Bound to Love
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Capitulo 1
Agosto de 2013 – Hospital Geral de Starling City
O choro de um bebe ressoa na sala 01 do Centro Cirurgico ao mesmo tempo que o o sinal agudo e continuo da maquina que monitorava a mãe da crinaça aciona os médicos e enfermeiros.
– Sem pulso! – e enfermeira faz a ventilação manual enquanto o médico faz a massagem cardíaca.
– Repirardor! – o médico aguarda e logo faz a massagem novamente.
O pulso é checado. Nada.
– A estamos perdendo! Desfibrilador!
– 1,2,3...afasta! – só se ouve o baque surdo do corpo e o sinal do aparelho sem nenhuma mudança – pulso?
– Nada de pulso – grita a enfermeira.
– 300! 1,2,3...afasta!
Sem sinal.
– 360! 1,2,3...afasta! – nada – epinefrina 1mg.
– 360! 1,2,3...afasta!
A mulher não reagia, havia perdido muito sangue. O médico suspira, nunca era fácil perder um paciente, ainda mais tão jovem.
– Hora do óbito: 23:45hs.
A pequenina foi levada para a incubadora, havia nascido prematuramente e necessitaria de cuidados especiais.
(...)
Na sala de espera Oliver Queen andava de um lado para o outro aguardando noticias da namorada e da filha.
Lembrar-se dela caída no chão do quarto se contorcendo e dor e sangrando ainda lhe dava arrepios.
Não mais do que Laurel Lance, sua desagradável e irritante cunhada, que no momento iniciava mais um dos seus infindáveis e ofensivos discursos sobre como era tudo culpa dele e sobre como ele era irresponsável, etc...etc...
Sua cabeça doía, estava tenso..e com medo do pior.
John e Lyla haviam chegado logo depois dele e o apoiavam. Sua mãe e Thea também haviam vindo. Estavam aguardando por noticias há duas horas, Oliver não suportava mais.
– Oliver – John apontou para o porta do setor cirúrgico de onde o medico acabava de sair.
Ele corre em sua direção:
– E então, doutor? Como elas estão?
– A bebe está bem, estável. Como nasceu um mês antes vamos mantê-la por alguns dias na incubadora até que ela ganhe peso e tamanho.
– Sarah? – lágrimas já vinham em seus olhos.
– Sinto muito. O quadro de hemorragia foi muito grave e ela não resistiu a cirurgia.
– Não...não pode ser – ele sentiu os braços de sua mãe ao seu redor.
O médico aguardou passar o choque inicial para completar:
– O senhor pode ver sua filha tão logo eles a instalem. Uma enfermeira virá chamá-lo.
– Obrigado – ele ainda não acreditava, não podia ser verdade.
– Sinto muito – o médico repetiu mais uma vez e retirou-se.
Ele só pensava que devia ser um pesadelo, que iria acordar e tudo estaria no lugar.
Sarah...sua melhor amiga..sua confidente...sua amante...namorada...morta!
A dor o consumia. Não conseguia se mexer. Ao longe ouvia os gritos histéricos de Laurel o acusando de matar a irmã e seu pai tentando controlá-la.
Era tudo surreal.
– Sr. Queen?
Ele levantou o olhar e fitou a mulher a sua frente.
– O senhor pode me acompanhar? Vou levá-lo para ver sua filha.
Ele a seguiu automaticamente. Foi orientado nos procedimentos de higienização e esterilização e a vestir uma roupa especial.
Quando entrou na maternidade foi conduzido a uma incubadora nos fundos da sala.
Aproximou-se e olhou para a pequena pessoinha dentro da maquina. Ela estava quietinha, olhinhos fechados, tinha vestido o macacãozinho que ele tinha separado para ela.
Ela era pequena demais, os cabelos eram fartos, loiros. Tinha os lábios rosados e a pele clarinha. Linda...sua filha era linda!
A enfermeira sabia que a mãe da criança havia morrido e entendia a expressão de tristeza que o pai tinha no rosto.
– Você pode tocá-la. Coloque as mãos aqui.
Ele sentou-se num banco ao lado da incubadora e acariciou a cabeça da filha. Ela abriu os olhinhos e olhou para ele.
– Oi, meu amor! È o papai... – ele segurou a mãozinha dela que apertou seu dedo.
Lágrimas escorriam por seu rosto e naquele momento, pela primeira vez em sua vida, Oliver Queen apaixonou-se de verdade. E ali, com a mãozinha da filha apertando seu dedo ele jurou que seria o melhor...como homem e como pai. Por ela e para ela.
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