Boys and Gils
21 Foi difícil
Notas iniciais
Pov Paul
– aqui tá uma bagunça em meninos — comentou julia enquanto se jogava em uma das camas
– julia eles são meninos — disse nana
– só porque somo meninos, não quer dizer que alguns não sejam organizados — jacob fingiu indignação
– ata, sei — disse ela
– mas o que estamos fazendo aqui mesmo em ? — perguntou julia
– vim contar algo pra nana e pra você também, já que veio junto — respondi e ela concordou
– paul pode começar — disse nana com um sorriso incorajador
– tá bem — falei suspirando, fechei os olhos respirei fundo e comecei, não gostava muito de lembrar disso
– bem minha família sempre foi rica, sempre indo a festa de classe alta, fazendo negócios com impresas e tudo mais, e era considerada a família "feliz" no bairro em que morávamos — falava e via as meninas prestarem atenção em cada palavra em que dizia
– mas o que eles não sabiam era que depois que a gente entrava em casa, tudo mudava toda a felicidade que demonstravamos na rua, sumia quando entrávamos no lugar. Meus pais sempre brigavam, qualquer coisa eles já estavam batendo boca, minha mãe sempre me colocava pra dormir cedo e eu escutava os estalos que vinha do quarto deles. Aquele canalha todos os dias batia na minha mãe, não tinha um dia em que ele não deixava ela em paz — continuei e deixei algumas lágrimas de raiva caírem. Eu não queria lembrar, mas lembrava de tudo que aquele filho da puta que dizia ser meu pai, fez eu passar
– mas porque sua mãe não fez nada ? — perguntou julia
– não sei, não tive oportunidade de perguntar do porque, aturar aquela peste — respondi
– paul se não quiser continuar ... — disse nana e eu sorrir
– não tudo bem — falei e ela sorriu
– um dia enquanto voltávamos de uma festa de uns amigos dele, ele minha mãe começaram discutir no carro e como estava chovendo ele perdeu a direção e bateu em um poste com tudo. Depois de um tempo os policiais chegaram e junto deles os bombeiros, que nos levaram para um hospital. Eu não tive muito ferimentos e nem ele, mas como minha mãe não estava usando o cinto de segurança, com o impacto do carro ela foi arremessada para longe e teve um traumatismo craniano — explicava e não contive as lágrimas
– 2 semanas se passaram e ela morreu, foi bem difícil, muito difícil viver sem ela. Ela era meu tudo — falei e reparei que as meninas choravam sem parar até jake estava deixando algumas lágrimas caírem
– eu entendo você. Perdi minha mãe e meu pai em um acidente de carro a 5 anos, e foi muito muito difícil, porque eu me sentia sozinha sem eles e quando meu irmão morreu fiquei sem chão, eles eram a única família que eu tinha, depois passei a morar com minha tia, ela me ajudou muito foi como uma mãe pra mim — falou nana limpando algumas lágrimas que escorriam por seu rosto
– é eu também. Não perdi minha mãe, mas ela deixou em e leah quando éramos pequenas, então ficamos com nosso pai e nossa tia que se mudou lá pra casa. Mesmo que ela não tenha morrido, ela nos deixou me deixou, e é eu nunca tive um amor de mãe, então é como se ela tivesse morrido — falou julia com um sorriso triste no rosto
– posso continuar meninas ? — perguntei e concordaram
– meu .... pai, é difícil dizer essa palavra — disse sinceramente
– ele ficou com minha guarda, e eu tive que aturar ele chegar todos os dias em casa bêbado, chorando de falsidade falando que amava minha mãe e várias outras coisas. Ele me dava bebidas: vodka, whisky, entre outras, se eu não bebesse ele me batia, me batia sem parar. Mas eu não bebia, ia para a escola com casacos gigantes para não mostrar as marcas que estavam no meu corpo. Mas teve um dia que não aguentei mais, já estava cansado de todo dia levar porrada, e coloquei meu primeiro copo de whisky na boca, desceu queimando minha garganta. Com 7 anos whisky foi minha primeira bebida, depois veio : vodka, cerveja, uísque, e vários outros — falei
– seu pai é um louco — disse julia indignada
– é e muito — concordei
– porque você não contou a polícia, não falou com alguém ? — perguntou nana
– nana se eu contasse eu iria morrer, ele me ameaçava com uma faca — respondi e vi ela arregalar os olhos
– com 4 meses eu já poderia ser considerado um cachaceiro, eu já bebia por conta própria, não precisava que ele me batesse para que eu bebesse. Todos os dias, não tia um dia sequer que eu não bebesse, quase entrei em como alcoólico — continuei
– mas e as pessoas, não viam nada de errado o que ele estava fazendo com você, não via que eles estava tentando te matar de cirrose ? — perguntou nana indignada
