Brave Sand World
25 Segredos Revelados
Notas iniciais
Fazenda Barton—05h02min PM
Três dias depois
— Ganhei de novo, tia Abbie — comemorou Lila com um grande sorriso.
Abigail despertou de seus pensamentos quando a menina espalhou as peças uma segunda vez.
— Você esta ficando boa nisso — murmurou sorrindo.
— Quer jogar de novo?
— Hm, que tal mais tarde? Minhas costas estão doendo um pouco querida — se desculpou levantando-se do sofá com certa dificuldade.
O som de suas juntas estralando fizeram Lila prender o riso e juntar o jogo de Damas o guardando em seu devido lugar. Enquanto isso Abigail se ocupou em procurar Laura com os olhos, não a encontrando. A passos calmos e um tanto lentos, se afastou para bem próximo a janela por onde conseguiu enxergar Barney brincando com o filho e um sorriso cresceu em seus labios. Não deixou de pensar em Steve daquela forma com Nina, tais pensamentos encheram seu peito de alegria e expectativa.
As ultimas noites ela imaginou cada detalhe, pensou que talvez Nina tivesse os mesmos olhos azuis de Steve, com aquele brilho doce e acolhedor que apenas os dele possuía, Talvez a tonalidade castanha tão característico nos Stark. Pensou no tom de seus cabelos, na macies da pele, o formato dos lábios, do rosto e em como seria seu sorriso. Contudo no fundo ela implorava para que nenhum traço presente em Stella, estivesse em Nina, seu pobre e machucado coração não suportaria tal pancada. Entretanto, as ultimas três noites na fazenda Barton não lhe trouxeram apenas sonhos bons, pois a cada langa noite de sono imagens diferentes tomavam seus olhos, sonhos tão reais que mesmo apos acordar ainda apreciam colados as suas pálpebras. Nesses pesadelos, Abigail ouvia gritos de agonia, som de tiros e explosões, que no principio pensou se tratar de suas poucas lembranças da segunda guerra, contudo o da ultima madrugada comprovou que estava enganada, escutava palavras sussurradas em Russo, assim como o sabor agridoce em seus lábios, o calor de um corpo sobre o seu e os cabelos negros tapando sua face. Era como uma lembrança, mesmo que ela não a tenha vivido, rapidamente as imagens mudaram e um longo corredor, mergulhado em penumbra, apareceu a sua frente, sentiu o calor das chamas as suas costas e aparentemente continuou a correr. Por breves momentos conseguiu observar a pistola entre seus dedos enquanto o som de gritos invadia sua mente. Assim como começou acabou, com um piscar de olhos. Um calafrio sempre lhe subia a espinha quando ousava recorda-lo.
Com certa dificuldade iniciou uma cansativa e um tanto longa, decida ate o primeiro andar da casa. Abigail não ousava reclamar da hospitalidade do casal Barton, Laura era um doce, muito acolhedora e rapidamente se tornou sua amiga. A mulher dividia muitas coisas com Abbie, não apenas a gravidez de nove meses e o fraco por homens de olhos claros, ambas pareciam ter vivido mais do que deviam, enquanto Barney era o marido e pai que Abigail sabia que Steve seria. O som das crianças correndo alcançou seus ouvidos quando colocou os pés sobre o ultimo degrau antes do corredor.
— Tia Abbie, quer ajuda? — a pergunta veio de Cooper, que mostrava sua face seria e concentrada, o que a fez lembrar Clint.
— Adoraria — murmurou sorrindo.
O garoto no auge de seus dez anos apanhou sua mão direita com firmeza e conduziu ate a sala, ao seu lado Lila pulava sobre as pontas dos pés e sorria com as trancinhas balançando. Antes de se afundar no sofá macio escutou a risada de Laura vinda da lavanderia da casa, sobre os ombros conseguiu enxergar Barney vindo daquela direção sorrindo.
— Olha só, se não é a gravida numero dois — brincou ainda sorrindo.
