Boys And Girls
5 01x05 - Quem nunca?
Notas iniciais
Rachel
Eu entro na balada e vejo varias pessoas se esfregando, fico na ponta do pé procurando Santana, a vejo gritando com o DJ.
–Santana! — Eu grito e ele não me ouve. Ando na direção dela. — SANTANA! — Ele se vira e me olha. — Eu recebi a sua mensagem, podemos ir agora?
–Obrigada por vir. — Santana fala e aponta para o DJ. — Rach, ele estava pegando outra garota!
–Você! — Eu aponto para o DJ. — Saia daqui!
–Quem é você senhorita pijama? — Ele fala apontando para o meu pijama. — Saia daqui!
–Não fale com ela assim. — Santana grita. — Ela é a minha melhor amiga!
Santana rasga a camiseta dele e ele a encara furioso.
–Meu Deus, Santana. — Eu falo.
–Rasgou minha gola V. — O DJ falou e Santana ri. Eu a levo para fora enquanto o DJ grita furioso. — Era a minha favorita!
Estávamos andando em direção ao carro.
–Obrigada por vir me buscar Rachel. — Santana falou. — Eu realmente achei que Matt era diferente. Não sentiu isso?
–Senti. — Eu falo ironicamente. — Parecia um DJ bem legal. — Eu a olho. — Para onde estou te levando?
–Não posso ir para casa. — Ela fala. — Matt está ficando lá.
–Você só conhece ele a 3 semanas. — Eu falo.
–Posso dormir na sua casa por alguns dias? — Ela fala. — Por favor?
–Eu não sei... — Eu falo. — É sexta-feira à noite, os meninos provavelmente tem planos.
Puck
Ando até a sala e me sento no sofá. Vejo Finn jogar vídeo-game e Sam ler alguns papéis. Ouço o barulho da porta e Rachel entra com Santana logo atrás.
–Oi pessoal, eu trouxe a Santana. — Ela fala e nós paramos e olhamos para Santana.
–Vou ir no banheiro. — Santana fala e sai da sala.
–Tudo bem Sants? — Eu pergunto mas ela me ignora.
–Onde está a tequila? — Santana grita.
–No banheiro é que não está. — Rachel fala e nos encara. — Pessoal, certo, normalmente eu a traria aqui, mas ela está vulnerável, e quando bebe não tem limites. E ela está bem solta, fisicamente falando. Então eu quero me desculpar antes por tudo que ela possa fazer.
–Bom saber. — Eu falo.
–Obrigado por nos contar. — Sam fala.
–Obrigada pessoal, vocês são os melhores. — Ela fala.
Eu e Sam estamos dançando conforme a musica e Santana dança entre nós, enquanto Finn observa a TV.
–Isso é o oposto de ficar sozinho. — Finn grita irritado. — O oposto do que eu queria esse fim de semana.
Rachel entra na sala com um travesseiro e umas cobertas.
–Como isso aconteceu? — Ela pergunta. Eu vou dançar perto de Rachel. — Ok, eu não faço parte disso Puck então pare! — Volto para perto de Santana e Sam. — Oi Santana, eu vou arrumar a sua cama no sofá ok? Tem que parar de dançar para dormir.
–Sabe Santana. — Sam fala. — Acho que deveria dançar se quiser.
–Fique em pé! — Santana grita e aponta para Finn.
–Sério? — Eu pergunto. — Ele?
–Levante. — Ela fala e vai para o sofá puxando Finn.
–Eu não danço. — Finn fala e ela o puxa dançando com ele.
–Ele não quer dançar Santana. — Rachel fala começando a ficar brava.
–Eu não quero dançar. — Finn fala olhando para Rachel. — Eu estou bem. O Puck dança. — Santana rasga a blusa de Finn, e percebo Rachel ficar irritada. Ela joga o travesseiro e as cobertas no chão.
–Quer saber? Eu vou dormir. — Ela fala e sai irritada.
–Sabe não é bonito aqui... — Finn fala tampando o corpo com a camisa rasgada. Percebo uma ultima olhada de Rachel para Santana junto com Finn e percebo o que acabou de acontecer aqui. — Hora de ir para a cama.
