Boulevard Of Broken Dreams
6 Capítulo 6 - A Lua
Notas iniciais
Ele só queria chegar em casa. Sair na noite, se embriagar até se esquecer quem era, se perder. E, com sorte, ninguém o encontraria. Até porque ninguém o procuraria.
O mais acertado a se fazer era nunca mais deixar ninguém chegar perto dele de novo. Ele não queria se abrir nunca mais, não queria que alguém o deixasse tão destruído de novo. Ele devia se afastar das pessoas, criar barreiras, muros, qualquer coisa que mantivesse todo mundo bem longe. O loirinho colocou seu chapéu de capitão, dando um sorriso vazio e cínico. A dor lentamente forçava aquela doçura estúpida que ele tinha se tornar cinismo. Cínico, sarcástico, amargo e desamparado. Porque talvez fosse chegada a hora de enterrar aquele Arthur gentil, cheio de sonhos. Aquele eu tão mais vulnerável.
- Você perdeu, Arthur – Francis deu um sorriso muito largo, um braço apoiado no ombro de Antônio, ambos cheirando fortemente a álcool.
- Ele foi mais incrível que você. – concordou Gilbert, dando um meio sorriso e socando o ombro do britânico, quase caindo em cima dele de tão bêbado que já estava.
O loirinho fitou os três, a confusão da taverna parecendo muito distante. Havia pessoas quebrando louças, jogando canecas no chão, gritando. Ele olhou desinteressado. Seus olhos verdes continuavam vazios enquanto ele ergueu uma sobrancelha.
- Foda-se. – e deu um sorriso torto. – Ainda tem whysky, não?
E o francês sorriu. Ah, Alfred. Ele tinha que aplaudi-lo. Afinal, não era todo mundo que derrubava o orgulhoso Arthur Kirkland daquela forma. Pela primeira vez, tinham quebrado o loirinho. Francis estava particularmente satisfeito. Tivera sua vingança contra o britânico e este ainda voltara, disposto a uma noitada. No futuro, o francês viria a se arrepender pelas suas atitudes da época. Mas afinal, quem é que não se arrepende de uma coisa ou outra com o passar do tempo?
- Nós podemos fazer você esquecer... – propôs Antonio, apontando sua pistola tropegamente para o rosto de Arthur. Gilbert sorriu de lado também, apontando sua arma para o alto, agora rindo frouxamente. – Até amanhecer.
- É tudo o que eu quero. – sussurrou o loirinho, apertando os olhos entre o indicador e o polegar. Ele só precisava esquecer daquelas lembranças que insistiam em se repetir na sua cabeça. Ele só queria que a voz de Alfred parecesse de ecoar nas suas memórias. Queria que aquela noite naquela campo de batalha sumisse das suas lembranças, para quem sabe apagar aquela sensação de perda tão grande. No fundo, ele precisava parar de sentir. Ele precisava esquecer o que aprendera naqueles anos com o garoto. Precisava esquecer como era sentir como uma pessoa comum. Precisava voltar a pensar no seu país, nos seus negócios. Esquecer aquela bobagem toda de relacionamentos. Ele voltou a olhar para o grupo quando ouviu Francis tirar uma faca do bolso e cravá-la na parede.
- Nós vamos mostrar pra você o que é diversão. – e com isso, ele pegou uma garrafa e virou um terço de seu conteúdo garganta abaixo do loirinho. Arthur engasgou-se, um pouco da bebida encharcando sua camisa. O álcool desceu queimando como sempre, o deixando tonto. Ele podia sentir aquilo corroendo-o por dentro, fazendo mal. Mas, no fundo, era o que ele queria. Com sorte, ele conseguiria afogar aquele Arthur doce e magoado que ainda soluçava dentro de si. Sorrindo, ele tomou a garrafa do francês e virou-a por conta própria, sendo empurrado e arrastado pelo grupo escada acima.
Load up your guns bring your friends, It’s fun to lose and to pretend… (Carregue suas armas, é divertido perder e fingir.)
Eles o empurraram dentro de um quarto abafado, com cheiro de mofo. Havia dezenas de outras garrafas de bebida ali. Arthur se jogou sobre o sofá e virou a garrafa que tinha na mão. Ele olhou, aborrecido para os outros rapazes, que se jogaram pelo cômodo. Gilbert sentou-se perto do sofá, no chão e Antônio sentou-se ao seu lado, espremendo-o no canto. Francis pegou uma garrafa e jogou-se sobre uma cama de casal velha que ficava naquele depósito.