— Boa tarde Atwood, como vai seu dia no estranho paraíso rural? — debochou o encarando de esguelha.
— Eu me rendo — riu saindo pela porta da frente com as mãos para o alto.
— Quem é Atwood tia? — questionou Lila com o cenho franzido assim como o irmão mais velho.
— Ninguém em especial querida — sorriu acariciando os cabelos loiros da menina. — Seu pai que é um chato sem criatividade.
Lila sorriu pondo as mãos sobre os lábios abafando uma gargalhada enquanto Cooper se ocupou em jogar-se sobre o sofá com uma HQ em mãos.
— Vou ajudar a mãe de vocês com as roupas — avisou tendo a ajuda de Lila para se levantar, mesmo que fosse desnecessário.
Ao alcançar a cozinha recolheu os inúmeros desenhos feitos por Lila, espalhados sobre a mesa do almoço. Sorriu vendo uma pintura de duas gravidas de mãos dados em um campo de flores com o sol brilhando no canto esquerdo da folha.
— Pensei que estivesse descansando? — questionou Laura.
— Pensei que me chamaria para ajudar se fosse necessário? — retrucou sorrindo em desafio.
— E não é necessário.
— São minhas roupas também.
A mulher mais velha revirou os olhos e sorriu logo em seguida chamando-a com o dedo em direção a lavanderia, onde as maquinas trabalhavam e uma pilha de roupas secas estava para ser dobrada.
— São todas suas — sorriu Laura fazendo uma leve reverencia.
— Obrigada, me faz sentir útil — riu. — Lila fez um desenho nosso.
— Eu vi.
— Foi muito gentil da sua parte e da de Barney me aceitarem aqui, por aluns dias — murmurou dobrando as roupas. — Não tive tempo de agradecer por tudo...
— Não precisa, acredite. É bom ter você aqui — interrompeu sorrindo.
— Mesmo assim: Obrigada por tudo, Laura. Esses dias vem sendo maravilhosos — agradeceu parando o que fazia para encarar a mulher ao seu lado.
— Sendo assim: Não tem de que.
Laura sorriu e seus olhos a companharam.
— Saudade de casa? — perguntou com uma caixa de sabão em mãos.
— Não tem ideia do quanto — sorriu movendo os ombros.
— Saudades do Steve? — provocou aproximando-se a cutucando com o ombro.
— Não tem ideia do quanto — respondeu maliciosa, arrancando uma gargalhado suave de Laura. — Esses hormônios são terríveis.
— Tadinho — gargalhou a mulher. — Ele tenta salvar o mundo e você pensando em abusar do coitado.
Abigail se abanou com uma das mãos enquanto fechava os olhos ainda sorrindo. Ambas gargalharam logo em seguida.
Abigail desejava uma vida como aquela, ate mesmo invejava Laura por ter tudo aquilo que ela sempre sonhou. Apos tantos dias naquela fazenda, imaginou se talvez um dia Steve não sentisse vontade de uma vida como aquela, cercado pela natureza onde Nina pudesse correr, plantar, construir, ter uma vida longe de Nova Iorque e aposentar o escudo por algum tempo. Mas no fundo ela sabia que quem não se acostumaria com a ideia de uma vida tão simples era ela. Abigail havia crescido em meio ao luxo e a tecnologia, ela mesma idealizou tantas, estava acostumada a coisas que a maioria não estava, mesmo que vinda de um seculo diferente. Abigail gostava da cidade e de suas luzes e o barulho de buzinas, gostava do céu com poucas estrelas e da sensação de estar no topo do mundo. Depois de tantos anos, ela sentia que continuava a mesma garotinha mimada da década de quarenta, ansiosa pela próxima coleção de sapatos de algum estilista renomado. Havia mudado muito desde a segunda guerra, o principal motivo desde sempre vinha sendo Steve, que mostrou a ela um lado que jamais tentou explorar. Apresentou-lhe um mundo novo, longe das festas e do luxo, onde as crianças brincavam e as pessoas sorriam e conversavam sentadas sobre os degraus de suas casas.