–Pode usar a minha cama. — Eu falo. — Eu durmo no sofá. Por aqui Sants. — Eu falo e a levo até o meu quarto e ela deita na minha cama. — Boa noite Sants. — Volto para a sala correndo e vejo Sam e Finn sentados no sofá. — Isso! Ela está dormindo na minha cama agora! Não na sua! Na minha!
–Quer saber. — Sam fala para Finn. — Eu acho que tenho chance com ela. Só preciso ser mais legal que ele.
Finn
Era de manhã e Rachel fritava ovos enquanto eu comia no balcão.
–Quer ovos? — Ele me pergunta.
–Não eu tenho que no meu prato. — Eu respondo. — Não preciso que você...
–O que? — Ela me pergunta.
–Não sei... — Eu falo. — Tomar conta de mim. Pare de ser tão legal!
–Sua mãe está sendo legal! — Ela fala tentando me ofender.
–Bata na minha mãe. — Eu falo.
–Sua mãe vai bater nela mesma. — Ela responde e eu franzo a testa.
Chego no banheiro e vejo Sam fingindo escovar o dente e Puck mexendo em uma prateleira.
–O que foi gente? — Eu pergunto.
–Estão todos aqui? — Ouço a voz de Santana e ela puxa a cortina ficando apenas com a cabeça de fora do box. — A água fica mais quente que isso?
–Quer que eu... — Sam fala. — Quero dizer... poderia te dar...
–Eu poderia. — Eu falo. — Sou bom em consertar.
–Na verdade quer saber? — Ela fala. — Eu faço isso sozinha. — Vocês tem sabonete de verdade? Por que esse aqui é líquido.
–É do Puck. — Sam fala.
–O sabonete dele. — Eu falo.
–É meu. — Puck fala. — Não use tudo.
–Nem vou tocar. — Ela fala e volta para dentro do box.
–Tá certo. — Puck diz.
Rachel entra no banheiro surpresa.
–Oi. — Ela fala nos encarando. — O que todos estão fazendo aqui?
–Escovando os dentes. — Sam fala.
–Eu estou fazendo algumas coisas... — Puck fala.
–Ela está se apoderando do chuveiro? — Rachel fala. — Santana, vamos logo!
–Desculpe é que eu não consigo achar uma toalha grande. — Santana fala e abre o box aparecendo em uma toalha minúscula.
Percebo Sam morder a escova de dente com força e eu e Puck a encaramos.
–Tem um corpo bonito, Sants. — Puck fala. — Gosto disso em você.
–Certo. — Rachel fala a puxando para fora do banheiro. — Vamos, eu fiz café da manhã para você.
–Fez? — Santana pergunta trombando comigo e Rachel fica séria por uns segundos mas depois volta a empurrar Santana para fora.
–Sim eu fiz. — Ela fala e Santana vai para o quarto dela, Rachel nos encara. — Estou desapontada com vocês. — Ela fala e me encara. — Principalmente com você.
–Foi um... — Eu começo a falar mas ela me interrompe.
–Eu pensei que fosse melhor do que isso. — Ela me fala e sai brava.
–Eu sou. — Eu falo. — Algumas vezes.
Santana
Estava sentada na cama de Rachel comendo o meu café da manhã com ela sentada na minha frente.
–Não está triste por que eu dancei com o Finn? — Eu pergunto e ela me encara surpresa.
–Claro que não. — Ela fala.
–Por que eu acho que ele está a fim de você. — Eu falo e ela franze a testa.
–Finn? — Ela fala. — Não. Não!
–Qual é Rachel, esse é o clássico caso de romance. — Eu falo.
–Somos apenas amigos. — Ela fala.
–Não pode ser amiga deles. — Eu falo. — Não acha que cada um deles já pensou em dormir com você?
–Não! — Ela fala. — Só acha que todos querem dormir com todos.
–E querem. — Eu falo. — É por isso que eu acho isso. Não escuta como ele diz o seu nome? — Eu faço uma voz sensual. — Rachel...
–Ele é canadense. — Ela fala. — É como o povo do Canadá diz Rachel.
