Break Even

3 Tudo começa a fazer sentido


Notas iniciais
Olla amigos! E aqui estou com mais um capítulo para vcs!
Muito obg pelos reviews, mesmo! Já postei mtas fanfics aqui no nyah (a maioria já deletei, because of the reasons) mas em nenhuma delas recebi um retorno tão bom quanto o dessa fanfic, o fandom de iCarly é ótimo!
Bem, admito para vcs que não gostei muito desse capítulo e nem ficou tão grande quanto eu esperava. Mas, já deixo avisado que a ação da fanfic começa no próximo capítulo que, prometo, vai estar melhor que esse. Boa leitura!

─ CAPÍTULO 3 ─

TUDO COMEÇA A FAZER SENTIDO

Durante algum tempo eu nutri algumas fantasias em relação ao Freddie. De nós dois conversando sobre nós, na qual o desfecho era ele dizendo que me amava até de nós dois em uma cama transando ao som de Rock N’ Roll Traindo ACDC. Era uma variação enorme, e uma delas era fantasia em que ele me ligava da Itália.

E agora estava acontecendo de verdade, não era uma fantasia idiota que eu criei com diálogos um tanto surreais. Era real, e talvez seja por essa confusão na minha cabeça que quando eu disse “oi” pareceu mais um grunhido do que uma fala humana.

─ Carly me contou que você recusou o convite ─ ele parecia bravo comigo ─ Por que fez isso?

A voz dele estava bem mais entonada do que antes e sua rouquidão estava levemente acentuada de uma forma sexy. Não era a voz do garotinho Freddward Benson que eu implicava, era a voz do homem que Freddie se tornou, o homem que eu queria.

─ Só não estou afim de ir ─ respondi, saindo dos meus devaneios e tentando dar um tom firme na minha voz ─ Acho que tenho o direito de querer não ir.

─ Com toda certeza, mas eu, quero dizer, eu e Carly temos o direito de saber porque não quer vir ─ retrucou ele ─ E então?

Ok, Benson, a razão por eu não querer ir é que não acho que seria legal agarrar você quando você está namorando com a minha melhor amiga de infância. É isso.

Não falei aquilo.

─ Eu apenas não quero ir ─ respondi finalmente ─ Sabe, não tem nenhuma razão para isso, é só que eu não quero.

─ Sam, você se esqueceu que eu fui seu amigo por seis anos? Sei quando está mentindo, e você está mentindo agora.

─ Bem, sem levar em conta que você também namorou comigo, você não me conhece realmente, porque estou falando a verdade.

Ok, não precisam me dizer uma coisa óbvia quanto “você foi idiota por ter tocado no assunto do namoro de vocês” porque eu me toquei disso alguns segundos depois.

─ Então é isso? ─ perguntou, muito mais irritado do que antes ─ É tudo uma questão de querer?

─ Exato ─ confirmei ─ Então se eu fosse você desligava esse telefone agora porque não adianta, eu não vou.

─ Eu desligaria agora, mas… Quero que você venha. Preciso que você venha ─ admitiu parecendo um pouco envergonhado ─ Ah, vamos lá, Sam. Por favor.

Eu tinha ouvido direito? Ele tinha dito que precisava de mim? Oh, isso sim é uma novidade, Freddward Benson precisando de Samantha Puckett para algo.

─ Por que precisa que eu vá? ─ perguntei, mas agora em um tom mais baixo ─ Achei que nunca iria precisar de mim para nada, Freddie.

─ Não fale assim, apesar de que eu concordo em parte. Mas, não posso te contar agora porque se não… Você não viria se soubesse. Você precisa confiar em mim e vir.

Eu não sabia o que falar diante daquilo. Eu tinha me preparado com frases prontas caso ocorresse mais algum contato além daquela ligação de Carly, mas eu não estava preparada para aquilo.

─ Você não confia em mim? ─ perguntou.

Bem, depois de eu ter namorado com ele e ter vivenciado a paixonite dele por Carly, não exatamente nessa ordem, algo ficou claro para mim naquele momento. Freddie, em todo o tempo que namoramos nunca gostou de mim realmente, provavelmente ele estava tentando esquecer Carly comigo ou não teria terminado comigo tão rápido. E eu não era menos culpada nisso, se eu realmente confiasse nele e nos seus sentimentos, mesmo naquele tempo, não teria o deixado ir tão fácil.

─ Estou sendo ignorante quando digo isso, mas sincera ─ respondi, respirando fundo ─ Mas não confio em você.

─ Nem para vir para Itália sem saber o motivo porque preciso de você? ─ indagou parecendo muito magoado.

─ Pra nada.

Ora, não tentem me repreender. Acho que, por gostar tanto dele como gosto, eu deveria ser sincera com Freddie, por mais que isso o machucasse. Omitir coisas dele, ok, mas mentir sobre algo? Eu não poderia fazer aquilo.

─ Tudo bem, quer saber? Você está me fazendo desistir.

─ Ah… Isso… Isso é ótimo. Não preciso que você insista.

Ouvi um ruído estranho do outro lado da linha, algo como um fungado, mas não consegui ouvir direito para constatar.

─ Só escute o que vou dizer agora, ok? ─ começou ele, parecendo decidido ─ Sei que a última coisa que passaria pela sua cabeça era que eu, um dia, ligasse de outro pais pedindo algo para você…

Errou feio, nerd.

─ … Mas isso é importante. Sam, mesmo que talez você nunca tenha se dado conta disso, eu e Carly sempre precisamos de você, você era… É uma parte importante da nossa amizade, do nosso trio. E se você vir vai estar ajudando não só a mim, mas a Carly também e a todos os fãs do iCarly que querem ver o grupo junto e unido. Você não seria capaz de fazer esse pequeno sacrifício, não por mim, mas por todos nós?