Antônio se esgueirou, prensando o corpo de Arthur em um dos cantos do sofá. O loirinho olhou para ele entediado, quase como se o desafiasse. Então, o moreno se aproximou e lambeu o seu pescoço.
- A-Ah, you fucking son of a bitch!
She’s over bored she’s self-assured. Oh no I know a dirty word (Ela está entediada e cheia de si. Oh não, eu sei um palavrão.)
- Qual foi, Arthur, ficou frígido? – Gilbert riu escandalosamente, pousando o queixo sobre a coxa de Arthur e sorrindo maliciosamente. – Este incrível eu conhece um excelente remédio. – e com isso, pegou uma garrafa qualquer e a abriu com a boca, dando um gole e virando o resto na boca do britânico. Ele segurou o queixo de Arthur para cima e virou o conteúdo quase inteiro, parando apenas quando o loirinho engasgou feio e começou a tossir. Quando ele levantou a cabeça de novo, estava evidentemente desnorteado, ainda que ainda não estivesse trôpego. Arthur demorava a ficar realmente embriagado.
Mas estava intoxicado o suficiente para sorrir diante das brincadeiras pouco corretas do trio. Com um riso meio frouxo, ele se inclinou para frente e jogou o albino no chão, prendendo-o com as coxas e segurando suas mãos acima da cabeça como os braços.
- Você vai ver quem é frígido aqui... – e mordeu o lábio do albino, puxando-o com os dentes e o soltando devagar.
- Há! Isso eu pagava pra ver. – e lhe deu um sorriso extremamente arrogante.
Arthur sorriu de volta, virando outro longo gole da garrafa que tinha em sua mão. Apertou os olhos e sacudiu levemente a cabeça ao sentir o álcool entrar queimando, intoxicando ainda mais sua mente confusa. Ele sorriu de novo, ainda mais bêbado. Mas seu sorriso escorregou e seus lábios se entreabriram em um gemido baixo quando ele sentiu alguém mordendo sua nuca. Ele se virou e se deparou com olhos azuis. E aquilo lhe lembrou de tudo o que ele queria esquecer. O loirinho tentou ignorar a dor em seu peito e simplesmente puxou a pessoa pela gola extravagante que ela usava, vasculhando sua boca com a língua. Sem pensar sobre antes ou depois, tentando bloquear a imagem de Alfred e aqueles olhos dele. Ele simplesmente beijou com mais força, sugando a língua da pessoa devagar, mordendo seus lábios, gemendo.
Antônio se esgueirou até o grupo, agarrando os cabelos do loirinho e o tirando do francês. Com um sorriso de escárnio, ele beijou o britânico com violência, mordendo os lábios macios dele, machucando-o. Gilbert inclinou seus quadris para cima, se esfregando contra Arthur, que estava sentado sobre ele.
Hello, hello, how low
Hello, hello, how low
(Olá, olá, que baixaria)
O britânico se afastou do beijo agressivo do espanhol e fechou os olhos, sentindo duas lágrimas escorrerem. Mesmo tão intoxicada, sua mente se recusava a deixá-lo esquecer de porque seu coração estava em pedaços.
- Que foi, Arthur? Virou moça? – caçoou o francês sorrindo de lado.
- Olha o que fala, desgraça francesa. Eu ainda posso chutar a sua bunda à qualquer hora em que eu quiser. – e sorriu irônico, àcido. Porque essa era sua melhor defesa. Ele empurrou o francês no chão e sentou sobre a virilha dele, ondulando os quadris e puxando o espanhol para outro beijo, dessa vez dominando-o, sugando a língua dele com força, mordendo seus lábios e seu queixo, marcando-o. O moreno gemeu levemente, agradavelmente surpreso com a força de Arthur, com a dominância que ele exalava. Ainda assim, ele o odiava, de modo que passou a brigar pelo controle, suas línguas se entrelaçando com pressa, sem a menor delicadeza.
Arthur sentiu a cabeça começar a rodar pela falta de ar, de modo que se afastou, ofegando, seus olhos verdes brilhando na semi-escuridão como os olhos de um gato, espreitando. O espanhol o fitou de volta, também ofegando, seus lábios inchados pela violência do beijo. Os dois sorriram, se desafiando silenciosamente como se fossem matar um ao outro.
