Brave Sand World
6 Acidentes Acontecem
Notas iniciais

Capitulo 5
Hospital central de Washington- 14:53 PM
Steve andava apressado pelos corredores do hospital, tinha de pegar o maldito PenDriver e rápido, Fury estava morto e ele agora era um fugitivo da S.H.I.E.L.D, fora os assassinos do ex diretor que ele não fazia ideia de quem eram. O soldado se aproximou da máquina de doces em meio ao corredor, assim que correu os olhos para o local onde o objeto deveria estar, constatou que ele já havia sido pego por alguém. Com os olhos varreu cada centímetro do corredor com uma raiva estampada, mas assim que viu um emaranhados de cabelos ruivos e lisos, ele já sabia que havia o pego. Se aproximou da agente como uma cobra a arrastando pelo braço para a sala mais próxima a prensando na parede.
–Onde está¿ — Disse entredentes.
–Seguro. – Natasha retrucou.
–E o que mais¿
–Porque eu te diria¿- A ruiva o desafiou – Fury deu o PenDriver pra você porque¿
–O que tem nele- Ele a ignorou.
–Eu não sei.
Com mais raiva do que já estava apertou ainda mais seus dedos entorno do braço da Romanoff, viu um vislumbre de dor correr seus olhos, que logo sumiu.
–Para de mentir! – Cuspiu as palavras na cara da mulher.
–Eu só finjo que sei de tudo, Rogers. — Desdenhou.
–Sabia que o Fury que contratou os piratas¿.
–Isso faz sentido, tinha sujeira no navio...
–Eu não vou perguntar outra vez. – Steve a empurrou com mais força contra a parede.
–Eu sei quem matou Fury.
O capitão a encarou em silencio, claro que Natasha sabia quem havia matado Fury, ela sempre sabia de tudo. Porem Rogers não tinha ideia de quem poderia ser, se sentiu frustrado e mais uma vez um passo atrás da espiã.
–A maior parte dos grupos de espionagem nem acredita que eles existam, mas os que acreditam os chamam de Madame aniquilação e Soldado invernal, juntos tem mais de oitenta assassinatos em um pouco mais de vinte anos. – Sussurrou.
–É uma história de fantasma. – Steve duvidava e muito, até mesmo ele já havia ouvido falar do famoso casal de assassinos, o que não passava de uma lenda pra assustar os Agentes iniciantes.
– A cinco anos eu escoltava um engenheiro nuclear pra fora do Irã, alguém atirou no meus pneus perto de Odessa, perdemos o controle e caímos de um penhasco, eu consegui nos tirar mas o Soldado invernal e Madame aniquilação eles estavam lá. Tentei dar proteção ao engenheiro mas eles atiraram nele, através de min. – Disse enquanto erguia a blusa de tecido leve, revelando uma cicatriz no quadril um pouco acima do osso na bacia, abaixou a blusa e levou os dedos até o pescoço afastando o cabelo e mostrando uma fina linha por onde a segunda bala devia ter passado. — Munição soviética, sem marcações, bye bye biquíni e cabelo preso.
–É você deve ficar terrível na praia. – Disse ainda com raiva.
–Ir atrás deles é um beco sem saída. — A ruiva bufou retirando o objeto de um local que os olhos do Rogers não captaram e o ergueu com a ponta dos dedos. – Mas como você disse é uma história de fantasma.
–Vamos descobrir o que os fantasmas querem. – Retrucou sorrindo irônica.
