Boys And Girls
26 02x08 - Cabana
Notas iniciais
Rachel
–Vamos, Finn — Eu falo me aproximando dele, que assistia TV. — Por que não?
–Angie e eu não somos de ter fins de semana românticos. — Finn fala.
–Acho que está precisando de ar fresco em uma cabana. — Eu falo. — Você está namorando uma stripper e eu um médico alto e lindo. Nossos sonhos viraram realidade.
–Não estamos namorando. — Finn fala. — Eu e Angie somos pura anarquia. No sentido sexy e descolado.
–Mesmo? — Eu pergunto confusa.
–Olhe o que ela fez enquanto eu dormia. — Ele fala erguendo os braços. – Não é o máximo?
–Ela rabiscou seu sovaco? — Eu pergunto encarando o desenho que ela tinha feito.
–Não é rabisco, é uma tatuagem. — Ele fala sorrindo.
–De pelo de poodle? — Eu pergunto confusa.
–Não! É... — Ele parece com vergonha e abaixa o braço. — Enfim... Não vamos. E por que quer a gente no seu fim de semana romântico? Não é para ser só você e o médico?
–Está bem, estou meio nervosa. — Eu falo constrangida — Preciso de apoio. Quero que seja divertido, perfeito e apaixonante. Quero que ele olhe para mim no final e diga: Esse foi o melhor fim de semana da minha vida.
–Que bom que tem expectativas moderadas. — Ele fala rindo.
–Vamos, vai ser divertido! — Eu falo. – Marshmallows assados.
–Certo. — Ele fala.
–Fazer fogueira e dormir em um tapete de urso. — Eu falo animada. — Está dentro?
–Não. — Ele fala e eu decido fazer meu plano B. — Rach, desculpe, não vamos dessa vez.
–Mas é de graça. — Eu falo.
–Você disse de graça? — Ele para e se levanta. — Vamos com certeza! Vou arrumar as malas.
–Certo. — Eu falo.
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–É perfeito. — Eu falo observando a cabana e Lucas me abraça.
–Apenas um fim de semana na floresta. — Ele fala. — Estou feliz de podermos passar um tempo juntos.
Nessa hora vemos uma moto se aproximar e percebo que é Finn e Angie. Eles se aproximam e estacionam, Finn ergue os braços animado.
–Desculpem o atraso. — Angie fala. — Fomos comprar um capacete para o chorão parar de reclamar.
–O capacete compramos em um posto, os óculos escuros são meus. — Finn fala sorrindo.
–Cabana de graça! — Angie fala sorrindo.
–Na verdade, é do meu chefe. — Lucas fala.
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–Nunca tinha jogado palavras cruzadas sensual. — Eu falo para Lucas enquanto jogávamos sentados na mesa da cozinha.
–Vamos brincar disso mais tarde. — Ele fala sorrindo.
–Oi, pessoal. — Finn fala descendo a escada com Angie. — Desculpe, estávamos desfazendo as malas.
–Ouvimos claramente. — Eu falo irritada. — Claramente.
–São agudos seus gritos, cara! — Lucas fala para Finn.
–São sim! — Finn fala fingindo rir.
–Então... estamos jogando melhor de 35, porque achei que vocês iam ficar com a gente. — Eu falo e Angie começa a abrir as portas da casa.
–Angie, esta cabana é do meu chefe. — Lucas fala.
Angie sai de lá de dentro segurando uma espingarda e todos nós nos jogamos no chão.
–É isso aí! — Angie fala sorrindo. — Onde estavam esses quando fomos transar?
–Foi o que pensei. — Finn fala se levantando. — O quê?
–Vamos atirar em alguma coisa. — Angie fala.
–Isso! — Finn fala e eles saem da cabana. – Não estou com medo.
–Tenham cuidado, por favor. — Lucas fala. – Muito bem, então... Está certo.
–Lucas, está se divertindo? — Eu pergunto. — Porque quero muito que se divirta.
–Claro que estou. — Ele fala. — Estou com você.
–Ótimo. — Eu falo sorrindo.
–Tomar chocolate quente. — Ele fala e ouvimos um tiro. — Aquilo não é seguro. É muita loucura.
–Quer atirar, não quer? — Eu pergunto e ele concorda com a cabeça. — Vai lá.
