Boys N' Roses
7 Alguém sendo esquecido...
Notas iniciais
“ – Rose, você está me ouvindo? – a amiga chamou a atenção.
A morena estava no mundo da lua pensando o quanto queria esquecer aquele sentimento que parecia queimá-la por dentro. Por que ela tinha que gostar de alguém comprometido?
A morena suspirou.
– Ok. Vai me falar ou não o que está acontecendo? – a loira pergunta.
– Não é nada demais. Só... – a morena hesita um pouco antes de falar. – Só um garoto que está me atormentando, Marie. Não consigo tirá-lo da cabeça...
Os olhos de Marie estavam brilhando com a novidade. Ela descansou a xícara de chá na mesinha a sua frente e perguntou animada.
– Como ele é?
– Bem, ele é bonito, charmoso, educado e me faz rir como ninguém. – Rose até se empolgou ao descrevê-lo. – Mas... Bem, ele já é comprometido. E o cretino nem comentou nada comigo.
A loira pareceu murchar junto com a morena.
– Olha, hoje a noite vai ter uma festa na casa da Julie e vai ser bem divertido. – a loira comentou. – Nós poderíamos ir. Para distrair...
– Aí Marie, eu não sei... – aquilo não lhe parecia uma boa ideia.
– Por favor, vamos! Você vai ver como vai te fazer bem. E inventamos uma desculpa para o seu pai. Vamos! – A loira insistia.
A morena suspirou e deu um pequeno sorriso a loira. Aquilo era um sim.
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Na opinião de Rose, ela estava apenas... Apresentável, enquanto Marie... Ah, Marie estava perfeita como sempre, com cachos impecáveis.
Saíram de casa já à noite. O vento gelado dizia que o inverno já estava por vir, fez com que todos os pelos do corpo de Rose se eriçassem. Como a morena se arrependia por ter aceitado sair. Se o pai descobrisse... Não queria nem imaginar o que poderia acontecer.
O barulho dos saltos das garotas ecoava pelas ruas quase desertas. Apenas algumas lojas permaneciam abertas e algumas pessoas perambulavam pelas ruas. Algumas olhavam feio de esguelha para elas, afinal, o que duas moças de família estariam fazendo ali além de coisas erradas?
– Estamos chegando? – Rose murmurou.
– Sim. – Marie ainda estava bastante animada e não ligava para o que os outros, naquela rua, pensariam.
Depois de cerca de dez minutos, elas chegaram à casa de Jolie. Os pais da garota haviam viajado deixando apenas ela com o irmão mais velho. Óbvio que eles iriam aprontar.
– Amiga! Que bom que você veio! – Jolie falou toda empolgada à Marie assim que atendeu a porta. As duas se abraçaram e logo a atenção de Jolie foi para Rose. – Oooooi Rose! Caramba, nunca imaginaria você vindo numa festa!
A anfitriã já estava um pouco alterada devido ao álcool. Rose suspirou. Seria uma longa noite.
– Oi gatinhas. Por que ainda não entraram? – um menino, que, na opinião de Rose, era mais a versão masculina de Jolie do que outra pessoa chegou atrás da irmã.
– Ethan, cala a boca! Se não vai assustar as garotas! – Jolie falou meio que rindo, meio brava.
Marie e Rose riram. Sério, a situação realmente estava ficando engraçada com uma Jolie bêbada.
– Bem, podem entrar meninas! – Finalmente Jolie as deixa passar.
O ambiente estava coberto com uma fumaça estranha, com um cheiro estranho. Vários jovens dançavam loucamente ao som de um jazz bem animado.
Logo Marie puxou a morena para dançar.
– Ai vamos, você consegue fazer melhor que isso! – Marie reclamou do jeito que a Rose “dançava”. Realmente a morena não estava nada animada para algo do tipo. – Sei exatamente do que você precisa.
Marie arrastou Rose até a cozinha e lhe ofereceu uma garrafa de cerveja.
