Brave New World

3 Capítulo 2: Eu sou um Shinobi


Notas iniciais
Segundo capitulo lançado, espero que curtem!!

– Nossa... Eu acho que dormi demais...


Nami resmungou enquanto esfregava os olhos, no intuito de se acostumar com a claridade repentina. Depois de finalmente se adaptar, olhou ao redor e avistou a casa parcialmente destruída. Bem, ela não ficou surpresa, já que fora ela mesma quem fez aquilo em um acesso de fúria devido à estupidez de Luffy. Ela realmente se irritou quando o garoto se recusou a ir embora de Cocoyashi, mesmo depois dela dizer com todas as letras que fazia parte do bando de Arlong e não voltaria a navegar com ele e os outros idiotas.


Ainda olhando ao redor, chamou sua atenção o fato de sua irmã não estar por ali.


- Para onde será que ela foi...? – Se perguntou. Foi ai que viu dois grandes cestos cheios de laranja encostados em um canto da sala.


Devido a todo o estresse que estava tendo, acabou se lembrando de sua mãe adotiva e como ela cuidava bem dos pomares de laranja. Também lembrou de sua morte nas mãos de Arlong. Segurou as lagrimas com pura força de vontade. Ela prometeu nunca mais chorar, não ia quebrar sua promessa.


Logo... Bellemere-san... Levou um bom tempo, mas agora só faltam sete milhões... Logo vou ter cem milhões e vou poder comprar a vila... Tenho certeza que na próxima viagem eu consigo... Pensou, ainda olhando para as laranjas.


- Só mais um pouco.. E vou ter tudo de volta... – Disse para si mesmo, se levantando da cadeira onde estava. – Vou estar livre do Arlong e... Finalmente poderei voltar a rir de verdade, Bellemere-san.


Agora totalmente de pé, Nami deu um sorriso para recompor a si mesmo e esticou o corpo, para fazer o desconforto pós-sono ir embora. Com intuito de tomar um ar fresco, saiu de dentro da casa. Quando sentiu uma gostosa ventania atingir seu corpo esbelto, não pode deixar de dar um sorriso mais satisfeito e falar.


- Mais um roubo e consigo cem milhões...


- Então você finalmente acordou?


Nami deu um pequeno salto assustado e seu coração disparou com voz repentina. Recuperando-se, virou-se para a esquerda e viu aquele homem, que há pouco tempo atrás estava na vila, encostado confortavelmente na parede de sua casa enquanto comia uma laranja.


Uma das laranjas de Bellemere-san!!!


A próxima coisa que aconteceu foi Nami se aproximando em alta velocidade do loiro e lhe acertando um poderoso cascudo na cabeça, fazendo-o saltar um gemido de dor. Antes mesmo que Naruto tivesse alguma chance de perguntar o porquê ela fez aquilo, Nami falou perigosamente.


- Quem te deu permissão para pegar uma das laranjas, idiota?!!


Naruto, depois de acariciar um novo galo em sua cabeça, resmungou irritado.


- Droga... Eu peguei apenas uma, ta legal? Achei que não se importariam, já que fui eu quem colheu todas as laranjas mesmo...


Nami ficou um pouco surpresa com aquela informação. Ela não esperava que fora ele quem colheu as laranjas. Provavelmente Nojiko havia o “convencido” a ajudá-la no pomar. Ela sabia que sua irmã mais velha poderia ser tão manipuladora quanto ela.


Assim, um pouco mais calma, falou.


- Bem... Acho que você merece uma por ter colhido... – Disse distraidamente. Mas logo depois adquiriu uma expressão mortal. – Mas apenas uma, ouviu?!


Naruto, que ainda acariciava sua cabeça, que fora acertada pela segunda vez naquele dia, suspirou com a “ameaça” da garota.


- Sim, sim. Como você quiser...


Depois de ouvir a resposta, Nami passou a observar o homem ao seu lado. Da primeira vez ela não reparou muito nele, mas agora finalmente percebeu que ele se vestia de um jeito bastante atípico. Além disso, não pode deixar de achá-lo levemente atraente.


Seus olhos azuis e as marcas de bigodes em suas bochechas davam-lhe um olhar exótico. Isso sem contar com seu físico que, mesmo por baixo das vestes, parecia ser moldado como o de Zoro. Exalava força e vitalidade, mas sem o excesso de músculo que muitas vezes alguns homens exibiam.


Depois de lembrar vagamente que ele disse se chamar Naruto, foi cortada de seus pensamentos pela voz do loiro.


– Então... Quando eu entrei na sua casa para guardar os cestos de fruta, você estava resmungando algo em seu sono. – Disse Naruto. Vendo que a garota levantou uma sobrancelha em interrogação, continuou. – Você estava falando algo como “realizar seu sonho” e “falta pouco, Bellemere-san”.


- Oh, realmente? Eu não me lembro... – Disse Nami, não querendo entrar naquele assunto com um completo desconhecido.


E Naruto, que sabia muito bem das intenções da garota, resolveu insistir mais um pouco.