Gilbert estivera assistindo o espetáculo, observando os dois rapazes se beijando enquanto Francis gemia embaixo deles, excitado pela fricção excessiva. O albino teve uma ideia. Rindo, puxou o britânico pelo braço e o trouxe até o centro do quarto. Agarrou-o pela nuca, enfiando a língua na boca dele, aproveitando-se do fato de que ele já estava ofegante do beijo com Antônio, o forçando a manter o beijo até ele realmente não conseguir mais, tentar empurrá-lo, ofegando contra seus lábios, que ainda tentavam devorar sua boca. Aproveitando-se da distração do britânico, ele virou outra dose garganta abaixo do rapaz, observando-o engasgar, o álcool subindo e seus olhos verdes desfocarem momentaneamente.
Sorrateiramente, o albino deu a volta em torno de Arthur, parando atrás dele, mordendo sua nuca, então seu pescoço, subindo e mordendo sua orelha para então dizer, em um sussurro quente. – “Por que você não tira essa roupa...” – começou, deslizando as mãos pelo tronco do loirinho, abrindo sua camisa lentamente. – “E dá um show pra gente, hein?” – sugeriu, mordendo de novo a nuca do britânico, observando, deliciado, a pele branca dele se arrepiando.
Arthur sorriu e puxou o albino pelo pescoço, ofegando contra os lábios dele, mordendo e começando a deslizar a camisa que usava para fora de seu tronco definido, ainda que aparentemente delicado. Gilbert levou a mão até o meio das penas do britânico, apertando com vontade o membro dele sob as roupas. O loirinho gemeu longamente, fechando os olhos e puxando-o para outro beijo confuso. Seu peito doía horrivelmente e a cada movimento que ele fazia, ele se sentia pior. Ele puxou o albino ainda mais para perto, afundando seus dedos nos cabelos dele. Arthur simplesmente queria se impedir de pensar, nem que fosse por um instante. Era melhor cair bêbado do que ter que encarar sozinho aqueles pesadelos à noite. Era mais digno transar como uma vadia a noite inteira do que se sujeitar a todos aqueles sentimentos negativos que assolavam o seu peito. No fundo, Arthur não sabia muito bem como lidar com aquele emaranhado confuso de emoções dentro de si. Então ele tentava escapar, de qualquer jeito. Ele simplesmente fugia porque não sabia como encarar aquele monte de sentimentos sem sentido.
Gilbert o empurrou, sorrindo com a fúria do beijo que ganhara. Arthur era forte, dominante. A língua do albino lambeu seus lábios enquanto ele andava para trás, sem tirar seus olhos carmim da direção do britânico.
- Tira a roupa... – disse ele, mordendo o lábio inferior, analisando o corpo de Arthur, ainda com panos demais o escondendo.
O britânico deixou a camisa branca deslizar devagar por sobre sua pele macia, revelando, centímetro a centímetro seu tronco delineado.
When the lights are out, it’s less dangerous…Here we are now, entertain us. (Com as luzes apagadas, é menos perigoso… Aqui estamos agora, nos entretenha.)
A peça de roupa caiu no chão e Arthur avançou, seu andar era leve e predatório, o álcool apenas atuando para lhe desinibir. Parou em frente ao francês. Então, o loirinho deixou suas mãos descerem e começarem a livrá-lo da calça. Francis observava, de boca aberta, Arthur se revelar inteiramente nu. O membro dele ficou a centímetros de seus lábios, embaraçosamente ereto, a cabeça já ficando vermelha.
O moreno, o albino e o francês olharam cada pequeno detalhe do corpo do britânico. Ele era incrivelmente bonito por baixo daquelas roupas tão sem-graça que ele usava. A pele era muito sensível ao toque, mas recobria músculos delineados, expressivos, mas não agressivos. O britânico mordeu o lábio inferior, observando o efeito que causava.
Os três se levantaram e empurram Arthur sobre a cama de casal, sorrindo diante do corpo delicioso que ele tinha. Gilbert, mais impaciente, avançou sobre o britânico, beijando-o com violência. O britânico deixou as mãos tocarem o tronco do albino, apertando-o com força, sentindo-o estremecer. O espanhol desceu pelo corpo de Arthur, suas mãos apertando as coxas firmes dele, seus dedos deixando marcas avermelhadas na pele cor de leite. O francês se aproximou e antes que Arthur percebesse, estava num beijo a três, duas línguas quentes se esfregando na sua. O espanhol gemeu diante da cena. Dava para ver as três línguas se enlaçando no ar. O francês, mais voraz, empurrou a língua do albino e a sua pra dentro da boca de Arthur, ouvindo-o gemer na confusão.