– não, ele me mandava comer várias balas de hortelã, chegou a mandar eu passar maquiagem para que as pessoas não vissem as olheiras que estavam em volta dos meus olhos, por causa das noites que passei sem dormir. No dia do meu aniversário de 8 anos, ele para minha surpresa fez uma festa de aniversário para mim, e foi bem legal até, mas quando acabou, tudo voltou ao normal. Os dias foram passando e ele disse para mim manerar na bebida, pois as pessoas poderiam começar a desconfiar e se desconfiassem eu iria pagar — falava e as lembranças sempre viam em minha mente, tudo
– Até que um dia ele começou a mandar eu cheirar cocaina, desse dia para frente minha vida mudou. Cheirei cocaina, fumei maconha e várias outras drogas. Comecei a perder peso, fiquei muito magro, pesava quase 20 quilos com 9 anos, eu era pele e osso. Quando as pessoas perguntavam o que estava acontecendo comigo ele dizia que eu estava doente. Meninas minha vida foi horrível, eu cheguei a vender algumas coisas para comprar minhas drogas que eu dividia com ele. Até que eu não aguentei mais, esperei ele sair pra ir pro trabalho, e fui até uma delegacia mais próxima é contei tudo, chorei muito nesse dia, os policiais foram até minha casa mas quando chegaram lá encontraram ele no banheiro morto, disseram que ele teve uma overdose. Passei uma semana no hospital, pra tomar soro, ganhar um peso e ficar em observação já que os médicos falaram que eu poderia ter morrido com toda a bebida e droga que estava no meu organismo — continuava a contar a história
– Fiquei até meus 12 anos em uma clínica para drogados e minha avó ficou com minha guarda, e quando me mudei para a casa dela e fui para uma outra escola, conheci aqueles loucos que pra mim foram minha família e fim — falei e vi eles sorrirem
– é conhecemos esse garoto chato aí, que eu considero como irmão — falou jacob
– valeu cara, vem cá me da um abraço — chamei indo até ele e lhe dando um abraço
– não contem pra ninguém esse nosso momento gay — pedi e vi elas rirem
– posso participar desse momento gay ? — perguntou nana
– vem, vem julia — chamei
– Abraço grupal — gritou jake quando nos abraçamos nos fazendo rir
– olha paul pode contar comigo pra qualquer coisa — afirmou nana me fazendo sorrir
– comigo também paul — concordou julia
– obrigada maninhas. Mas garanto, que consegui superar tudo o que aconteceu de ruim na minha vida, toda coisa ruim que aquele filho da puta, desculpa vovó, fez comigo — garanti
– tenho certeza disso — afirmou nana
– acho que vou lavar meu rosto, tô sentido enxado, posso ir no banheiro meninos ? — perguntou julia dando um meio sorriso
– claro julia — respondeu jake
– acho que eu também vou — falou nana também entrando no banheiroElas ficaram alguns segundos lavando o rosto, mas mesmo assim o inchaço não diminuiu muito
– vocês choram a toa — falei
– não foi a toa, é uma história triste a sua. O começo dela me lembrou a minha família, e além disso, sou bem chorona e não gosto de ver ninguém sofre — explicou nana
– tá bem senhorita — falei
– vamos nana, já vai dar 6:00 horas ? — perguntou julia
– claro, vamos sim. Tchau maninhos foi muito bom conversar com vocês, mesmo que foi uma conversa não muito agradável — falou nana dando um beijo na minha bochecha e na de jake
– Tchau meninos — falou julia fazendo o mesmo que nana
– a gente podia ver um filme hoje que tal ? — sugeriu julia
– é pode ser — respondi
– que horas ? — perguntou jake
– umas 8:00, porque até cada uma das meninas tomarem os banhos delas — respondeu nana revirando os olhos
– tá bem, nos vemos depois — me despedi delas
– Tchau — disseram e se foram pelo corredor
– elas são bem legais — comentou jake
– elas ou julia ? — perguntei
– elas — respondeu ele
– jacob te conheço, você tá afim da julia — falei
– é — afirmou
– e porque não ficou com ela ainda ?
– ela é diferente — respondeu
– apaixonou por ela né ? — mas antes que ele respondesse os outros chegaram
– quem tá apaixonado ? — perguntou johnny
– ninguém johnny — respondeu jake
– sei — falou
Pov katherine
– cheguei ! — gritei assim que voltei no quarto
– demorou em — comentou Ella
– a conversa foi longa, bem longa — disse com um sorriso malicioso que só minhas amigas notaram
– vamos meninas ? — perguntou cassie
– claro, thau rê — respondi
– thau — despediu — se ela e fomos embora
Continua .....
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