Break Your Heart

6 Capítulo 6 - É assim que quer? É assim que será


Cap. 6 — É assim que quer? É assim que será.


Pdv Milly

Coloquei uma calça branca, camisa lilás e jaqueta cinza. Calcei minhas botas pretas e peguei minha bolsa preta. Sai de meu quarto e desci para sala. Meus pais, Elena, Nanda e Pablo estavam lá.

– Já vai, filha? — minha mãe perguntou-me carinhosa.

– Sim, mãe. — respondi sorrindo — Marquei de chegar lá as onze. — dei de ombros e ela assentiu.

– Que horas você chega? — meu pai perguntou — Quer que eu vá te buscar?

– Chego provavelmente antes das sete. E não precisa me buscar. A casa deles é logo alí.

– Tudo bem, se cuide, filha. — minha mãe falou e assenti.

Sai de casa pegando minhas chaves. A casa de Zacky não era tão longe, e nem tão perto. Acho que em vinte minutos chego lá. Assim que virei a esquina, uma ferrari vermelha surpreendeu-me parando a minha frente. Sorri animada, mas depois sorri dócil. A janela do carro abriu-se e um lindo de óculos escuros falou:

– Sabia que você é muito nova para andar por aí sozinha? — sorri abertamente, mas ainda dócil e falei:

– As vezes é preciso. — dei de ombros — Ainda mais quando se não tem compania...

– Para onde está indo? — Damon perguntou abrindo a porta do passageiro.

– Tenho que fazer um trabalho na casa de um amigo... É logo aqui. — fingi que estava mentindo e ele riu.

– Ah... E aceita uma carona do tiozinho aqui? — continuei com meu sorriso, mas quase o desmanchei. Ahh! Que ódio! — Então?

– Não precisa. Posso ir sozinha. — dei de ombros e ri.

– Nossa! Eu não mordo! — fez-se de magoádo — Vamos, Milly! Entre!

– Ah, está bem. — revirei os olhos e entrei no carro, fechando a porta e colocando o cinto. Falei o nome da rua para ele e ele ligou o carro em alta velocidade.

– E ai, é trabalho de quê? Digo... É trabalho ou desculpinha para fugir de casa? — perguntou rindo e ri.

– Não, é um trabalho. Faço faculdade de engenharia química, sabia? — disse óbvia e ele ficou surpreso.

– Humm. Dizem que é bom isso. Mas para uma garota de seis anos, isso não é muito, não? — neguei e dei de ombros.

– Tenho seis anos, mas tenho todas as características de uma garota de 17. — sorri — Penso, ajo, aparento e falo como uma garota de 17.

– Percebi... — sussurrou mas fingi que nem ouvi — E como é isso?

– Isso o quê?

– Ah, ter seis anos e fazer tudo que uma garota de 17 faz...?

– É legal. — ri e ele olhou-me confuso, e depois voltou a olhar a estrada — Sabe, todos me tratam como uma menininha inocente de seis anos. Muitas coisas ninguém me falara pois acham que sou muito nova para isso. Só que eles não lembram de que penso como se tivesse 17 anos. Então... Como uma garota de 17 anos, faços coisas estranhas até mesmo para mim. Ajo fora do comum... Tenho vontades e curiosidades sobre muitas coisas. — sorri mais e ele ficou tenso.

– Que tipo de vontades e curiosidades? — perguntou um pouco tenso e dei de ombros.

– Vai dizer que você não sabe? — ri e ele negou — Ah, Damon! É lógico que sabe do que estou falando. — ele ficou calado e prendi meus risos — Tipo, quando dei meu primeiro beijo eu tinha três anos, mas aparentava 12. Eu tinha os pensamentos de 12 anos. E o comum seria a garota começar nessa idade. Agora uma garota de 17 anos... — hesitei — Tem outros desejos.

Damon ficou um pouco calado e eu também. Logo entramos numa rua com casa lindas.

– Obrigada, Damon. — falei assim que ele parou o carro a frente da casa beje com cinza.

– Não há do que. — ele sorriu e tirou os óculos escuro — Qualquer coisa é só me chamar.

– Oh, sim. — sorri e tirei o cinto — Até mais tarde. — abri a porta do carro e sai do mesmo. Fui em direção ao portão grande.

A ferrari acelerou e saiu em alta velocidade. Apertei a campainha e logo uma mulher loira, de pele clara e alta veio atender-me.

– olá, você deve ser Emmilly, sim? — ela falou abrindo os portóes e sorriu para mim.

– Sim, e a senhora deve ser Vaiola Chireal? — perguntei e ela assentiu — Parazer, senhora Chieral.

– Oh, por favor! Sem isso! — sorriu — Pode me chamar de Lola.

– Ah, tudo bem. — dei de ombros — Zacky está?

– Sim, ele está te esperando lá dentro. Entre por favor.

***

A família de Zacky era legal. Ele tem uma irmã e um irmão, Luara e Samuel. O pai deles é o doutor Kleber Guelluche. Ele não estava lá. O doutor Kleber é amigo de meu avô ha muito tempo. Exceto Luara, os filhos deles são híbrido igual a Nessie. Já Luara é como eu.

Zacky e eu estávamos em seu quarto fazendo o trabalho. Eu estava anotando algumas coisas que achava na internet. E ele estava fazendo alguns desenhos.

– Milly, posso te fazer uma pergunta? — Zacky pediu olhando-me um pouco envergonhado. Assenti e voltei a olhar para o computador a minha frente — Er... Você... Você só tem seis anos, sim? — concordei e ele pareceu um pouco mais envergonhado — Bem... Então... Você já...

Antes dele terminar de falar, Luara entrou no quarto com Samuel e um garoto e uma garota. Zacky respirou fundo e os olhei curiosa.

– Desculpem-nos atrapalhar, mas viemos saber se vocês estão a fim de ir ao boliche conosco? — Luh perguntou anciosa e Zacky deu de ombros.

– Por mim tanto faz, mas temos que terminar o trabalho. — ele falou dando de ombros e concordei.

– Deixa para a próxima então. — falei um pouco desanimada.

– Tudo bem, mas esperarei mesmo, Milly! — Samuel falou sorrindo e ri — Ah, esses são: o namorado de Luh, Dérick, e minha namorada, Sabrina. — ele falou apontando para o casal. Sorri educada a eles e eles fizeram o mesmo para mim — Essa é Emmilly.

– Ou só Milly. — falei sorrindo e eles assentiram.

– Bom... Vamos deixá-los fazer esse trabalho. — Dérick falou sorrindo — Foi um prazer te conhecer, Milly!

– Digo o mesmo. — falei aos dois.

Eles despediram-se de mim e de Zacky e depois sairam. Zacky e eu voltamos a fazer o trabalho, só que dessa vez o ajudei no desenho.

– Er... Zacky, o que você iria me perguntar mesmo? — perguntei curiosa ao lembrar de que ele não terminou de me perguntar.

– Oh, nada, não. Esquece. — sorriu e dei de ombros.