Notas iniciais
Hey my Cats, como estão? Eu estou ótima. Gnete quem assistiu Velozes e Furiosos 7?? Minha gente eu fui com o meu namorado e que final foi aquele, chorei litros. Maditos ninjas cortadores de cebola, sério mesmo não tinha um que não chorou, ate mesmo o Octávio (meu namorado) Mas ok O capitulo de hoje é revelador e... ai não vou contar. Boa leitura

New York City- 22:32 PM

Torre Stark- Subsolo.

As horas se passavam lentamente, o relógio digital na parte superior da parede de vidro, parecia estar quebrado. Os segundos se arrastavam e a inquietação tomou cada centímetro de seu corpo. A morena passava as mão pelos cabelos e andava de um lado para o outro, o soldado não havia voltado ao quarto e isso ja tinha mais de duas longas horas, e desde que O capitão Rogers saíra da sala, ninguém mais transitara por ali. As unhas compridas se cravaram na pele de seu braço esquerdo, trincou os dentes e respirou fundo, se quisesse que tudo aquilo desse certo não poderia surtar, eles não eram capazes de fazer mal ao Soldado Invernal, ele era mais forte, mais rápido.

Sentiu suas mãos tremerem e seu auto controle escapar de seu corpo, com um olhar nervoso ela caminhou pesadamente ao encontro da parede de vidro reforçado, precisava descarregar. Fechou o punho e certou um soco potente no paredão, seus dedos latejaram e palma de sua mão ardeu, porem ela não parou um soco seguido do outro A cada vez que sua mão se chocava contra o material resistente, sua raiva apenas aumentava, não se lembrou das câmeras de nada, queria seu parceiro ali e de preferencia bem rápido.

Foi quando ela o viu, ela caminhava a frente com Patrick e um cara loiro que mais parecia um armário. Imediatamente parou de socar e percebeu a mancha de sangue que havia deixado no vidro, não se importou ao menos olhou para a própria mão. A porta foi aberta automaticamente e por ela apenas o Soldado Invernal entrou. Os olhos azuis dele passaram por seu corpo e depois para a parede de vidro, ergueu uma sobrancelha constatando o obvio.

A assassina soltou um suspiro resignado quando ele se aproximou de forma cautelosa, correu os dedos longos pelo braço exposto dela vendo o arrepio que se seguiu, quando tocou a mão machucada ela não se moveu, analisou melhor o ferimento que ela mesma havia causado e a puxou na direção da cama a sentando ali. Se virou entrando no banheiro e logo trazendo consigo um pano úmido e uma faixa.

A mão da morena estava esfolada e vermelha na parte de cima, e uma coloração esverdeada começava a surgir, verificou se não houve um ferimento mais grave. Porem assim que virou a palma, ela continha perfurações causadas pelas unhas. Encarou os olhos castanhos vazios e despois se voltou para o ferimento. O soldado limpou o sangue e o ferimento da parceira sem encara-la e depois enfaixou o punho da mesma.

–Não devia se machucar dessa forma. — Pronunciou ainda sem encara-la.

–Sei disso. — Suspirou verificando o curativo.

– Você comeu? — A mulher apenas assentiu ainda sentada na cama. — Certo.

– Como foi a consulta? — Perguntou erguendo as pernas e se deitando na cama, que devo ressaltar não era dela.

Ele pareceu pensar por um segundo, ponderando se contava ou não sobre aquilo. Suas memoria estavam voltando assim como outras coisas, o olhar estava voltando a ter um certo brilho e ele vacilava em algumas decisões.

–Nada de mais, só me perguntaram sobre as lembranças.

–Você se lembrou de algo? — A mulher o interrompeu caminhando em sua direção.

–Não muita coisa...só.

–Só?. — Incentivou.

O soldado correu os dedos pelos cabelos e voltou a encarar a morena que se aproximava cada vez mais, ela encarava seus olhos e apenas poucos centímetros o separavam.

–O que você lembrou? Vamos me diga. — Questionou apressada.

Ela precisava saber. Ele havia lembrado de algo, mas ela não.

–A queda do trem, ele estava lá. O cara da ponte. — Suspirou. — Ele me chamava de Bucky e tentava me pegar, mas eu caia. Só isso.

Ela se manteve quieta, não sabia bem o que fazer. Ele estava se lembrando e logo não seria o mesmo, o tal de Bucky Barnes assumiria e o seu soldado Invernal deixaria de existir. Ela tinha medo- pela segunda vez em apenas um dia ela havia o sentido- de perde-lo, a única pessoa que esteve ao seu lado e que a entendia. Tinha medo também de não ser mais aquela mulher, de nunca voltar a ser Abigail Stark. Encarando os olhos cor de gelo do parceiro ela decidiu que precisava provar não só para ela, que ele ainda estava ali.