- Isso tem haver com seu plano de juntar cem milhões e comprar a ilha de Arlong?


Os olhos de Nami se estreitaram ao ouvir aquilo. Logo perguntou acusadoramente.


- Como você sabe disso? – Ela sabia que Nojiko não contaria algo como aquilo para Naruto. Mesmo se eles já se conhecessem há mais tempo, o que não era o caso por que o loiro afirmou ter chegado hoje na vila, Nojiko não revelaria seu segredo assim.


Dando de ombros, Naruto respondeu.


- Eu escutei você falando com Nojiko quando estavam de frente para aquele tumulo.


Novamente os olhos de Nami se estreitaram, mas dessa vez ela parecia um pouco irritada.


- Ouviu? Isso parece mais como espionagem para mim. – Sibilou perigosamente a garota. Mas aquilo claramente não afetou Naruto, que deu de ombros ao dizer.


- Por um certo ângulo, ambos são a mesma coisa. – O modo displicente que ele falava conseguiu irritar Nami um pouco mais. Mas, antes que ela lhe respondesse, foi pega de surpresa com a próxima pergunta do loiro. – Então... Essa tal de Bellemere-san era a pessoa do tumulo, certo? O que aconteceu com ela?


O olhar de Nami logo mudou do irritado para um totalmente frio. E sua voz foi igualmente gelada quando ela falou.


- Isso não te interessa.


Naruto apenas estreitou os olhos com a resposta, mas não ficou muito surpreso. Recobrando o humor, suspirou e disse.


- Deixe-me lhe contar uma historia... Houve uma vez em que todo o continente onde eu vivia estava em perigo. Eu estava convencido que podia salvar a todos sozinho, que ninguém mais precisasse se por em perigo, mas, por sorte, encontrei alguém que me fez pensar o contrario. – Falou Naruto, sem tirar os olhos de Nami. – Ele me disse “Por mais poderoso que você seja, nunca tente fazer nada sozinho, pois estará fadado a falhar”. Ouvindo aquele conselho, eu aceitei a ajuda de meus amigos e consegui por um fim no problema que nos ameaçava.


Percebendo que ainda tinha a atenção de Nami, Naruto concluiu.


- Por isso eu te darei o mesmo conselho agora. Não tente fazer nada sozinha, senão você vai falhar. – Dando um grande sorriso, terminou. – Confie em seus amigos, as coisas vão ficar mais fáceis assim.


Os olhos de Nami se arregalaram com o pequeno discurso. Logo imagens de Luffy, Zoro e Ussop invadiram sua mente. Imagens de como eles derrotaram Buggy e o Capitão Kuro juntos, salvando as respectivas cidades que eles ameaçavam. Aquilo lhe fez se perguntar se ela realmente acertou em apenas abandona-los, para que eles não se envolvessem com Arlong e assim não se machucassem.


Depois de um tempo, acabou balançando a cabeça. Ela esteve sozinha por oito anos, não seria agora que envolveria mais alguém em seu plano. Ela não falharia e salvaria toda sua vila.


Levantando o olhar para Naruto, pensou em dizer alguma coisa, mas parou ao ouvir som de passos se aproximando dali. Virando-se para o lado oposto do qual o loiro se encontrava, avistou uma pequena comitiva de fuzileiros navais guiada por Gen-san se aproximar de sua propriedade.


Quando estavam perto o suficiente, o homem que parecia ser o oficial superior falou.


- Hehehe! Eu sou Nezumi, capitão da unidade #16 da Marinha. – Falou o homem que, para Naruto, era praticamente uma mistura de homem e rato, devido ao seu nariz redondo e os bigodes em seu rosto. – Você deve ser a tal fora-da-lei, Nami... Correto?


Nami, jogando os pensamentos das palavras de Naruto para o fundo de sua cabeça, adquiriu um sorriso convencido e cruzou os braços na frente do peito.


- Fora-da-lei? É, pode-se dizer assim... Sou uma pirata, e isso me torna uma fora da lei. – Nami falava sem preocupação, pois tinha um bom pano de fundo de defesa. – Mas não sou qualquer pirata, sou do bando do Arlong.


Naruto notou que o capitão Nezumi deu um sorrisinho suspeito, mas Nami não teve a mesma perspicácia de observação e continuou a falar.


- Você, como capitão da Marinha, deve entender o que eu digo... Se fizer qualquer coisa para me prejudicar, o Arlong não vai deixar barato. – Depois de terminar seu aviso, perguntou – Agora diga, o que quer de mim?


O sorriso no rosto de Nezumi dessa vez se alargou um pouco mais, assim, ele disse de forma despreocupada.


- Do que está falando? Não entendi nada. Pirata, hein? Nunca ouvi falar sobre isso... – Naruto estreitou os olhos para aquilo. Ele sabia que algo não estava cheirando bem em todo aquele discurso despreocupado do fuzileiro. – E não se preocupe, não passou pela minha cabeça feri-la. Eu estou aqui por causa de uma denuncia... Ouvi que aqui vive uma ladra que rouba de piratas.


Nami continuou a ouvir, não entendendo aonde o homem queria chegar.