–Pessoal, guardem uma bala! — Lucas fala saindo correndo.
Eu saio atrás deles. Eles haviam colocado algumas garrafas um pouco longe e atiravam nelas, ou tentavam. Finn atirou mas errou.
–Um pouco mais perto. — Ele fala se aproximando da garrafa e atira mais uma vez errando. — Está de brincadeira.
–Como continua errando? — Angie pergunta e Finn chega mais perto atirando e errando.
–Qual é? — Ele fala voltando para perto de Angie.
–Sem trava de segurança para nós, certo? — Eu falo me aproximando deles.
–Quer atirar? — Angie pergunta.
–Não deem uma arma a ela. — Finn fala desesperado. — Ela não consegue lidar com uma arma, acreditem.
–Quer saber? — Eu falo para Lucas. — Me dê a espingarda.
–Não é espingarda, é um rifle. — Finn fala.
–Como? Me dê o rifle. — Eu falo pegando a arma de Angie. — Estou me sentindo poderosa.
–Não! — Finn grita quando viro a arma pra ele.
–Cuidado com isso! — Lucas fala.
–Melhor ninguém me irritar... — Eu falo rindo.
–Rachel. — Finn grita. — Está louca?
Angie me segura pela cintura e me ajuda a apontar a arma.
–Assim, está vendo a lata? — Ela me ensina.
–Eu preciso de uma história. — Eu falo. – Por que estou brava com a lata?
–A lata é seu ex e ele não respeitou seu espaço e achou a seção de artesanato da sua casa ridícula. — Angie fala e eu a encaro, ela acha que eu sou idiota? – Está bom, serviu?
–Sim. — Eu falo irritada, mas com ela na verdade.
–Deixa eu acertar seu quadril assim. — Ela fala puxando minha cintura e me abraçando me mostrando como fazer. — Centralize... Isso aí. Vou ajeitar seu cabelo. Muito bonito.
–Fantasia e pesadelo se encontram. — Finn fala.
–Respire fundo. — Angie fala. — Imagine que a lata é alguém que te deu raiva.
Eu imagino a cara de Angie e sorrio mirando nela e atirando. Todos ficam surpresos. Eu havia acertado a lata.
–Parabéns! — Angie fala sorrindo e eu sorrio para ela.
Finn
–Rach, estou me divertindo. — Lucas fala quando entramos, já era noite.
–Estou tão bravo com você. — Eu falo, ela havia errado os outros tiros e acertado a caixa de energia, nos deixando sem.
–Gente, isso se tornou uma aventura. — Rachel fala.
–Olhem o que eu achei no armário. — Angie fala se aproximando com uma garrafa com um liquido verde. — Vamos ficar loucos!
Lucas bebe um gole e faz uma careta.
–Isto é quente. — Ele fala rindo.
–É absinto. — Angie fala rindo e encara Rachel que olhava para a bebida com duvida. — Vamos. Vamos ficar malucas.
Rachel pega a garrafa a virando, bebendo.
–Não! — Nós gritamos. — É muito!
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Eu e Angie estávamos sentados em um sofá e Rachel estava de pé dançando algo e Lucas estava sentado rindo dela. Eles estavam muito bêbados.
–Olhe para eles. — Angie fala. — Bêbados só com uns goles de absinto.
–Não acredito que sou o sóbrio. — Eu falo. — Isso nunca aconteceu na minha vida.
–Eu quero ser eles. — Angie fala rindo deles bêbados.
–Tenho de subir, tenho quase certeza de que minha cama sumiu. — Rachel fala subindo para o segundo andar.
–Tenho de verificar. — Eu falo. — Tenho de cuidar disso.
–Você vai subir? — Ela pergunta.
–Sim. — Eu falo.
–Agora? — Ela pergunta.
–É. — Eu falo subindo as escadas.
–Divirta-se. — Ela fala.
–Acho que vou. — Eu falo subindo as escadas.
Rachel
Eu estava vomitando no banheiro do quarto.
–Não parece estar bem. — Finn grita. — Rachel... que horror.
Eu saio do banheiro confusa.
–O absinto achou uma nova hospedeira: a privada. — Eu falo. — Gosto da Angie. — Eu minto. — Ela é legal. É como ir em um brinquedo do parque sem manutenção.
–Fico feliz por entender. — Ele fala.