Sem medir suas consequências ela puxou o pescoço dele com as mãos e colou seus lábios. Soldado invernal pareceu surpreso de inicio porem correspondeu prontamente. Os corpo se colaram e as língua travaram uma batalha por espaço. A cama estava próxima porem o corpo magro da mulher foi jogado contra a parede de vidro, arfou jogando a cabeça para traz, os lábios quentes do Soldado escorreram pelo pescoço alvo deixando um rastro de fogo pelo caminho.

Ele ergueu as pernas da assassina sem dificuldade e as cruzou em sua cintura descolando as costas da moça da parede logo a jogando contra o colchão, Abigail arrancou própria blusa exibindo os seios que foram cobertos pelas mãos grandes de Bucky, ela não evitou gemer e cravar as unhas nos lençóis. Em um único puxão ela a deixou apenas de calcinha. Os beijos se tornaram ainda mais intensos e não demorou muito para que os gemidos extasiados preenchessem o quarto.

[...]

Sala de reuniões-Torre Stark

Minutos depois.

Thor teve de segurar Steve, usando toda a sua força para que ele não invadisse o quarto e matasse o melhor amigo. Os olhos do Rogers se encheram de lagrimas, pelo que tinha acabado de presenciar, seu coração se despedaçou. JARVIS encerrou a transmissão e o silencio tomou conta do local, os únicos que não apreciam tão surpresos assim eram Patrick, Natasha e Clint. Estes pareciam saber que em algum momento aquilo aconteceria.

–Me solta. — A força que o Rogers usou fez com que Thor desse dois passos para traz.

Steve tinha a respiração irregular e os olhos vermelhos. A mulher que ele tanto ama estava ali, transando com seu melhor amigo, ou pelo menos o que restou dele. Com as mãos ele limpou qualquer resquício de lagrimas, deixou seu corpo cair sobre a cadeira e enterrou as mãos no rosto. Aquilo doía de mais, dilacerava seu coração e o deixava incapacitado de se mexer, Steve se sentia traído, humilhado por aqueles por quem lutou.

–Sr Stark, acho que vai gostar de ver isso. — O A.I anunciou e logo imagens do quarto voltaram a ser exibidas.

Primeiro o Rogers não teve coragem de olhar, contudo sabia que JARVIS não colocaria os dois fazendo...ele não conseguia pronunciar. Ergueu seus olhos para a tela e viu sua Abigail vestindo a camiseta antes com Bucky, ela parecia irritada. Seu rosto vermelho, os cabelos bagunçados.

–Não vamos fazer isso. — Ele gritou na direção a ela. — Não posso fazer isso.

–Você acabou de me rejeitar. Por que? — Perguntou encarando a cômoda.

–Não posso, ele é...ou foi meu melhor amigo, não é justo.- Sussurrou. — Ele é seu noivo.

–Não, ele é noivo dessa tal de Abigail. Eu não me lembro dele, não me lembro de nada. Só das mortes, do sangue e dos gritos. É só isso que eu me lembro. — Ela gritou se virando na direção do soldado.

Os demais vingadores que assistiam a tudo aquilo boquiabertos, estavam prontos caso precisassem invadir a sala e separar uma possível briga. Abigail se aproximou de Bucky o suficiente para empurra-lo, porem ele segurou as mãos da mulher a empurrando de encontro a parede de vidro. O baque foi tão alto que o som dos ossos da morena estalaram. Um gemido de dor ecoou pelos auto falantes da torre.

– Para de agir assim. — A voz do soldado era raivosa, as palavras eram praticamente cuspidas. — O que esta acontecendo, era você quem queria encontra-los, é você que grita o nome do Rogers quando dorme. Foi o nome dele que você gemeu naquela cabana, então se controla e tenha um pouco de vergonha na cara e pare de agir feito uma vadia.

Steve arregalou os olhos com tamanha ousadia, ela ainda era a sua Abigail e ninguém falaria daquela forma com ela, quando pensou em desgrudar os olhos da tela a mulher respondeu.

–Essa vadia que você procurava no meio da noite, era essa vadia que fazia questão de tranzar sem ligar se estávamos em território inimigo. Essa vadia que faz ate hoje você virar os olhos.- Rosnou enquanto tentava-inutilmente- se livra do aperto em seu corpo. — Que foi? Esta com medo que eles saibam que você transava com a suposta noiva do seu melhor amigo? Você parece um cão adestrado, na presença deles....