E eram tantas mãos, tantas bocas diferentes, que a mente confusa de Arthur não conseguia entender muito bem o que estava acontecendo. Ele estava ficando excitado, mas estava se sentindo imundo. Ao mesmo tempo, era tudo o que ele podia ter. Arthur estava carente e queria se sentir amado, mesmo que fosse apenas uma coisa suja e baixa, imitação fraca de afeição. Ele puxou qualquer um pela camisa, escolhendo um entre os dois que o beijavam, vasculhando a boca dessa pessoa com força, dominando, impondo sua presença.
I feel stupid and contagious
Here we are now, entertain us
A mulato an albino
A mosquito, my libido, yeah…
(Eu me sinto estúpido e contagioso
Aqui estamos agora, nos entretenha
Um mulato, um albino
Um mosquinho, minha libido)
O francês sorriu, empurrando o britânico para fora da cama. Arthur caiu com um baque surdo no chão, o ar se esvaindo de seus pulmões com o impacto repentino. Francis sorriu e tirou uma mecha de cabelo loiro e ondulado da frente de seu rosto.
-Garotos, vamos mostrar ao nosso convidado o que é uma festa. – disse em tom levemente pomposo, remexendo na gola extravagante de sua camisa.
O moreno e o albino surgiram atrás dele e sorriram para o loirinho no chão.
Arthur ergueu uma sobrancelha e sorriu de lado. – O que? Acham que eu tenho medo de vocês? – e riu sarcástico, jogando a cabeça para trás e se apoiando sobre os cotovelos. – Eu não sou seu convidado? Então, me divirtam. Eu estou esperando. – seus olhos verdes encararam o trio, desafiantes e reticentes. Um sorriso corrompido preencheu a face angelical de Arthur. Ele queria colocar para fora o seu pior. Queria criar uma pessoa sarcástica, fria, criar uma face que ele pudesse usar como se usa uma máscara. Porque ele precisava se livrar daquela parte gentil dele, daquele eu que queria carinho, beijos sinceros, sonhos que talvez fossem feitos para nunca acontecerem.
Só que era difícil enterrar aquela parte. E era difícil criar uma nova face de si mesmo. Uma que nunca diria a verdade sobre seus sentimentos. Uma que não fosse tão fácil de ser quebrada. Ele precisaria fazer isso, cedo ou tarde, para conseguir manter alguma estabilidade emocional.
Só que no momento, ele estava frágil demais para travar aquela luta contra ele mesmo. A única coisa que ele queria era esquecer, ignorar aquele sentimento de abandono, aquelas lembranças sobre Alfred o deixando que esmagavam o seu coração.
Os três rapazes foram para o chão também e Arthur se virou, jogando o espanhol de costas, montando sobre seu tronco e sentindo o albino sentar-se atrás de si, sobre o quadril de Antônio. Francis sorria, deitando de lado, apoiado nos cotovelos, observando cada detalhe do espetáculo.
I’m worse at I do the best
And for this gift I feel blessed
Our little group has always been
and always will until the end
(Eu sou o pior no que eu faço de melhor
E por essa dádiva, eu me sinto abençoado
Nosso pequeno grupo sempre foi
E sempre vai ser até o final)
Arthur passou a morder o pescoço do moreno, chupando a pele, marcando. Suas mãos prenderem os braços de Antônio suas coxas apertaram o tronco dele, impedindo-o de se mexer. O espanhol gemeu, excitado por se sentir com os movimentos limitados, preso. Gilbert mordia a nuca de Arthur com força, sua língua quente percorrendo seus músculos tensos, mordendo a pele clara de seus ombros. Francis pareceu se cansar de observar, escolhendo se aproximar e beijar o espanhol, o único com a boca desocupada. Arthur largou do pescoço de Antônio, dando-lhe espaço e decidindo-se por rasgar a camisa do francês.
- Ei, eu gostava dessa camisa! – protestou Francis, virando-se para olhar o britânico com seus lábios vermelhos e molhados do beijo com o espanhol.
Só que o loirinho não dava a mínima para o que o francês estava falando. Ele só conseguia enxergar aqueles olhos azuis que ele tinha. Eram bem diferentes, mas a cor o fazia se lembrar de Alfred, Lembrava-o de porque ele estava fazendo tudo aquilo. Seu peito apertou de novo e seus olhos encheram de lágrimas. Em seu momento de distração, o francês agarrou seus pulsos, puxando-o para trás de suas costas e os amarrou juntos com os pedaços de sua camisa. O loirinho se debateu contra as amarras, mas o albino o segurou por trás. O espanhol o puxou com força para baixo, fazendo o tecido machucar os braços do britânico, mordendo seus lábios, abrindo-os.