Nesse momento alguém bate na porta e Finn entra.
–Hey Rachel. – Finn fala e eu olhos para Rachel sorrindo. — Vou à farmácia. Precisa de algo?
–Sim. — Eu falo encarando Rachel. — Rachel, deveria ir com ele. Por que pode pegar aquela coisa que precisa.
–Eu me pergunto o que é. — Finn fala.
–Ela já vai sair. — Eu falo me levantando e empurrando Finn para fora fechando a porta. Olho para Rachel sorrindo.
–Não! — Ela falo. — Não vai chegar aqui e arruinar tudo. Eu estou feliz, gosto deles, e acho que estão começando a gostar de mim também.
–Quem é o seu homem perfeito? — Eu pergunto para ela.
–Romeu? — Ela fala. — E eu seria a Julieta.
–Ele é o Romeu! — Eu falo. — Estou dizendo ele gosta de você! E viu os pés dele? Os pés de uma pessoa diz o que querem. E eles apontavam pra você. Vamos. Saia!
–Está pronta? — Ele grita e Rachel para na porta. — Vamos.
–Em um segundo irmão! — Ela fala.
–Me chamou de irmão? — Ele grita.
–Sim. — Ela fala.
Rachel
Estávamos na farmácia em um corredor qualquer.
–Quando tempo ela vai ficar? — Finn me perguntou.
–Não muito. — Eu falo. — Sei que ela é difícil, as vezes ela me liga e diz: "vadia, te amo" e depois desliga sem nenhuma explicação.
–Estranho. — Finn fala se abaixando para pegar algo. Enquanto isso eu olho para um casal jovem que está se beijando. Percebo que os pés dele apontam para ela. Olho para um homem e uma mulher ali perto e os pés dele estão como de patos, um aponta para cada lado. — Mas ela precisa ficar conosco?
– O que? — Eu falo olhando para ele. — Desculpe. O que disse?
–Estou dizendo pare de tentar ajudar a todos! — Finn fala se levantando e olhando para mim e eu olho para os pés dele que apontam para mim e arregalo os olhos.
–Oh meu Deus! — Eu falo e ele olha para os pés dele também.
–O que? — Ele pergunta olhando para o sapato e para mim.
–Nada. — Eu falo.
–O que? — Ele pergunta.
–O que? — Eu pergunto olhando os pés dele.
Começo a andar para o lado olhando para o pé dele para ver se ele me acompanha.
–O que está fazendo? — Ele fala. Conforme eu vou andando para os lados ele se vira me acompanhando e os pés continuam apontando para mim. — Sei que ela é sua melhor amiga e me desculpe se eu te ofendi. Só que você não precisa cuidar dela.
–Tudo bem. — Eu falo nervosa dando voltas ao redor dele e ele me acompanha com os pés ainda apontados para mim. — Sim.
–O que você está fazendo? — Ele me pergunta.
–Desculpe, eu só estou checando. — Eu falo rodando ao redor dele. — Garantindo que...
–Se eu a insultei me desculpe. — Ele fala. — Mas o que você está fazendo?
–Está tudo no lugar. — Eu falo e ele franze a testa.
–Como assim? — Ele pergunta.
–Tudo bem. — Eu falo. — Só estou andando como uma amiga.
–Tudo bem, quer saber? — Eu falo. — Esquece! Vamos sair daqui. Ultimo item da lista: Papel higiênico.
–Eu não uso. — Eu falo sem pensar.
–Você não usa papel higiênico? — Finn fala curioso.
–Quer dizer... — Eu falo. — Não foi o que eu quis dizer.
–Foi o que sua mãe quis dizer. — Ele fala rindo.
–Minha mãe ligou? — Eu pergunto. — E o que ela disse?
–Não Rachel... Eu estava... — Ele fala e coloca a mão no meu ombro e eu sinto um choque percorrer meu corpo. — Eu estava brincando.
Eu olho para a mão e dele e olho para ele. Até que ele era bonito...
Sam
Eu observava Santana tomar banho de sol deitada na cadeira no terraço quando Puck chega sem camisa.
–Olha só ela. — Eu falo. — Vai lá cara. Tente a sorte.