–Acho que ela gosta de você. — Eu falo e nós saímos do quarto.
Estamos descendo as escadas quando eu escuto Lucas.
–Eu não estou... — Lucas fala e eu quando eu olho para ele eu paro e sinto Finn trombar comigo. Angie estava no colo de Lucas tentando beijar ele. — Não! Eu estou com a Rachel.
–Finn, olha, nós trocamos. — Angie fala ao nos ver sorrindo. Eu a encaro furiosa e desço as escadas eu a puxo do colo de Lucas e a jogo para o lado de Finn. — Qual é o problema? Por que mais ficaríamos em uma cabana juntos? Para caminhar?
–Ainda está fazendo efeito. — Lucas fala ainda sentado bêbado.
–Não acredito que fez isso com o Finn! — Eu falo irritada.
–Ela não fez nada comigo. — Finn fala. — Temos um relacionamento aberto. Ela pode fazer o que quiser. Não ligo.
–Chega. Cansei de você se fazendo de cara desencanado com uma relação aberta. — Eu grito irritada com ele. A garota que ele gosta tinha acabado de trair ele na frente dele! — Esse não é você.
–É sim, Rachel. — Ele grita. — Por que não me deixa ser eu mesmo? Esse sou eu.
–Desculpe, não acredito. — Eu grito. — Você não é esse cara.
–Pelo menos não fingimos ser o casal perfeito. — Finn grita.
–Não finjo sermos perfeitos. — Eu retruco.
–A única razão de estarmos aqui é porque você nos chamou, pois não queria ficar sozinha com o Dr. Lucas. — Ele grita irritado. — Pois, teria de ser verdadeira com ele.
–Isso é verdade, Rachel? — Lucas pergunta confuso.
–Sim, mas não. — Eu falo. — Está fora de contexto. Fora de contexto, Finn.
–Acha que sabe tudo sobre mim. — Finn fala. — Eu sou vida louca.
–Você me pede para acender fósforos em seu lugar, pois tem medo que seus dedos fiquem muito quentes. — Eu falo revirando os olhos.
–Foi só uma vez. — Ele fala.
–Várias. — Eu rio.
–Andei na traseira de uma moto e nem tive medo. — Ele fala. — Não acha que sou louco?
–Não. — Eu falo.
–Um homem são faria isso? — Finn pergunta e pega a garrafa de absinto e a vira bebendo metade.
–Espere. — Angie fala. — Está bebendo muito.
Nesse momento Lucas vai até a fogueira vomitando.
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Estávamos na mesa jantando, Lucas e eu já estávamos um pouco mais normais. Finn estava muito bêbado. Eu encarava Angie com raiva enquanto ela estava comendo normalmente. Lucas sorria tentando fazer o clima ficar menos desconfortável. E Finn encara a casa ao nosso redor de olhos arregalados.
–Sinto-me bem melhor depois de vomitar na fogueira. — Lucas fala sem graça.
–Lucas, pode me passar o pão? — Angie fala sem graça.
–Claro. — Ele fala.
–Não, eu passo o pão. — Eu falo pegando a bandeja de pães. — Não mova as mãos e deixe o pão ir até você.
Ela pega um pão e eu o tomo da mão dela e ela me encara confusa.
–Por que está pegando meu pão? — Ela pergunta confusa.
–Ah desculpa. — Eu falo rindo ironicamente. — Pensei que vocês tinham um relacionamento aberto.
–Já pedi desculpas. — Angie falou sorrindo nervosa. — Achei que fosse o combinado. Achei que todos quisessem, eu não...
–Absinto! — Finn grita. — Jantar divertido. Jantar divertido. Sempre me divirto na cabana. Querem me interrogar? Querem saber no que pensando? Prefiro cães a gatos. Gosto mais de tâmias do que esquilos. Acredito em OVNIs. Eu tinha um professor de baixo, que tocava contrabaixo e tinha um cheiro estranho e ainda penso nisso. O nome dele é Sr. Hilton. — Ele encara Angie. — Não gosto do fato de ter tentado beijar o Lucas. Pois gosto de você, Angie.
–Eu não fazia ideia, desculpe. — Ela fala constrangida.
–Eu sei. — Ele fala. — Dissemos que seria aberto.
–Estou orgulhosa por dizer isso. — Eu falo sorrindo pra ele.
