Breakable
1 Capítulo único
Notas iniciais
Depois da morte de Hyde e Jekyll os Charming’s trabalhavam mais arduamente para tentar achar uma solução para se livrarem da Evil Queen sem que algo acontecesse com Regina. Mas era um beco sem saída, nem mesmo Dr. Whale, o homem que trouxe um morto de volta a vida, não conseguia achar uma saída. Depois de chantagearem Gold com o papo “Hook salvou sua mulher, é o mínimo que você pode fazer” conseguiram que ele os ajudasse na cura.
— Isso é inútil! – Regina bufou andando de um lado para o outro com as mãos na cintura – Não tem nada que possamos fazer.
— Pensando bem... Tem sim – disse Gold com um sorriso torto.
— Bem, fale!
— Se você não estivesse tão interessada em achar uma cura, teria notado que a resposta estava bem embaixo do seu nariz. Mas não te culpo, querida, todos sabemos que tirar seu lado negro te deixou com... um bloqueio.
— Se você acha que só porque me separei dela eu não tenho potencial pra fazer o mau.
— Não acho. Sei.
— Lembre-se meu caro, uma carvão apagado quando de volta para o fogo, se acende novamente.
— Quer saber ou não como deter sua outra metade?
A morena nada disse, e Gold levou como um consentimento.
Não demorou muito para que os Charming’s e o pirata aparecessem na mansão da prefeita, ansiosos e curiosos para saber como acabariam com toda essa confusão. Regina entrou em sua sala de estar, onde os convidados – sua família por assim dizer – estavam reunidos. Calmamente ela colocou um frasco em cima da mesa de descanso, nele continha um liquido transparente suspeito, mas Snow e Emma se alegraram com o pensamento de que Regina havia achado a poção tão procurada.
— Você conseguiu? – Emma perguntou boquiaberta.
— Não exatamente. Esse é o plano B, isso nos dará tempo de procurar o antídoto – disse a morena enquanto mexia nervosamente nas mãos.
Emma, Snow, David e Hook a encaravam esperando por uma resposta direta sobre com o que iriam lidar.
— Vai ser um pouco complicado, mas se eu conseguir enrolá-la por um tempo...
— Regina – Snow chamou delicadamente – Daremos um jeito. Qual é o plano?
— Esse não é a poção que queríamos, mas pode vir à calhar – disse Regina voltando ao ponto principal – Nós vamos colocar a Evil Queen para dormir.
*****
Eles estavam novamente reunidos, dessa vez na biblioteca pública, discutiam sobre como o plano iria desenrolar, mas Emma estava demasiadamente preocupada assim como Regina quando Henry deu a ideia de ser a isca para atrair a Evil Queen para a emboscada. As mães protetoras jamais deixariam que seu filho fosse machucado, mas então lembraram que a rainha era também a prefeita e jamais encostaria um dedo em Henry para machuca-lo.
— Eu não sei Henry – disse Regina ainda não satisfeita – Eu sei do que ela é capaz. Eu era ela, e matei meu próprio pai por vingança quando ainda tinha uma parte boa em mim. Ela não tem mais essa parte, ela é toda escuridão, não sabemos do que é capaz.
— É nossa única opção – o menino respondeu.
— Henry, sua mãe está certa, devemos ter mais cuidado nessa situação – Emma falou.
Hook observava a pequena discussão de família e se sentiu confortável em interromper.
— Perdoem-me discordar, mas eu acho que o garoto é mais que capaz de fazer isso sem se machucar.
Emma não podia acreditar no que estava ouvindo, aquilo parecia completamente absurdo, seu namorado estava realmente querendo arriscar a vida de seu filho? Sentiu seu sangue arder por um segundo.
— Killian, ele é uma criança, não vamos usá-lo como isca! – a loira disse exaltada.
— Talvez devêssemos nos acalmar – Snow interveio – Concordamos com algo, Henry não será a isca, mas precisamos de algo que instigue a rainha de vir até a Regina.
— Eu tenho uma ideia – a prefeita disse sorrindo – Pode dar muito errado ou muito certo. Mas vamos precisar da ajuda de uma certa ruiva.
Não demorou muito para que conseguissem convencer Zelena a ajudar, a ruiva sentia que uma parte da sua irmã tinha ido embora e essa parte era a única na qual se identificava, sentia-se sozinha novamente, mas faria de tudo para ajudar sua irmã, pois mesmo sem esse seu lado ela continuava sendo sua irmã e continuava a amando apesar dos apesares.
Com um plano já esquematizado, eles foram para a ação. Zelena conversou e combinou de se encontrar com a Evil Queen na Ponte do Troll naquela mesma noite, com medo do que a rainha pudesse fazer para sua irmã, decidiu que daria a dose ela mesma, e não deixou que a insistência de Regina deixasse-a arriscar ser morta pela sua própria cópia.
Não era só Zelena que se preocupava, Snow, David e Henry sentiam a mesma coisa, e para a surpresa de Emma, sua preocupação era ainda maior, sentia a necessidade de estar junto à morena quando acontecesse e estar ali para impedir que algo de ruim aconteça caso não saísse como o planejado. Tentava tirar essas ideias da cabeça, não queria pensar que algo daria errado, mas Emma não tinha puxado sua mãe, ela não era otimista, de fato era realista e media tanto as chances de dar certo quanto as de dar errado.