–Não gosto do terraço... — Puck fala. — Tem um gato aqui. É doido, foi criado por pássaros.
–Vai deixar um gato te impedir de investir disso? — Eu falo e ele me encara e vai na direção de Santana para e me encara.
–É um gato-pássaro. É perigoso, procura. Raiva em dobro. — Ele fala.
–Certo, não consegue nunca! — Eu falo e ele volta a andar para Santana e pega o telefone fingindo atender uma ligação.
–Querida, não chore. — Ele fala e Santana o encara franzindo a testa segurando o riso. — Olha eu entendo, fui o melhor amante que você já teve... Sim... Foi o que dos deuses? Ah, um presente dos deuses. Que coisa meiga de se falar.
Eu vejo Santana revirar os olhos e pego o meu celular e ligo para Puck. O celular dele toca e ele olha para o celular e depois olha para mim enquanto eu rio.
–Desculpe. — Eu falo me aproximando. — Devo ter discado sem querer no meu bolso.
–A ligação cai. — Puck fala rindo e se levantando andando sobre o terraço segurando o celular no alto. — E o Sam liga. É loucura... Sabe como é... O terraço.
–Se ele estive te incomodando... -Eu falo mas ela me interrompe.
–Os dois estão. — Ela fala.
–Certo. — Eu falo baixando a cabeça.
Ouço um miado estranho e olho para trás a tempo de ver Puck dando um pulo enorme.
Finn
Eu e Rachel estavamos no carro e ela estava estranha. Parei no sinaleiro.
–O que está havendo com você, Rachel? — Eu pergunto.
–Por que você faz isso? — Ela me pergunta.
–Isso o que? — Eu pergunto.
–Por que você diz o meu nome desse jeito. — Ela fala. — Rachel.
–Eu fiz algo para você? — Eu pergunto.
–Não eu só preciso de ar! — Ela fala.
Nesse momento um homem com um buquê de rosas aparece na janela.
–Uma rosa para a garota? — Ele pergunta.
–Não. — Rachel fala.
–Ok eu compro uma. -Eu falo entregando o dinheiro para o homem.
–Não, não, não. — Ela fala.
–Aqui uma rosa. — Eu falo entregando para ele mas ela não a pega.
–Não. — Ela fala. — Leva isso embora.
–São belas rosas. — Eu falo e percebo ela soltar o cinto e abrir a porta do carro. — O que você está fazendo? Aonde você está indo? Era uma brincadeira. O que você está fazendo? Volte pro carro. Aonde está indo. Não é o caminho para casa.
Ela sai correndo pela rua. E eu franzo a testa.
Santana
Estava foleando uma revista na sala enquanto Puck mechia no computador, a pele dele havia queimado.
–Trabalhando em um sábado! — Ele fala. — Pegando o dinheiro deles. É loucura! É como algemas, sabe como é?
Sam chega na sala e bate nas costas queimadas de Puck e ele grita. Sam se senta ao meu lado.
–Queimaduras de sol. — Sam fala rindo.
–É só um pouco de cor. — Puck fala. — Em alguns dias estarei moreno como você, Sants. — Eu o encaro. — Pela sua descendencia.
–Qual é a minha descedencia? — Eu pergunto.
–É você... você... — Ele travou.
–Meus pais são do méxico. — Eu falo voltando a olhar para a revista.
–Claro, méxico. — Puck fala. — Eu amo o méxico.
–Ama mesmo. — Sam fala. — O que é que você ama no méxico mesmo? — Puck trava novamente. — Dá uma volta.
Puck se levanta e vai indo para o quarto.
–Essa foi boa. — Eu falo para Sam.
–Eu sei. — Sam fala.
–Mas está forçando demais. — Eu falo. — Olha isso. Puck! Vá para o telhado!
–Eu estou indo para o telhado. — Puck fala.
–Estarei lá em 10 minutos. — Eu falo.
–Legal, te vejo em 10 minutos. — Puck fala e sai.
–Aquilo foi totalmente. — Sam começa a falar mas eu o interrompo.
–Me faça um sanduiche! — Eu falo e ele se levanta indo para a cozinha.