Acho que eu tinha uma resposta, não definitiva, mas uma resposta.

─ Preciso pensar. Me ligue daqui a cinco minutos, ok? ─ propus.

─ Ok. Só pense bem, ta? Pense muito bem, porque a sua resposta será definitiva, não iremos mais incomodar caso a resposta seja não ─ disse ele, em um tom amigável.

Não falei mais nada, apenas desliguei o telefone e me sentei no sofá.

Ok, quais eram os prós e contras da minha ida a Itália?

Os prós eram que eu reveria todos eles, as pessoas que mais me apoiaram, que sempre estiveram ali por mim. Iria fazer novamente o iCarly, que sempre havia sido uma diversão.

Os contras eram que eu sofreria vendo Freddie e Carly juntos e deixaria minha oportunidade com Michael ir embora, não teria outra chance com ele.

Mas o importante, não é quais dos dois lados tem mais itens, e sim o quanto esses itens significam para mim. E quem sabe… Quem sabe não é o meu coração que tem que decidir isso tudo? Quem sabe a resposta seja o que eu penso que seja certo, deixando meus sentimentos de lado? Então…?

O telefone tocou. Era agora, o que eu responderia tinha que ser a resposta certa, precisava ser a resposta certa.

─ Então? ─ perguntou ele, ecoando a pergunta da minha mente.

Levando em conta o que eu tinha pensando naquele curto prazo… Algo pareceu fazer sentido para mim.

─ Preste atenção no que vou falar agora, Freddnerdie ─ falei com um tom de suspense ─ Se minha geografia não estiver errada, é claro, esteja no aeroporto de Giovann Battista Pastine daqui a dois dias as sete da manhã.

─ O que você quer dizer com isso, Sam? ─ indagou ele, parecendo confuso ─ É um sim ou um não?

─ Apenas esteja lá as sete ─ repeti, de repente ficando animada ─ E não fique encanado, idiota. Até mais.

Desliguei o telefone, orgulhosa de mim mesma por ter lidado com aquilo com paciência e plenitude, duas palavras que até então não faziam nenhum sentido para mim.

─ O que sua mãe queria? ─ perguntou Cat, trazendo suas revistas e sua toalha para dentro do apartamento.

─ Não era ela, era Freddie ─ respondi ─ Ele e Carly me convidaram para ir para a Itália fazer um especial do iCarly.

─ Ah, que legal! ─ exclamou animada ─ E você vai, não é?

─ Você não se importaria de ficar aqui sozinha?

─ Eu estava pensando em passar alguns dias em Las Vegas com umas amigas, na verdade.

Aquilo era um sinal para eu realmente ir?

─ É, você tem razão ─ concordei ─ Mas e Mike?

Cat deu um sorriso como se soubesse exatamente o que ia acontecer.

─ Quando você voltar e se ainda quiser Michael, então você fala com ele ─ garantiu ─ Mas… Posso perguntar uma coisa?

─ Sim? ─ murmurei, esperando que ela fosse soltar algum tipo de previsão para a minha vida.

─ Tem algum problema se o meu irmão ficar no nosso apartamento enquanto estivermos fora? ─ indagou ela ─ Ele estava afim de arranjar um lugar para fazer o churrasco anual para mendigos que ele sempre faz. Sabe, ele sem querer colocou fogo na ultima sede da reunião.

Fiz uma cara de pensativa.

─ Nem pensar ─ respondi automaticamente.

.

No dia seguinte foi uma correria, de tantas as coisas que eu precisava fazer.

Mas, quando me dei conta, já tinha feito tudo. Comprei minha passagem de avião, comprei malas novas, algumas roupas, uma câmera fotográfica e ainda fiz um corte de cabelo, que deixou o comprimento dele na altura dos ombros.

De volta ao apartamento comecei a fazer minhas malas. Coloquei um monte de coisas, pois não sabia direito quanto tempo ia passar lá, mas no final tudo coube nas duas malas, mesmo que tenha ficado uma bagunça mas eu não era muito boa com organização então isso era esperado.

Depois de ter terminado, saí com Cat e duas amigas suas, Tori e Jade. Fomos até um sushi bar, no centro de Malibu.

─ A Itália deve ser linda ─ comentou Tori, quando contei sobre a viagem ─ Ainda mais na companhia de Freddie e Carly. Acho os dois muito legais.

─ A Carly sim, mas o Freddie é um mané ─ falei e todas riram ─ Então, é você e a Jade que vão para Vegas com a Cat?

─ Sim, o meu pai é dono de um cassino ─ gabou-se Jade ─ Vamos ficar hospedadas lá.

─ Qual o nome do cassino? ─ indaguei curiosa. Sempre quis ir para Vegas, mas nunca arranjava tempo o suficiente.

─ O Almas Mortas ─ respondeu Cat dando uma risadinha.

Olhei para Tori e Jade. Jade tinha um sorriso diabólico em seu rosto e Tori estava com uma cara do tipo “é isso mesmo”.

─ Não duvido que seja ─ murmurei, brincando com canudo dentro do meu drink.

Passamos o resto da noite bebendo drinks e jogando conversa fora. Cat e Tori ficaram bêbadas facilmente e logo começaram a cantar e chorar ao mesmo tempo enquanto eu e Jade bebemos mais e tivemos um conversa tão animada que logo outras pessoas se juntaram a nós.

Nos divertimos muito, mas logo a noite chegou ao fim. E quando percebi, já era o dia do embarque.


Notas finais
Até a próxima!
P.S: Minhas aulas voltam dia 14, então acho que o fluxo de postagens vai ser menor, mas não irei abandonar a fanfic de jeito nenhum, oks.