Boys N' Roses
5 Confusões e... Namorado?
Notas iniciais
Era sábado, e Pietra estava no seu quarto procurando seu livro de química, já que na segunda-feira teria um teste. Ela o procurou por todos os cantos e não o encontrou. Naquela manhã, Pietra não fora para o refeitório justamente por causa desse livro. Ela se lembrou de que tinha emprestado o livro para Claire. Quando ia bater na porta do quarto da amiga, ela parou a mão no ar ao ouvir a voz de Rose. Encostou a orelha na porta para ouvir melhor o que as duas conversavam.
–... Daí o Alec – Pietra ficou mais alerta ao ouvir o nome do garoto saindo da boca de Rose. – sentou-se ao meu lado, e quando eu vi a gente estava quase se beijando.
Pietra desencostou-se da porta. Aquilo não podia estar acontecendo. Alec e Rose. Ela não perderia Alec para Rose, mais uma vez. Ela aceitava perder para Marie, mas pra Rose... NUNCA! Ela tinha que fazer algo a respeito. E precisaria de ajuda. E só uma pessoa poderia lhe ajudar.
– Marie, precisamos conversar. – Pietra a chamou, assim que a encontrou no jardim com as colegas.
– Não temos nada para conversar, queridinha. – Marie disse, com sua voz enjoativa.
– É assunto de seu interesse. – Pietra pigarreou, para chamar a atenção da loira. – É sobre Rose e Alec. Sei que você também não gosta de ouvir esses nomes na mesma frase.
Marie logo se interessou. Alec foi o motivo da destruição da amizade das duas. Rose seria o motivo da formação da aliança das duas, por ora. Marie se levantou e pediu para que Pietra a seguisse até seu dormitório.
– O que essa cretina da Rose fez? – Marie disse, com a voz esganiçada. Ela já estava ficando vermelha de raiva. Pietra achou que a loira iria explodir.
– Está acontecendo de novo. – a morena disse, sem olhar a loira. – Acho que no fundo, nós sabemos que isso aconteceria. Mas precisamos impedir que aconteça de novo.
– Eu sabia. Eu avisei aquela peste! – Marie estava mais do que irritada. — Mas como?!
– Eu não sei ainda. Mas temos que pensar em algo. E rápido. – Pietra disse, com seus olhos brilhando de malícia.
“Depois de muito tempo sem chuva, numa tarde de quinta-feira, o céu despencou, como diria a mãe de Rose. Ela e Alec estavam na sala, vendo um programa muito chato na televisão. Ele ainda não lhe contara sobre o que ele e o pai dela havia conversando naquele dia.
A morena olhou a chuva caindo pela janela e ficou com vontade de ir lá fora tomar um banho de chuva. Ela olhou para Alec. Aparentemente, ele pensava o mesmo que ela. Os dois se levantaram ao mesmo tempo e correram pela casa. Saíram para o quintal, onde havia uma poça gigantesca de lama. Sem querer, enquanto pulava na chuva, Rose conseguiu jogar lama no rosto de Alec. Ele a olhou, aparentemente, furioso. Então começou a jogar lama nela. Os dois iniciaram uma guerra de lama. Pegavam uma mão cheia de lama e jogavam um no outro. Até que Rose conseguiu tropeçar numa pedra e caiu em cima de Alec. Como os dois estavam em cima da lama, caíram no chão, Rose por cima de Alec.
O momento de risada acabara. Os dois se encaravam intensamente, e dessa vez, a morena não corou. O loiro enlaçou a cintura da menina e seus rostos se aproximaram até seus lábios pressionarem um no outro. Rose afastou o rosto, depois de alguns segundos, para ver a expressão abobada do garoto, até ele, sem que ela percebesse, pegar mais lama e jogar no cabelo da menina, que até a hora, estava limpinho.
– Isso não é justo. – Rose disse fazendo biquinho.
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Rose estava sozinha na sala, já que Alec havia ficado doente após o episódio do banho de chuva. O pai de Rose a proibira de ficar perto do menino para não pegar a gripe também. “Já basta um doente nesta casa, Rose!” Foi o que ele dissera.
– Senhorita, tem uma moça que gostaria de ver o senhor Alec. – uma empregada informou.
Se fosse visita para qualquer outra pessoa, Rose mandaria a empregada manda-la embora. Mas era uma visita para Alec, e era uma mulher.
