Bouquet
3 Aí, uma palavra mágica

E não demorou muito. Todos os dias costumo caminhar pelas ruas, melhor ainda se for uma praça, parque ou reserva. Sou uma pessoa inquieta, não aguento ficar parada, sem fazer algo. Se me mandarem escolher entre assistir a um filme deitadinha no sofá ou andar por aí... Tomara que o filme seja realmente bom, pois nem chuvas ou frio costumam me atrapalhar.
Era manhã, uma brisa suave soprava e raios de sol faziam o cabelo dele cintilar. Vi-o enquanto caminhava ao longo de uma praça. Ele estava passeando com seu Labrador retriever e eu não sei qual deles era mais lindo. Eles dariam uma fotografia perfeita. A cabeça loira como o sol dele combinando perfeitamente com os pelos caramelo de seu cão. Não era muito atlético, mas tinha o corpo harmônico. Seu estilo era simples, no entanto, em alguém tão gato ficava perfeito. Usava óculos, não me pergunte o por quê, porém sempre tive uma queda por meninos que usam óculos. Talvez porque tenho a impressão de que são inteligentes.
Você pode pensar que eu fiquei olhando ele como uma boba, e fiquei mesmo, até que não prestei atenção por onde eu ia e cai com tudo no chão. Saiu da minha boca um tímido, mas alto: “Ai!”. E isso foi o bastante para ele olhar para mim. AÍ MEU DEUS! Como se não bastasse me encantar de longe, ele tinha um rosto de deus grego. Olhos escuros e penetrantes, pele macia, e a voz mais doce do mundo.
— Você está bem? — Ele me perguntou não tirando os olhos dos meus e se aproximando devagar. Assim desviei meus olhos para seu Labrador caramelo que recusava ir por um novo caminho. Simplesmente eu não conseguia encará-lo, se não, eu não conseguiria sair daquele chão tão cedo.
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