Braços De Morfeu.

1 Ding Dong - Meia noite. \ Prólogo


Notas iniciais
Primeiro capítulo lançado..Se der certo, prosseguirei postando o restante. WEE.. O Primeiro é mais como uma introdução, ou prólogo..Mas curtam, pois ele da uma salpicada do que pode vir no restante.

Quase batera meia-noite no relógio e sucessivamente ecoara pelos aposentos da casa sinos de o que outrora fora dia 15 de setembro.

Pelos corredores preenchidos de escuridão, o garoto caminhava tornado em perdição. Suas mãos buscavam tatear algo que pudesse sinalizar o caminho adequado, quando se esbarrou em alguma estátua de mármore, que por pouco não fora derrubada.

Mais alguns passos fizeram-se presente perante toda a escuridão contornada pela luz albina e azulada emanada pela Lua, e o garoto deparara-se desta vez com plena escuridão. Não se via nada. Fechar os olhos, ou mantê-los em aberto, não fazia diferença. Nem mesmo uma janela se encontrava por ali, para que assim dispersasse nem que minimamente a pouca iluminação noturna que a noite poderia oferecer.

Algo lhe roçara os braços, algo que parecia querer envolver-lhe, algo que parecia querer tomar o corpo do púbere indigente para si com certa voracidade, mas que se esvaíra como um fantasma deixando seus espectros que se dissipavam sobre o ar rapidamente.

Seus lábios entreabertos respiravam de forma ofegante, pois acabara de sentir ali o que nenhuma estória de seu avô poderia narrar-lhe um dia. Mas não era um sonho, pois pudera sentir com seu próprio tato algo frio atravessar o seu corpo. Era um fantasma, concluíra presunçosamente em meio á tanto medo.

A presunção deparara-se em prova, quando desta vez aquela curta sensação fantasmagórica cortou-lhe o baixo-ventre novamente. Era mais sólido. Quase pudera sentir o formato de uma mão robusta acariciar-lhe pouco acima de sua cintura... Mas ainda era abstrato em demasia para simplesmente dissipar-se diante do garoto de tal maneira.

Não tivera outra oportunidade de dar meia volta e tomar o caminho para o dormitório, quando sua boca fora tapada com uma força incontrolável, mas com uma suavidade indescritível. Era um toque indescritível. Não havia identificação, nem sentimento ou palavra que pudesse traduzir aquela pele gélida que agora tomava posse de seus lábios secos.

A respiração tornou-se mais intensa sobre aquilo que agora envolvia o garoto, mas sua insubmissão não fora abalada ao tentar desvencilhar-se do seja lá o que for que tentava domá-lo de alguma forma... Um movimento brusco, e agora os dedos de toques maciços tomavam conta das pálpebras que pertenciam ao rosto do garoto.

Tornou-se surdo. Tornou-se mudo. E mesmo indiferentemente da escuridão preenchida de trevas; Tornou-se cego.

Notas finais
...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.