Break Your Heart
17 Capítulo 19 - A verdade em panos limpos
Notas iniciais
Cap. 18 — A verdade em panos limpos
Pdv Milly
(---Alguns meses depois---)
Todos tinham saido para caçar fiquei em casa com Nessie e Pablo. Os dois estavam na sala. Eu estava em meu quarto, estudando. Eu ainda estava com saudades de Zack e sua família. Eles foram para Tompson faz dois meses. Ele era tão legal... Damon e eu nos vemos quase sempre. As vezes Nessie nos acoberta. Ah, e ela e Jacob estão namorando muito sério! Achei tão lindo isso neles... Eu até que queria arranjar alguém para mim. Mas não consigo pensar em alguém comigo... Só imagino Damon. Mas eu e ele juntos, ninguém aceitaria...Sai de meus devaneios quando vi Damon parado a minha frente. Sorri e ele sentou ao meu lado.
– Tenho prova amanhã e preciso estudar. — avisei e ele deu de ombros, já beijando-me. Joguei meu fichário no chão e deitamos.
– Milly, faz alguns meses que estamos só nisso... — ele falou olhando-me sério — Ficaremos só assim?
– Ah, não sei. — olhei-o sorrindo — Quer ir mais além?
– Não entendo isso de mais além... — passou a mão em meu braço. Sorri e lhe beijei, já logo tentando tirar sua camisa. Não a tirei, apenas deixei aberta para eu ter uma bela visão.
Rimos e nos abraçamos. Ainda não entendi o que ele quis dizer. Será que Damon quer assumir algo...? Se ele quiser assumir algo, juro que aceito. Mesmo com a negação de meus pais... Nossa, ainda tem isso. Meus pais. Se eles descobrem isso, estou morta!
– Ainda temos tempo. — falei sorrindo — Um passo já foi dado... Digo... Já fizemos muitas coisas... — ele sorriu e lhe beijei...
– O que está acontecendo aqui?! — assustei-me e sai de cima de Damon rapidamente.
Foi tudo muito rápido. De repente meu pai estava socando Damon. O mesmo não retribuia, apenas tentava se defender. Minha mãe olhava-me magoada e nervosa. Olhei novamente para o outro lado do quarto e vi meu pai socando e chutando Damon.
– NÃO! — gritei em desespero. Tentei aproximar-me deles, mas minha mãe segurou-me — PAI, PARE! POR FAVOR! PAI! — comecei a derramar lágrimas e soltei-me de minha mãe. Meu pai estava preste a socar Damon. Fiquei a frente de Damon — PAI, NÃO FAZ ISSO! — implorei. Meu pai olhou-me com muita raiva.
Uma quentura em meu rosto fez-me cair do outro lado do quarto. Olhei assustada para meu pai e vi Damon tentar vir até a mim, mas meu pai o segurou, dando um soco. Ele me bateu... Ele deu-me um tapa na cara...Vi Pablo segurando meu pai, mas estava sendo em vão. Nessie apareceu e veio para meu lado. Tio Edward e meu avô entrou em meu quarto e seguraram meu pai.
– Milly, está tudo bem? — Nessie perguntou-me. Eu não conseguia falar e nem me mecher.
– Acalme-se, Emmett! — tio Edward pediu e meu pai, ainda nervoso tentou avançar em damon.
– SAFADO! — ele gritou para Damon. O mesmo estava sendo segurado por Pablo — ELA É UMA CRIANÇA!
– Emmett, acalme-se! — meu vô falou segurando meu pai com força.
– EU VOU TE MATAR, DAMON! — meu pai gritou tentando avançar em Damon... Levantei rápido e fiquei a frente de Damon.
– Ele não teve culpa! — falei desesperada e minha mãe olhou-me nervosa — Não foi só ele quem fez...
– CALE A BOCA, EMMILLY! — minha mãe mandou e neguei. Meu pai olhou-me com nojo...
– Você não é a minha filha... — ele falou com seu tom diminuido.
– SIM, SOU! — gritei — ESSA QUE VOCÊS ESTÃO VENDO É A VERDADEIRA EMMILLY!
– Falsa... — ele falou incrédulo e neguei.
– Não, falsa não... — falei e ele estava preste a dar-me outro tapa, mas Damon veio a minha frente e levou-o por mim.
– Emmett! — meu vô gritou.
– NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISSO COM ELA, SEU DESGRAÇADO! — ele gritou para Damon — SABE O QUE FEZ?! ELA AINDA É UMA CRIANÇA!
Meu pai tentou avançar em Damon e tentei ir defendê-lo. Minha mãe segurou-me nervosa e arrastou-me para fora do quarto.
– Não! — gritei tentando soltar-me dela — DAMON! DAMON, VAI EMBORA!
– EMMILLY, EU JÁ MANDEI VOCÊ CALAR A BOCA! — minha mãe gritou arrastando-me escadas a baixo. Eu tentava me soltar, mas ela é bem mais forte. Ela arrastou-me para dentro do escritório e jogou-me no sofá. Cai no mesmo e limpei minhas lágrimas... — VOCÊ FICA AÍ! — mandou e fechei os olhos.
Minha mãe saiu do escritório batendo a porta com muita força. As trincas quase soltaram-se.
Oh, céus! O que eu fiz?!
Comecei a chorar encolhendo-me no sofá. Abracei minhas pernas e escondi meu rosto... O que está havendo comigo?! Não era para nada disso ter acontecido! Não! A culpa é toda minha! Eu quem provoquei Damon desde o começo. Nada disso era para ter acontecido! Não, não era!Fiquei mais alguns minutos sozinha naquele escritório. Chorei muito, chorei mais do que deveria. Ouvi a porta se abrir e minha mãe entrar. Levantei meu rosto e a olhei. Ela já parecia mais calma.