- Por roubar de piratas resolvi não lhe machucar. Entretanto, uma ladra é uma ladra, e um crime é um crime. Entendeu? – Fazia seu discurso Nezumi, sorrindo a cada palavra. – Se tudo que você tem é roubado de um bando de piratas... Nós vamos confiscar esses tesouros e devolve-los aos seus donos originais...


- O que disse?! – Nami perguntou, chocada com a informação.


Já Naruto, por mais “legal” que aquele ato parecesse, não podia deixar de suspeitar que alguma coisa estava errada ali. É claro, eles estavam em seu direito de confiscar os tesouros roubados por Nami, mas, da forma que Nezumi falava, estava claro que havia algo mais por trás de tudo aquilo.


Algo podre na opinião de Naruto.


- Homens, procurem pela casa! – Ordenou Nezumi, sem deixar Nami dar qualquer resposta. Os fuzileiros responderam em positivo e rumaram em direção da casa com intuito de vasculhá-la.


Vendo aquilo, Nami se irritou e, tirando um bastão desmontável do lado de sua cintura, o montou em uma barra com aproximadamente o seu próprio tamanho e desferiu um golpe nas costas de um dos fuzileiros que tentava entrar em sua casa, exclamando para eles pararem.


Vendo que todos de repente pararam, Nami disse, bufando.


- Por quê? Será que isso é a prioridade aqui...?! – Recuperando o fôlego, continuou. – Não sabem que Arlong matou milhares de pessoas e destruiu muitas vilas...?


Olhando diretamente para o capitão Nezumi, Nami gritou indignada.


- Os moradores aqui vivem como escravos de Arlong!! E vocês não fazem nada sobre isso?!!! Agora procuram coisas roubadas por uma única ladra?!!! Mas que droga de governo é esse?!!!


Nezumi, nem um pouco abalado com a gritaria, disse.


- Hehehe! Você é só uma fora-da-lei, e acha que pode cobrar alguma coisa? É melhor calar sua boca! – Virando-se para seus homens, ordenou. – Não liguem para ela, continuem a busca!


- Todos estão esperando por qualquer ajuda do governo...! E você veio aqui e nem mesmo pensa em ajudá-los, não é?!! – Gritou novamente Nami, enquanto os fuzileiros passavam ao seu lado indo em direção a sua casa.


Nezumi apenas fingiu não ouvir, logo, um de seus homens se aproximou e disse.


- Senhor, pode haver algo nessa plantação.


- Ótimo. Dividam o grupo e procurem ai também. Cavem se for preciso. – Disse Nezumi, satisfeito com a sagacidade de seu subordinado.


Quando o homem que sugeriu a idéia começou a mexer nas laranjeiras, Nami se enfureceu ainda mais e acertou um golpe na cabeça do fuzileiro com seu bastão.


- Não mecham nas laranjeiras de Bellemere-san com suas mãos sujas!! Não vou deixar vocês levarem esse dinheiro!!! Esse dinheiro é...


Nami, que estava preste a revelar que o dinheiro era a única forma de livrar Arlong da vila Cocoyashi, acabou ouvindo alguém que ela menos esperava se adiantar e falar.


- Esse dinheiro é a única esperança dessa vila!!! Com que autoridade vocês vem aqui achando que podem nos tirar isso?!! – Rugiu Genzo, que até então apenas observava as ações da marinha. Ele não permitiria que o dinheiro fosse levado assim.


Nami ficou estupefada ao ouvir aquilo, tanto que as palavras que Nezumi falou para Genzo simplesmente pareceram um som distorcido para ela. Recuperando um pouco de seu estupor, perguntou, tremula.


- Gen-san... Como você sabe disso...?


Com a pergunta, Genzo ajeitou o chapéu ligeiramente e falou, em tom calmo e claro.


- Nunca acreditei que você nos trairia... Por isso pressionamos Nojiko, até que ela nos contasse toda a verdade. Todos da vila sabem... – Levantando o olhar, o prefeito encarou Nami nos olhos. – Nós não queríamos atrapalhar seu plano com esperanças idiotas... Por isso fingíamos não saber de nada.


Naruto, que só observava, não gostou muito de ouvir aquilo. Se eles sabiam, era muito melhor que apoiassem Nami do que fingissem que não sabiam de nada, com medo que isso atrapalhasse a garota. Mas, mesmo assim, resolveu não crucificar os aldeões daquela vila. Eles provavelmente estavam tão desesperados que achavam que aquela era a melhor solução, quando na verdade não era, pois Naruto tinha certeza que Nami sofreu por levar um fardo daquele sozinha por oito anos.


O loiro logo em seguida fez uma careta ao ter seus pensamentos interrompidos pela voz de Nezumi. Ele realmente já estava se irritando com aquele idiota.


- Do que estão falando? Quer dizer que todos nessa vila são ladrões? Ah! Vou ter que prender a vila inteira?


