que vocÊs fizessem as pazes, se acertassem e nós pudéssemos voltar a ser uma família. – ela se explicou rapidamente alterado o tom da voz.
- Você mentiu mamãe. Ele me odeia. Ele ainda me odeia. – eu solucei antes de voltar a andar.
- Ele não te odeia... Mas ainda está muito magoado, e...
- E?
- E ele não queria que vocÊ voltasse Sarah. – ela disse com uma voz cansada.
Eu dei um passo para trás, e quase me desequilibrei, mas senti uma mão me amparar, e voltei a falar quando vi que era Matteo.
- Preciso desligar. – eu disse tentando soar calma.
- Filha...
- Se souber de mais alguma coisa me avise. Se puder. Tchau. – eu desliguei antes que ela falasse mais alguma coisa.
Desencostei-me de Matteo e guardei o telefone na bolsa. Olhei para os lados, tentando pensar no que fazer. Como se eu pudesse fazer algum coisa.
Matteo segurou meu braço e me puxou devagar pra ele. Eu demorei a perceber que ele estava me abraçando, e não consegui deixar de notar que era a primeira vez que ele fazia isso. Eu deixei que meus braços pendessem ao redor do meu corpo, e afundei o rosto no peito dele.
- Táxi. – a voz de Matteo me fez acordar do devaneio, e ele me puxou devagar para o táxi que havia parado. Sentamos no banco do passageiro e ele me puxou pra perto dele apertando-me contra seu corpo enquanto o carro deslizava pela estrada. – Vai ficar tudo bem. – ele sussurrou ao meu ouvido e eu suspirei, deixando que aquelas palavras de algum jeito soassem verdadeiras, como se assim fossem se tornar realidade.
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