Arthur deixou que o espanhol ferisse sua boca, mordesse seu pescoço, abrisse hematomas em sua pele cor de leite. Ele gostava assim. Se fosse para não ter sentimento, ele preferia que fosse mais rude, que houvesse algum desafio. Gilbert fazia um trabalho parecido em suas costas, enchendo-o de marcas, enquanto o francês retirava as roupas dele, lambendo seu dorso. O loirinho apenas se remexeu no colo do espanhol, seus braços amarrados, sua visão meio turva. O albino atrás de si puxou bruscamente a calça de Antônio, deixando apenas Arthur e o espanhol completamente nus.
Gilbert deu uma risada muito escandalosa, se afastando, deixando apenas os dois no chão. Francis sorriu também, mordendo o lábio ao ver os dois rapazes no chão se beijando com fúria, o britânico se esfregando contra o quadril do espanhol, seus membros se esbarrando com força, os músculos de Arthur tensos devido ao fato de seus braços estarem amarrados atrás de suas costas, em um ângulo desfavorável. O espanhol afundou os dedos nos cabelos de Arthur, puxando-o mais para perto, quase sufocando-o em um beijo que durou mais do que o necessário.
Hello, hello, how low
(Que baixaria.)
O albino retirou o resto de suas roupas e as do francês. Mas Arthur mal registrou esse fato. Sua cabeça estava girando um pouco e ele só conseguia entender que seu baixo ventre estava muito quente e que ele não queria pensar. Alguém colou o corpo contra o seu, roçando um membro quente contra suas costas, fazendo-o gemer levemente.
Francis mordeu os ombros de Arthur, suas mãos percorrendo o corpo delineado e macio dele, descendo. Quando suas mãos alcançaram os quadris do britânico, ele desceu ainda mais, apertando com vontade a bunda firme do loirinho, ouvindo-o gemer, metade em protesto pela força empregada e metade em deleite. O espanhol agarrou o membro de Arthur, apertando-o, sorrindo ao ver o a cabeça já muito vermelha. Lentamente, tocou a ponta, espalhando o liquido sobre toda a cabeça com o polegar, esfregando com pouca delicadeza, mas sentindo o membro ficar ainda mais duro. Ele piscou para o francês atrás do britânico e Francis sorriu de volta. Ele queria muito se enfiar naquela entrada do loirinho, que parecia tão apertada. Ao mesmo tempo, ele não estava com muita paciência para prepará-lo, uma vez que ele parecia muito perturbado e provavelmente daria trabalho. Assim, ele se inclinou para o lado e tirou um frasquinho de dentro de um dos bolsos de sua calça, tirando a rolha.
- Arthur... – chamou ele por trás, mordendo a nuca dele. – Experimenta isso aqui... – propôs ele em uma voz baixa e muito charmosa, colocando o vidrinho na boca do britânico, virando a metade sem qualquer aviso.
Arthur fez uma careta diante do gosto muito amargo, mas bebeu tudo o que o francês lhe oferecera. Em alguns instantes, seu corpo relaxou e sua mente ficou mais confusa ainda, meio letárgica. O francês preparava o espanhol abaixo do britânico, esperando a droga fazer efeito. Os olhos verdes de Arthur ficaram meio desfocados e seu corpo pendeu um pouco para frente, caindo sobre o peito do espanhol. O francês segurou seu tronco e o adentrou com força, ao que o loirinho meramente continuou a olhar vagamente para frente.
- O que você deu pra ele? – perguntou o albino, surpreso com a falta de reação do loirinho pela entrada repentina do francês.
- Láudano. – sorriu ele, balançando o vidrinho cheio de um líquido marrom avermelhado, com um sorriso malandro. Era meio difícil arranjar, mas valeria a pena. Colocou o frasco de lado e agarrou o membro duro de Arthur, fazendo-o penetrar o espanhol abaixo de si. O britânico fechou os olhos e gemeu, meio desnorteado, perdido em um mar de sensações muito diferentes.
And I forget just why I taste
Oh yeah, I guess it makes me smile
I find it hard
It’s hard to find, oh well, whatever, nevermind
(E eu me esqueço porque eu experimento
Ah, é, eu acho que isso me faz sorrir
Eu achei difícil, é difícil achar,
Ah, bem, tanto faz, deixa pra lá.)