X
Triskelion- Washington DC- 15:01 PM
Sutileza era algo que Alexander gostava e prezava, fazer tudo bem debaixo dos narizes de todos e ainda sair como o mocinho da história, porem colocar Soldado invernal e Madame aniquilação dentro do prédio da S.H.I.E.L.D não parecia algo muito discreto a se fazer. Os assassinos pareciam duas estatuas, não eles estavam mais para robôs, faziam apenas o que lhes eram ordenado, quando estavam na presença de Pierce mal respiravam em sinal de respeito. As assassinos perfeitos, não cansavam, não sentiam apenas obedeciam ordens e nada mais. Brock achava tudo aquilo impressionante, duas lendas que exterminavam seus alvos sem misericórdia alguma e com uma brutalidade que o deixou chocado diversas vezes, eram manipulados como dois soldadinhos de brinquedos por um homem, isso o deixava admirado e orgulhosos de si mesmo por servir a ele e a HYDRA.
–Vocês dois os quero preparados para o próximo passo. – Alexander apontou para os dois assassinos. – E você, vá atrás do Capitão América e o traga diretamente para min, descrição não é bem o estilo dele.
Madame Aniquilação sentiu uma forte pontado no fundo de seu cérebro, aquele nome ecoou por cada centímetro de seu corpo e lhe parecia extremamente familiar, escutar aquele nome a fez se sentir em meio a um djavu porem o ignorou.
–Senhor, eles está com o PenDriver que a agente Romanoff usou para coletar os dados no navio. – Ikarus disse olhando de forma rápida na direção da assassina.
–Capitão não é familiarizado com essa tecnologia, ele deve estar tendo ajuda. – Pierce refleti-o.
Os neurônios de Alexander trabalhavam de forma rápida, seu rosto estava retorcido em dúvida, quem estaria ajudando o Rogers, teria que ser alguém que soubesse de muito, mas ao mesmo tempo de nada.
–Natasha Romanoff, ela o está ajudando. – Disse por fim.
–Mas senhor, a Agente Romanoff não se importa com ninguém a não ser com o Agente Barton. – Sitwell disse de cenho franzido.
–Na verdade ela parece se importar e muito com o Capitão, eu diria que os dois até que são amigos. – Rumlow se meteu.
–Não importa, traga-o até min junto com o cumplice independente ser for a Agente Romanoff ou até mesmo a garçonete da esquina. – Pierce disse de modo alterado enquanto andava de um lado para o outro.
Os dois assassinos que até o momento se mantinham calados, o que era do feito deles só se pronunciar quando alguém se dirigia a eles, analisavam a situação, as duas pessoas que eles procuravam tinham algo de suma importância pra Alexander e a HYDRA de algum modo Pierce os queria e melhor queria os culpar de alguma forma.
–Senhor, se permitir eu e Madame aniquilação podemos elimina-los de forma rápida e recuperar o PenDriver. – A voz fria do Soldado invernal ecoou pela sala silenciosa, chamando a atenção dos homens para si.
Pierce deu um sorriso sem dentes, e caminhou de forma elegante até Rumlow, lhe dando algumas batidinhas no ombro.
–Tenho certeza que se eu manda-los, ambos faram o seu serviço da melhor forma possível, porem vão chamar atenção de mais e essa ainda não é a hora do espetáculo principal. – Seu sorriso era diabólico. – Ainda não meus queridos, vocês faram o Show principal e ainda faram o bis.
O soldado nada respondeu.
–Senhor o PenDriver foi ativado no Shopping, aqui mesmo no centro da cidade. – Ikarus disse enquanto checava uma das enormes telas de vidro.
– Rumlow, você e o STRIKE entram em ação agora. – Pierce disse de forma rápida e firme.
O agente logo saiu de maneira apressado batendo a porta.
–Vocês dois, como eu já disse estejam preparados entraram em ação logo logo. Por enquanto estão dispensados, voltem pra base não é totalmente seguro ficar aqui, A S.H.I.E.L.D ainda tem Agentes fieis. – Disse fazendo sinal de dispensa com as mãos. – Ikarus você tambem, quero que vá junto com os dois até a base.