– Mãe... — tentei falar mas ela impediu-me.
– Vocês transaram? — perguntou-me ríspida. Minhas lágrimas começaram a cair novamente e assenti — Hà quanto tempo vocês estão... nisso? — hesitou enojada. Minha voz não saia e meu choro aumentava — Responda-me, Emmilly!
– Se-seis meses... — respondi chorando e ela respirou pesadamente.
– Eu confiei em você, Emmilly. — falou magoada — Eu confiava muito em você...!
– Mãe, perdoe-me...! — implorei.
– Emmilly, você só tinha seis anos! Ele tem séculos de idade a mais que você! — falou descrente — Sabe o que isso significa? Que tanto ele como você... Os dois não prestam! Ele por saber que você é só uma criança e deixar isso acontecer... E você por ser falsa! — acusou-me e neguei — SIM, FOI FALSA! — gritou nervosa — TODOS ACREDITAVAM NESSA HISTÓRINHA DE ''TIO DAM''! FALSIDADE, EMMILLY! FALSIDADE! VOCÊS DOIS TRASAVAM DE BAIXO DE NOSSAS CARAS! AS ESCONDIDAS! E O PIOR: NEM NAMORANDO OU JUNTOS ESTAVAM! — abaixou o rosto e respirou fundo — Eu nunca esperei isso de você... A minha filha é uma vadia. Abaixei o rosto e voltei a chorar... Ela tem razão...
– Mãe, arrependo-me muito... — falei parando o choro. Ela olhou-me descrente.
– O que disse?
– Eu me arrependo muito, mãe...! — olhei-a pedido perdão. Ela negou desacreditada.
– Não... Isso sim que é o pior. — falou séria e magoada.
Olhei-a sem entender e ela saiu do escritório. Não entendi...! O pior é eu me arrepender?! O quê?
Passei mais algumas horas chorando no escritório. Preciso sair daqui! Levantei-me limpando meu rosto. Sai do escritório e desci as escadas... Encontrei meu pai e meus avós na sala. Ele estava sentado no sofá com as mãos na cabeça.
– Papai... — chamei-o mas ele nem me olhara. Minha vó aproximou-se de mim e disse:
– Querida, ele precisa esfriar a cabeça... Vamos subir. — ela virou-me para as escadas. Olhei novamente para meu pai e o mesmo negava para si. Minha vó levou-me para meu quarto. O mesmo estava com algumas coisas destruidas. Ela deitou-me em minha cama e sorriu dócil — Descanse um pouco, sim? — Nessie entrou em meu quarto e minha vó a olhou.
– Vó deixe que eu fique com ela. — Nessie pediu e ela assentiu.
– Bom descanso, querida. — deu-me um beijo em meu rosto e saiu de meu quarto. Nessie deitou-se ao meu lado e abraçou-me forte. Voltei a chorar e ela tentou me acalmar.
– Juro, Nessie... Não queria que fosse assim! — falei entre os choros.
– Fica calma, Milly... Dará tudo certo...
– Como eles sabiam? — pergunteiparando o choro.
– Stefan contou. — sussurrou e neguei chorando — Ele só disse que desconfiava de algo e mandou seus pais virem ver... E na mosca, Damon estava aqui...
– Minha vida está acabada!
– Não diga isso, prima!
– Não, Nessie, meu pais nunca me perdoarão! Eu realmente sou uma vadia!
(---No outro dia---)
Acordei ouvindo as vozes da família. Levantei-me e percebi que meu quarto já estava arrumado. Uma dor enorme em meu coração atingiu-me. Fui para o banheiro e tomei um demorado banho. Quando voltei, coloquei um short jeans, camisa preta e sapatos pretos. Fiquei deitada em minha cama, olhando para o nada... Nanda e Nessie entraram em meu quarto segurando uma bandeja com café da manhã.
– Como está, milly? — Nanda perguntou-me sentando ao meu lado.
– Pécima. — falei séria e Nessie colocou a bandeja ao meu lado — Não estou com fome.
– Come um pouco, milly. — Nessie pediu — Você passou muitas horas dormindo e nem comeu. — dei de ombros e neguei — Milly, você não pode ficar assim.
– Quer que eu fique como? — perguntei nervosa.
– Fica calma! — Nanda mandou e respirei fundo.
– E meus pais? — perguntei após alguns minutos de silêncio.
– Sua mãe ainda está trancada no quarto e seu pai acabou de chegar de algum lugar. — Nanda respondeu — Acho que ele já está mais calmo...
– Tenho que falar com ele. — levantei-me.
– Milly, espere um pouco. — Nanda pediu e neguei. Sai de meu quarto e desci as escadas. Tia Bella, tia Alice, tio Edward e meu vô estavam lá. Passei por eles de cabeça baixa, eu estava muito envergonhada. Sai de casa e fui para o jardim. Encontrei meu pai olhando para o nada. Ele sentiu minha presença e continuou alí. Aproximei-me dele e ele virou-se para mim, já querendo sair de lá.
– Pai, espere... — pedi e ele olhou-me sério — Precisamos conversar.
– Não há nada para falarmos, Emmilly. — assustei-me, ele nunca chama-me de Emmilly...
– Pai, por favor... — implorei.
– Está tudo certo já. — olhei-o confusa — Sua mãe, Gustavo, você e eu vamos embora daqui. — assustei-me e ele saiu. Segui-o e disse:
– O quê?! Por quê?!
– Não quero mais você e aquele desgraçado juntos... Iremos no fim da semana. — avisou-me já entrando na casa.
Não acredito... Eu nunca mais verei Damon??
Fale com o autor