Breakaway
12 Capítulo 11 - parte 2
Notas iniciais
Me ocupei o resto do dia. Até quando o movimento ficou fraco no hiato café da manhã/almoço. Tentei fazer o máximo de coisas possíveis. Varri e passei pano no chão da lanchonete, limpei as mesas, coloquei mais guardanapos, coloquei o lixo para fora.
Senti que Taylor estava sempre por perto tentando achar um jeito de me fazer parar e falar comigo, mas ele não o fez, e isso me deixou ainda mais irritada. No fim do dia, quando a loja estava prestes a fechar, segui para a sala de funcionários. Tomei um banho rápido e troquei de roupa. Pendurei a bolsa no ombro, mas antes que pudesse sair Simon fez um sinal com a mão dizendo que o gerente iria fazer uma reunião rápida. Bufei e andei até o salão. Estavam todos lá, e Ted, o gerente, começou a falar quando eu entrei.
Tudo que ele disse era o que eu já sabia. Iria começar a abrir a lanchonete a noite também. Queria que ficássemos lá, até ele encontrar outros funcionários para o turno da noite. Assenti depois de ouvir que ganharíamos um aumento por isso. Ted nos liberou, mas Taylor e Chad ainda ficaram conversando com eles quando eu saí. Andei até onde tinha estacionado a moto. Coloquei minha bolsa embaixo do assento e quando ia me sentar vi uma sombra atrás de mim. Virei-me tão rápido que senti minha cabeça girar.
– Ai. – gemi quando tropecei em minhas próprias pernas. Alguém me segurou pelo braço e me ajudou a ficar de pé, mantendo uma distância. Levantei os olhos e o encarei. – Acho que você está me seguindo. – murmurei me recompondo.
– O ensaio pela manhã não foi muito... Produtivo. Voltamos a tarde e ficamos até agora. Pensei que ainda estaria aqui, e resolvi dar uma passada.
– Quer uma carona? – perguntei e ele balançou a cabeça negativamente. — Já percebeu que a gente só se encontra assim? – eu disse meneando a cabeça e ele sorriu.
– Questo è buono. – Matteo disse e eu sorri antes de dar um pulinho.
– Há, isso eu entendi. – eu cantarolei e ele quase gargalhou. Balancei a cabeça me sentindo boba.
– Você podia me dar seu número. – ele sussurrou antes de mudar o peso do corpo para o outro pé. – Digo, assim eu não vou precisar passar na frente da sua casa amanhã, dizendo que foi casualmente, só pra te convidar pra sair. – ele disse, e eu percebi que mesmo que estivesse falando de um jeito maroto, estava hesitante.
– Convidar pra que? – perguntei arqueando a sobrancelha, não conseguindo conter um sorriso.
– A gente podia dar uma volta, quer dizer, ir em uns lugares legais. Durante a semana não tenho muito tempo e acho que você também não. – ele balançou o pé e enfiou as mãos dentro dos bolsos. Encarei-o percebendo o quando ele parecia tímido às vezes. Sorri.
– Me liga pra marcar. – eu disse depois de dar meu número a ele. Matteo sorriu e assentiu.
– Eu ligo.
– Então a gente se vê. – eu encolhi os ombros.
– Até mais. – ele acenou enquanto se virava para começar a andar. Observei-o ir e sorri.
– Vocês estão ficando próximos. – a voz atrás de mim, só me fez revirar os olhos e subir na moto. Antes que eu desse a partida senti a mão segurar a minha impedindo-me. Levantei os olhos e vi Taylor sorrir fraco. Virei o rosto e vi Chad do outro lado. Bufei.
– Quero ir pra casa. Dá licença? – pedi, fingindo calma e empurrei a mão de Taylor.
– Ei. Desculpa tá? Você sabe que não gosto de ficar brigando contigo. – Taylor falou meneando o corpo. – Já chega disso. Juro que a partir de agora, não vou me meter em seu assunto com o italiano. – ele disse e eu o olhei. Taylor levantou uma mão. – Palavra de... Taylor. – eu ri e revirei os olhos antes de levantar da moto e andar para abraçá-lo. Me aninhei em seus braços e suspirei.
– Eu sei que sou meio maluca... – ele riu baixinho me interrompendo. – Tá, totalmente maluca. Mas, preciso de você, e vou ficar bem. Você sabe disso, Tay. — ele assentiu e me apertou mais, antes de me soltar devagar. Olhei em seus olhos e sorri.
– Amo você. – ele sibilou e eu assenti.
– Eu também amo você.
