Break Your Heart
18 Capítulo 20
Notas iniciais
Despedidas
Pdv Nessie
(---Dias depois---)
Milly e eu chorávamos feito crianças. Eu não acredito que tio Emmett fez isso! Essa foi a pior decisão que ele já tomou! Milly e eu somos mais que primas, irmãs! Não suporto ficar longe dela! Ela é minha melhor amiga!
– Sentirei muita sua falta, Nessie...! — Milly falou tentando se acalmar. Abracei-a mais forte e voltamos a chorar — Com quem conversarei agora? — choramingou — Você terá a Nanda... e eu?!
– Milly, tenho certeza... de... de que não será por muito tempo...! — falei entre os choros... — Somos uma família... Famílias não podem se separar!
– Sei... — soltou-me e parou de chorar — Prometo te ligar todos os dias...
– Se você não ligar eu ligo! — sorri e ela fez o mesmo.
– Emmilly, vamos. — tia Rose falou entrando no quarto vazio de Milly.
– Sim, mãe. — ela sorriu triste para mim e nos abraçamos. Descemos as escadas de mãos dadas. Logo que chegamos lá fora, onde todos a esperavam, abraçamos-nos novamente — Te amo, Ness.
– Eu também, prima. — soltou-me e sorriu triste. Ela entrou no carro de Emmett e deu-me um tchauzinho triste. Retribui e tentei sorri. Tio Emmett veio despedir-me de mim e fiquei séria — Tchau, Emmett. — ele olhou-me confuso e depois sorriu.
– Se cuide, menina. — dei de ombros e ele entrou no carro.
Assim que o carro deu a partida, Nanda abraçou-me e chorei em silêncio.
Pdv Milly
Nunca me senti tão triste. Eu praticamente estou abandonando minha vida. Eu cresci em San Marino. É dificil abandonar tudo do nada. O que mais doeu-me o coração foi despedir-me de Nessie e Nanda. Elas são minhas melhores amigas, quase irmãs... Mas entendo o que meu pai está fazendo. Eu o magoei muito, decepcionei-o. Tirei a confiança que ele tinha em mim...
O caminho para o aeroporto foi silêncioso. Ao meu lado estava Gustavo, o mesmo estava muito triste. Encostei minha cabeça na janela do carro e fiquei olhando as arvores passando feito borrões. O carro parou no sinaleiro. Entre as arvores vi um vulto. Olhei atentamente... E então surgiu um homem alto, de cabelos escuros, pele clara e uma expressão muito triste... Damon.
Controlei a mente de todos no carro, eles ficaram inconsciente... Coloquei a mão no vidro e olhei-o triste. Ele olhou-me mais triste e fez menção de vir até a mim. — Não. — sussurrei magoada e ele negou. — Por favor, não... — gesticulei e ele afastou-se mais um pouco — Juro, nunca te esquecerei... — uma lágrima escorreu em meu rosto e senti meu coração ser quebrado em pedaços. Damon também derramou uma lágrima. Meu coração partiu-se mais e mais. Neguei e fechei os olhos, já liberando a mente de todos. O carro acelerou, todos agiram como se nada tivesse acontecido.
(***)
A casa era grande. Tinha apenas quatro quartos, duas salas, uma cozinha, um jardim enorme e logo atras tinha uma floresta vazia. A casa já estava mobiliada. Estávamos em Tompson. Essa sim é uma verdadeira cidade caipira. As casas são antigas, há poucas pessoas... E é um pouco vazia. Estávamos a noite já.
– Pode subir para seu quarto. — meu pai falou-me com secura.
– Segunda porta a esquerda. — minha mãe informou-me.
Assenti e subi com minha bolsa. Cheguei no quarto dado-me e joguei a mala no chão. A cama era perto do guarda-roupas... Tinha um banco confortável a frente da janela, sentei so mesmo e fiquei olhando para a floresta vazia logo atras.Minha vida será pura desgraça a partir de agora...
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