Break Even

2 Eu deveria seguir em frente


Notas iniciais
Olla pipocas! Muitíssimo obrigada pelos reviews que me enviaram, li todos e respondi. Continuem assim e até o final da fanfic o Spencer vai aparecer na casa de vocês levando um Smoothie para cada uma :D
Bem, esse capítulo ficou curto, mas não me condenem! Eu não estava tãão inspirada para esse. E antes de mais nada, não me matem após lerem o final, guardem seus instintos assassinos! Boa leitura!

─ CAPÍTULO 2 ─

EU DEVERIA SEGUIR EM FRENTE

─ Ah… oi Carly.

Eu mal podia acreditar que estava conversando com ela. Depois daquele tempo todo, parecia surreal e até improvável que aquilo realmente estivesse acontecendo.

─ Então, tudo bem por aí? ─ perguntou, parecendo animada.

─ Tá tudo ok. E aí?

─ Ótimo! Realmente, excelente! ─ exclamou, dando uma risada. Tão típico de Carly tentar amenizar as coisas ─ Então… você vem, não vem? Para o reencontro iCarly?

É claro que eu tinha a resposta, mas não sabia como contá-la sem estragar a felicidade dela. Conheço, ou conhecia, Carly o suficiente para saber que ela ficaria magoada quando eu recusasse.

Mas era o que eu devia fazer. Não podia ir lá e ficar fingindo que estava tudo bem quando não estava, agir como se ainda fosse a melhor amiga dela e enquanto nós rimos de coisas idiotas, eu estaria de olho no namorado dela. Eu não conseguiria fazer aquilo.

─ Carly, eu… eu não vou ─ respondi, com dificuldade ─ Eu sinto muito.

─ Que bom, ent… QUE? ─ gritou ela ─ Espera, você não vem? Por que você não vem?

É claro que eu não podia dizer à ela que era por causa de Freddie, ou porque eu era uma idiota da marca maior, mas eu sabia que se acabasse arrumando alguma desculpa ela logo saberia que era mentira.

─ Só não estou afim de ir ─ falei, porém usando um tom mais firme.

─ Sam, está tudo bem? Por que você não quer vir? Aconteceu alguma coisa?

─ Não, não é isso, só a acho que não seja certo. Eu sinto muito, mesmo.

Ficamos em silêncio por algum tempo. Ela não estava preparada para a minha resposta, estava pensando em uma saída, eu sabia disso. E ela sabia também que qualquer saída que arrumasse não daria certo comigo. Carly era inteligente o bastante e me conhecia da mesma forma para saber que quando eu tinha uma ideia e raramente a mudava.

─ Mas você precisa vir ─ murmurou ela, parecendo bem chateada ─ Não podemos fazer o reencontro sem você.

─ Carly, estou falando sério ─ reafirmei ─ Eu não vou. E me desculpe, mesmo, mas eu não vou mudar minha resposta.

─ Sam, por favor, pela nossa amizade.

─ Olha, eu preciso ir agora ─ falei, me levantando do sofá ─ Você foi uma grande amiga, Carly, sério mesmo e o iCarly era ótimo, mas não posso ir. Me desculpe.

Desliguei o telefone antes que ela pudesse responder e o larguei no sofá, enquanto as lágrimas escorriam pelos meus olhos.

Eu queria muito, muito mesmo, ir até a Itália rever todos eles. Mas eu sabia que se ficasse muito perto de Freddie, não iria resistir e acabaria magoando Carly. Minha amizade com ela é, ou era?, mais importante que os meus sentimentos ridículos.

O telefone começou a tocar sem parar e aquilo parecia me fazer sentir pior, porque eu sabia que era ela. Desliguei ele e joguei contra a parede, sabendo que iria quebrar e que Cat iria querer meu cadáver depois de ver o aparelho em pedaços.

Me joguei em minha cama e mesmo estando calor me enrolei no cobertor e afundei meu rosto no travesseiro, enquanto chorava silenciosamente. É incrível como para os outros eu parecia tão forte enquanto por dentro eu era tão frágil.

.

Passaram-se duas semanas e Carly não ligou novamente.

Mesmo não conseguindo acreditar que ela desistira tão fácil, fiquei feliz por ela não insistir naquilo. Tudo voltaria ao normal e eu não precisava ficar me torturando mais ainda.

Naquela manhã me forcei a acordar cedo e fui dar uma volta. Me encontrei com Michael no saguão do hotel e fomos andar pela orla da praia de Malibu.

Michael era o filho mais velho dos Fercue. Ok, ok, eu sei que é errado se envolver com os patrões, e que eu era apenas a babá e tinha que saber qual era o meu lugar (exatamente como a música de Cat, Babás Não Devem, dizia) mas eu nunca fui de seguir as regras então aquilo para mim era completamente normal.

E além disso, Mike era um cara muito legal, quando eu estava com ele, na maioria das vezes, eu me esquecia o quanto eu ainda lembrava de Freddie. E acima de tudo, ele me trazia bacon quando eu ficava fazendo hora extra no trabalho.

Não que tivéssemos um relacionamento fixo, como namorados. Nosso lance era mais como uma amizade com benefícios. Aliás, benefícios esses que eram muito bem aproveitados.

