Break Your Heart
33 Capítulo 34
Notas iniciais
Pdv Damon
Milly dormia tranquilamente. Sua barriga estava enorme e mexia-se devagar. Não sei por quanto tempo fique olhando-a dormir, apenas fiquei maravilhando-a. Ela está linda linda. E sempre foi. O que eu ainda não acredito é que ela está grávida. É muito surreal acreditar que serei pai. Se eu acordasse agora, eu acreditaria...
[...]
- Damon... — Milly chamou-me manhosa e virei-me para ela — Quero comer um frango assado. — olhou-me com os olhos brilhando. Fiquei confuso e sorri. Ela sorriu animada e só faltou pular do sofá — Oh, Dam, tive meu primeiro desejo!
- Lindo! Muito lindo! — falei irônico. Eu a amo, mas não curto essas paradas de desejos, quem sairá mal nessa sou eu.
- Eu também acho... — olhou-me esperançosa — Ah, Damon, você não está feliz! — fez um enorme bico e ri — Não ria! — ficou nervosa.
- Milly, eu não entendo por que tenho que ficar feliz. Você só está com vontade de comer frango... — dei de ombros.
- Damon, eu tive um desejo, isso é a coisa mais linda! Sabe, até agora eu não tive enjoos, mudanças drásticas de humor... Nada do tipo. — falou magoada — As vezes nem parece que estou grávida.
- Eu não acho isso. — neguei olhando para sua barriga enorme. Ela fuzilou-me com um olhar e deu-me medo — Milly, veja só! — falei incrédulo e sentei ao seu lado no sofá — Você está ficando triste de repente, nervosa, animada... Sei que você já era maluquinha, agora está mais!
- O quê?! — ficou indignada — Está me chamando de maluca?! — ficou nervosa e revirei os olhos.
- Nossa. — murmurei respirando fundo — Eu te amo, amor. — acariciei seu rosto e ela sorriu meiga.
Não vou aguentar essas mudanças de humor! Ela beijou-me de vagar e começou a acelerar tudo. Senti uma das meninas chutarem e soltei Milly. Ela bufou revirando os olhos. Isso é horrível! Odeio pensar que minhas filhas podem ouvir e sentir se Milly e eu transarmos... Mas eu não farei isso.
- Damon... — falou manhosa e a olhei calmo — Ainda estou com desejo. — ri e dei-lhe um rápido beijo.
Pdv MillyOk, essas mudanças de humor minha são meio estranhas, mas Damon não tem nem um pouco de paciencia! Ele não entende que se estou assim a culpa é dele! Sim, é dele! Por que não se previniu?! Hoje poderíamos estar nos divertindo loucamente como fazíamos!
Mas eu não me arrependo de estar grávida. Acho que esse é o mais forte elo que une Damon a mim. Será que se eu não estivesse grávida, eu teria medo novamente? E não ficaria com ele? Bem... Com toda certeza NÃO. Eu o amo... Não só porque estou grávida, mas porque ele é tudo para mim.
Nessie chegou no apartamento junto com Iris. E Damon saiu para se alimentar e trazer-me algo para beber. É, minhas meninas tem essa vontade de sangue. E tem que ser sangue forte e fraco. Pois quando tomo só fraco, uma não gosta e fica me chutando, quando tomo um de humano, a outra fica chutando forte! Então tomo os dois junto. É minha vida é complicada...
- Tia Milly, cuandu Aléia e Dianna nacê, voxe deissa elas montalem no Jackie sunto comigo? — Iris perguntou-me animada com aquele enorme sorriso, mostrando suas lindas covinhas.
- Só quando elas estiverem maiorzinhas, princesa. — falei sorrindo e ela afirmou voltando a assistir seu desenho. Nessie e eu rimos.
- Agora ela pegou essa mania de montar no irmão. — Nessie falou rolando os olhos — Eu já falei que só quando Jackie estiver maior... Mas Jacob apoia isso! Até o dia em que Iris cair e se machucar!
- Nessie, é errando que eles saberão o que é errado. — falei dando de ombros.
- Duvido que você pensará assim quando elas nascerem. — revirou os olhos e ri.
Ficamos conversando sobre crianças por um bom tempo. Até que o celular dela tocou. Era Jacob.
- Oi, Jack. — ela atendeu sorrindo — Cadê o Júnior? (...)- ela ficou assustada e deu um pulo do sofá — Jacob, o que aconteceu? — assustei-me e ela ficou nervosa — Jacob, fale logo! (...) Sim... — ouviu atentamente — Oh, Jacob! Não acredito! (...)Tá, tá, tá bom! (...)- respirou fundo — Deixe-me falar com ele...(....) Oi, bebê. (...) Pare de chorar. (...) Ficará tudo bem... (...) A mamãe vai para ai sim, tá bom? (...) Pare de chorar, amor. (...) Deixe-me falar com o idiota do seu pai. (...) Mamãe te ama. — ela respirou fundo e voltou a falar — Segure ele, não o deixe sair correndo, ok? (...) Tudo bem, vou tentar ir agora. Tchau.
- O que houve, Nessie? — peruntei preocupada ela respirou fundo.
- Jackie escalou numa arvore e quando pulou, pensou que se transformaria na hora, acabou que caiu rolando no chão. — falou nervosa e preocupei-me.
- Ele está bem?
- Só quebrou a perna. Mas chora muito. — falou com medo.
- Vá ficar com ele então. — falei calma — Ele precisa de você.
- Não posso te deixar sozinha, você sabe... — murmurou preocupada — Vou esperar Damon voltar.
- Ness, faça assim: ligue para Gustavo. Ele não está fazendo nada... Deve estar com Lais, ou algo assim. -dei de ombros e sorri.
- Ok.
Ela pegou seu celular e discou para Gustavo.
- Pronto. — ela falou assim que desligou — Gustavo já está vindo.
- Então pode ir. — dei de ombros. Ela olhou-me preocupada e ri — Nessie, Jackie precisa de você.
- Ah, não sei, Milly... Não quero te deixar sozinha...
- Oh, Ness! Pense em Jackie! — falei séria e ela respirou fundo.
- Tudo bem, qualquer coisa me liga. — assenti e ela beijou meu rosto — Vamos, Iris!
- Ah, mamãe! Deissa eu ficá com a tia! — ela implorou e ri.
- Depois você vem buscá-la. — dei de ombros.
- Okay, senhorita Iris! — Ness falou revirando os olhos e ela comemorou — A noite o papai vem te buscar, hein?
- Tá. — ela assentiu e sorri.
- Beijos. prima. — ela falou já saindo — Juizo, senhorita Iris.
Iris riu e voltou a assistir o desenho.
- Está com fome, princesa? — perguntei cautelosa e ela assenttiu com os olhos brilhando.
- Fais leiti com molango? — pediu animada e sorri levantando-me com dificuldade.
- Vamos lá! — ela levantou-se animada e deu-me a mão. Assim que entramos na cozinha, ela correu e sentou-se numa das cadeiras. A campaínha tocou e assustei-me... Fiquei parada no lugar e tocou novamente.
- Num vai abí, tia? — Iris perguntou-me curiosa e sorri tensa...
- Sim, amorzinho.... Fique aqui. — falei e ela assentiu.
Sai da cozinha com passos lentos. Senti um chute das meninas e respirei fundo. Parei em frente a porta... Ah, Milly! Deve ser Gustavo... Abri a porta e aliviei-me...
- Elena...
Ela sorriu sombriamente e senti minhas pernas ficarem trêmulas... Com certeza, não era Elena.
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