O albino mordeu o lábio inferior, seus olhos carmesim apreciando a cena. Três rapazes jogados no chão do quarto, com um loirinho que mais parecia um anjo no meio, desnorteado, sendo penetrado com força por trás. E penetrando o espanhol moreno abaixo de si, impulsionado pela violência com que o francês o invadia, fazendo-o gemer longamente. O albino se aproximou do rosto do loirinho, observando as faces muito vermelhas dele e o cabelo loiro se colando à sua testa devido ao suor que percorria cada pedacinho do seu corpo. Com um sorriso cheio de malícia, ele segurou-o pela nuca e o puxou, fazendo-o envolver sua ereção com a boca.
- Hnnngh- — Arthur gemeu meio confuso, sentindo alguma coisa quente contra a sua língua, ao mesmo tempo em que sentia sua ereção envolvida por algo muito quente também. Tinha alguém mordendo seu pescoço e o tocando em algum lugar muito bom dentro de si, o fazendo gemer mais alto e se movimentar também, ouvindo outras pessoas gemerem.
Hello, hello, how low
Hello, hello, how low
O francês se enfiou dentro do britânico com mais força, ouvindo-o gemer, desnorteado, estocando o espanhol com força e sugando com afinco a ereção em sua boca. Francis pegou a mão de Arthur e o fez masturbar o espanhol abaixo de si, ouvindo-o gemer gradativamente mais alto. Em alguns instantes, a mão do loirinho estava toda suja de sêmen, ao que o francês soltou seus dedos e continuou a penetrá-lo com violência, sentindo-o tentar respirar com Gilbert se enfiando mais fundo em sua garganta. Francis gemeu longamente no ouvido do loirinho, gozando dentro dele. Uma vez que Arthur parecia meio perdido demais para se aliviar sozinho, o francês pegou a mão dele, ainda coberta de sêmen e o fez masturbar-se com força, gemendo com o membro do albino em sua boca. Em alguns instantes, Arthur estremeceu e gemeu alto, gozando em sua mão. O albino se retirou e gozou no rosto do loirinho, se apoiando na parede e tentando recuperar o fôlego.
O francês se retirou de dentro de Arthur, sentindo-o estremecer e gemer de leve, sentindo o sêmen escorrendo pelas coxas. O espanhol empurrou o britânico para o lado, que caiu de costas, sem se mexer. Gilbert começou a se vestir, seguido pelo espanhol, que mancava um pouco, desconfortável. O mais engraçado era que cada um deles tinha um nome diferente na mente quando chegaram ao àpice, a exceção de Arthur não pensara em nada na realidade, intoxicado demais para isso. Os outros três rapazes evitavam se olhar, perdidos em lembranças e sentimentos provavelmente não correspondidos. Mas então, quem disse que Arthur era o único que não era honesto com o que sentia?
O francês colocou a calça e desamarrou o britânico, analisando os restos de sua camisa e jogando-os em um canto. Gilbert, já vestido e esperando os outros, olhava para o corpo de Arthur no chão. Ele estava todo sujo de sêmen, desde o seu rosto até sua mão e suas coxas, ainda com o olhar meio perdido, sem se mexer. O espanhol e o francês terminaram de se vestir e começaram a sair. Estavam na porta quando o albino deu um suspiro frustrado e voltou, pegando o loirinho e o jogando sobre a cama.
- Hmph! Você deveria ficar com grato com o quão incrível eu sou. – disse, meio da boca para fora. No fundo, ele ficara com dó do loirinho. O olhar dele era mais que desnorteado pelo contato com ópio. Até porque, dava para perceber que o efeito já passava. Ele só... parecia verdadeiramente perdido. Gilbert suspirou e fechou a porta.
Arthur se virou de bruços na cama, as lágrimas percorrendo seu rosto muito depressa, uma atrás da outra. Ele tentou sufocar o choro afundando a cabeça nos travesseiros. Mesmo depois de tudo aquilo, ele se sentia tão vazio, tão sem ninguém. E principalmente, tão sujo.
A denial, a denial
A denial, a denial, a denial…
(Uma negação.)
O loirinho tentou limpar o rosto com os lençóis, tentando ignorar aquela sensação horrível em seu peito. Simplesmente, ele se sentia tão sozinho. Perder Alfred realmente o afetara a um nível que nem ele mesmo imaginava. Arthur sentia falta daquelas tardes em que os dois tomavam chá. Daquelas tardes de valsa, dias que tinham cor de pôr-do-sol. Sentia falta da voz dele. Dos raros abraços dele. Alfred tinha um jeito estranho de abraçá-lo, agora ele estava reparando. Ele o envolvia como se Arthur fosse alguma coisa muito preciosa. Como se ele importasse.