Rachel entra na sala.
–Eu vim a pé para casa. — Ela fala. — Sai do carro e vim a pé.
–Por que? — Eu pergunto. — O que houve?
–Os pés dele apontavam. — Ela fala e eu me levanto. — Diretamente o tempo todo! Eu provoquei isso? Estou vestida tão provocante? Preciso usar roupas mais largas? Talvez seja a minha postura que seja sexy.
–Não se preocupe. — Eu falo. — Falarei com ele por você.
–Não! — Ela fala. — Não vai falar. Seria a pior coisa que você poderia...
Finn entra em casa e encara Rachel.
–Oi Finn. — Eu falo.
–Sério Rachel! — Ele fala. — O que aconteceu? Fiquei um tempo dando voltas te procurando.
–Está tudo bem. — Eu falo. — E esperávamos que tudo fosse esclarecido.
–Cartas na mesa. — Rachel fala encolhida. — A mesa que não é mesa, ela não existe. Não se preocupe com a mesa.
–Estavamos no meio do sinaleiro. — Finn fala. — Você saiu do carro e saiu correndo.
–Eu estava com calor. — Rachel fala.
–Com tanto calor que saiu do carro e correu? — Finn diz e aencara. — Por que você está encolhida desse jeito?
–É assim que eu fico... — Rachel fala.
–Nunca te vi ficar desse jeito antes. — Finn fala. — Eu estava muito preocupado que alguma coisa tivesse acontecido. E não pode ficar andando neste bairro com sacola cheias de papel higiênico que você nem usa!
–O que? — Eu pergunto para ele mas ele sai da sala.
–Falei para ele que eu não uso papel higiênico. — Ela fala.
–Ok. — Eu falo. — Ouviu o que ele disse?
–Sim eu ouvi. — Ela fala estressada.
–Ele tenta mostrar que se importa com você... — Eu falo.
–Ele não se importa! — Rachel fala e eu ando em direção ao corredor.
–Eu vou dar um jeito nisso. — Eu falo e Rachel me puxa.
–É como amigo. -Ela fala me puxando.
–Está rolando algo. — Eu falo e ela me puxa e segura a minha cara. — Não! Meu rosto é o meu trabalho.
Ela tira a mão do meu rosto e continua me puxando.
–Meu brinco. — Rachel fala e eu sinto uns fios do meu cabelos sendo puxados. — Prendeu no seu cabelo.
–Tudo bem... — Eu falo me movendo delicadamente com ela nas minhas costas. — Consegue tirar ele.
–Não. — Ela fala.
–Então vamos para o chão. — Eu falo e nós nos abaixamos, e automaticamente sinto os fios ficarem soltos novamente e Rachel se senta no chão e eu sento na frente dela. — O que há de errado com você? Eu estava tentando te ajudar!
–Não! — Ela grita. — Eu não preciso da sua ajuda! Você não entende... Finn e eu somos amigos. Não entende porque não tem amigos homens. Vai e sai com idiotas como o Matt. Desculpe, o DJ Diabe T.
–Ele tem diabetes. — Eu falo.
–Tem é? — Ela pergunta ironicamente. — Que pena. — Eu franzo a testa. — Desculpe, é muito ruim? agora me sinto mal.
–Ele está bem, ele toma remédios. — Eu falo.
–Por que você aparece e toma o controle? — Ela diz. — Parece que está brincando com as pessoas.
–Tem a ver com você, Rachel. — Eu falo. — Tento te ajudar, você não toma a iniciativa.
–Não preciso da sua ajuda! — Ela fala. — Eu gosto de ir devagar! De ser esquisita e não ter pressa, não sou como você! Não me jogo em um saco de batatas com a primeira batata que encontro e tem diabetes.
–O que acabou de dizer? — Eu falo franzindo a testa.
–Você me ouviu, vadia! — Rachel fala e eu a encaro surpresa e solto uma risada e ela ri também.
Ouvimos um grito que vinha de cima.
–Ah, não. — Eu falo.
–O que é isso? — Ela me pergunta. — O que você fez?
