Brave Heart
23 Julgamento Final
Notas iniciais

Depois de sete longos dias vivendo em cárcere fechado, finalmente seria o dia em que os seis rapazes teriam o julgamento final. Isto é, ficaria decidido por quanto tempo cada um ficará na prisão. Neste momento, de tarde, eles estavam dentro de uma viatura de polícia sendo levados até o tribunal. Rosinante, Law e Caesar estavam sentados de frente para os outros três, todos algemados.
– KYA, QUE FELICIDADE! – Exclama o jovem loiro. – Finalmente vou ter de volta minha vida, meu celular, meu Ed Sheeran, meus holofotes, meu tudo!
– Isso se você pegar liberdade, né? – Refuta Law.
– Com essa sua cara de emo, gótico e rebelde eu tenho muito mais chances que você.
– Foi mal, princesa dos olhos azuis, mas o único inocente aqui sou eu.
– Inocente nada que eu sei que foi você quem roubou o meu CD da Cher anos atrás!
– Por que eu faria isso? Eu nem sei quem é essa.
– O QUÊ? – Dellinger fica pasmo. – Como assim você não sabe quem é Cher? Seu hétero!
– Han?
– Parem de brigar! – Exclama Doflamingo. – Vergo, você já ligou pros nossos advogados?
– Já, o Trebol deve estar lá nos esperando.
– Ótimo.
– Cora-san, nós temos advogados? – Indaga Law.
– Ér... o Sengoku disse que ia dar um jeito...
– Sengoku? – Questiona o irmão mais velho. – Eu já ouvi esse nome em algum lugar...
– Nós costumávamos sair juntos, lembra?
– Ah, é verdade, ele me odiava. Não sabia que vocês tinham contato ainda.
– Foi ele quem cuidou de mim quando você me abandonou, nós três moramos juntos agora.
– Ah, eu lembro dele! – Fala Caesar – Ele é médico, né? Na época ele fazia faculdade e nó–
– Caesar, ninguém liga pra sua história... – Diz todo mundo.
– Ahn... – Ele se deprime.
– Cora-san, e você? O que vai acontecer contigo? Você vai ficar livre, né? Se não ficar, eu vou matar algumas pessoas só pra ser preso e ficar com você.
– Awn, isso foi tão romântico, Law! E um pouco triste também...
– Tsc, poupem-me desse mimimi de vocês dois. – Fala Doflamingo.
– Vai se foder, Flamingo idiota! Se depender de mim você vai ficar a vida inteira na prisão.
– Ah para, vai fazer o quê, me denunciar pelo que eu fiz há anos atrás? O Rosinante fez a mesma coisa com você!
– Que comparação horrível! – Exclama Rosinante. – Eu só beijei ele.
– Bom, eu não tinha o beijado, então, tecnicamente, você só terminou o meu trabalho, fufufu.
– Como você consegue falar coisas tão nojentas?!
– É fácil, ele é nojento. – Resmunga Law.
– Parem de frescura, eu tirei a virgindade de vocês dois.
– I-I-Isso foi, tipo, MUITO desnecessário!
– Puta que pariu... – Resmunga mais uma vez e desvia o olhar.
– Ain, parem com isso! – Dellinger bate os pés no chão. – Que tipo de conversa entre pai, tio e irmãozinho é essa?
– Irmãozinho o caralho, que família de bosta eu fui arrumar.
– Sinceramente? Muito melhor que a sua família original, isso eu te garanto. – Diz Doflamingo. – Cheia de extorquistas imundos, desgraçados...
– Não fala da minha família! Você é a última pessoa de quem eu quero ouvir isso, Doflamingo!
– Doffy, não fale desse assunto. Estamos em uma viatura de polícia. – Fala Vergo.
– É, tem razão. E eu também não quero sujar a minha boca falando de gente merda.
– Tsc, Flamingo idiota...
