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17 Quiet Storm
Notas iniciais
"Da primeira vez que você me ascendeu seus olhos
Desviei dos meus, pois o brilho era intenso
Que fatalidade você me entendeu do avesso
E pensou que eu não aceitei seu olhar
Desentendimentos marcam nossa relação
Eu te digo "sim", você me escuta "não"
Não sei o que faço pra gente se acertar
Outra vez, vou tentar
Preste atenção, não me entenda mal
Até que eu sou uma pessoa legal
Especialmente com você
Eu me esforço tanto pra não machucar ninguém
Vamos falar a mesma língua pro nosso bem"
Da primeira vez — Ludov
♣♣♣
Três meses e meio, e a minha gravidez segue tranquila. Acho que eu nunca fui tão mimada em toda a vida. Mamãe vem a Londres semana sim, semana não, e me liga quase todos os dias, até meu padrasto está mais simpático, fiquei surpresa quando ele apareceu aqui com ela ontem. Fez um domingo ensolarado de verão e nós quatro almoçamos juntos, surpreendentemente, ele e Tony se deram bem.
Por falar em Tony, ele praticamente mora aqui, desde que concluiu o projeto da Lodon Eye, faz três semanas. No começo, quando revezávamos entre nossas casas, eu dei uma gaveta a ele, hoje ele tem duas e ¼ do closet. Certa vez ele me perguntou se eu havia morado aqui com Colin, depois que eu disse que não ele ficou muito mais a vontade na minha casa. Por falar em Colin, ele meio que nos assombra, por isso não contei ao Tony sobre minha outra gravidez, não vale a pena, ela durou tão pouco, talvez eu nunca conte.
Saí do banho e ele não está mais na cama e se ele não está aqui só pode estar em um lugar. Me enfiei no vestido preto e branco que havia deixado sobre a poltrona, fiz uma maquiagem leve, e calcei um par de scarpins pretos. Quando saí do meu quarto ouvi o som do aspirador no quarto de hóspedes, é segunda-feira e a Sra Jones está aqui. Quando chego à cozinha ele está preparando o café da manhã e eu penso “Como um homem desses ficou disponível esses anos todos?”.
—Bom dia, de novo.— ele sorri ao me ver, quando eu me aproximo ele me beija e acaricia a minha barriga, às vezes eu acho que ele gosta mais dela do que de mim.
—Bom dia.— eu respondo ao sentar. A mesa está tão bem arrumada que me faz ter a certeza de que a Sra Jones o ajudou. Há torradas, geleia, iogurte, queijos, peito de peru defumado, suco, frutas e café. Eu amo café, mas minha mãe e disse que não faz bem para o bebê e nem pra mim por causa de cólicas e outras coisas, mas o Tony sabe que eu amo, então ele faz só pra que eu sinta o cheiro —Você espera que eu coma tudo isso?
—Eu sei que você é capaz.— ele responde.
—Realmente eu sou, mas não quero exagerar no ganho de peso, ganhar é mais fácil que perder.
—Por isso vou ajudar você.— ele diz ao pegar uma porção de frutas e misturar ao seu iogurte natural. Nós conversamos enquanto tomamos o café. Depois de terminar a refeição eu volto ao quarto par escovar os dentes e pegar a minha bolsa de fotografia.
—Você vai fotografar hoje?
—É que tem umas lentes aqui que eu trouxe do estúdio.— no final de semana eu o fiz fazer fotos minhas, faço isso desde quando descobri que estou grávida.
—Quem é a próxima capa?— ele se mostra curioso.
—Jude Law, o ator, sabe quem é?
—Não faço ideia.— ele responde —Ele é bonito?
—Ele está com um filme em cartaz, nos podíamos ir ao cinema, mas hoje não estou a fim, vou pensar num filme dele pra nós assistirmos à noite, então você me diz o que acha dele.— eu respondo —Não vale procurar no google!
—Certo.— ele responde —Hoje nós não vamos almoçar juntos, tá? Tenho zilhões de coisas pra fazer.
—Tudo bem.— respondo sem querer saber quais eram essas zilhões de coisas, não deve ser fácil administrar uma empresa à distância. —Até à noite no nosso encontro então.