Eles estavam preparados, Zelena estava no ponto de encontro, enquanto Snow, David, Hook, Blue, os anões e até mesmo Grenny, cercavam o local escondidos. Emma e Regina estavam dentro do fusca amarelo no túnel, tinham a visão perfeita de onde as mulheres iriam se encontrar. Todos esperavam pacientes e nervosos, tinha que dar certo. A xerife e a prefeita observavam em total silêncio, não um desconfortável, mas muito pelo o contrário, o silêncio naquele carro a deixavam mais relaxadas e seguras, sentiam-se protegidas ali sabendo que a outra estava ao lado.
— Finalmente! – Zelena disse ao ver a rainha se aproximar em um de seus vestidos belíssimos.
— E isso é jeito de se falar com uma rainha?
— Vamos direto ao ponto. Preciso da sua ajuda.
— Gosto dessas palavras – disse com um sorriso maléfico.
— Eu cansei da Regina boazinha que vive passeando com os heróis, tentei no começo, mas francamente não fomos criadas para sermos assim.
— Eu me admiro cada vez mais... – a rainha disse se aproximando – Essa capacidade da Regina de achar que me engana – cerrou os dentes e logo gritou – Já pode parar de se esconder querida!
— Eu acho que não – Zelena disse retirando uma seringa do bolso em um movimento rápido e atacou a rainha.
— Você realmente pensou que isso ia funcionar? – A agulha estava a um centímetro da pele da rainha, ela fora mais rápida que a ruiva e com sua magia jogou a mulher contra uma arvore.
Regina no mesmo instante saiu do carro e correu em direção à ruiva inconsciente. Com ódio levantou o olhar para a temida rainha em sua frente e notou a seringa em sua mão. Tinha que conseguir. Tinha que ser rápido. Tinha que ser calculado.
Ela levantou com ira, sentia a raiva borbulhando em suas veias e avançou na morena que do mesmo jeito que havia feito antes, impediu o golpe e com um gesto levantou a prefeita pelo pescoço usando sua magia.
Emma olhava apavorada do carro, esperava que alguém que estivesse de guarda fosse fazer alguma coisa, mas nada, inclusive por muito tempo nada. Sem muito esforço, a loira se teletransportou para onde seus pais deveriam estar, e os encontrou inconscientes assim como os outros que também estavam de guarda. Sentindo seu coração apertar, Emma se teletransportou para trás da rainha e gritou chamando sua atenção.
— Hey!
— Ora ora... O que temos aqui? A salvadora veio finalmente fazer o seu trabalho – disse a rainha sem soltar a mulher.
Emma estava com medo de que não fosse conseguir salvar Regina, tinha medo que os tremores aparecessem e a fizesse perder o controle, mas ela se proibia de pensar nisso, proibia sua mente tocar aquela cena da “batalha final” em sua cabeça repetidamente. Quase matou Regina uma vez por causa da visão e do tremor, não se permitia deixar acontecer novamente, mesmo que não tivesse controle.
— Você não é nenhuma salvadora, Swan. Inclusive salvar tem sido uma tarefa difícil ultimamente não é? – ela riu debochadamente.
— Em-mma – Regina tentava falar mas não havia mais ar em seus pulmões
O sangue de Emma ferveu e tudo o que pode pensar era em salvar a morena que flutuava e estava em busca de ar. Sem pensar, a loira jogou todo o poder possível encima da rainha, assim a derrubando no chão, e derrubando Regina ao mesmo tempo. Emma correu em direção a morena e checou para ver se estava tudo bem. Enquanto a prefeita recuperava seu ar, a salvadora andou confiante e irada para a rainha que agora se levantava.
— Você realmente não sabe com quem está lidando Swan! Mas agora ela está fraca... eu finalmente posso terminar meu trabalho. – disse sorrindo, e logo desapareceu em uma fumaça roxa, reaparecendo atrás de Regina.
— NÃO! – Emma gritou e tentou correr, tentou fazer algo, mas logo sentiu sua mão tremer e não conseguia mais se mexer, as imagens repetiam em sua mente, mas não era nelas que Emma focava.
Emma focava em Regina tentando fugir, mas falhando, a rainha se aproximando dela e injetando a agulha em seu pescoço.
— Durma bem – a rainha sussurrou e a salvadora então finalmente voltou ao controle do seu corpo.
Sem pensar duas vezes ela surgiu em uma fumaça branca em frente à Evil Queen e enfiou a mão em seu peito reencontrando o coração que tivera sido esmagado uma vez. Ela retira ele e com raiva o esmaga. A rainha sorri com a inocência de Emma em pensar que podia destruí-la, mas logo o sorriso morre quando sente seu corpo despedaçar e virar cinzas como da última vez.
Com os olhos marejados Emma se ajoelha ao lado de Regina, e tenta pensar no que fazer, mas sua mente está uma bagunça, não sabia o que estava acontecendo, o que acabou de fazer ou como conseguiu fazer. Precisava salvar Regina, precisava acordá-la, mas Robin se foi, e não conseguia pensar em quem poderia salvá-la. Olhava para aquele rosto angelical dormindo tranquilamente aquele sono que poderia se tornar eterno.
— Não faz isso Regina... Todos nós precisamos de você – Emma dizia tirando umas mexas de cabelo do rosto da morena – Henry precisa de você.
Olhava aquela mulher que agora tinha seu coração bom, mulher que odiava e agora considerava família. Não podia deixar a mãe de seu filho dormir eternamente, não suportava essa ideia. Não ter Regina com seus comentários sarcásticos, e suas características únicas seria impossível de viver sem.
Não pensando no que estava fazendo, mas sentindo a necessidade, Emma se inclinou e juntou seus lábios com os de Regina levemente em um singelo beijo. Sentiu então uma onda refrescante como se conectasse os dois corpos em um só, afastou-se apenas alguns centímetros e logo os olhos castanhos se encontraram com os esmeralda.
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