Talvez tenha sido esses pequenos detalhes que a fizeram ama-lo tanto.
— Laura! — a voz de Barney interrompeu seus pensamentos. — Querida, temos visitas.
— Quem deve ser? — perguntou movendo os ombros.
Laura foi na frente abandonando a pilha de roupas e se dirigindo a cozinha, um pouco mais cautelosa Abigail a seguiu ainda segurando os desenhos de Lila em sua mão. Antes de alcançar a cozinha escutou a voz de Clint e das crianças, apertou o passo sentindo o coração dar saltos. A primeira coisa que seus olhos viram foi o casal Barton de costas para ela, abraçados enquanto Clint sorria na direção de Laura acariciando sua barriga e olhando de forma orgulhosa o irmão. Os demais vingadores se espalhavam pela sala, contudo seus olhos se fixaram em Steve que mantinha os braços a frente do corpo em uma postura impecável.
— Steve — sussurrou andando em sua direção.
A voz baixa de Abigail fora o suficiente para que o Capitão abandona-se seu lugar e agarrasse a noiva em seus braços, em um abraço apertado e cheio de saudade. O cheiro de concreto e poeira inundou suas narinas assim como a humanidade de seus cabelos loiros, o que obrigou ela a se afastar observando o corpo do namorado com os olhos aguados. Alguns pontos do uniforme possuíam gotas de sangue que não pareciam dele, pois nenhum machucado era visível a ela.
— Esta tudo bem? — perguntou com a voz embargada.
— Melhor agora — murmurou acariciando-lhe o rosto. — E vocês duas? Alguma novidade? Passou mal alguma vez? Sentiu dor ou qualquer coisa parecida ou fora do normal?
— Não para todas as perguntas — riu. — Estamos bem, Steve.
Ele assentiu antes de colar seus lábios aos dela, em um beijo doce. Abigail sentiu os dedos quentes do noivo acariciarem sua barriga em afago sobre o tecido grosso do casaco de lã. Sentiu seu cheiro que tanto tinha saudade e beijou suas têmporas antes de se separarem com um sorriso desenhando-lhe os lábios.
[...]
Horas depois
— O jantar estava ótimo — Natasha agradeceu e Laura sorriu.
— Abbie também ajudou — expôs a gravida sorrindo.
— Só cortei os legumes, nada de mais — retrucou levando o copo de suco aos lábios. — Laura fez tudo.
— Abigail é um desastre na cozinha, se deixássemos ela sozinha por cinco minutos incendiaria a casa toda — zombou Barney arrancando riso de todos.
— Muito engraçadinho, comissario — retrucou girando os olhos. — Fico pensando que como um mulher incrível como a Laura se apaixonou por você, Atwood.
— Deve ter sido o meu charme irresistível — falou galante, mandando uma piscadela charmosa para a gravida. — Mas não se iluda, Abbie. Só tenho olhos para a minha Laura, desculpe.
— Nem vou dormir essa noite — ironizou girando os olhos.
Fury que ainda terminava sua refeição sorriu entre uma garfada e outra.
— Bom, acho que esta na hora das crianças dormirem — avisou Laura acariciando a cabeça do filho mais velho.
Barney assentiu caminhando ate o sofá e apanhando uma Lila adormecida em seus braços, ambos acenaram e desapareceram pela escada.
— Vocês não querem que eu participe da conversa pré-guerra? — questionou apos sentir os olhares sobre si. — Mas eu não vou sair daqui, sinto muito. Então, Nick o que descobriu?
Os olhos de todos os presentes se direcionaram para o ex-diretor, que permaneceu de costas para os demais.
— Ultron tirou vocês de cena para ganhar tempo — afirmou ainda de costas. — Meus contatos me disseram que a quantidade de Vibranium que ele roubou não é para construir uma coisa só.
— E quanto ao próprio Ultron?
A pergunta veio de Steve que cruzou os braços sobre o peito em uma pose irritada, Abigail não sabia dizer se pela situação ou por ela estar presente na reunião.