Puck
Encaro o gato no ninho de passarinho enquanto ele me encara também, posso ver o ódio no olhar dele. Coloco várias cadeiras na minha frente para me proteger dele. Rachel entra e vem na minha direção.
–Oi, Puck. — Ela fala e senta ao meu lado. — Como vai?
–Só estou relaxando com o gato. — Eu falo.
–Lamento que a Santana fez isso com você. — Ela fala.
–Tudo bem, eu estou acostumado. — Eu falo. — Acho que sempre serei o Puckerman com grandes sonhos.
–A culpa não é sua. — Ela fala. — Eu adoro a Santana, mas ela não está pronta para você. Você é um cara legal. Se ignorar tudo o que faz de proposito e se concentrar nas coisas que faz sem querer.
Eu a encaro por alguns minutos e percebo que a Rachel é a unica dessa casa que se preocupa comigo.
–Obrigado. — Eu falo sorrindo.
–Ela vai te devorar. — Ela fala.
–Acha mesmo isso? — Eu pergunto.
–Acho. — Ela fala.
–Como em um rodizio? — Eu pergunto. — Tipo, tudo o que você quiser comer? Por que eu tenho uma costela de primeira. Mesa de carnes, os pratos são aquecidos, as prateleiras, as crianças comem de graça, exceto as... Exceto para o ultimo...
–Ok. — Ela fala. — Vamos Puck?
–Tudo bem. — Eu falo e me levanto.
Rachel
Já era noite e eu escovava os dentes. Finn entra no banheiro e para quando me vê, após uns segundos ele volta a andar normalmente. Eu olho para ele pelo canto do olho e quando ele olha de volta eu desvio o olha para o espelho. Passo a pasta de dente para ele e ele sorri. Ficamos em um silencio desconfortável por alguns segundos.
–Me desculpe por eu ter sido esquisita hoje. — Eu falo me virando olhando para ele.
–Tudo bem. — Finn fala se virando para mim e sorrindo de lado.
Santana
Eu estava preparada para deitar e decido ir para o banheiro. Quando chego lá vejo Finn e Rachel, um olhando para o outro e percebo que os pés de Finn apontam para Rachel e que os pés da Rachel apontam para o Finn. Eles se viraram olhando para o espelho e percebi Rachel corar e Finn sorrir de lado. Sorrio e saio indo para a cama.
Quando estou quase dormindo Puck entra no quarto.
–Sants. — Ele fala. — Eu entendo, não vai rolar nada. Mas o sofá é super desconfortável e a minha queimadura está começando a fazer bolha, eu só quero dormir na minha cama.
–Tudo bem. — Eu falo e ele parece surpreso, eu vou mais para o lado e ele se deita ao meu lado.
Percebo que ele está nervoso e encarando o teto.
–Me desculpe por tudo. — Eu falo. — Ás vezes eu sou uma idiota.
Ele continua a encarar o teto.
–Odeio dormir sozinho. — Ele fala.
–Eu também. — Eu falo.
–Legal. — Ele fala. — Poderíamos...
–É melhor quando não fala. — Eu falo.
–É... — Ele diz.
Eu vejo que a mão dele esta deitada em cima da coberta e a pego entrelaçando os nossos dedos, percebo que ele fica paralisado e surpreso.
–Se contar a alguém que ficamos de mãos dadas, conheço duas pessoas que vão te matar. — Eu falo. — Literalmente.
Sam
Estou na sala mexendo no notebook e escuto o meu celular tocar.
–Alô. — Eu falo.
–Consegui cara. — Puck falou cochichando. — Estou segurando a mão dela agora! Ela está dormindo na minha cama.
–Então você está no quarto agora? — Eu pergunto encarando a porta do quarto de Puck. — Qual é o seu problema? Desligue o telefone!
–Eu consegui. — Ele cochicha. — Eu fechei!
–Podiamos ter essa conversa a qualquer momento! — Eu falo.
–Fala baixo por favor. — Ele fala. — Certo, tudo bem...
–E para sermos claros. — Eu falo. — Quando eu digo conseguir, não é disso que falo.
–Você precisa definir os seus termos! — Puck fala. — Por que o que eu faço agora, parece muito com conseguir.
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