—Encontro?— ele pergunta confuso.
—Sim.— eu o beijo —Com direito a uma comidinha chinesa que você trará daquele restaurante incrível que tem no seu bairro.
—Mais algum pedido?— ele pergunta ao me puxar mais próximo ao seu corpo, balanço a cabeça negativamente.
—Daqui algum tempo isso será impossí
vel.— eu advirto —Haverá um obstáculo entre nós.
—Imenso. Não vejo a hora.— Tony está mais ansioso que a minha barriga aponte do que eu.
—Chega de me atrasar, Sr Stark, alguém precisa trabalhar pra garantir o sustento dessa criança.— gracejei —Ah..., não esqueça que a empregada está em casa, não vá ficar andando seminu por aí.
—Aposto que a Sra Jones adoraria me ver seminu.— ele brincou.
Quando eu cheguei à locação aonde as fotos da capa seriam feitas, encontrei com Carrie e Alana, estranhei o fato de não ser ela a jornalista fazendo a entrevista.
—O que foi?— perguntei.
—Jude recusou ela.— Carrie respondeu —Ele perguntou algo sobre o último filme dele e ela não havia assistido. E nem pesquisado sobre.
—Eu pedi desculpas, o filme estreou há uma semana eu não tive...
—Alana, você sabia que ele era a capa, era sua obrigação ter assistido ou ao menos ter pesquisado sobre o filme, não tem desculpa.— Carrie falou irritada —Por muito menos eu vi atrizes abrir mão da capa e deixar a edição pendurada.
—Quem é aquela com ele?— eu quis saber, eu só via um coque loiro de onde estávamos.
—Rachel, a estagiária, foi atrás dele quando ele disse que não faria mais a capa, ela disse que havia visto o filme, eles começaram a conversar. Jude voltou, sentou, pediu um uísque e eles estão conversando há quase meia hora.— Carrie falou.
—Rachel é jornalista formada, não é?— perguntei.
—Há seis meses, ela não tem experiência alguma.— Alana comentou.
—Bem, você tem e nós quase perdemos a capa por sua causa.— Carrie acusou.
—Deixe que Rachel assine a matéria de capa, então.— Carrie assentiu, Alana torceu o nariz —O clima parece bom entre eles.— notei e então vi Quinn se aproximar com outra dose de uísque—Mande uma mensagem pra Quinn, diga para ela não deixá-lo beber demais.
—Acho que a gente não sai daqui antes das duas.— Carrie falou —Tudo bem pra você?
—Não tenho nenhum compromisso à tarde, e o bar foi fechado até às 16h.— eu disse —E você, Alana, pode tirar o dia de folga, vá ao cinema.— fui irônica.
—Você pegou leve com ela.— Carrie observou, depois que Alana foi embora —Em outros tempo você ameaçaria demiti-la, essa gravidez está te deixando molenga. Quem diria que a Toda Poderosa Virginia Stanton, a Vadia do coração gelado poderia ser compreensiva e sentimental.
—Esses apelidos são mesmo muito carinhosos, né?— Carrie riu —Às vezes não vale a pena esquentar a cabeça, baby, se tivéssemos perdido a capa eu até a demitiria, mas tudo está correndo bem. Então...— dei de ombros.
Eu e Carrie permanecemos sentadas ao balcão apenas administrando a coisa toda. Apesar de novinha e inexperiente, Rachel Goodwin dava conta do recado e a ambientação pra capa ficava incrível. No começo achei que Jude estava tendo um ataque de estrelismo, mas a matéria seria uma chance a mais de promoção do filme, por isso ele queria conversar com alguém que tivesse assistido. No final tudo ficou bem e a equipe e o modelo da capa fizeram questão de comemorar o fechamento da matéria. E eu passei as últimas horas fugindo das taças de vinho, doses de uísque e canecas de cerveja que me ofereciam.
—Baby, você tira a barriga pra vir trabalhar ou algo assim?— Carrie brincou —Você nem parece grávida.
—Posso não parecer, mas enjoo muito ainda, entretanto dá pra administrar.— falei —O Tony diz que quem não me vê nua nem desconfia que eu estou grávida, a minha barriga é só uma bolinha.