–Nos somos cães adestrados. Abaixávamos a cabeça para qualquer coisa que Pierce falava, enfiávamos o rabo entre as pernas e não contestávamos. Ele mandava e nos obedecíamos. -O grito se estendeu pelo cômodo enquanto o corpo magro de Abigail era lançando de encontro a cama bagunçada.

O corpo da mulher quicou na cama, seus cabelos foram em direção ao rosto que se destorcia em uma expressão raivosa.

–Não vamos nos meter, pode piorar se fizermos. — Patrick disse impedindo que Steve e Tony saíssem da sala.- Eles vão se resolver, é só ter calma.

–Não deveríamos estar aqui. — Gritou a mulher com os olhos cheios de lagrimas. — Esse não é nosso lugar, essas pessoas só estão se enganando. Não somos mais aquelas pessoas, nunca mais seremos. Somos Soldado Invernal e Madame Aniquilação, os vilões. Os que matam e gostam disso. Nenhum de nos é mais que isso, não podemos ser.

–Cala a boca, você esta enganada. — Berrou de volta. — Nós podemos voltar a ser, ninguém disse que vai ser fácil, mas você não esta se esforçando, não quer lembrar....

Ninguém conseguia pronunciar uma única palavra, e discussão entre os dois só piorava, eles pareciam em ponto de partirem para a violência. Abigail se levantou apressada e com a mão esquerda ela arremessou um dos travesseiros nas costas do soldado.

–Não abra a boca para dizer o que não sabe. — Rugiu enquanto se aproximava. — A mais de duas semanas que venho tentando, mas nada acontece só essas malditas dores de cabeça. Sensações e mais nada, é como se esse corpo quisesse algo que a minha mente não sabe o que é.

O silencio se instalou entre os dois. Assim como na sala de reuniões, nenhum deles ousava descolar seus olhos do que acontecia na outra sala.

–Não somos prisioneiros. Se quiser pode ir. — O soldado disse apos alguns segundos. — Tente a sorte atrás de algum membro da HYDRA.

–Você...O que? — A mulher não conseguia acreditar, eles estava lhe dando a opção de ir, contudo deixando claro que não viria junto. — Achei que éramos parceiros.

Soldado invernal se virou caminhando na direção do banheiro, dando aquela conversa por encerrada. Contudo ainda de costas com a mão na maçaneta ele disse.

–Não me chame mais de Soldado Invernal.

–Vou te chamar de que, então? — Interrompeu irritada.

–James.

[...]

Torre Stark-"Consultório" psiquiátrico- 10:23 AM

Dia seguinte.

A respiração da mulher era irregular, ela encarava as fotos com uma expressão indecifrável, porem o cenho franzido denunciava que ela tentava se lembrar de algo. Depois da briga, Patrick proibiu qualquer um presente na sala de comentar sobre o assunto com qualquer um dos dois, e também que se mostrasse indiferente ao assunto.

Bruce havia apresentado um bloco de fotos antigas com diversas pessoas diferente. Abigail reconhecia a si mesma em algumas delas, contudo a que mais lhe chamou a atenção foi uma que parecia um tanto antiga, ela estava abraçada a um homem moreno de bigode, incrivelmente parecido com o dono de tudo aquilo, que era seu suposto sobrinho. Ambos tinham o mesmo sorriso, cor de olhos e cabelo, e as semelhanças não paravam. Ela parecia feliz, assim como o homem ao seu lado, que mantinha o braço sobre seus ombros e ela agarrada a sua cintura. Com a fotografia ainda em mãos ela a virou podendo ver uma letra caprichada no verso branco. Escrito em tinta preta haviam, uma data, uma pequena dedicatória e uma assinatura.

Abigail Stark 23 anos (recém completados)

06/07/1947

Ao irmã mais incrível, inteligente e linda do mundo.

Feliz aniversario Abbie.

Te amo, Howard Stark

Uma onda de enjoos invadiu seu corpo, uma pontada na cabeça a fez fechar os olhos. Aquele nome, ela o conhecia de algum lugar. Ela sentia que aquele homem era muito mais que um parente, sentiu seu coração palpitar e uma enxurrada de imagens invadiu sua cabeça. Um gemido de dor encapou por entre seus lábios, a morena apoiou as mãos na cabeça, tentou abrir os olhos, contudo não obteve sucesso. Sua mente rodou e seus sentidos apagaram.

Notas finais
Não tenho nada a dizer sobre. Por favor não me matem nos comentários. Amo vocês e ate a próxima. Mille baci...