Assim que Ikarus verificou se nenhum agente andava por aqueles corredores chamou ambos os assassinos, que caminhavam de modo sincronizado, na opinião de Ikarus eles tinham uma sintonia única o que só os deixavam ainda mais perigosos, ambos pareciam sentir o que o outro queria tornando seus ataques mortais. Haviam poucas diferenças nos dois, retirando as mais claras como ele ser homem e ela mulher, Soldado invernal era rápido, forte e preciso, matava suas vítimas de forma rápida e sem misericórdia, já Madame aniquilação era brutal, quase sempre transformava as missões em um banho de sangue e carnificina, ela tinha prazer em escutar suas vítimas gritarem de dor e desespero, gostava de sentir o medo delas quando sabiam que aquele era seu fim, porem o modo como os dois agiam juntos era como um balé, cada passo parecia ensaiado e friamente calculado, e o Agente sabia e muito bem que não era apenas em campo que eles se completavam os boatos de serem amantes eram fortes pelos corredores da HYDRA, alias todas aquelas missões, ambos passavam mais de 24hrs juntos era de se esperar.
Quando despertou de seus pensamentos o carro onde antes os três estavam já se encontrava na garagem subterrânea da agencia e os assassinos já haviam sumido de suas vistas, eles eram rápidos e silenciosos e isso as vezes assustava e muito Ikarus. Balançou a cabeça e desceu do carro caminhando até o elevador mais próximo.
X
Shopping de Washington-15:27 PM.
–Bom a pessoa que criou isso é um pouquinho mais esperta que eu. – Disse enquanto digitava freneticamente. – Eu disse um pouquinho. Vou ativar o rastreador, com um programa que a S.H.I.E.L.D desenvolveu para deletar softwares hostis, então se não podemos ler os arquivos, podemos saber de onde vieram.
–Posso ajuda-los ¿ — Um voz se sobressaiu entre os dois.
Um rapaz alto e um pouco fora do peso, de cabelos lisos que lhe batiam abaixo dos ombros se ofereceu, pelas roupas que usava era um funcionário da loja.
–A não, eu e meu noivo estamos procurando destinos de lua de mel. – Natasha disse enquanto abraçava o soldado pelo pescoço.
FlashBack.
Maio de 1945
Base Militar Americana- New Jersey- 01:43 AM
–Que tal França¿ É bem romântico. – A morena disse enquanto desenhava círculos com as pontas dos dedos no peito de Steve.
–Inglaterra¿ Eu gosto do sotaque. – Ele respondeu.
–Steve, vai ser nossa lua de mel e você está preocupado com o sotaque ¿ — Abigail disse de modo risonho, erguendo o corpo.
A mulher se sentou ao lado do corpo do soldado deixando que o fino lençol branco escorresse com suavidade por sua pele macia revelando um par de lingerie na cor rosa. Ela era linda e Steve nunca cansaria de observa-la e pensar em quão sortudo ele era por tê-la apenas para si.
–Porque não esquecemos esse assunto. – Disse a puxando de volta deitando seu corpo moreno no colchão macio e logo a cobrindo com seu próprio corpo. – E não praticamos um pouco pra nossa lua de mel.
A risada cristalina da mulher preencheu o cômodo que se encontrava mergulhado nas sombras, sendo iluminado apenas pela luz do luar que invadia o quarto de maneira tímida e banhava a pele morena de Abigail, que na opinião de Steve só a deixava ainda mais bela.
–O importante é que vamos nos casar quando tudo isso acabar. – Sussurrou quando sentiu os lábios de Steve contra a pele de seu pescoço. – Mas por enquanto me faça sua, Meu Capitão.
FlashBack off
As memorias daquela noite lhe deixaram desnorteado.
– É nós vamos nos casar...- Disse de modo perdido e aéreo, o que foi percebido por Natasha que sentiu uma leve pontada de culpa em seu peito, ela o fizera se lembrar de algo.
–Parabéns, e já sabem pra onde querem viajar¿ — O funcionário da loja disse enquanto tentava ver o que tinha na tela do computador e foi impedido pelo corpo de Steve, que lançou um sorriso amarelo e deu uma rápida olhada pra tela.