(…)
Depois de muita briga e discussão, finalmente chegaram ao tribunal. Era um local consideravelmente grande, com diversos assentos dividido por um grande tapete vermelho, que levava da porta até o local onde o Juiz ficara. Lá, já estavam tanto Trebol como Sengoku e seu advogado.
– SENGOKU! – Exclama Rosinante, indo até o amigo e o abraçando, da maneira que conseguiu por ainda estar algemado e trajando o uniforme laranja.
– Rosinante, Law! Como vocês estão? – Diz, aflito e ao mesmo tempo feliz por revê-los.
– Sengoku, bom te ver. – Afirma Law, com um sorriso, mas logo direciona seu olhar para um homem que estava ao lado de Sengoku. – Nós já nos vimos antes?
– Sou eu, Garp, avô do Luffy! Lembra de mim?
– Como eu posso esquecer? Você me bateu na cabeça uma vez...
– Hahaha, pra você virar um rapaz maduro! O Luffy ficou muito preocupado quando lhe viu na TV e eu também conheço o seu caráter, sei que você não é um bandido. Eu sou seu novo advogado.
– Viu só como é bom ter amigos, Law? – Diz Rosinante. – Eu te avisei.
– É, graças a sua insistência no passado agora nós temos um advogado.
– Oh, você é aquele tio que vivia maquiado? Eu me lembro de você! – Exclama Garp.
– É-É... bons tempos.
– Hahaha, não tinha te reconhecido na TV porque na época eu só sabia o seu apelido! Enfim, precisamos conversar sobre o caso de vocês.
Enquanto os quatro discutiam sobre como iria ser o julgamento deles em uma sala particular, do outro lado do tribunal, Vergo, Caesar, Dellinger e Doflamingo estavam com Trebol, o advogado oficial da família, fazendo a mesma ação.
– Né, né, vocês tão numa situação bem complicada, behehe.
– Eu já decidi tudo. – Afirma Doflamingo. – O Dellinger vai botar a culpa no Caesar e depois vai se casar com a Diana e reerguer a fábrica.
– Eu não vou casar, mas que porre! – O loiro bate os pés no chão.
– Não é você quem decide isso. Agora fica quieto, os adultos estão conversando.
– E como ficará a situação da fábrica? – Indaga Vergo. – Poderemos reerguê-la?
– Behehe, uma fábrica infantil sendo acusada de drogar crianças. Mesmo se eu consegui-la de volta, vocês estão com nome sujo no mercado. Por enquanto vamos focar na prisão de vocês, né, né.
– E você acha que nós podemos pegar uma pena leve?
– Quem eu preciso subornar? – Pergunta Doflamingo.
– Né, né, não vamos subornar ninguém por enquanto. O garotinho eu acho que vai ser mais fácil, talvez ele só precise fazer uns serviços comunitários. Quem tá mais ferrado mesmo é o Doffy e o Caesar, que cuidavam das drogas, behehehe.
– Se o meu irmãozinho ficar preso eu também fico. Lá não era tão ruim assim, eu já tinha montado um esquema de tráfico muito foda e tinha vários empregados que trabalhavam por mim, fufufu. Até comida boa eu conseguia! E massagem nos pés.
– Bom, eu não pretendo passar o resto dos meus dias preso. – Afirma Vergo.
– Né, não se preocupa, Vergo, você tá sendo investigado só por saber do esquema. A culpa da importação toda caiu sobre o cientista, que mexia com isso, behehehe.
– T-Tudo eu... – Murmura Caesar.
– Caesar, eu vou precisar que você faça um depoimento dizendo que não deixou o Dellinger saber de nada, que ele ficou de fora mesmo depois de assumir a fábrica e que tudo ficou entre vocês três.
– Isso vai aumentar minha pena?
– Vai.
– E-Então eu não vo–
– Cala boca, faz logo, você não é importante.
– Ahn... – Ele se deprime. – Tá... eu faço.
– O essencial é deixar o Dellinger livre para ele reproduzir e continuar a nossa linhagem sanguínea.