Ao mesmo tempo, talvez tudo aquilo tivesse sido mentira. Afinal, o garoto não dissera? Que não queria se lembrar daqueles malditos anos com ele? Que o odiava e que seria melhor se ele morresse? Porque ninguém sentiria a sua falta.
O loirinho agarrou o travesseiro com força, escondendo o rosto, sentindo o corpo voltar a doer.
- Alfred... Por que? – perguntou ele em um sussurro magoado.
Teria sido melhor se Alfred nunca tivesse lhe dado esperanças. Seria melhor se ele o tivesse odiado desde o começo. Porque Arthur conseguia conviver com o fato de que as pessoas simplesmente o odiavam. Mas não sabia como lidar com a dor de ser deixado. Como lidar com todas aquelas esperanças frustradas, sonhos que nunca se tornariam verdade. Talvez ele merecesse aquela solidão.
Seus lábios tremiam enquanto ele chorava no travesseiro. Seus lábios formavam um único nome.
– Alfred... — um soluço entrecortou sua respiração e sua voz quebrou. Ele estava tão confuso. O álcool confundia os seus sentidos e o láudano irritava seu organismo, fazendo seu estômago doer e sua cabeça rodar, ainda que estivesse meio anestesiado. Ele se jogou para fora da cama e abriu a pequena janela do quarto, vomitando. Voltou a fechar a janela e escorregou até o chão, sentando-se, ainda sentindo as lágrimas queimarem cada lado do seu rosto. Enojado, ele deu um gole da garrafa ao seu lado e cuspiu de lado, tentando limpar a boca.
Ele estava com ódio dele mesmo. Porque estava se sentindo frágil, sozinho e vulnerável. Porque estava se sentindo sujo. Porque ele não conseguia parar de pensar em Alfred. Por algum motivo, sua mente jogava uma brincadeira muito cruel, lhe fazendo lembrar de todos os bons momentos com o garoto, para então repetir as vezes em que ele desejara que Arthur caísse morto. A repetição ia e vinha, como um disco quebrado, ecoando na cabeça confusa do loirinho, que se encolheu, perdido. Quando aquela tortura realmente o fez se sentir enjoado, ele se deu um tapa ardido no próprio rosto, tentando colocar alguma ordem em seus pensamentos. Com a dor aguda, os seus sentidos se limparam um pouco e ele se arrastou até a cama, deitando de bruços.
– Chega. — disse finalmente, se virando na cama e olhando para o teto. Francamente, ele estava lamentável nos últimos tempos. Deu outro tapa com força no próprio rosto. Ele já tinha descido o suficiente. Agora ele precisava voltar a ser como era antes. Voltar a cuidar do seu trabalho, dos assuntos do seu país. Afinal, ele não nascera para nada além disso. E ele vivera muitos séculos sem Alfred, podia voltar a ficar sem ele. Só que... por algum motivo estranho, ele já não se lembrava como ele costumava viver sem o garoto. Ele não lembrava mais como era a rotina sem ele. Como era passar em frente à uma loja de brinquedos e não lembrar dele e lhe comprar um presente. No que ele costumava pensar? O que ele fazia mesmo?
Arthur se virou de lado, na cama. Sinceramente, ele já não lembrava mais. Era tão estranho. Como era possível que uma pessoa que já fora um desconhecido, ter tomado tanto espaço na sua vida? Ter, depois de tantos anos juntos, voltado a se tornar um estranho?
Sinceramente, o loirinho já não tinha muita ideia do que deveria fazer dali em diante. Voltar a viver aquela vidinha sem sentimentos por uma eternidade? E como ele encararia Alfred de novo? Sua cabeça começou a doer e rodar, mas ele ainda não chegara à conclusão alguma.
Apesar de se sentir pior, Arthur estava exausto fisicamente, então conseguiu dormir, ainda que fosse um sono perturbado.
Brittania olhava, chocado para o seu protegido. Ele nunca tinha visto aquela época. Arthur estivera tão desesperado, que já não conseguia ouvi-lo e o impedia de vê-lo também. Com apenas seus poderes de anjo, ele não conseguira transpassar aquela barreira de sentimentos tão negativos que o britânico colocara em volta de si. Agora, remexendo a mente de Arthur em busca de suas lembranças, o anjo começava a ver tudo o que acontecera.
E começava a entender porque o loirinho parecia, até hoje, tão perdido.
