Branco
8 Mistura para sempre
Aquilo era justo?
Era justo ela ter falado primeiro?
Era justo o fato de que ele não tinha coragem para admitir que a amava?
O que tinha te tão difícil nisso?
Em todas as suas vidas, as batalhas mais difíceis que ele teve foram mais fáceis do que a situação que ele se encontrava agora.
Ele não podia responde-la porque?
O que impedia ele de responder?
–" Um menino fraco como você, idiota, irá deixar que ela morra. Tudo isso vai acontecer por que você irá escolher o caminho errado e ela vai ser morta logo depois"
O que era tudo aquilo?
Ele olhou para a cara dela e viu que estava pálida como se custasse falar aquilo.
Custava sim, mal conseguia falar uma palavra.
Ela estava paralisada esperando uma resposta e ela estava a qualquer momento pronta para correr o máximo que conseguiria.
– Karin eu...
– Não precisa responder, se que não poderia me amar... Afinal que chance eu teria? — falou ela?
– Uma entre Uma. — respondeu ele.
De primeiro ela não entendeu e ainda não tinha entendido.
– Afinal você é única. — falou ele novamente.
Ele escolhia as palavras com cuidado para não errar, como um labirinto que se escolhesse o caminho errado tudo acabaria e ele se perderia novamente.
– As vezes acho que não mereço seu amor, que você é a melhor coisa do mundo e que talvez eu não mereceria tudo isso... Mas, as vezes penso que eu seria feliz ao seu lado por que eu te amo. — continuou ele.
– Sim... Eu te amo. — falou ele novamente se aproximando da garota que estava paralisada.
– Eu te amo e você... — ele segurou seus braços e a colocou no chão com cuidado ficando em cima dela.
– E você é apenas minha. — disse ele selando seus lábios junto ao dela.
Aquele gosto de menta com baunilha, aquele aroma de grama molhada e menta juntos, fazendo uma enorme mistura.
Uma mistura que duraria para sempre.
Não seria mais fácil se eu disse-se que eu te amava?
As vezes acho que séria, mas também acho as vezes que desse jeito foi mais interessante.
Fim.
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