–New Jersey. – Disse sorrindo.
–AH...- Disse um pouco confuso.
O funcionário da loja observou Steve de modo minucioso como se o conhecesse o deixando apreensivo.
–Eu tenho óculos iguais aos que está usando. – Steve não deixou de respirar aliviado.
–É são praticamente gêmeos. – Natasha disse de modo irônico.
–É quem dera, ele é bonitão. – Soltou uma risada anasalada. – Mas se precisarem de alguma coisa meu nome é Evan.
–Obrigado.
Assim que o atendente saiu, Steve se virou para Natasha a olhando com pressa.
–Você disse nove minutos. – Disse impaciente.
–Relaxa. — Disse de modo suave ainda digitando. – Consegui.
A Romanoff deu espaço para que Steve pudesse ver melhor a localização do lugar, e o mesmo o ficou encarando por alguns segundos.
–Você conhece¿ — Perguntou.
–Conhecia.
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–Me beija. – Natasha disse se virando ficando de frente para o Capitão.
FlashBack.
Meados de 1944
Laboratório, Experimento "Supersoldado" –Brooklyn — 15:06PM
–Promete, que se não estiver aguentando vai mandar parar, promete! ¿ — Abigail dizia de um modo suplicante, apertando ainda mais ambas as mãos logo enlaçando seus dedos no do rapaz que sorrio.
–Prometo. – Respondeu de modo simples.
A Stark respirou fundo, duas, três vezes. E para surpresa de todos presentes e ainda mais do pobre Rogers, ela colou seus lábios cheios nos de Steve que arregalou os olhos em surpresa. Era apenas um selinho longo mas significava muito para ambas as partes, logo após o choque Steve tambem fechou os olhos apreciando o contato de sua boca com a da morena, por quem se encontrava perdidamente apaixonado. Abigail se afastou minimamente dele encarando seus olhos Castanho no azul.
–Promete que vai voltar pra min. Promete que vai sair dali de dentro com vida, diretamente pra min. – A voz da garota não passava de um sussurro. – E se você sair dali, vai ter muitos outros beijos te esperando e outras coisas tambem, se você me quiser claro.
Steve arregalou os olhos a fazendo rir.
FlashBack off
Aquele havia sido seu primeiro beijo com Abigail e consequentemente o seu primeiro beijo, olhou de modo desnorteado para Natasha que ainda o encarava.
–O que¿
–Demonstrações públicas de afeto deixam as pessoas desconfortáveis. – Disse de modo rápido.
Só então Steve olhou sobre os ombros de Natasha vendo Brock começar a se aproximar deles pela escada rolante ao lado que ia no sentindo contrário a eles, sentiu as mãos de Natasha em seu rosto e logo seus lábios contra os seus, era apenas um selinho que não significava nada para os dois, claro que Steve sabia que a Romanoff mantinha um relacionamento amoroso com Clint isso era claro até mesmo para um cego porem eles eram discretos de mais. Não deixou de comparar o beijo de Natasha com o de Abigail, com a ruiva ele não sentiu absolutamente nada a não ser vergonha alheia, mas com sua Abbie era o completo oposto sentia um calor subir por todo seu corpo só com a menção de um beijo, seu corpo inteiro se arrepiava so com a respiração quente dela contra seu rosto, sentia tanta falta dela, tanta que era quase impossível respirar com a dor que sentia em seu peito. Natasha se separou dele e se virou começando a andar na direção da saída.
–Ainda está desconfortável¿ — Perguntou de modo irônico.
–Não é bem a palavra que eu usaria.
X
–É aqui. – Natasha disse assim que saíram do carro, roubado por Steve, e se aproximou do portão.
O sol já havia se escondido a algum tempo e a noite já se iniciava, após passarem pelo portão Natasha passou a caminhar por todo o local.