—Ótima ideia. Ainda não acredito, me deixa te ver nua.— ela diz com um ar brincalhão.
—Idiota.— dou um tapa no ombro dela.
—Esse Stark não é mole não, hein? Deu um jeitinho de estar na capa da revista novamente mesmo não estando.— Carrie comentou, o que eu nem tinha parado pra pensar, quando me dei conta Rick estava próximo de nós no balcão, com certeza ouviu toda a nossa conversa. Não que a minha gravidez seja um segredo, até porque seria impossível esconder, porém ainda é cedo pra que meu filho se transforme numa fofoca nos corredores da revista.
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Quando chego ela está sentada ao sofá assistindo a série na qual ela está viciada, já parece pronta para dormir, usa apenas uma camiseta, a camiseta do Rolling Stones que ela sempre faz de camisola. Da primeira vez que eu a vi com ela achei sexy, porém a hipótese de ser algo herdado do ex-marido é mortificante, tipo “Estou com saudade do Colin, vou usar a camiseta dele”, por isso eu detesto vê-la com ela.
—Achei que tínhamos um encontro.
—Cheguei muito cansada, espero que você não se importe com o meu look despojado.— ela disse.
—Trouxe o que você pediu.— digo ao colocar a sacola sobre a mesa de centro.
—Você é o melhor!— ela segura meu rosto e me beija, depois avança na sacola do restaurante chinês.
—Eu sou o melhor.— balbucio.
—É sim.— ela sorri —Vai me deixar comer sozinha?
—Melhor o quê, Pep?— eu pergunto.
—Melhor namorado do mundo?— ela arqueia uma sobrancelha ao sorrir, eu sei que ela está brincando, e não sei porque isso me irrita.
—Vou tomar banho.— digo ao me levantar do sofá.
—Tony...— Pepper me chama e eu olho pra trás —Seu cabelo está molhado, se você não o molhou na sua casa eu vou imaginar que você está estranho porque o molhou em outro lugar, com outra pessoa.— ela observou —Não sei porque você tomou banho na sua casa, mas ao menos que você por algum motivo esteja me evitando e fugindo de mim, não precisa tomar banho aqui novamente.— eu sentei —Qual é o problema?
—Odeio essa camiseta que você está usando.
—Achei que você gostasse de rock, me lembro que você me elogiou a primeira vez que me viu usando essa camiseta.
—Colin também gostava de rock, aliás, ele trabalhava com isso, né?
—Você tá achando que a camiseta era dele?— assenti —Tony, você já se deu conta de que é você quem sempre coloca o Colin entre a gente?— ela questionou —Não há mais lembrança alguma dele aqui porque eu estou construindo uma vida com você.
—Construindo? Então porque você não...?
—Mudar meu nome não vai me fazer mais sua do que eu sou agora, Tony.— ela me calou —Eu não vou me casar com você pra te dar segurança.
—Me desculpa.
—Não devia, mas eu desculpo.— Pepper disse realmente magoada, ela pegou de volta a caixinha do restaurante que havia deixado sobre a mesa no começo da nossa conversa, pegou um camarão com o hashi e logo depois de levá-lo à boca ela o cuspiu na mão —A minha comida tá fria, e por isso eu não te perdoo.— ela abandonou tudo sobre a mesa de centro e subiu para o quarto.
Chamei por ela, mas Pepper me ignorou e sem olhar para trás continuou subindo a escada, eu já a tinha magoado, pensei em deixá-la quieta, sozinha, então me lembrei da promessa que eu fiz a ela, não vou me afastar mesmo que ela mande eu fazer isso.
—Amor...
—Você estragou a droga da noite toda, por causa desse seu complexo de...de...sei lá.— ela bufou nervosa por não conseguir definir nada, Pepper está sentada a cama, de frente para a janela, costas para a porta do quarto.
—Me per...
—Não.— ela me interrompeu e levantou caminhando furiosa na minha direção —Eu não te perdoo. É muito fácil me julgar, tirar conclusões precipitadas e depois pedir desculpas. Não tenho culpa de ter vivido outra história. Eu não pude passar os últimos seis anos te esperando porque eu não fazia ideia de que você existia.