─ Está tudo bem? ─ perguntou Mike, colocando seu braço ao redor dos meus ombros. Estávamos há quase uma meia hora caminhando enquanto as ondas batiam nos nossos tornozelos. ─ Você parece estar esperando por alguma coisa…

─ Não foi maconha, eu juro ─ falei, erguendo as mãos como se estivesse me rendendo. Ele riu. ─ Falando sério agora, eu estou normal.

─ Sério mesmo? Bem, se você diz… ─ murmurou ele, mas parou de caminhar. Mike ficou de frente para mim e colocou suas mãos na minha cintura, parecendo receoso ─ Olha, só estou preocupado. Se estiver acontecendo alguma coisa, qualquer coisa, sabe que pode falar para mim.

Assenti com a cabeça, aproximei meu rosto do dele, e o beijei. E naquele momento eu queria gostar dele tanto quanto ele gostava de mim.

.

Quando cheguei em meu apartamento, o som estava no volume máximo e Cat estava na varanda, deitada em uma espreguiçadeira e cantarolando algo que dizia que o dj estava tocando a música dela que era uma da Britney Spears¹. Ela tinha uma ótima voz.

─ Ei, Sam ─ chamou ela, tirando o óculos de sol e olhando para mim ─ Ual, estou vendo pontinhos coloridos e nem me drogo. Ah, sua mão ligou, ela quer falar com você sobre a Melanie.

Joguei meus sapatos no sofá e fui até a varanda, onde me sentei o chão de frente para a espreguiçadeira de Cat.

─ Ela falou quando ia ligar de novo? ─ perguntei.

─ Não especificou o horário, mas disse que seria ainda hoje. Mas, então, como foi a praia com Mike?

Suspirei e dei um sorriso para ela. Raramente eu e Cat tínhamos aquelas conversas de menininhas, mas quando elas aconteciam eram muito divertidas.

─ Foi… boa ─ hesitei, dando um sorriso ─ Ah, você sabe, tudo com Mike é sempre bom.

─ Você não gosta muito dele, né? ─ perguntou, me olhando como se soubesse do maior segredo do mundo ─ Você ainda gosta do Garoto de Seattle.

Apesar de ter contado para Cat tudo sobre como era a minha vida em Seattle, nunca contei à ela que o meu ex-namorado Garoto de Seattle, como o apelidei, era Freddie. Talvez no começo eu não tivesse percebido, mas tinha feito aquilo porque não ia conseguir admitir que tinha tido realmente um fim da linha para mim e Freddie, e contar para outra pessoa sobre como começamos o nosso relacionamento e como o terminamos era tão doloroso que eu não o fiz.

─ Não! Não gosto mais do Garoto de Seattle, não exatamente… ─ expliquei, sendo realmente sincera ─ Só acho que apesar desse tempo todo eu ainda não esqueci completamente. Ridículo, não acha?

─ Não, é completamente normal ─ discordou, sorrindo carinhosamente ─ Mas acho que se você não tentar nunca vai saber. Devia dar uma chance ao Mike. Mesmo.

─ Você acha? ─ perguntei, franzindo o cenho. Claro que eu ainda, hm, tinha lá meus sentimentos por Freddie, mas a ideia de Cat era uma possibilidade, e ela estava certa, afinal. Se eu não tentasse com Mike, nunca saberia se poderia ter esquecido Freddie ─ Quero dizer, que eu tenha que ir lá, agora, e falar com ele?

─ É isso aí ─ confirmou ela.

Dei um sorriso torto, fui até ela e a abracei. Cat me envolveu com seus braços fracos e logo depois me soltou, o que era a deixa para fazermos nosso “toque da vitória”, estritamente usado quando algo se resolvia. Cada uma estendia uma mão, batia ambas dos dois lados depois a erguia, fechando-a em punho e abaixando lentamente enquanto os dedos se moviam sem ritmo.

─ Obrigada ─ agradeci enquanto me levantava ─ Agora vou até ele e…

Fui interrompida pelo toque do telefone.

─ Ok, vou lá falar com a minha mãe e depois com Mike ─ corrigi, dando uma risada.

Voltei para dentro do apartamento, peguei o telefone que estava na mesinha ao lado do sofá e o atendi.

─ Alô? ─ falei, enquanto voltava para a varanda. Já estava me preparando para ouvir minha mãe comentar sobre como Melanie à visita sem avisar, e de como ela é muito grudenta e sentimental e etc etc, enfim a ladainha de sempre.

─ Hm, Sam? ─ perguntou a voz do outro lado.

Definitivamente não era minha mãe. Mas eu sabia de quem era aquela voz, é claro que sabia, a reconheceria mesmo depois desse tempo todo. Mas não seria possível… seria?

─ Ela mesma ─ respondi, tentando controlar minha respiração que estava alterada ─ Quem é?

─ Sou eu. Freddie.

Seria. Ah não, não, não, lá vamos nós de novo.

Notas finais
N/A: ¹que o dj estava tocando a música dela que era uma da Britney Spears: Aqui, eu fiz uma menção à musica Party In The U.S.A, da Miley Cyrus.
Deixem seus reviews e recomendações! E até a próxima! ~some em uma nuvem roxa~