–O arquivo veio dessa coordenada. – Voltou a dizer ainda observando o local.
–Essa foi a base em que treinei. – Steve disse do modo pensativo.
Correu os olhos por todos os cantos, se lembrava daquele lugar ser cheio e movimentado.
–Mudou muito¿
–Um pouco.
Steve parou em meio a escada de ferro enferrujada e olhou o campo por onde correu e passou por cada obstáculo que lhe colocaram em seu caminho.
"-Steve!!! – Ele pode escutar o grito de Abigail e logo uma espécie de memória se projetou.
Ele conseguia ver com clareza Abigail tentar com toda sua força correr na direção do garoto caído no chão de areia, que Steve reconhecia e muito bem. Era ele logo quando chegou a base, magrelo e asmático, Abigail era segurada por Peggy.
Viu as lagrimas da morena encherem seus olhos e logo escorrendo por seu rosto, a agente olhou em choque para a garota. Depois de alguns segundos a granada não explodiu, Steve olhou para a imagem de Abigail que tinha o rosto marcado por lagrimas e sorria lindamente em sua direção. Antes mesmo que o Steve magrelo pudesse se levantar Abigail correu na direção dele se jogando em cima de seu corpo e se enroscando nele. Abigail abraçava o garoto com força e o atual Steve não pode deixar de sentir saudade daquele abraço, se lembra com perfeição do cheiro de Romã que os cabelos dela tinham naquele dia e o toque suave e aveludado em seus pele. Logo toda aquela imagem sumiu, parecia que o universo conspirava para fazer com que a dor em seu peito apenas aumentasse.
–É o fim da linha. – Natasha reapareceu e observou a expressão perdido do amigo.
Steve percebeu ao longe um galpão que não devia estar ali.
–O regulamento proíbe armazenamento de munição próximo aos alojamentos. – Disse enquanto caminhava com Natasha logo atrás, se aproximou do prédio e forçou a entrada, trancado. – Esse prédio está no lugar errado.
Assim que quebrou a tranca, uma ampla sala se revelou. Muitas mesas e armários de arquivos se espalhavam pelo local, mas o que realmente chamou atenção dos dois foi o símbolo da S.H.I.E.L.D desenhado em uma parede no fundo da sala.
–É da S.H.I.E.L.D.
–Foi o início dela. – Steve disse enquanto mexia em alguns papeis sobre as mesas.
Viu pelo canto do olho Natasha entrar em uma sala e a seguiu. Percebeu que a parede do local tinha diversas molduras.
–É o pai do Stark. – Natasha apontou para a foto de um homem moreno de bigode que era assustadoramente idêntico a Tony.
–Howard. – Disse ainda observando a foto do amigo e cunhado.
–E a tia. – A voz de Natasha não passava de um sussurro.
Steve virou os olhos e la estava ela, a mulher que ele tanto amou e ainda ama, o sorriso de canto nos lábios carnudos e naturalmente vermelhos, os olhos castanhos divertidos, que eram idênticos aos de Tony, os cabelos compridos na cor chocolate, a pele aveludada ela fazia uma pose parecida com a de Howard, porem Steve teve certeza que logo que a foto foi batida ela deveria ter soltado sua famosa gargalhada.
O silencio que preencheu o local fez com que Natasha se sentisse mal. Ela não fazia ideia, e nunca queria fazer, da dor que ele sentia pela falta da mulher que ama. A agente amava Clint mais do que a si própria, mesmo que não demostrasse a ninguém, não tinha ideia do aconteceria a ela se um dia ele não voltasse de uma missão, não sabia se seria tão forte quanto capitão. Natasha observou Steve lhe virar as costas e voltar a caminhar.
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Base da HYDRA- Washington D.C -21:34 PM
Ela não devia, mesmo assim faria.