– S-Se eu arrumar uma barriga de aluguel, você deixa eu não me casar com a Diana..?
– Claro que não, ela é herdeira de empreiteira.
Ignorando a discussão entre pai e filho, enquanto Caesar assinava o depoimento, Rosinante terminava de contar para Garp tudo que havia acontecido entre eles na família. Isto é, o caso entre tio x filho x pai e também os assassinatos cometidos por Doflamingo.
– A pergunta é, você vai querer denunciar o Doflamingo por tudo isso, Law?
– Não sei... querer, eu quero mais é que ele se foda, mas sei lá. Eu não tenho provas contra o lance com o meu pai e eu tenho medo de falar essa parada de pedofilia e afetar o Cora-san.
– Aain... – Rosinante se deprime. – É tão difícil não poder ajudar o Law e ser, ao mesmo tempo, acusado de pedofilia. Logo eu, que sempre dava dinheiro pra orfanatos e creches...
– Mas o Doflamingo tem provas contra vocês dois? – Indaga Sengoku. – Porque nós temos testemunhas do abuso que ele cometeu!
– Ele tem uma fanfic, né.
– E não é só o livro. – Afirma Garp. – Como vocês tem um relacionamento atual, o juiz pode entender que foi abuso de relação de poder. Ou seja, como o Rosinante é seu tio, pode ser entendido que ele te manipulou durante a infância pra ter relações atuais com você.
– AI MEU DEUS! – Ele se desespera e começa a chorar. – E-E-Eu te manipulei, Law?
– Claro que não! É mais fácil eu ter te manipulado...
– Vamos deixar essa questão de lado. – Finaliza o advogado. – Sobre o assassinato da sua família, nós podemos abrir uma investigação, só vai durar mais tempo. É escolha sua.
– Sei lá, essas coisas são chatas e demoram muito. Ele vai ser preso pelo treco da fábrica?
– Com certeza.
– Então isso que importa, eu só quero esquecê-lo e nunca mais vê-lo. Se algum dia ele for solto da prisão eu penso no assunto.
(...)
Finalmente a hora do juiz dar as sentenças chegou! Todos já haviam dado seus depoimentos e, nesse tempo todo, a investigação já havia sido concluída então não teve muito o que se debater. Todos os presentes estavam sentados em suas respectivas cadeiras e aguardavam a fala do meritíssimo.
– O fundamental, que é de certo afirmar com antecedência, é que não foram encontrados quaisquer vínculos envolvendo Trafalgar Law e o caso da Fábrica Smile. Sendo assim, o mencionado está solto e não será contabilizado seus dias detidos em sua ficha criminal.
– Aleluia! – Os policiais tiram a algema de Law, mas ele continua lá, por querer ver o resultado.
– Que bom. – Afirma Rosinante, aliviado.
– Partindo da declaração formal atribuída por Caesar, confessando que usaras Donquixote Dellinger como laranja e que este não participou do esquema, o mencionado não irás voltar a prisão...
– ISSO!! – Ele levanta e joga as mãos e os cabelos pro alto.
– … Porém...
– AARH! – Ele se deprime e volta a seu lugar original.
– Por ser cúmplice, deverás prestar serviços comunitários a uma instituição infantil durante dois anos e cinco meses, sem direito a redução de pena.
– E-Eu vou precisar tocar em fralda de bebê? Diz que não!
– Dellinger, não reclama, essa foi a melhor pena que você poderia conseguir. – Murmura Doflamingo a ele. O juiz prossegue.
– Assim, devido a confissão e testemunhos formais, o cientista Caesar, responsável pela distribuição de drogas ilícitas em quantidades devastadoras, pegará prisão perpétua.
– QUÊ?!
– Prosseguindo. Considerado como cúmplice mais elevado no esquema, o citado Vergo responderá em regime fechado com uma pena de dez anos, sem direito a redução.
