Brasil-caribe

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Minha primeira Fic, espero muito, muito, muito que gostem!

“No que eu fui me meter?!” era a única coisa que eu consegui pensar nesse momento...

– Senhoritas, apertem seus cintos que estamos quase chegando – estava quase dormindo quando o rosto do piloto apareceu na tela sob a parede da pequena suíte.

Bom, até que para um avião, aquela cabine era ate que bem grande – no quarto, havia uma simples cama com lençóis de seda preta, uma escrivaninha grudada à parede, onde eu havia acomodado minhas malas de mão; um pequeno sofá e uma poltrona de avião, ambos de couro bege e uma mesa de refeições. O banheiro era mais simples ainda, era praticamente igual a um banheiro normal de avião, a única diferença era a ducha suíça presente nele.

Eu estava tão entediada, que ao ouvir aquelas palavras, saltei da cama e sentei correndo na fria poltrona apertando o cinto para que minha fina cintura ficasse bastante envolvida na pequena tira e esperei para que o avião começasse a inclinar.

Já tinha viajado sozinha muitas e vezes, e o medo não era mais um problema. Mas naquele momento, me senti como naquela primeira vez... Eu tinha quatro anos e estava indo encontrar meus pais em Madrid. Lembro-me apenas de apertar a mão da aeromoça e perguntar por meus pais ao acordar

― Onde estão meu papai, minha mamãe e meus irmãos?

― Logo, logo você vai os encontrar – disse a mulher de uniforme apertando minha mão ao meu lado

Mas aquela menininha tinha mudado. Agora ela tinha catorze anos e pensava que tinha superado tudo. Mas naquele momento, ela tinha acabado de perceber, que não, ela não tinha superado, ainda.

O pouso tinha sido suave, e a primeira coisa que eu vi ao abrir as cortinas de minha cabine foi ver montes e mais montes de meninos e meninas se cumprimentando como se fossem amigos de longa data, o que provavelmente era verdade. Eu olhava e me sentia um tanto deslocada. Tentei não pensar em como eu tinha deixado tudo para trás. Meus amigos, minha família, minha escola, a popularidade, a badalação, as festas, enfim tudo. Tudo só para me livrar de um único problema. Quando eu sai de minha cabine, minha primeira reação foi olhar pra minha roupa. As meninas que eu via naquele corredor pareciam ter saído de um desfile de moda e não indo para a escola...

―Muito bem, muito bem, vocês têm muito tempo para se conhecer e matar saudades – começou a mulher alta no centro da pista de pouso – Agora vocês precisam ir para seu chalé e se instalar. Alunos novos, a indicação de seus chalés esta em suas malas. Boa sorte e nos vemos para o almoço a 1h15. Ate mais tarde.

Após a informação, corri para fora da multidão para consegui pegar minhas bagagens sem muito tumulto. Olhei para a pequena etiqueta ao lado da alça

BRUNA SCHIMITZ – ALA FEMININA, CHALÉ 12

Agora o maior problema aonde era ala sul feminina, e ainda mais, qual era o chalé doze?

― Oi, eu sou nova aqui, e preciso chegar à ala C, você pode me ajudar? – perguntei a uma menina loira com o cabelo preso em uma trança de raiz

― Oi, bom eu to indo pra lá agora, se você quiser, pode me acompanhar! Meu chalé é o quatro, e o seu?

― O meu é o doze!

―Legal! Vamos?! – perguntou ela entusiasmada

― Vamos! – concordei eu

― Bom, eu fico por aqui – disse ela ao passarmos por uma placa um os números 1 a 5

― Legal! Até mais tarde!

― Até!

Continuei a andar pela avenida principal quando finalmente vi uma placa

Dormitórios 11, 12, 13, 14 e 15 ♀

Avance para a direita aonde enfim vi aqueles cinco sobrados luxuosos, e não aqueles ‘barracos’ que eu pensei que ia encontrar...

― UAAAU – disse eu ao observar a casa metade de vidro e metade branca. Decidi entrar para conhecer mais meu novo lar.

A casa era incrivelmente bonita. As paredes de uma parte andar inferior e mais um canto aonde havia uma escada eram feitos de vidro. Aquela era sem duvida alguma uma das casas mais bonitas que eu já tinha visto em toda minha vida. Eu morava em uma casa enorme no Morumbi, um dos bairros mais luxuosos de São Paulo. Minha casa ficava dentro de um condomínio fechado com algumas casas. Eu achava que ela era a mais bonita do condomínio, mas se fosse compará-la com o “chalé”, meu novo lar ganhava com muita vantagem!

Eu entrei na casa e a cada lugar para que eu olhasse ficava mais encantada. Os móveis, as plantas, os ornamentos e todo o resto. Tudo era demais!

― Olá? Tem alguém em casa? – eu falei em voz bem alta

― Oi, você deve ser a Bruna Schimitz! Eu sou Fernanda Rodrigues, mais pode me chamar apenas de Fe... Bom, eu sou uma das suas companheiras de chalé! – disse uma menina com cabelos loiros cacheado ate um pouco abaixo do ombro.

― Ah, é um prazer te conhecer!

― Bom, feitas as apresentações, você quer que eu te mostre a casa e o seu quarto? – disse Fernanda descendo as escadas delicadamente e parando a minha frente.

― Seria legal, mais você quis dizer o nosso quarto, certo?

― Na verdade, não..! Aqui na ABC cada chalé tem dois, três ou quatro dormitórios, dependendo do número de alunos.

― UAU! Bom, mas então vamos! Você me ajuda a levar minhas coisas lá pra cima?

― Claro, ajudo sim! – disse a menina pegando umas de minhas malas pela alça.

Ela me ajudou a carregar minhas malas pelas escadas acima e juntas entramos no quarto, que era maravilhoso e muito maior que meu quarto em São Paulo.

Fernanda me mostrou o resto da casa: os dois banheiros – um na ala superior e um na inferior – a sala que eu já havia visto, a miniatura de cozinha e o pequeno jardim.

Ela terminou de me mostrar o espaço, a ao terminarmos perguntei a ela sobre nossa outra colega de “quarto”

―Ei, e a nossa outra colega de dormitório? Nosso chalé tem três quartos, não deveriam ser três meninas?

―Não, são sim! O nome da nossa outra “hospede”, e Catarina. Eu e ela estamos no mesmo chalé desde que entramos nesta escola.

―Ah sim... E onde ela esta?

―Bom, ela ia fazer uma viagem pela Europa, então ela só deve chegar hoje à noite ou amanhã...

―Entendi... – olhei para meu relógio e ao verificar que já eram cinco para a uma, continuei – Fe faltam vinte minutos para o almoço, nos não deveríamos ir nos arrumar?

―Sim, claro!

Notas finais
Heey! Bom, espero que vocês tenham gostado e vou postando de pouco em pouco. Reviews e comentários são sempre bons, viu?! haha Beeijos