- Não!! Estamos tentando dizer que há anos não esperamos mais a ajuda desse lixo de governo!! Então decidimos lutar sozinhos!!! – Quem gritara foi Nojiko, que havia acabado de aparecer no local. Ela estava tão revoltada quanto Nami e continuou a gritar. – Se não veio aqui para nos ajudar, é melhor dar o fora!!! Se não sumir logo daqui, o Arlong vai afundar o seu navio!!


Nezumi deu um sorriso debochado e disse.


- Arlong? Acha mesmo que ele faria algo como isso? – Naruto estreitou os olhos como Nezumi falou. Ele estava começando a entender o que acontecia ali. E o que o homem-rato disse a seguir apenas confirmou suas suspeitas. – Por que ainda não encontraram? Não estão procurando por brincos ou coisa parecida! Estamos falando de cem milhões de Berries aqui!!


- Ei!! Como você sabe disso?!! – Questionou Genzo, suspeito.


- Hã? – Perguntou Nezumi despreocupado. – Eu só imaginei que depois de oito anos ela deve ter juntado muito dinheiro, não é mesmo?

Mas aquela desculpa não colou para ninguém. Logo todos ali souberam quem estava por trás da “revista em busca dos roubos”.


- Foi o Arlong quem mandou vocês?!! – Questionou Nami, mesmo já tendo certeza que fora o tritão.


- Quem sabe...? – Respondeu Nezumi. – Estamos apenas fazendo o que é necessário para perseguir ladrões.


O sorriso que Nezumi dava claramente indicava que ele trabalhava com o infame pirata.


- Seus bastardos corruptos!!! – Gritou Genzo, revoltado.


- Como pode um marinheiro virar fantoche de um pirata?!! – Exclamou Nojiko, indignada com aquilo. O dinheiro que era a única esperança da vila, agora não parecia valer mais nada por causa daqueles corruptos mancomunados com Arlong.


Nami apenas mordia o lábio com força, não acreditando que aquilo estava acontecendo.


- Cuidem deles. Não deixem que atrapalhem as buscas. – Falou Nezumi virando de costa e entrando no meio dos pomares, provavelmente para procurar também. Seus homens o obedeceram e agora apontavam armas de fogo na direção de Naruto, Nami, Nojiko e Genzo.


A situação, que já era tensa, ficou ainda pior quando um dos fuzileiros no meio dos pomares gritou.


- Senhor!! Eu encontrei!!!


Rapidamente andando em direção do grito, Nezumi fez seu caminha e logo se deparou com uma grande caixa de madeira parcialmente enterrada. Apressado, retirou a tampa que a fechava e se deliciou com o que viu.


Maços de dinheiros, ouro, jóias. Estava tudo ali e, como acordado com Arlong previamente, um terço de tudo aquilo era dele.


- Isso é realmente incrível! – Disse, pegando um punhado com as mãos. – Essa menina realmente reuniu cem milhões de berries nesses últimos oito anos! Hehehehe!


Ao longe, Nojiko viu os fuzileiros começarem a pegar o tesouro, já se preparando para transportá-lo. O sentimento de todo o sofrimento que Nami passou naqueles oitos anos veio à mente da garota e, assim, ela não conseguiu ficar parada.


Num ato impensado, correu em direção a onde Nezumi e seus homens estavam. O que ela não esperava era que um dos oficias que a vigiava percebesse suas intenções e, engatilhando sua pistola de pederneira, preparasse para acabar com a ameaça ao seu capitão.


Assim, um tiro foi ouvido.


- Nojiko!!!! – Exclamou Genzo ao ver a menina que ele considerava como uma filha levar um disparo no ombro e cair no chão.


Nezumi, que tinha visto tudo aquilo, disse debochado.


- Hehehehe! Isso é o que ela merece por tentar impedir a lei!! – Foi quando algo inusitado aconteceu na frente de seus olhos e ele, sem entender, apenas exclamou. – M-Mas que diabo...?!!!


E não era só ele que estava surpreso, todos os outros agora esfregavam os olhos incrédulos, para ver se o que viam era realmente verdade. Onde antes estava Nojiko, agora havia apenas um grande cesto recheado de laranjas, onde um furo podia ser visto e, por ele, escorria um pouco do caldo das frutas. Aquilo era claramente um indicativo que, de algum modo, o cesto levara o tiro ao invés de Nojiko.


Enquanto todos ainda se perguntavam o que tinha acontecido, uma voz se fez presente.


- Eu acho que já vi o bastante...


Quem falara era ninguém menos que Naruto, que podia ser visto segurando uma completamente zonza, mas ilesa, Nojiko nos braços. Logo o loiro colocou suavemente a garota no chão, permitindo que Genzo corresse até ela e lhe desse um forte abraço.


- Nojiko!! Você está bem?!! – Perguntou preocupado o prefeito.


A mulher, que aparentava estar ainda desorientada, apenas balançou a cabeça em afirmativo. Ela realmente não entendia o que tinha acontecido. Num momento ela ouviu o disparo da arma e pensou que seria atingida, depois simplesmente viu alguém lhe puxar e o mundo ao seu redor passou como um borrão, até que ela se viu onde estava agora.