– Tsc, que droga... – Resmunga.
– Merecia mais... – Rosinante sussurra para si mesmo. – Me atormentou por anos e ainda fez o Doffy me expulsar de casa... ladrão de irmão...
– Os investigadores encontraram gravações de conversa entre Donquixote Rosinante e Donquixote Doflamingo sobre o esquema, além do citado em primeiro lugar ter em seu nome diversos contratos superfaturados. Sendo assim, consideramos Donquixote Rosinante como responsável em segundo plano sobre o caso da Fábrica Smile. Este, pegará uma sentença de trinta e sete anos.
– T-T-T-T-TRIN... T-TRIN... SE... S-S-SETE... – Ficou desesperado.
– TRINTA E SETE?! – Law dá um grito. – ISSO É UM ABSURDO!
– Não levanta a voz, vai piorar. – Interfere Garp.
– Tsc, eu avisei... – Sengoku estava com a mão no rosto, quase chorando.
– Wow, quantos anos eu peguei?! – Indaga Doflamingo para ele mesmo.
– ORDEM! – Exclama o Juiz. – Ordem no tribunal!
– Mas, mano! Q-Quer dizer... – Law tenta se acalmar. – Meritíssimo, a sua excelência não acha que é um puta exagero?
– POR FAVOR! – Rosinante sai de seu lugar e fica de joelhos. – Entenda, eu tenho medo de escuro! Eu não gosto de dormir sozinho! A Inglaterra faz frio e o Doffy é quentinho...
– E o que isso tem a ver com o julgamento...? – Indaga o juiz. – E por favor, recomponha-se.
– E-Ele dizia que ia parar de dormir comigo... se eu não assinasse...
– Acalmem-se todos, ordem no tribunal! Eu ainda não acabei de proferir a sentença do citado Rosinante.
– Não? – Indagam-se todos.
– O advogado, Monkey D. Garp, avisou-me de uma doença degenerativa que este possui. Além do quê, o citado já havia saído da fábrica há tempos. Sendo assim, o regime não será na prisão. Donquixote Rosinante deverá cumprir sua pena em casa e não poderá sair de lá até que a pena seja concluída.
– O QUÊ?! – Doflamingo se irrita.
– Graças a Deus... eu vou ficar em casa... – Ele se acalma.
– ISSO! – Law abraça o namorado. – Vamos ficar juntos!!
– Bom, ele não saia de casa mesmo, não vai fazer diferença. – Afirma Sengoku, com um sorriso no rosto.
– Por que o tio vai poder ficar só em casa, dormindo, e eu vou ter que trocar fralda de bebê?! – Questiona Dellinger.
– COMO ASSIM ELE NÃO VAI PRA PRISÃO? E EU?!
– Acalme-se, Doffy. – Interfere Vergo.
– M-M-MAS... Mas... mas... era tão divertido...
– Ordem no tribunal! – O juiz bate seu martelo mais uma vez. – Concluindo o caso da Fábrica Smile, o responsável e líder de esquema, Donquixote Doflamingo, pegará uma pena de quarenta e cinco anos, sem direito a redução.
– Oh, minha idade. – Ele afirma. – P-Posso ficar em casa também, meritíssimo? Tecnicamente, a doença também está no meu sangue...
– O senhor possui um atestado médico validando que a doença afeta a sua saúde?
– Bom, não, mas...
– Esteja dita sua resposta. – Ele bate o martelo novamente. – Caso encerra–
– ESPERAA!!
Antes que o juiz pudesse dar a ordem final, um grito invadiu as portas do tribunal, chutando a porta com força e entrando de um jeito completamente espalhafatoso, junto com uma mulher desconhecida. A moça também carregava um bichinho de pelúcia.
– BABY FIVE?! – Todos exclamam.
– Nossa, eu tinha até esquecido de você. – Afirma Doflamingo.
– Qual é o significado disto? – Indaga o juiz. – É completamente esdrúxulo tal invasão!