— Ele é fácil de encontrar, esta em todo canto. O cara se multiplica mais rápido que coelhos — explicou Fury voltando-se para o grupo espalhado pela sala.
— Mesmo assim ninguém tem ideia dos planos dele — acrescentou Abigail apoiando as mãos na testa um tanto cansada.
Fury assentiu decepcionado.
— Quer os códigos nucleares? — a pergunta veio de Tony que mantinha sua atenção dividida entre a conversa e o jogo de dardos preso a parede do corredor.
— Ele quer sim, mas não vem fazendo nenhum progresso.
— Eu invadi o firewall do pentágono no colégio, sabiam? — disse Tony mais uma vez errando o centro do alvo.
— Como esquecer — murmurou Abigail girando os olhos. — Tive de me desculpar com o Presidente.
— E ele te deu o numero do telefone pessoal — afirmou Tony olhando-a de esguelha. — Algo que poderíamos ter aproveitado.
— Eu não sou Marilyn Monroe — sussurrou irritada.
— Continuando, sim nós sabiam e fizemos contato com nossos amigos da Nexus por causa disso — disse Fury cortando um limão ao meio.
— Nexus? — Steve perguntou franzindo o cenho.
— É a central mundial da internet em Oslum, cada Byte passa por lá. É o acesso mais rápido da Terra — respondeu Bruce enfiando as mãos no bolso.
— E o que disseram? — questionou Abigail apos a breve explicação de Bruce.
— Que ele esta concentrado nos misseis, mas os códigos vem sendo mudados constantemente — explicou levando a bebida recém preparada aos lábios.
— Por quem? — perguntou Tony antes de três dardos passarem ao lado de sua cabeça acertando o alvo no centro.
O bilionário olhou na direção em que vieram e recebeu um sorriso de deboche de Clint, que permaneceu sentado sobre a bancada de mármore da cozinha.
— Um grupo desconhecido.
— Temos um aliado? — perguntou Natasha interessada, curvando-se sobre a mesa e encarando o ex-diretor.
— Ultron te um inimigo e isso não é a mesma coisa — afirmou Abigail.
— Pagaria todo o dinheiro do mundo para saber quem é — continuou Fury terminando sua limonada.
— Talvez eu precise ir a Oslum e encontrar o nosso desconhecido — comentou Tony aproximando-se da mesa.
— Olha, esta sendo um encontro ótimo chefe, mas esperava que tivesse mais do que isso — revelou Natasha cansada, sua cabeça latejava assim como seu quadril.
— E eu tenho — afirmou contrariando Natasha.— Tenho vocês. Eu costumava ter olhos em todos os lugar, ouvidos em todos os lugares, vocês tinha toda a tecnologia que pudessem imaginar — discursou levantando-se mais uma vez— E aqui estamos nós de volta a terra, só com nossa inteligencia e vontade de salvar o mundo. Ultron disse que os Vingadores é tudo entre ele e essa missão e mesmo que ele não admita, a missão dele é destruição global. Seria o fim de tudo isso aqui, então levantem e acabem com o safado de platina.
Um silencio rápido se instalou ate um sorriso de bochado desenhou os lábios de Natasha.
— Steve não gosta desse linguajar — murmurou a agente com um sorriso sacana.
— Serio mesmo, Romanoff?
Abigail não deixou de sorrir quando sentiu as mãos pesadas do noivo sobre seus ombros enquanto Clint fazia o mesmo com Natasha. Com carinho apoiou a propriá mão sobre a dele, deslizando os dedos suavemente como um carinho.
— Afinal, o que Ultron quer?
Todos os olhos rapidamente se viraram para Abigail que mantinha o rosto serio outra vez.
— Quer ser melhor, melhor que nós — afirmou Steve apertando os ombros da noiva. — Ele fica construindo corpos.
— Corpos humanoides, a forma humana não é eficiente — refletiu o gênio. — Estamos biologicamente ultrapassados. Mas ele ainda insiste nela.