Olhando para a cesta que tinha levado o tiro por ela, Nojiko concluiu que de alguma forma ela foi substituída pelo objeto. Sabendo que o único com respostas era aquele que a pouco a segurava nos braços, Nojiko perguntou.


- Naruto... Foi você quem fez isso?


O loiro sorriu e respondeu.


- Sim. Eu usei uma técnica chamada Kawarime no jutsu (Técnica de Substituição).


Nojiko pronunciou o nome de uma forma que seria bastante cômica, pois ela parecia completamente alheia a tudo ao seu redor. Quando finalmente voltou a si, perguntou mais uma vez para o loiro misterioso.


- C-Como diabos você fez essa técnica de substituição...?


- Eu acho que realmente esqueci de contar para vocês, mas... Eu sou um shinobi. Uma técnica dessas é algo relativamente simples comparado a outras coisas que eu posso fazer.


Um silêncio estranho se instalou no pomar de laranjeiras. Todos ali se perguntavam o que era um shinobi e como alguém que se denominava aquilo poderia ter tais poderes estranhos. Genzo foi o primeiro a expressar sua opinião sobre o assunto, mesmo que ele ainda estivesse um pouco abobado.


- Isso seria algum poder de Akuma no mi (Fruto do Diabo)?


Naruto levantou uma sobrancelha com a pergunta.


- “Akuma no mi”? Não, eu nunca ouvi falar de algo assim. O que eu faço requer o uso de chakra, mas eu não estarei revelando o que é chakra e como usa-lo. – Explicou Naruto. Pelo que ele já tinha notado, aquelas pessoas não tinham conhecimento de chakra e shinobis, por isso não seria ele que revelaria o segredo de como usa-lo. Aquilo era uma vantagem de seu povo, ele não abriria mão dela fácil assim.


Nojiko olhou um pouco surpresa para Naruto. Mas não foi por causa de sua explicação, mas sim pelo olhar que havia mudado em seu rosto. Ao contrario da expressão descontraída e alegre que ele parecia exibir na maioria do tempo em que passara juntos, agora ele tinha um olhar duro no rosto.


Ela não pode deixar de se perguntar se esse era o mesmo idiota que ela manipulara para colher as laranjas algum tempo atrás.


Nezumi, recuperando de seu estupor com todos aqueles acontecimentos malucos, indagou irritado.


- Quem diabos é você?! E por que está interferindo nos negócios da Marinha?!


Dando um passo e se colocando na frente de Nojiko e Genzo, Naruto respondeu ainda com o olhar estreito.


- Como eu disse, sou um shinobi. Meu nome é Uzumaki Naruto. – Falava o loiro, encarando Nezumi de um modo que fazia o capitão da Marinha suar. – E o porquê deu estar interferindo, eu já disse. Eu já vi o suficiente.


Um fuzileiro mais corajoso adiantou-se e perguntou irritado.


- “Já viu o suficiente”? O que quer dizer com isso? Se ficar no caminho da Marinha, vamos lhe considerar um criminoso!


Naruto apenas sorriu debochado para o homem.


- Vocês não têm autoridade alguma sobre mim. Eu venho de um lugar que esse tal de “Governo Mundial” não tem sob domínio. – Os fuzileiros navais começaram a cochichar incrédulos, achando que aquilo só poderia ser uma mentira. Muitas poucas ilhas não estavam sobre o domínio do “Governo Mundial”. Quais as chances daquele cara estar dizendo a verdade?


Naruto, que via tudo aquilo, acrescentou.


- Agora, apesar de eu não pertencer ao seu governo, eu normalmente respeitaria suas leis tranquilamente. Mas... Como eu disse, eu já vi o suficiente. – Voltando com o olhar duro, continuou. – Vocês não passam de um bando de corruptos que estar querendo tirar a esperança de uma garota de salvar sua própria vila por mera ganância. Se seu governo realmente apóia atos como este, ele não passa de lixo.


Recuperando um pouco de sua compostura, Nezumi falou mais corajoso.


- Idiota! Mesmo que estivesse dizendo a verdade, você realmente tem noção da força do Governo Mundial? Quer mesmo desafiar uma organização com mais de 170 países?! – Aquilo fez com que os marinheiros dessem risada, debochando de Naruto por sua “loucura”. Nezumi, que havia recuperado totalmente sua coragem ao ver que seus homens pensavam como ele, acrescentou. – Agora, é melhor sair do nosso caminho, por que senão lhe marcaremos como cúmplice dessas pessoas e acabaremos com você!!


Naruto observou Nezumi por alguns instantes antes de falar.


- Você pode falar o que quiser. Apenas saiba que não deixarei que machuque essas pessoas... – Disse, virando-se levemente para Nojiko e Genzo. – E também não deixarei que pegue o tesouro. Por que você veio aqui apenas por causa de rumores, não tem como provar que esse tesouro é roubado.


O capitão da Marinha apertou o punho irritado, sabendo que ele não podia pegar o ouro apenas por causa de um rumor, como aquele cara falou. Se ele insistisse, essas pessoas poderiam denunciá-lo a um superior e ele estaria encrencado. Mas, como sua ganância era alta demais, ele pensou em tomar medidas drásticas.