– P-Perdão, mas é importante. – Ela parecia bem séria. – Eu vim junto com minha advogada, Monet, e nós gostaríamos de fazer uma denúncia.
– Denúncia? – Todos indagam.
– Ótimo, pois não. – Concede o juiz.
– Primeiro... – Baby Five vai até Law e dá-lhe um cafune junto a um sorriso. – Você cresceu tanto, se tornou um ótimo rapaz. Eu gostaria de te dar isso. – Ela entrega a pelúcia.
– Bepo? Nossa, eu nem lembrava dele! – Law fica feliz e abraça o ursinho.
"Me desculpe..."
– Oh, é o ursinho que eu te dei. – Diz Rosinante.
– Você esqueceu lá na Mansão e todos os dias o Dellinger dormia com ele, então resolvi devolvê-lo.
– N-Não dormia, não... – Ele vira o rosto vermelho.
– Por favor, sem encontros informais durante o julgamento. – Intervém o juiz. – Senhorita, qual a sua denúncia?
– Eu gostaria de denunciar o Doflamingo pelo assassinato a família e amigos do Law.
– O QUÊ?! – Todos ficam pasmos.
– BABY FIVE, O QUE SIGNIFICA ISSO? – Ele revolta-se. – Eu disse que precisava de você!
– V-Você precisa de mim? – Ela fica corada.
– Preciso!
– Perdão, não posso deixar esse assunto de lado. – Ela volta ao normal. – Não depois de saber tudo o que você fez com o Law.
– É verdade mesmo, Baby Five? – Law fica feliz e abre um sorriso.
– Ora, você acha que eu não ia tomar atitudes? E eu te avisei pra esperar antes de sair contando pra ele!
– Isso é impossível, não existem provas contra mim! – Afirma o loiro. – Eu sou inocente e só não te denuncio por calúnia porque eu tenho pena de você!
– Perdão, mas eu tenho provas. Como sua secretária, eu conheço os seus contatos e sei que você trafega armas. Eu pude achar os culpados graças a informação que o Law me deu, que eles usavam os uniformes da fábrica. Demorou, eu só consegui no começo do ano, mas consegui. Além disso, graças a ajuda da Monet, eu achei uma gravação bem antiga de você falando com o Vergo.
– Ah, não fode, eu não tenho nada com isso. – Vergo perde a paciência.
– Tudo isso, inclusive a fita da gravação, estão na pasta da Monet. Eu sei muito bem que o Doflamingo costumava usar celulares descartáveis pra isso, mas um dia ele telefonou lá de casa.
– ISSO É SÉRIO, DOFFY? – Revolta-se.
– E-Eu... n-não sei de nada. Trebol, faça alguma coisa!
– Behehehe, foi mal, ela tem provas, né. É melhor você assumir, Doffy.
"Vai, pode falar."
"Vergo, eu quero que corra tudo hoje à noite. Eles já estão prontos?"
"Todos prontos."
Fim da gravação.
– Isso não prova nada! – Afirma Vergo.
– Foi na noite do crime. – Argumenta Baby Five.
– Idai? Pode ter sido qualquer coisa!
– As provas parecem bem concretas. – O Juiz diz, depois de ler o que estava na pasta da advogada.
– AH QUER SABER? – Doflamingo se estressa. – MATEI MESMO E SE RECLAMAR MATO DE NOVO, AINDA DANÇO NO TÚMULO!
– Doffy, cala boca!
– Cala boca não, continua! – Diz Law, adorando a situação.
– Hahaha, arrasa, pai!
– INCRÍVEL! É incrível como essa família me persegue mesmo depois de morta, puta que te pariu! MEU ÚNICO ERRO FOI NÃO TER FUDIDO ESSE MOLEQUE DE OUTROS JEITOS! QUE MERDA!
– E agora se fudeu, Flamingo idiota!
– ORDEM NO TRIBUNAL!