– Já estou indo. — avisou Rose, deixando a empregada confusa. – Olá. – a morena cumprimenta a moça.
Rose analisou bem a menina. Ela mantinha os cabelos presos num coque, tinha os olhos castanhos e tinha um corpo de dar inveja a qualquer uma.
– Oi. Eu gostaria de ver o Alec. – a moça disse simpaticamente, com um sorriso. Rose percebeu que ela tinha um sotaque francês.
– Me desculpe, mas quem é você? – Rose pergunta.
– Sou Pietra, namorada do Alec. E então, eu posso entrar? – a menina, que tinha nome agora, disse, ficando impaciente. Foi um baque para a morena. Alec tinha uma namorada?
– Bem, Alec está muito doente e não está se sentindo muito bem para receber visitas. – Rose disse indiferente. – Gostaria de deixar recado?
– Não, obrigada. Mas ele está muito mal? – Pietra pergunta, preocupada.
– Não. Logo vai passar.
– Ok, assim que ele estiver em condições, peça que ele me procure. Au revoir. – e foi a última coisa que Pietra disse.
Rose encostou-se à porta, assim que a fechou. Ela não acreditava que Alec não tinha contado a ela um detalhe tão importante. Ele era um grande idiota. O que ela faria?”
Rose acordou assustada com as batidas na porta. Ela saiu cambaleando da cama e foi abrir a porta para ver quem era. Pietra. Ela automaticamente do sonho estranho que ela teve.
– Rose eu preciso da sua ajuda! – a morena gritou.
– O que houve? – Rose perguntou meio mal humorada.
– Ai amiga! Só vim te buscar para tomarmos café da manhã.
– Ok, só vou trocar de roupa. – Rose, disse, finalmente.
Ela trocou sua camisola rapidamente por uma roupa casual e confortável e fez sua higiene matinal. Mal teve tempo de pensar o quão estranho aquilo parecia estar.
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Assim que as duas garotas chegaram ao refeitório, Marie correu para cumprimentá-las educadamente.
– Bom dia Rose! – Marie chegou falando com sua voz enjoativa. Rose correu os olhos pelo refeitório para achar suas amigas, as encontrando rapidamente com olhares confusos. Na verdade, a mesma estava bastante confusa. “Que merda estava acontecendo?”, pensou. – Olha, eu acho que começamos com o pé esquerdo. Eu percebi que você é uma garota legal e queria que nós fôssemos amigas, sabe? Por que hoje você não almoça conosco?
Rose pensou por alguns instantes. Ela não estava com um bom pressentimento. E Pietra e Marie não se odiavam? Como assim viraram amiguinhas?
– Ai, ainda bem que você aceitou. – Marie disse, já cruzando os braços com Rose e a conduzindo para a mesa.
– Vou pegar o café da manhã e já volto. – Pietra diz, mostrando algo maligno no olhar.
– Como eu estava dizendo, eu peço perdão por ter de recebido com hostilidade. Você me perdoa? – Marie fez um biquinho.
– Cl-claro. Por que não? – Rose ainda estava tão confusa com toda a situação.
Assim que elas sentaram-se à mesa, Rose percebeu muitos olhares questionadores para as duas e logo em seguida, quando Pietra chegou com a comida, para as três.
– Eu senti falta disso... – murmurou Marie, mais pra si mesma do que pras duas, sinceramente.
Aquilo estava mais que estranho. Como Rose sairia daquela situação?
– Rose! Ainda bem que te encontrei... Pensei que havíamos combinado de tomar café da manhã juntos. – Dexter chegou, chamando a atenção de todos que estavam na mesa para ele.
Espera, eles haviam combinado? Quando?
Até que a ficha da morena caiu. Ele estava mentindo para ajuda-la.
– Sim, é verdade! – Rose falou meio eufórica. – me desculpe meninas, mas...
– Mas quem é esse daí? – Marie exclamou. — Não, não. Você ficará conosco.
Pietra revirou os olhos. Estava cansada de ter que fingir que gostava de Marie. E Rose... Ela ficou sem reação.
– Bem, não que seja da sua conta, mas sou o namorado da Rose. – Dexter declarou, deixando as três meninas mais do que surpresas. – Não é mesmo, Rose?
– É verdade. – ela conseguiu se pronunciar. – Então meninas. Eu realmente gostaria ficar mais, mas tenho que ir... com meu... – mentir não era pra Rose. — namorado.
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