- Sim, você está certo. Nós não podemos pegar o tesouro apenas por causa de um rumor, mas... – Dando um sorriso maligno, falou. – Se matarmos vocês aqui, ninguém nunca saberá que esses cem milhões uma vez existiu!


Nojiko e Genzo recuaram ao ouvir aquilo, se perguntando como um oficial dos fuzileiros poderia ser tão corrupto e mesquinho. E Naruto pensava o mesmo.


- Então você chegou ao ponto de querer nos matar para pegar o dinheiro? Agora eu vejo que o único criminoso aqui é você.


Nezumi, cansado da petulância daquele cara, resolveu acabar com aquilo de uma vez. Pegando uma pistola que ele carregava em um cinto, acionou o gatilho e disparou, gritando.


- Apenas morra, infeliz!!! – Mas, o sorrido que o capitão da Marinha deu ao pensar que tinha pegado seu oponente simplesmente desapareceu.


Isso por que Naruto sacou uma kunai e, com velocidade e precisão cirúrgica, desviou a bala que visava o seu pulmão direito para as laranjeiras ao lado. Todos viram aquilo espantados, não acreditando que um ser humano tivesse a capacidade de desviar uma bala com tal facilidade.


- E-Ele é rápido! – Foi tudo que Nojiko conseguiu falar, e muitos ali pensavam como ela.


Insatisfeito com aquilo, Nezumi ordenou.


- Homens, atirem todos de uma só vez nele!! Quero ver ele desviar todos os tiros!!!


Tudo aconteceu muito rápido. Antes mesmo que os fuzileiros engatinhassem suas armas e se preparassem para atirar, Naruto simplesmente se transformou em um borrão alaranjado para os olhos daquelas pessoas e, usando sua kunai embebida de chakra vento, cortou o cano das armas.


Quando finalmente puderam ver Naruto novamente com clareza, ele se encontrava ao lado de Nezumi. Não demorou e o som dos canos cortados das armas caiu no chão, mostrando que ele não havia “apenas” mudado de lugar.


- Certo... Ele não é rápido... Ele é muito rápido!! – Exclamou Nojiko, totalmente pasma com o que aconteceu.


- Ele cortou todos os canos das armas em segundos!!! O que diabos ele é?! – Perguntou Genzo, engasgado com a pequena demonstração de Naruto.


Nezumi, que se perguntava à mesma coisa, deu alguns passos para trás para se distanciar de Naruto, com medo dele. Como não via nada atrás de si, acabou tropeçando em uma raiz de uma laranjeira e caindo de bunda no chão. Vendo de cima para baixo o olhar de poucos amigos que Naruto lhe dava, ele gaguejou.


- H-Homens!! Acabem com ele antes que ele me mate!!!


Os fuzileiros, mesmo estando um pouco assustados também, tinham pelo menos alguma honra e senso de dever com seu capitão. Por isso sacaram suas espadas e gritaram, correndo em direção de Naruto com o intuito de fatiá-lo.


Novamente, tudo que se viu foi o borrão laranja causado pelas vestes de Naruto com a alta velocidade que ele se movia. Mas, ao contrario da outra vez, o shinobi resolveu colocar aqueles caras para dormir. Acertou apenas pontos críticos como queixo, diafragma, nariz. Dava golpes certeiros e poderosos que tiravam os marinheiros da luta com eficiência devastadora.


Pouco tempo depois, todos os fuzileiros estavam se encontravam desacordados no chão.


-I-Incrivel!!! Ele tirou todos eles em um instante também!!! E ele sequer precisou matá-los para isso!!! – Exclamou Genzo ao constatar que os fuzileiros estavam apenas desacordados.


Nojiko assentiu levemente com a cabeça, se lembrando que Naruto anteriormente havia se oferecido para derrubar Arlong. Na primeira vez ela não havia dado muita atenção aquilo, mas agora ela percebia que talvez ele realmente tivesse força para derrotar o infame pirata e seu bando.


Nezumi, que praticamente já se mijava de medo, fez a coisa real quando Naruto voltou a encara-lo. Com lagrimas nos olhos e uma expressão aterrorizada, implorou.


- P-Por favor!! Não me mate!!!


O shinobi apenas olhou o quão patético aquele cara era e, guardando sua kunai dentro da manga de seu haori, disse.


- Saia daqui antes que eu mude de idéia e resolva te espancar também.


Nezumi não precisou ouvir duas vezes. Levantando-se com velocidade desajeitada, saiu correndo dali como um rato acuado e logo desapareceu da vista do grupo.


- Bastardo... Ele sequer se preocupou em abandonar seus homens. – Disse Naruto, irritado. Aquele cara era realmente a pior escoria que ele via em anos.


- Por que você o deixou ir? Ele provavelmente vai voltar! – Falou Nojiko, pegando a atenção de Naruto.


O loiro, virando-se para ela, disse.


