Branco
4 Grama molhada
Ele, com o seu cheiro de Menta.
Ela, com o seu cheiro de Grama molhada.
O Motivo pelo qual ele se apaixonou por ela.
O Motivo pelo qual ela se apaixonou por ele.
Simples, afinal ele é o gelo.
Simples, afinal ela é o fogo.
E Fogo e Gelo são opostos,
E Gelo e Fogo são opostos.
Mas nada disso o impediu de amar.
Mas nada disso a impediu de amar.
Como a vida era cruel com ele...
Como a vida era cruel com ela...
Por não podia ser fácil para ele?
Por não podia ser fácil para ela?
Claro que não podia ser fácil assim...
Por quê?
Porque seus mundos são totalmente diferentes,
E são conectados apenas por um fio vermelho.
O fio que a qualquer momento... Pode se romper.
"Mundos totalmente diferentes”
O silencioso vento frio batia enquanto o sangue fresco estava no chão, à cena de terror era horrível, ele não conseguia se mover, era como se algo estava prendendo ele ao chão, quando tudo ficou claro..
Ele piscou três vezes e voltou a olhar para a menina, não havia sangue, e ninguém morto, apenas a bela menina a sua frente com os cabelos amarrados num rabo de cavalo com a roupa de colégio.
Nada tinha acontecido, era o que queria acreditar...
“- Vamos mova-se rápido ou aquilo realmente irá acontecer” — uma voz falou em sua mente, não era Hyourinmaru, ou muito menos alguém que conhecia.
Tentou entrar em seu mundo interior e não conseguia, olhou novamente para a menina e tomou coragem.
– Oi.
* * *
Um oi? Era só aquilo que ele tinha conseguido falar para a garota que ele ama? Apenas isso. Ele esperava conseguir falar um oi, tudo bem? Ou talvez falar uma pequena frase que ele esperava tanto tempo para falar.
"Eu te amo"
Mas não conseguiu estava travado, depois daquela cena que tinha visto sangue, ela caindo no chão e o baque de seu corpo se chocando ao chão, sangue em sua volta, seus olhos sem vida, sem alma, um enorme buraco no coração.
"A cena de ver a pessoa amada morta"
– Oi Toushiro. — disse ela feliz...
Ela tinha falado seu nome com um tom feliz, mas ele podia ver em seus olhos tristeza, dor e sofrimento.
– Olá novamente Kurosaki, o que faz aqui?
– Eu moro aqui baixinho. — disse agora ela em seu tom de deboche...
Uma, duas, três veia apareceu em sua testa.
Baixinho? Baixinho? Era isso que ela dizia? Ele a reencontra depois de tanto tempo querendo dizer para ela que ele a amava mesmo não podendo ficar com ela para sempre já que era alguém morto e como ela o recebe. Baixinho?
– Que eu saiba Kurosaki eu sou bem maior que você...
– Eu já disse que é Karin, não gosto de ser chamada de Kurosaki um monte de gente chama meu irmão assim, tem horas que eu não sei se está falando realmente comigo ou com o fantasma do meu irmão.
O tom de raiva era visto em seu rosto como a própria expressão de raiva.
– Então tá eu te chama de Karin se...
–Se...?
– Se vier tomar um sorvete comigo ali na praça...
Bem não era isso exatamente o que eu queria, mas serve...
– Se não percebeu nanico com cabelos brancos, tá frio... Mas se isso servir para parar de me chamar de Kurosaki aceito...
* * *
Os dois caminhavam lentamente aproveitando o céu nublado, hoje certamente iria chover...
– Vai chover. — comentou ela...
– Não acho, na verdade vai nevar aqui. — respondeu ele de volta.
– Como sabe disso?
– Hyourinmaru... — comentou friamente.
– Hyou oque?
– Hyourinmaru, minha outra metade da alma para simplificar, um dragão de gelo...
– Entendo...
Seus passos eram firmes e pequenos era como se os dois quisessem que o tempo passasse devagar para que eles pudessem ficar junto ali para sempre..
Mas nem tudo era um mar de rosas.
Mas nem tudo era eternamente alegre
Fale com o autor