– ENFIA ESSA ORDEM NA PORRA DO SEU censurado E APROVEITA E VAI PRO INFERNO TAMBÉM! VOCÊ E ESSE GAROTO INFERNAL, LIXO DE SER HUMANO, VÊ TOMA O SEU LUGAR QUE É BEIJANDO O MEU PÉ E ME AGRADECENDO DE JOELHOS POR TER SIDO BONZINHO CONTIGO!
– Vai se foder! Aceita, que o teu lugar agora é definhando na prisão, seu bosta inútil!
– Olha só, quem que tu acha que é, pirralho? Teu pai é a porra de um miserável odiado pela Inglaterra inteira, favelado imundo que não tem onde cair morto! EU SOU RICO PORRA, ESSA É A NOSSA DIFERENÇA! EU SOU RICO E TOMO BANHO NAS TUAS LÁGRIMAS DE POBRE MISERÁVEL, PORRA!
– É incrível a semelhança entre pai e filho, a genética é algo formidável. – Fala Law. – E não se preocupa, Doflamingo, eu nem vou perder meu tempo contigo. Já consegui tudo que eu quero!
– Guardas, controlem esse louco! – Grita o juiz, já perdendo a paciência. Doflamingo logo tenta se acalmar, com vários homens o segurando.
– Haha, pra quem dava muito valor a estima social, você decaiu bem hein, Flamingo! Se preocupa não, seu dinheiro na prisão vai servir é pra nada.
– Tsc, vai se ferrar! Eu nunca vou decair, se toca. Só não te mato pra não sujar minhas mãos com sangue de pobre.
– Ordem no tribunal! – O juiz bate o martelo mais uma vez. – Donquixote Doflamingo e Vergo, ambos prisão perpétua.
– SE FODERAM! – Agora sim, Law grita.
– Alguém mais tem algo a dizer, se não ofensas, ou podemos concluir o caso?
– Eu tenho uma pergunta. – Afirma Sengoku.
– Então faça.
– Com quem vai ficar a Mansão do Doflamingo e o dinheiro dele, agora que ele pegou perpétua?
– Não podemos passá-la pro segundo herdeiro, Donquixote Rosinante, e nem para o teceiro, Donquixote Dellinger, então nesse caso, todos os bens irão para Trafalgar Law.
– O QUÊ?
– QUEM É O RICO AGORA, PORRA!
– ISSO É UM ABSURDO! Trebol, faça alguma coisa!
– Behehehe, foi mal, Doffy, é a lei, né.
– M-Mas ele não é herdeiro porra nenhuma, esse traste não é meu filho!
– ACEITA QUE DÓI MENOS! Haaa! – Law começa a rir e apontar vários dedos para ele.
– Mais uma palavra ou gesto ofensivo e você vai preso também, guri! – O juiz irrita-se.
– Por favor, menos gritos... – Diz Rosinante, já cansado de tudo.
– Eu vou ser dono de uma Mansão? – Questiona Law. – Cara, isso é muito foda!
– Não vai se esquecer do amigo que deixou você morar na casa dele por anos, não é? – Os olhos de Sengoku estavam brilhando.
– Claro que não, vai geral morar lá em casa! Menos a princesa do pop.
– Por que a Britney iria morar na sua casa? Se toca. – Afirma Dellinger. – Aah, você tá falando da maravilhosa eu? Eu não quero morar contigo, cruzes!
– Então estão todos decididos. – O juiz bate o martelo mais uma vez. – Caso encerrado.
Com tudo resolvido, Law dá um beijo no namorado e estava mais feliz do que nunca, assim como Sengoku, que tinha ataques internos de orgasmo. Rosinante estava feliz por poder ficar em casa, mas ao mesmo tempo não deixava de pensar que nunca mais veria o irmão. Vergo estava puto e Caesar era o Caesar.
– Ei, Doffy...