Já Alfred, que segurava o corpo trêmulo de Arthur e não fazia a menor ideia do que estava se passando pela mente dele, o embalava, morto de medo de que o loirinho nunca mais acordasse. Morto de remorso por não ter vindo antes. Culpado por ter dito tudo aquilo para Arthur. Por que ele dizia aquelas coisas? Por que ele magoava quem ele amava tão sinceramente?
No fundo, ele sabia porquê. Alfred tentava perder Arthur aos pouquinhos, porque morria de medo de perdê-lo de repente. Alfred se convencera de que nunca o teria, mas sabia que nunca conseguiria deixar de amá-lo. Então ele o afastava, magoava e feria. Porque era melhor distanciar o loirinho aos poucos do que vê-lo partir de vez. Era mais fácil, doía menos. Mas agora, vendo o estrago que suas palavras causavam, Alfred percebia era algo muito covarde a se fazer.
Ele olhou o rosto da figura inconsciente em seus braços. E de repente, Arthur começou a chorar.
- Arthur? – chamou o garoto, baixinho, sua voz quebrando. O loirinho em seus braços começou a chorar ainda mais, se encolhendo e escondendo o rosto, ainda sem acordar. – Alfred, por que? – perguntou ele em um sussurro muito magoado. Alfred o segurou mais apertado, beijando sua testa. – Shh... Não, Arthur... não chora, por favor...
Era um pedido muito egoísta, ele sabia. Porque ele sabia que Arthur chorava por culpa dele. Sempre era por ele. Alfred o abraçava, cheio de remorso, seus dedos entrelaçados nos cabelos claros do loirinho, seus olhos fechados, como se ele pudesse escapar daquela imagem. Como se ele pudesse fugir do fato de que Arthur chorava e a culpa era sua.
- Arthur... – beijou suas faces e suas mãos, encostando sua testa na dele. Sua mão envolveu a do loirinho e a apertou. – Me perdoa... – sussurrou, culpado. Porque Arthur estivera tão quebrado que chorava enquanto dormia. E ele falhara em perceber tudo isso. Ele nunca notara o quão magoado Arthur estivera, o quão sozinho ele deveria ter se sentido. Seus olhos azuis ameaçaram se derramar enquanto ele abraçava o loirinho com mais força. Beijou-lhe a testa e as bochechas com carinho, envolvendo seu tronco, procurando mantê-lo aquecido. Depois de alguns minutos, Arthur parou de chorar e se aninhou instintivamente em seu abraço.
– Eu sinto muito. – murmurou o garoto, apertando o loirinho febril em seus braços.
Francis olhava a estranha sequência de cartas. As horas se arrastavam e ele ainda não fora para casa, exatamente no mesmo lugar em que Alfred o deixara. Quando ele perguntara sobre o que estava acontecendo com Arthur, ele não esperava uma sequência tão distorcida. Praticamente todas as cartas de infortúnio, má influência e revés estavam na mesa. Seus dedos tremeram de leve ao tocar o monte de cartas restantes. Ele arqueou uma sobrancelha e tirou a próxima carta, dando um suspiro frustrado. Encarou a face dúbia daquela lua, na escuridão da noite.
A Lua – Arcano 18
SIGNIFICADO DIVINATÓRIO
Impostura. Penumbra. Obscuridade. Desilusão. Perigo. Erro. Advertência. Má influência. Amigos falsos. Egoísmo. Estratagema. Velhacaria. Astúcia. Superficialidade. Inimigos desconhecidos. O choque de muitas influências divergentes. A pessoa está sendo desencaminhada. Não há possibilidade de evitar os perigos que estão ao redor. A possibilidade de cometer um erro é muito grande.
Notas finais
Antes de mais nada, a Lawnbd sugeriu que as cartas ficassem no começo do capitulo. O que voces acham? Começou ou fim? Eu geralmente coloco no final pras pessoas entenderem a relação da carta com o capítulo, mas segundo ela a carta antes dá mais emoção. Enfim, nao sei, é mais uma enquete xD
Ahn... A música do capítulo é Smells like teen spirit ( acho que essa todo mundo conhece xD) e não é minha, (oh you don't say? xD) é by Nirvana xD
Tiia, não leve pro lado pessoal esse capitulo, eu fiquei tãão feliz depois da sua recomendação que escrevi uma parte romantica e bonita lá na frente xD Hehe
Ahh e só pra constar, quando eu pergunto as coisas nos reviews, eu não to perguntando por perguntar, eu realmente me interesso xD
Enfiim, agradecimentos para Labi, Invisible Ju ( crie um tumblr u.u), carolchan, moro-chan, lolita, mahchan, sarawf, Lirium-chan, Tiia e Simone o/
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