Break Even

9 Mas as coisas vão ser diferentes agora


Notas iniciais
Wassup guys! Demorei demais, mas é que eu tenho mil ideias para fanfics e BE está me deixando um pouco cansada, ainda mais que é sobre Seddie que é um ship que, devo confessar, já fui mais shipper hard do que agora. Mas tudo bem vou continuar a postar, enfim, espero que gostem. Boa leitura!

Eu simplesmente não sabia o que dizer para Carly, então apenas fiz a reação mais adulta que eu podia fazer. Dei um chute na canela dela e saí correndo, porque estava irritada demais para discutir com ela.

Quando cheguei no nosso apartamento encontrei Gibby sentado no sofá, o mesmo em que Freddie estava dormindo quando saí. Bem, se eu conseguisse convencer Gibby talvez, e somente talvez, eu conseguisse escapar de Freddie.

─ Ei, cara, vamos fazer uma troca? ─ perguntei para ele, sentando ao seu lado.

Ele me lançou um desconfiado, mas desligou a tv e se virou para mim.

─ Depende, o que você quer? ─ ele indagou, cruzando os braços.

─ Eu, hm, queria saber se você não pode dividir o quarto com o Freddie e me deixar dividir o quarto com o Spencer ─ revelei, dando um sorriso angelical que eu usava estritamente só para conseguir o que eu queria.

─ Por que? Você não está dividindo o quarto com a Carly? ─ ele estava confuso.

─ Por enquanto, mas o namorado dela está vindo pra cá e eles querem dividir o quarto ─ esclareci, usando um tom magoado embora eu não estivesse magoada. ─ E você sabe como eu e Freddie somos, não quero dividir o quarto com ele. Por favor, Gibbs.

Por um momento eu realmente achei que ia dar certo. Gibby me deu um sorriso e passou seu braço em volta dos meus ombros, me dando tapinhas amigáveis nas costas.

─ Não ─ ele respondeu em um tom simpático. Tive vontade de socar ele. ─ Freddie iria me impedir de levar garotas para o quarto embora eu fosse usar a “cortina de lençol do respeito”. E nem tente perguntar para o Spencer, ele adoraria ver você dividindo um quarto com o Benson.

Era aquilo. Eu não tinha escapatória, na verdade, tudo o que eu tinha era menos de meia hora para juntar todas as minhas coisas e levar para o quarto de Freddie. O quarto de Freddie!

Dei um tapa na cabeça de Gibby, só para não perder o costume, e fui para o quarto de Carly. Peguei minha mala e comecei a jogar minhas coisas dentro com um certo jeito brusco, mas eu estava irritada demais. Dividir um quarto com Fredward Benson era a primeira coisa que eu queria fazer… e a última também.

Era uma faca de dois gumes. Eu queria e também não queria, mas como sempre a parte do “não” falava mais alto então é claro que eu estava tão afetada a ponto de matar o primeiro que encostasse em mim.

Assim que terminei de arrumar minhas coisas, Carly, Ryan e Spencer chegaram. Carly tentou falar comigo, mas eu apenas passei por eles e fui direto para o quarto de Benson, fechando a porta com um estrondo atrás de mim.

Freddie estava em sua cama dormindo profundamente de modo que eu apenas guardei minhas coisas em silêncio para não acorda-lo. O quarto dele era igual ao meu e de Carly, mas em vez das camas ficarem em paredes opostas como o do meu antigo quarto, ali elas eram lado a lado, com um metro de distancia entre elas. Troquei de roupa rapidamente, amarrei meu cabelo e me deitei, me cobrindo até a cabeça com o cobertor.

Uma noite de sono iria resolver tudo. Ou eu pelo menos esperava que sim.

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Ah, como é boa a sensação de acordar levando tapas em um horário inconvencional como oito horas da manhã.

Antes mesmo de abrir os olhos, a primeira coisa que senti ao acordar foi algo batendo sem parar contra o meu braço esquerdo, aliás, a única parte do meu corpo que não estava coberta pelo edredom.

─ Mas que droga… ─ resmunguei, jogando o edredom para o lado e fechando os olhos automaticamente por causa da claridade.

Ouvi uma exclamação mas não poderia saber de quem era ou de onde vinha pois meus olhos, depois que os abri lentamente, ainda estavam se acostumando com a luz do dia.

─ Sam! O que, diabos, você está fazendo nesse quarto? ─ a voz de Freddie foi reconhecida antes do seu rosto.

Cocei meus olhos e passei a mão rapidamente pelo cabelo, sentindo os enormes nós formados ali. Quando meus olhos se acostumaram, vi que Freddie estava de pé ao meu lado e ele parecia mais chocado e horrorizado do que surpreso.

─ Estou dormindo, não é óbvio? ─ respondi, voltando a deitar, porém mantendo os olhos abertos. ─ Ou estava.

─ Seu quarto não é esse ─ ele disse, cruzando os braços e fazendo uma expressão como se eu fosse muito burra para não entender aquilo.

─ Era, agora é nosso ─ acrescentei, e ele fez uma cara de confuso. ─ E se quer uma explicação, pergunte para Carly, foi ela a ideia de fazer isso. Agora, se me der liçensa, voltarei a dormir.

Puxei o cobertor por cima da cabeça e esperei que ele fosse me descobrir, mas não o fez. Então, apenas suspirei e voltei a dormir.

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Quando me levantei mais tarde tudo estava silencioso, não tinha nenhuma alma viva naquele apartamento além de mim. Me joguei no sofá e liguei a tv, embora não entendesse nada do filme que estava passando porque era em italiano.