Antes de ser posto na viatura pelos guardas, Doflamingo recebeu a visita do irmão, que estava cabisbaixo. O mais velho também já havia se acalmado, apesar de estar em prantos internamente. Estavam frente à frente, ambos algemados.
– Rosinante, acho que é aqui que nos despedimos.
– É, eu acho. Eu espero que agora você repense as suas atitudes.
– E eu tenho escolha? – Ele dá um leve sorriso. – Você conseguiu o que queria, parabéns.
Ambos ficam se encarando, falando por olhares. O mais novo sentia-se culpado, o mais velho só estava calmo. Doflamingo se virou, retirando-se.
– Espera, Doffy. – Mas logo é impedido.
– Rosinante, nós não temos mais nada pra falar um pro outro. Você está com o Law, eu vou preso, nunca mais nos veremos.
– Mesmo assim... eu não queria que você fosse preso, só queria que você deixasse de fazer besteira. Eu não gosto de brigar contigo, você sabe disso.
– Nós seguimos rumos diferentes na vida, não precisamos brigar. Você sempre vai ser o meu irmãozinho bobo e desajeitado.
– E você sempre vai ser o meu irmão malvado. – Ele começa a chorar, mas ao mesmo tempo, tinha um leve sorriso no rosto.
– Não chora... – Ele se aproxima do irmão, usando suas mãos algemadas para limpar seu rosto.
– Não dá, não consigo. Eu não quero pensar que você vai estar em um lugar tão imundo por tanto tempo, não você, que sempre cuidou de mim. – Rosinante abaixa o rosto, olhando fixo para o chão.
– Ei... – Porém, Doflamingo o levanta e o faz olhar diretamente para si. – Só me promete uma coisa.
– O que é?
– Não se esquece de tomar os seus remédios, viu? E para de fumar.
– São duas coisas, Doffy. – Ele não resiste e acaba soltando uma pequena risada, limpando as lágrimas.
– Então deixa eu te dizer uma terceira. Eu te amo.
Mais um pouco de água caiu sobre os olhos do pobre irmão mais novo e, em sua mente, diversas imagens dos dois brincando juntos durante a infância surgiram. Momentos de apoio e carinho, sem envolver qualquer espécie de trabalho ou problemas jurídicos. Foi difícil graças a algema, mas finalmente deram um abraço entre irmãos.
– Se cuida, viu?
– É você quem tem que se cuidar, idiota.
– Eu nunca vou me esquecer de você, Doffy.
– Espero que sejam boas memórias...
– É, vai ser um pouco difícil, mas eu vou tentar só ver o seu lado bom, que eu sei que no fundo você tem.
– Fufufu, talvez um beeem escondidinho lá no fundo. Eu nunca vou entender o que você viu nesse garoto, mas eu espero que você seja feliz. De verdade.
– É tão bom ouvir isso de você...
– Já ele eu espero que se foda e morra de câncer.
– P-Podia ter parado na última frase...
– Ei, vocês, se larguem e vamos embora logo! – Exclama o policial. – Eu não quero perder meu almoço vendo presidiário chorando, isso é a sobremesa.
– Eu preciso ir.
– Tenta não arrumar confusão na prisão.
– Nossa, até aqui você quer dar uma de bom samaritano...
– Fazer o quê, é o costume. Minha mania de tentar te fazer uma boa pessoa.
– Bom, é a última vez que nos vemos, então... eu vou tentar, tá?
– Já é o suficiente por enquanto. Adeus, Doffy...
Um último sorriso no canto dos lábios, antes que finalmente, se separassem de vez.
– Adeus, irmãozinho tolo.
(...)
Foram para a casa finalmente. Dellinger mudou-se, indo morar junto com o irmão de Diana, sua esposa. Sengoku aproveitava seu novo quarto, que era do tamanho de sua antiga casa, e Baby Five agora trabalhava para eles. Os dois rapazes estavam no sofá, abraçados.
– Finalmente, paz.
– Agora sim, nós ficaremos juntos para sempre.
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