—Ouvir isso dói, Pep, porque eu sei que você tem razão, era esse o plano, eu queria ter conseguido te esquecer também, mas eu não consegui. Me convenci de que o amor só acontece uma vez, eu realmente acreditava nisso.— minha voz embargou —Sabe o que é estar diante da única pessoa que você amou na vida e ouvir que ela foi capaz de amar outra pessoa?— questionei.
—Essa foi a única vez que eu o coloquei entre nós, todas as outras vezes foi você quem me fez lembrar dele, é você quem não me deixa esquecê-lo.— ela disse.
—Eu queria mesmo que você fosse capaz de esquecê-lo como você já me esqueceu.— falei.
—Tony, sabe o que é estar diante de um estranho e se ver tão assustada porque toda a sua blindagem anti-sentimento caiu por terra por causa de uma transa que deveria ter sido casual?— ela contrapôs —Na segunda vez que nós transamos eu sabia que estava perdida, não havia como correr, a segunda noite sempre implica numa terceira, é quase como um convite. E como se eu já não estivesse enrascada o suficiente, caí na besteira de almoçar com você. Passar o dia é muito mais difícil do que passar a noite com alguém, ficamos muito mais expostos. Por isso eu tentei fugir, mesmo sabendo que seria impossível eu tentei.
—Eu não podia te deixar ir, jamais me perdoaria se te perdesse novamente.
—Aquele dia no parque eu não fiquei porque você prometeu me consertar, fiquei porque eu não conseguiria me afastar, fiquei por estar apaixonada.— ela começou a chorar e eu me odiei por isso —A primeira vez que você dormiu aqui em casa eu não briguei com você por estar xeretando as coisas, fiquei furiosa por você fuçar numa história que, sem eu fazer força alguma, já estava sendo superada. Eu me apaixonei por você e a cada vez que eu te dava espaço as lembranças do Colin se esvaiam. Quando descobri que a nossa história não começou agora, tudo passou a fazer sentido. Esse momento que estou vivendo agora, eu podia tê-lo vivido com Colin, mas não era pra ser, não era ele. É você, seu imbecil. Eu me apaixonei duas vezes por você, e se isso não significar que você é o homem da minha vida, não sei quem pode ser.
Quando ela terminou seu discurso me dei conta de que nós invertemos os papéis, a razão está com ela e a emoção comigo. E dominado pela emoção que a declaração dela me causou eu a beijei, Pepper retribuiu meu beijo com desespero, e ele foi temperado pelo gosto salgado de suas lágrimas.
—Eu odeio te ver chorar.— falei ao passar o polegar pelas bochechas dela eliminando os resquícios de suas lágrimas.
—Então porque você me faz chorar?
—Porque eu sou mesmo um imbecil.— consegui arrancar-lhe um sorriso com a minha afirmação.
—É sim! E só por isso eu não deveria me casar com você, não sei se estou a fim de ser a Sra Imbecil.
—O dia em que você me disser sim, será o dia em que eu vou deixar de ser imbecil.
—Isso é uma promessa?
—Um juramento.
—Boa tentativa, mas não vou cair nessa, eu já te disse sim, deixe de ser inseguro e espere até o bebê nascer.— ela deu um tapa de leve em meu peito —Por falar nisso, se ele chinês a responsabilidade é sua, eu fiquei o dia todo pensando no nosso jantar.
—Nada contra chineses, mas não quero que o meu filho nasça de olhos puxados.— falei —O que você acha de esquecermos o filme e sairmos pra jantar?
—Acho que você tá empenhado nessa coisa de deixar de ser um...
—Amor, você tem 10min. pra trocar de roupa e me encontrar lá em baixo— eu a calei com um beijo casto e deixei o quarto. Em tempo recorde ela apareceu na sala, usando um sapato alto vermelho, um jeans preto muito justo, a camiseta da discórdia e uma jaqueta de couro preta. Seus cabelos estavam soltos e ela está sem maquiagem alguma, mas, puta que pariu, ela nem precisa ela tá... —Linda, mas eu achei que isso fosse uma camiseta de dormir.
—É uma camiseta. Ponto. E eu uso ela pro que eu quiser.— ela respondeu. Alerta Pepper Faminta e Mal-humorada.