Apos tal afirmação de Tony, os olhos escuros de Abigail se encontraram ao desenho entregue por Lila a Natasha. Uma borboleta amarela que sobrevoava um campo verde.
— Quando construíram Ultron para proteger a raça humana, vocês falharam feio — comentou Natasha com um sorriso amargo.
Contudo Abigail esticou a mãos livre alcançando o desenho feito pela menina.
— Ela não precisa ser protegida — murmurou a morena atraindo os olhares para si. — Ela precisa evoluir. Ultron esta evoluindo.
Rapidamente ela ergueu o desenho mostrando a todos inclusive para Bruce que estava poucos passos atras de Natasha e Clint. O Drº parecia enxergar o mesmo que ela.
— Como?
Fury parecia ser o único a ter coragem de fazer tal pergunta.
— Alguém aqui fez contato com Helen Cho? — observou sabiamente.
Com poucas palavras o cientista conseguiu que todos ali percebem o quão grave aquela situação estava. Quase que por instinto Abigail levou as mãos ate a barriga como se aquele simples gesto pudesse proteger Nina de qualquer ma que pudessem alcança-las. Steve pareceu ter sentindo a mesma necessidade pois o aperto em seus ombros estreitos aumentaram.
— A ultima vez que falei com ela, foi a dois dias — murmurou Abigail. — Ela havia chegado em seu laboratório e estava tudo bem, pelo que me disse.
— Dois dias são tempo o suficiente para que Ultron chegue ate ela — Nick afirmou com pesar encarando a velha amiga de esguelha. — Talvez seja um pouco tarde para isso.
— Talvez? — perguntou debochado, enquanto afastava as mãos do noivo e se levantava da melhor maneira que podia. — É tarde de mais, a um altura dessa Ultron pode te-la obrigado a fazer coisas inimagináveis para ele, ainda mais com aquela garota maluca que entrou na mente de vocês. Nenhum de vocês se quer perguntou por Helen ate esse momento.
— Estamos tentado salvar o mundo — resmungou Natasha ofendida. — Sentimos muito por não pensar nessa possibilidade.
— Sente muito? Claro que sente — debochou erguendo os braços de maneira raivosa. — Poderiam ter pensado em todas as alternativas possíveis, mas só ficaram dando voltas atras do próprio rabo, perseguindo Ultron sem qualquer pista aparente. Admitam que aquele Robô é mais inteligente do que todos vocês juntos e agora Helen deve estar morta ou sendo obrigada a construir algo maligno para aquele robô louco, que vai destruir o mundo sem qualquer piedade. Tudo porque vocês sentem muito.
— Abigail, precisa se acalmar — Steve pediu vendo o descontrole da noiva, que tinha os olhos transbordando lagrimas.
— Céus, me desculpem — pediu arrependida pelo que havia dito. — Eu sinto muito, mas esses malditos hormônios estão acabando comigo — chorou angustiada agarrando as mãos de Steve. — Só que eu... eu estou com tanto medo quanto vocês, talvez ate mais.
Natasha se aproximou rapidamente com um olhar amistoso.
— Esta tudo bem — murmurou a agente com calma.
A morena assentiu rapidamente enxugando as lagrimas teimosas, em um ato impensado ela abraçou a assassina, circulando seu pescoço com os braços. Natasha não escondeu a surpresa em seus olhos quando a enorme barriga de Abbie impediu mais contato entre seus corpos. Quando a Stark a soltou um sorriso fraternal desenhava seus lábios vermelhos o que foi prontamente copiado por Natasha.
— Nick, posso falar com você um instante? — pergunto ainda encarando os olhos azuis de Natasha.
— Claro
Antes de deixar a cozinha com o Ex-Diretor da Shield, encarou profundamente os olhos de Steve, como se com aquele simples gesto pudesse dizer tudo o que seu coração desejava. Quando ela lhe deu as costas Steve soube que seja lá o que ela trataria com Fury, ele não teria poder algum de impedir.
Abigail Stark
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