– Preciso me apressar. Tenho que passar na casa de um amigo, combinei de treinar com ele. – Assenti e Taylor deu um beijo em minha bochecha antes de se virar pra ir.
Respirei fundo antes de olhar pra Chad que estava encostado na parede.
– Isso foi baixo. Muito baixo, Chad. – eu disse e ele franziu a testa.
– Do que está falando?
– Você sabe do que estou falando. Você brigar comigo tudo bem, mas fazer Taylor brigar é outra história. – Chad pareceu se ofender e deu um passo para o lado. – Taylor passou o dia todo sem falar comigo, ele nunca faz isso. Você... O fez fazer. Ai, que raiva de você Chad! – eu berrei dando dois passos em sua direção. Chad permaneceu calado, com a testa franzida. – Não vai falar nada? – berrei e ele abriu a boca e sorriu forçadamente.
– Taylor não precisa que eu faça isso. Taylor está bravo... Porque ele sabe que vai te perder pra esse italiano. Você me acusar desse jeito é ainda mais ridículo. – Chad disse antes de balançar negativamente a cabeça.
– O que? Acha que ele vai fazer alguma coisa comigo? – eu berrei e ele deu outro passo à frente.
– Não estou falando sobre isso! Taylor sabe que... Ele sabe que você vai se apaixonar por ele!
– O que?
– E quer saber? Eu também. Que droga, Sarah! Taylor não quer te perder. – eu sacudi a cabeça digerindo toda aquela história. Aquilo era loucura. Sentir atração por um cara como Matteo era uma coisa, mas me apaixonar...
– Isso é loucura.
– Não, não é! Parece egoísmo não querer que você se apaixone, mas não é isso. Taylor só está preocupado. É claro que ele gosta de você e isso conta, mas ele está preocupado por você só saber coisas ruins a respeito desse cara. Taylor não quer te perder...
– Para de falar pelo Taylor! – gritei e Chad deu os últimos passos rapidamente para chegar até mim.
– Eu não quero te perder. – ele disse firmemente. Seus olhos castanhos me fizeram encolher os ombros.
– Isso é loucura, Chad. Não vou me apaixonar por ele. – Chad balançou a cabeça e me virou contra a parede.
– Só promete. – ele sibilou antes de parar pra pensar. – Não vou mais ficar brigando contigo. Odeio isso. Então... Promete que vai fazer as coisas direito. Não vai se colocar em risco, e... Vai tomar cuidado. Promete. – ele sussurrava as palavras firmemente. Um de seus braços estava apoiado na parede, sobre meu ombro. Seu rosto perto do meu.
– Eu prometo. – eu disse, sabendo que era a única resposta que ele iria querer ouvir. Chad suspirou e balançou a cabeça saindo de perto de mim. Respirei fundo fechando os olhos e antes que pudesse abri-los senti sua boca colar na minha. Não consegui falar nada, e nem podia. Chad segurou meu rosto entre as mãos e me beijou com calma. Deixei uma de minhas mãos penderem ao redor do meu corpo e levantei a outra para segurar sua mão.
Chad me beijou de um jeito diferente das outras vezes. Quando nos beijávamos antes, era com urgência e pressa. Como se quiséssemos aplacar todo o desejo do mundo, mas agora... Ele me beijava com carinho, demoradamente. Como se saboreasse cada segundo dos seus lábios colados aos meus. Quando se afastou, olhei em seus olhos e o apertei contra meu corpo em um abraço.
- Não faça isso. – eu sussurrei. – Parece que eu vou embora e você está se despedindo. – o abracei mais forte e ele me envolveu em seus braços. — Não vou a lugar algum.
– Eu amo você, Sarah. Voce sabe que Taylor e eu... Nós cuidamos de você. Não faça nenhuma loucura , por favor. – ele disse. – Pense em mim, tá? – ele suspirou e me abraçou mais antes de se afastar.
– Prometo... Prometo que vou tomar cuidado. Eu juro. Eu sei que estou me arriscando, mas vou tomar cuidado. Pelo Tay. Por Chloe. Por você. – eu disse olhando em seus olhos. Chad assentiu com um sorriso fraco.
– Nos vemos amanhã? – ele perguntou.
– É claro. É o dia da família, não é? – eu sorri fraco e ele assentiu.
– Tchau ruivinha. – ele disse soltando minha mão.
Senti meu coração apertar quando Chad entrou na caminhonete verde. Fechei os olhos subindo na moto, prometendo que faria tudo certo dali em diante. Não deixaria que essa investigação nos separasse.
Nunca.
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