- Matar ele ou qualquer um dos outros não resolveria o problema. – Respondeu simplesmente. – Além disso, não se preocupe. Mesmo se ele voltar, da próxima vez vocês já vão poder buscar ajuda de fuzileiros de verdade.


Nojiko e Genzo olharam confusos para Naruto, assim ele acrescentou.


- Eu não pretendo deixar Arlong comandar essa vila por mais tempo. Quando eu acabar com ele, vocês poderão ir e vir sem se preocupar mais.


Ambos os moradores de Cocoyashi arregalaram os olhos ao ouvirem aquilo. Naruto pretendia salva-los mais uma vez, sendo que ele os conhecia a menos de um dia. Mas, mesmo com o altruísmo do garoto, Genzo não ficou satisfeito.


- Você não precisa fazer isso. Eu percebi agora... Nós temos que nos livrar de Arlong com nossas próprias mãos! Ele já fez Nami sofrer demais! – Disse o prefeito.


Naruto o avaliou por alguns segundos antes de dizer.


- Nami já tentou fazer tudo sozinha uma vez e falhou. Você acha que recusar ajuda é realmente a coisa mais sabia a fazer? – Perguntou Naruto, fazendo Genzo e Nojiko pensarem naquilo. – Eu vou ajudá-los a deter Arlong e seu bando. Mesmo esta sendo a vila de vocês, não precisam enfrentar seus problemas sozinhos.


Sabendo que as palavras de Naruto eram sabias, Genzo se aproximou devagar do loiro e colocou uma mão em seu ombro, agradecendo-o.


- Obrigado, garoto. Você está certo, por isso, vamos aceitar sua ajuda.


Naruto sorriu para o velho. Mas, apesar de todo aquele clima bom, Nojiko finalmente notou alguma coisa.


- Ei... Onde a Nami foi, Gen-san?


O prefeito olhou ao redor e finalmente percebeu que Nami não estava em lugar nenhum.


- E-Eu não sei...! Pra mim ela estava atrás da gente o tempo todo!!! – Exclamou.


Nojiko mordeu o lábio com angustia e disse.


- Eu acho que eu sei para onde ela foi...! Ela deve ter ido ao Arlong Park tirar satisfação com Arlong!!


- Droga!! Se isso é realmente verdade, nós temos que nos apressar!! Não sabemos quando ela nos deixou!! – Genzo disse preocupado. – Vamos reunir os moradores e partir para o Arlong Park!!!

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No momento, na vila Cocoyashi, a população se reunia no meio da rua, indignada. Muitos gritavam que deveriam pegar em armas e lutar. E o motivo para toda essa fúria era simples. Genzo havia acabado de contar aos moradores o que tinha acontecido com o plano de Nami.


Assim, ao meio do tumulto, logo a voz do prefeito surgiu, fazendo com que os outros se calassem, para escutarem o que o homem tinha a dizer.


- Há oito anos, fizemos um voto de confiança de que enquanto Nami acreditasse que poderia nos salvar, não desistiríamos de nossas vidas. Mesmo estando sob o domínio deles, seriamos pacientes. – Olhando ao redor e vendo que todos o escutavam, Genzo levantou a voz e gritou, furioso. – Mas foi assim que eles responderam!! Eles nunca pensaram em deixar essa vila em paz!!! Por todo esse tempo, eles brincaram com os sentimentos da Nami!! Não podemos perdoar esses homens-peixe!!!


A multidão rugiu, afirmando que eles deveriam lutar e enfrentar de uma vez os homens-peixes, que eles pagariam por ter abusado de Nami e da vila por longos oitos anos. Sim. Todos estavam decididos a colocar suas vidas em risco agora, eles já haviam sido humilhados demais por aqueles piratas.


- Esperem!!!!


Uma voz soou ao meio dos gritos de guerra dos aldeões.


- Nami... – Disse Nojiko ao ver sua irmã de pé a alguns metros deles. Ele estava suada e ofegante, aparentando ter corrido do Arlong Park até a vila.


Vendo que tinha a atenção dos moradores, abriu os braços e, esforçando-se para trazer um sorriso em seu rosto, falou.


- Por favor, sejam pacientes! – Pediu. – Eu vou tentar juntar o dinheiro novamente! Não vai ser tão difícil dessa vez...


Os moradores olharam espantados para Nami. Ela estava disposta a continuar se sacrificando por eles, mesmo depois de todo o sofrimento que já passara? Era realmente algo louvável, mas eles não queriam a ver sofrer mais.


Genzo, se afastando da multidão e se aproximando de Nami, a abraçou, surpreendendo a navegadora.


- Chega! Você saiu antes de ver tudo acabar... Nós ainda temos o dinheiro... – Nami ficou surpresa ao ouvir aquilo, mas não pode falar nada, pois Genzo continuou seu discurso. – Mas, depois do que aconteceu hoje, você realmente acha que Arlong vai libertar a vila se pagarmos a ele cem milhões?


Nami queria dizer alguma coisa, mas palavras não saiam de sua boca. Ela sabia que era verdade. Quando confrontou Arlong, ela finalmente havia entendido que todo seu esforço fora inútil. Mas ela ainda se recusava a permitir que outras pessoas morressem como Bellemere-san, por isso, não tendo mais opção, acabou quebrando sua ultima promessa e chorou, chorou por não saber mais o que fazer.