A assassina caminhava a passos rápidos pelo extenso corredor da base, ele era bem ilumindo assim como todo o resto da base, não se lembrava de ter vindo ali alguma vez, porem sabia bem onde estava era o corredor onde ficavam os dormitórios dos agentes. Seu destino já era certo assim como seu objetivo.
Uma.
Duas.
Três.
Quatro.
Esse foi o numero de portas que ela contou ate chegar a que tanto queria. Abriu a porta de forma rápida e leve, observou o local de modo calma, a cama era de ferro e bem arrumada, sem objetos ou algo parecido, o quarto era idêntico aos outros nada de diferente a não ser o dono dele. Seus ouvidos captaram o som do chuveiro, a agua fazia um barulho suave quando tocava a pele, escutou o ranger do aço e som da agua cessar, o box abrir e depois silencio.
A assassina se sentou na cama impecavelmente arrumada, cruzou as pernas e esperou. Logo que a porta voltou a abrir o homem que passou por ela se assustou com a visitante em seu cama.
–Madame aniquilação. — Disse ofegante, segurando com firmeza a toalha presa a sua cintura.
A mulher nada disse apenas observou as gotas de agua que de modo suave pingavam de seu cabelo castanho em direção a sua pele e depois escorriam por toda a extensão de seu peito, abdômen e depois morriam na beirava felpuda da toalha. Analisou cada centímetro do belo homem a sua frente, o corpo treinado, a pele branca e claro os incríveis olhos azuis piscina do agente.
–Ikarus Vrasduck. — A voz dela era sedutora e baixa.
Os olhos de Ikarus quase saltaram das orbitas quando a assassina desceu o zíper de seu corpete o deixando cair em seus pés, revelando a ele seus seios firmes e fartos. Ele estava paralisado, se Soldado invernal desse falta dela e a achasse ali ele seria morto da pior maneira possível, porem quando ela passou a caminhar em sua direção como uma onça parando a alguns centímetros do seu corpo e descendo as mãos em direção a sua toalha a soltando, ele perdeu qualquer resquício de sanidade ou medo de ser morto pelo parceiro dela. Tomou os lábios carnudos da assassina a jogando na cama e logo arrancando sua calça de couro, ela era sensual de mais, pecaminosa de mais, proibida de mais. Madame Aniquilação era área restrita, porem ele não ligava mais para nada quando sentiu que estava completamente dentro dela. Aquele momento não era hora de pensar que seria morto de um jeito bem cruel se alguém descobrisse, a única coisa que importava era o modo descontrolado que ela gemia abaixo de si.
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Nova Jersey-U.S.A
– Você conhece essa coisa. — Natasha perguntou em duvida para o soldado que encarava a tela de modo sério.
–Armin Zola, ele era um cientista alemão que trabalhava para o caveira vermelha.
–Primeiramente, eu sou Suíço. — O "homem" retrucou de modo irritado. — Olhe ao seu redor, eu nunca estive mais vivo. Em 1972 recebi um diagnostico terminal, a ciência não podia salvar meu corpo, minha mente no entanto valia a pena ser salva em 60 mil metros de bancos de dados, vocês estão em cima do meu cérebro.
A divida era a única expressão que os dois tinham naquele momento.
–Como chegou aqui? — Steve perguntou rápido.
–Fui convidado. — Zola retrucou de modo simples.
–Operação "clipe de papel", após a 2º Guerra a S.H.I.E.L.D recrutou cientistas alemães. Pura estratégia. — Natasha disse mais para si mesma do que para Steve, que não a encarou.
–Exato, eu ajudaria a causa deles, mas também ajudei a min mesmo.
–A HYDRA morreu com caveira vermelha. — Steve parecia revoltado.
–Corte uma cabeça e duas nasceram em seu lugar. — O cientista disse enquanto a imagem explicava o que ele acabara de falar.
–Prove.
Steve não conseguia acreditar, ele havia sacrificado coisas demais para que a HYDRA ainda estivesse ali, viva.