Enquanto o filme passava inventei uma comida que consistia macarrão estantâneo com biscoito salgado que tinha uma aparência meio estranha, mas o gosto era bom.

Meia hora de filme e dois sacos de biscoito salgado depois, ouvi uma movimentação vinda do lado de fora do apartamento. Antes que eu pudesse me levantar para ver o que era, a porta foi aberta de supetão e Freddie e Carly entraram aos gritos, com Spencer e Gibby atrás.

─ Não acredito nisso! ─ Carly exclamou, se jogando do meu lado. ─ Prepotentes, nós nunca fomos nem nos tempos de estrelismo do iCarly.

─ Você quer fazer o favor de tirar a Sam do meu quarto? ─ Freddie perguntou, na porta do nosso quarto. ─ Ela jogou as roupas dela em cima da minha cama!

Carly olhou para mim, revirou os olhos e pegou meu pacote de biscoitos e começou a come-los sem dizer nada. Olhei questionadora para Spencer e Gibby, mas ambos deram de ombros e começaram a comer os biscoitos também. A contra gosto olhei para Freddie e ele revirou os olhos, mas respondeu:

─ Adiaram a Webcon porque um webshow novato não poderia comparecer na data marcada porque eles estavam com agenda lotada.

─ Mas eu preciso voltar logo para a Califórnia! ─ exclamei, aturdida. ─ Para quando eles adiaram?

Freddie fez uma careta e ficou de costas para mim, mexendo em alguma coisa aleatória perto da televisão.

─ Para daqui há cinco dias ─ ele explicou, ainda sem olhar para mim.

Dali há cinco dias? Eu não podia ficar mais cinco dias na Itália, eu precisava voltar. Eu não lembrava muito bem do prazo que Cat tinha me dado mas eu sabia que era curto.

─ Eu não sei se posso ficar até esse dia ─ comentei, abaixando os ombros e automaticamente todos olharam para mim, estupefatos. ─ Eu tenho um prazo no meu trabalho, preciso voltar.

Ninguém falou nada, porque todos entendiam. Não éramos mais adolescentes, o iCarly não era mais nossa única prioridade, tinham outras coisas mais importantes para uma adulta, tipo o trabalho dela. Eu não podia deixar meu trabalho só por causa de um evento.

─ Você não pode pelo menos tentar? ─ Spencer perguntou e ele parecia realmente sério. Ele nunca ficava sério com frequência, então levei aquilo na mesma seriedade.

─ Vou ligar para Cat ─ avisei, me levantando do sofá.

Deixei todos eles na sala, cada um me observando com uma expressão diferente, e fui para a sacada onde ninguém poderia ouvir minha conversa. A verdade é que eu não iria ligar para a Cat. Havia outra pessoa que poderia me ajudar.

─ Sam? ─ a voz de Mike parecia surpresa e ao mesmo tempo contente do outro lado da linha. ─ Você tem noção do quanto estou com saudades de você?

Soltei um muchocho antes de responder. Eu queria tanto dizer a mesma coisa para ele mas era que sim, eu estava com saudades dele também, mas não daquela forma apaixonada e dedicada que ele parecia sentir.

─ Também sinto sua falta ─ falei, dando um pigarro logo em seguida. ─ Erm… Você se importa de fazer um favor para mim? É algo que Cat não faria e tenho certeza que você sim. Você pode dizer aos seus pais que estou com alguns problemas e não posso voltar por agora?

Esse era uma das vantagens ter Mike ao meu lado. Ele era o filho mais velho dos Fercue e por tanto, quando eu precisasse de alguma ajudinha com o trabalho ele poderia fazer isso por mim.

─ É claro que eu farei, mas… ─ sua voz de repente ficou estranha e eu já esperava que ele fosse falar algo importante. ─ Você pode me dizer o por quê?

Respirei de alívio. Era uma pergunta fácil.

─ Sim, nós só tivemos um problema com as datas do evento ─ respondi, olhando para a sala. Todos estavam conversando entre si mas era uma conversa calma e normal pois eu não podia ouvir a voz deles.

─ Essa não é uma desculpa por causa do garoto de Seattle, é? Sei que ele está aí com você.

Tentei responder alguma coisa, mas nada vinha em minha mente. O que eu podia dizer a ele? É claro que não era por causa de Freddie, mas o assunto “garoto de Seattle” era proibido de ser comentado com Mike.

─ Não é por causa dele ─ respondi, abaixando o tom de voz. Freddie estava abrindo a porta da varanda e vindo em minha direção. ─ Preciso desligar agora, mas é sério o que eu disse.

─ Sam, se você diz então tudo bem ─ ele concordou, mas sua voz não era nada simpática. Na verdade, Mike até parecia um pouco irritado. ─ Mas não se esqueça, você até pode mentir para mim, mas não pode mentir para si mesma.

O telefone ficou mudo, mas eu fiquei ainda um tempo em silêncio. Eu não podia mentir para mim mesma e talvez era por isso que ultimamente eu andava parecendo depressiva.

─ Sam, está tudo bem? ─ a voz de Freddie veio de trás. Virei-me em sua direção e lá estava ele, parado me observando com certo receio. ─ Você está aí no telefone mas você não está falando nada.

Corando, coloquei o celular no bolso do jeans rapidamente. Eu provavelmente devia estar parecendo uma idiota ali, parada, sem reação alguma.

─ Não enche ─ mandei, e quando passei por ele dei uma ombrada em seu braço de propósito.

─ Sam, nós precisamos conversar sobre o quarto! ─ ele exclamou, enquanto eu abria a porta da varanda. Deixei-a meia aberta, mas antes de sair me virei.

─ Conversamos sobre o quarto no quarto.

E saí.