Genzo, percebendo aquilo, disse em uma voz tranqüila.


- Você lutou bem... Nami. Você já fez sua parte, deixe o resto conosco. – Disse o prefeito. Saltando Nami de seu abraço, falou olhando em seus olhos. – Fuja da ilha, Nami.


A garota arregalou os olhos ao ouvir aquilo.


- O que...?!! – Perguntou incrédula. Afastando-se, pegou uma faca que carregava na cintura e apontou para os moradores. – Não!!! Eu não vou deixar vocês irem até lá!!! Não quero que ninguém mais morra!!!


Todos olharam complacentes para Nami, mas foi Genzo quem se aproximou e, segurando a lamina apontada pela garota com as mãos nuas, disse.


- Nós sabemos disso.


Ao fundo muitos aldeões começaram a gritar coisas parecidas, que sabiam que iriam morrer se fossem lá, mas que iriam de qualquer jeito, pois estavam cansados do domínio que Arlong tinha sobre eles.


Genzo, vendo que Nami parecia que não iria sair da frente deles, rugiu.


– Não fique no nosso caminho!!! – Olhando para os aldeões atrás de si, ergueu uma espada para o alto e ordenou. – Vamos! Mesmo que não possamos ganhar, temos que morrer com honra!!!


Nami simplesmente ficou paralisada enquanto todos os moradores passavam por ela. Quando finalmente percebeu que eles já tinham ido, ela caiu de joelhos no chão. O sentimento de incapacidade logo foi substituído por o de fúria e, ao olhar para a tatuagem que tinha no ombro esquerdo, um indicativo que estava “sob ordens” de Arlong, pegou a faca que a pouco segurava e esfaqueou-se com força no local do desenho.


- Arlong... Arlong...! Arlong!!! – Gritava em fúria enquanto se espetava sem parar com a faca, destruindo completamente a tatuagem junto com sua própria pele. Mas, de repente, ela parou. Parou por que alguém segurou seu pulso.


Olhando para ver quem a interrompia, ficou surpresa ao ver um garoto com chapéu de palha e olhar sério no rosto, um que ela raramente o viu fazer.


- Luffy... O que foi agora? – Pediu irritada. Ela não queria que ele se envolvesse naquilo também, por isso tentava o espantar com sua raiva. – Você não sabe droga nenhuma!! Apenas saia daqui!!!


- É... Eu realmente não sei. – Respondeu calmamente Luffy, enquanto olhava para Nami.


Aquilo pareceu irritar ainda mais a garota e, pegando terra do chão, jogou em direção ao seu antigo capitão, gritando.


- Eu já não falei para você sumir dessa ilha?!!


- Sim... Você falou... – Disse Luffy, mas sem se mover um centímetro da sua posição atual.


“Confie em seus amigos, as coisas vão ficar mais fáceis assim.”


As palavras ditas por Naruto há alguns minutos atrás ressoaram na mente de Nami. Logo ela foi invadida pelas lembranças de como Luffy e Zoro conseguiram derrotar inimigos poderosos, salvando duas vilas no processo. Aquilo, de alguma forma, lhe deu esperanças e, em seu último esforço para salvar sua vila e os moradores que nela residiam, ela falou.


- Luffy... Me ajuda...?


Em um ato que surpreendeu Nami, Luffy pegou seu chapéu de palha e colocou na cabeça alaranjada da garota. Dando alguns passos para longe dela, Luffy encheu os pulmões de ar e gritou com toda sua força.


- MAS É CLARO QUE SIM!!!!


Deixando Nami para trás, Luffy logo avistou seus três companheiros e, ao passar por eles, disse.


- Vamos!


- Beleza! – Responderam Zoro, Sanji e Usopp, não precisando pensar duas vezes para seguir seu capitão quando ele partia para salvar um dos membros da tripulação.


Quando finalmente saíram da cidade, escutaram uma voz ao lado.


- Será que eu posso me juntar a vocês?


O quarteto se virou, avistando um homem na faixa dos vinte e cinco com cabelos loiros, olhos azuis e bigodes de raposa no rosto. Ele tinha um olhar de seriedade no rosto, um que indicava que ele queria lhes ajudar com Arlong e sua trupe. Por isso, Luffy não pensou duas vezes ao dizer.


- Claro.


O loiro sorriu e, passando a caminhar ao lado deles em direção ao Arlong Park, disse repentinamente.


- A propósito, meu nome é Uzumaki Naruto.

Notas finais
- Eu realmente gostei de escrever esse cap, sendo a primeira vez que Naruto revela um pouco de suas habilidades e tal. Para quem está lendo, já deve ter percebido que eu estou pulando varias partes do mangá, onde Naruto não apareceu. Por isso, é bom que quem esteja lendo conheça o anime ou mangá de One Piece, para não ficar muito perdido;
- O proximo cap é as lutas e será postado amanhã, até lá, comentem!!!