Nós saímos por volta das 8h, e chegamos ao restaurante 20min depois. Demoramos um pouco para sentar, não tínhamos reserva e o restaurante estava lotado. Quando finalmente sentamos ela pediu o mesmo prato a base de camarão que eu tinha levado pra casa e eu pedi o mesmo que ela. Enquanto esperávamos os nossos pratos uma conhecida se aproximou da nossa mesa.
—Boa noite, Sra Stanton.— Alana cumprimentou —Sr Stark.— acenei com a cabeça.
—Boa noite, Alana.— Pepper foi seca.
—Eu os vi aguardando na fila de espera, ia convidá-los pra sentar com a gente...— Alana está acompanhada de um cara moreno, cabelo escuro na altura dos ombros, barba por fazer, parece um mendigo estiloso —...Mas a minha chefe não é de socializar com o baixo escalão da revista.— ela provocou.
—É porque há pessoas que não sabem seu devido lugar, uma vez que você baixa a guarda elas se acham íntimas.— Pepper respondeu —Por falar em socializar você foi ao cinema?
—Fomos.— Alana respondeu.
—Claro, você é Virginia Stanton Editora-chefe da Dirty.— disse o cara que está com Alana —Eu sou designer, trabalhava na GQ Espanha.— isso explica seu sotaque —Estou em Londres pra fazer alguns cursos, seria fantástico ser freelancer na sua revista.
—Passe na redação amanhã e conversamos,...— Pepper não sabia o nome do rapaz.
—Ah, que gafe, esse é Juan Torres, um amigo de férias em Londres.— Alana o apresentou —Bem, Virginia Stanton você já conhece...
—Potts. Virgina Potts.— Pepper a corrigiu.
—E esse é...
—Anthony Stark.— o cara disse antes dela —Quem não conhece o homem de ferro?— acenei pro rapaz —Por falar nisso, vocês formam um casal bonito.
—É o que as pessoas falam.— eu brinquei.
—Mas não se deve levar em consideração o que as pessoas falam, tem gente que diz que não vai durar.— Alana provocou e Pepper a fulminou com o olhar.
—Mesmo que não dure, ele vai ter que me aguentar pra sempre, né, amor?— assenti quando ela me deu a mão sobre a mesa —Afinal, ele me engravidou.— Pepper disse.
—Oh,...então...é— ela gaguejava —Verdade?
—É assim, é o que ele faz quando quer ter mais de uma noite com uma mulher.— Pepper aproveitou para tripudiar. Pouco depois o garçom veio com os nossos pedidos.
—É a nossa deixa, Alana.— o tal Juan disse ao ver o garçom —Foi um prazer conhecer vocês e parabéns pelo bebê.
—Obrigada, Juan.— Pepper agradeceu —Sobre o freelancer apareça amanhã às 16h, procure Alana na redação e ela te levará até minha sala. Boa noite.
Os dois se despediram e saíram, Pepper caiu na gargalhada, a cara com a qual Alana saiu era hilária mesmo. —Achei que só a Carrie sabia sobre o bebê.— assuntei.
—O assistente dela nos ouviu conversando hoje, eu sabia que não seria mais um segredo. Adorei o fato de ser eu a confirmar pra Alana.— ela respondeu —Chega de conversa, estou faminta.
Depois do jantar acabamos na minha casa, ela está cansada e o restaurante fica só a duas quadras. Pepper livrou-se da jaqueta e dos sapatos e sequer se trocou para se jogar na cama. Eu tirei as minhas roupas, fiquei apenas de boxer e me encarreguei de tirar seu jeans, então me juntei a ela sob os lençóis, a abracei repousando minha mão sobre a sua barriga de bolinha e ela colocou sua mão sobre a minha.
—Quando será que ele vai mexer?— perguntei.
—Segundo a médica, entre o quarto e o quinto mês.— ela respondeu —Estou louca pra que isso aconteça.
—Bom, pra quatro meses faltam duas semanas, né?— ela murmurou concordando —Apesar de ter começado turbulenta, eu gostei da nossa noite.— disse ao beijar seu pescoço.
—Você é imprevisível como uma tempestade silenciosa, é por isso que eu te amo.— ela sussurrou.
—Amo você também.— sussurrei contra os seus cabelos.
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