–Dr. Lucas? — Finn o encara rindo. — Se você fosse um chapéu, seria uma cartola. Mas um grandão como o do Banco Imobiliário. E falo como um elogio sincero.
–Agradeço. — Lucas fala tentando ficar sério.
Finn
–Oi. — Eu falo entrando no quarto e vendo Angie tirando o sapato.
–Como está? — Ela pergunta.
–Bem melhor. — Eu falo. — O álcool me subiu a cabeça. Estou envergonhado por aquilo.
–Me desculpe pelo negócio com o Lucas. — Ela fala. — Achei que estivesse tudo bem. E tento arruinar as coisas quando começam a ficar boas. Estou trabalhando nisso.
–Acredite ou não, estou trabalhando também. — Eu falo.
–Eu só queria estar trabalhando em menos coisas. — Ela fala. — Eu fui presa 3 vezes. 4 vezes. 4 a 5 vezes. Tenho tatuagens de bandas que nem gosto mais. Você tem sido legal com a do "Jamiroquai" no meu traseiro.
–Não estou te pedindo para mudar. — Eu falo. — Que tal encontrarmos um meio termo?
–O que quer que eu faça? — Ela pergunta. — Comer um brunch? Ler artigos e depois falar sobre juntos? Nunca serei esse tipo de garota.
–Só quero fazer algo normal. — Eu falo. — Que tal não desenhar pentelhos na minha axila enquanto durmo? Acha que consegue?
–Consigo. — Ela fala rindo.
–Pois eu gostaria muito de continuar com você. — Eu falo sorrindo.
Rachel
–Não é como eu queria o fim de semana. — Eu falo para Lucas, estávamos deitados na cama. — Achei que o pior que aconteceria seria alguém não gostar do queijo que trouxe. Queria que fosse perfeito.
–Rachel, quando o Finn disse que você os convidou porque estava nervosa... — Lucas começa a falar.
–Não se preocupe com isso. — Eu falo.
–Rachel, não somos perfeitos. — Ele fala. — A primeira vez que dormimos juntos eu nem sabia seu verdadeiro nome.
–Detalhe meio escroto. — Eu falo.
–Podemos nos concentrar no fato que... eu estava bêbado com absinto e disse "não" para uma stripper? — Ele pergunta e eu sorrio. — A stripper estava se roçando em minha perna.
–Estranhamente, essa é a declaração mais romântica que já ouvi. — Eu falo rindo e ele sorri me beijando.
Finn
–Alguns informes. — Eu falo descendo as escadas enquanto Rachel e Lucas arrumam as coisas para irmos embora.
–Angie me deu um pé na bunda. — Eu falo chateado.
–O quê? — Rachel pergunta surpresa.
–Ela levou a moto, alguns pertences meus, mas ainda estou de cueca. — Eu falo. — Então ela se deu mal na caçada ao tesouro.
–Sério? — Lucas pergunta surpreso. — Sinto muito.
–Sinto muito, Finn. — Rachel fala.
–Tudo bem, já sou um homem. — Eu falo. — Vou precisar de carona, óbvio.
–Claro. — Rachel fala sorrindo.
–Gostaria de ajudar no combustível, mas não tenho dinheiro, mas tenho "Notas Finn", que podem ser trocados por sorrisos ou qualquer outro item do meu escritório.
–Vamos cobrar! — Lucas fala pegando o lixo e o levando para fora.
–Obrigado, Doutor. — Eu falo e Rachel se aproxima de mim. — Não, estou bem.
–Não quer abraços. — Ela fala.
–Não quero. — Eu confirmo.
–Eu respeito isso. — Ela fala.
–Certo, pois estou bem. — Eu minto. — Rachel, não, estou bem. — Ela me abraça. — Juro que estou bem. Isso é bem estranho na verdade.
–Sinto muito. — Ela fala se soltando.
–Juro que estou bem. — Eu falo. — Pare de se preocupar, não estou triste. Foi melhor assim.
–É. — Ela concorda.
–Estou bem. — Eu falo.
–Ela não merecia você. — Rachel fala.
–O que quer que isso signifique. — Eu falo confuso e a encaro. Ela parecia preocupada comigo. Eu sorrio pela cara fofa que ela faz quando está assim. — Obrigado.
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