–A HYDRA foi criada sob a crença de que os homens não podiam ter controle sob sua própria liberdade, o que não havíamos percebido era que se retirássemos isso, eles resistiriam. — No mesmo instante vídeos do capitão américa escoltando prisioneiros passava na tela, onde antes o rosto de Armin Zola se encontrava. — A humanidade, precisava entregar sua liberdade espontaneamente, depois da guerra a S.H.I.E.L.D foi fundada. — Fotos de Howard, Peggy e também de Abigail foram mostradas, eles os três fundadores da agencia.- E eu fui recrutado, a nova HYDRA cresceu, um lindo parasita por toda a S.H.I.E.L.D, a 70 anos que a HYDRA secretamente alimenta crises, se beneficia de guerras e quando a historia não coopera, a historia é mudada.
–Isso é impossível, a S.H.I.E.L.D teria impedido. — Natasha disse sem esconder seu desespero com a informação.
–Acidentes acontecem. — Zola respondeu.
E logo imagem de um jornal antigo com a foto de Howard Stark apareceu na tela, a reportagem informava o morte dele e da esposa, Maria. Logo foi substituída por outra imagem igualmente antiga, de longe se podia ver uma mulher inteiramente de preto, com um garotinha agarrado a sua cintura, eles estavam de frente para um lapide, Steve teve certeza que aquela era Abigail com Tony apos a morte de Howard. Quando ele pensou ter acabado, a foto de um carro vermelho destruído apareceu ao seu lado uma imagem de Abigail sorrindo e acima a manchete que infirmava sua morte, Steve sentiu uma lagrima escorrer pelo rosto e por ultimo uma foto de Fury.
–Tudo vai ficar tão caótico que a humanidade vai sacrificar sua liberdade em troca de segurança, quando o projeto Insight for iniciado a nova era da HYDRA ira começar, nós vencemos capitão, a sua morte significara tanto quanto sua vida absolutamente nada. — Zola foi surpreendido por um soco de Steve que quebrou a tela de vidro do imenso computador.
Natasha estava paralisada, não sabia o que pensar naquele momento, ela havia deixado a KGB por que achava que na S.H.I.E.L.D ela faria a coisa certa, mas não ela só havia trocado gato por lebre. A S.H.I.E.L.D era dominada pela HYDRA a tempo demais.
–O que tem nesse Pen-Driver? — Natasha ousou perguntar.
–O projeto Insight precisa de Insight, então eu escrevi um algoritmo. — Disse de modo simples.
–Mas o que esse algoritmo faz? — Natasha estava em pânico, a cada pergunta as respostas pareciam piorar.
Pelo que a agente havia entendido, Howard, Abigail e Fury foram mortos por saberem demais, claro, tudo se encaixava com clareza. Os três haviam descoberto sobre o poder da HYDRA na Agencia e foram riscados da lista antes de dizerem algo para alguém, o que a levava a uma questão, desde aquela época existia um traidor, alguém que ninguém desconfiaria, alguém que tivesse acesso a informações que só os três tinham.
–A resposta para essa pergunta é fascinante, mas vocês estarão mortos de mais para ouvir.
No instante seguinte Steve agia no automático, e quando percebeu o lugar todo estava pelos ares e Natasha estava em seus braços desacordada, a única coisa que ele conseguia pensar era que ele havia sacrificado sua vida toda ao lado de Abigail por uma causa perdida, e que apesar de todos os seus esforços ele não havia livrado o mundo da HYDRA. Abigail não havia morrido por acidente, ela havia sido executada por saber de mais. E ele não pode estar ali para protege-la.
Porem, agora ele destruiria a HYDRA não por ele e sim pela única mulher que amou e ainda ama. Ele havia se sacrificado por seu pais e ela pareceu ter seguido seus passos.
A HYDRA viria ao chão e ele seria o homem que a destruiria.
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