– Anda, beba. – Marie não pediu, mandou. – Você vai ficar mais animada.
A morena, sem escolha, bebeu.
A noite se resumiu a isso. Beber e dançar loucamente. Rose nunca se divertira tanto na sua vida. Mas no outro dia iria se arrepender.”
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– Eu não estou te entendendo mais. – Claire fala com Rose. A ruiva estava brava com a amiga por não passar mais tanto tempo com elas. – Você a odiava, e agora vive pra lá e pra cá com essa loira oxigenada.
Rose suspirou. Ela não aguentava mais aquilo tudo.
– Pode ser difícil de acreditar, mas ela é uma pessoa legal, ok? – Rose comenta já chateada. – E não se preocupe, eu nunca vou deixar de ser amiga de vocês.
– Eu realmente espero. – A ruiva falou chateada.
– Agora você pode desfazer essa cara ai? Não quero ficar conversando com você assim. – Rose falou brava.
Aos poucos, a conversa das duas foi fluindo, enquanto uma brisa gostosa batia nas duas, que estavam no jardim.
– Finalmente te achei. – as duas são interrompidas por Dexter que estava a procura de Rose há horas.
O relacionamento dos dois evoluiu para outro patamar desde a “farsa”. Mas isso não quer dizer que eles estão, digamos numa linguagem mais atual, se pegando. Apenas ficaram mais carinhosos um com o outro.
– Acho que vou deixar os pombinhos sozinhos. – Claire falou com uma expressão maliciosa enquanto se despedia de Rose.
– Então, o que você queria? – Rose pergunta a ele, enquanto ele se senta em frente a ela.
– Eu preciso da sua ajuda. – o moreno estava realmente nervoso. Estava inquieto e nem conseguia olhar para a menina.
– O que é? – a menina perguntou intrigada. O que poderia ser? Os pensamentos de Rose estavam a mil tentando pensar no que era.
– Bem, é que mina mãe resolveu que irá vir me visitar... – o menino não conseguia parar quieto, o que irritou bastante a morena.
– Você pode ao menos olhar para mim? – ela explodiu, pegando o rosto do garoto pelo queixo, fazendo-o a olhá-la.
Ele percebeu que os olhos das meninas faiscavam em fúria, o que o fez pensar que talvez ela estivesse naqueles dias... Mas mesmo demonstrando fúria, aqueles olhos azuis o acalmavam de uma forma totalmente estranha, trazia uma sensação diferente que ele nunca sentiu na sua vida.
Enquanto ela... Bem, ela não sabia exatamente o que sentia ao olhar aqueles olhos verdes. Era uma confusão total. Mas aqueles olhos lhe davam coragem para ganhar um mundo, até. Verde e azul. O que aquela combinação daria? Isso é, se combinarem.
Os dois só perceberam o quanto estavam próximos quando as respirações um do outro se misturavam. Dexter não sabia se olhava aqueles olhos azuis tempestade ou para a boca vermelha da garota. Ela não sabia se ficava parada ou fazia alguma coisa.
Ficaram tempos encarando um ao outro decidindo o que deveriam fazer, quando simplesmente aconteceu. As bocas quase se fundiram uma na outra. Rose era a dominante, Dexter o dominado. Ele puxou-a mais para si pela cintura e a morena puxava os cabelos negros do menino delicadamente, passeando seus dedos por lá. Eles ficaram ali, aproveitando os curtos minutos, antes que o fôlego dos dois acabasse. Quando os dois se separaram, tudo parecia diferente.
– Então, estava dizendo que precisava de ajuda em alguma coisa? – Rose proclamou depois de minutos em silencio. A menina estava bastante desconcertada enquanto tentava manter a conversa.
Os dois riram ao mesmo tempo em que coravam lembrando-se da situação.
– Sim, eu estava dizendo. – Dexter confirmou, passando uma das mãos no cabelo. – Como eu estava dizendo antes de ser brutalmente interrompido, tem haver com minha mãe...
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