Bots Mystery
11 Capítulo 11
Notas iniciais
André chega à Hollywood Arts e vai ao Asphalt Café, onde encontra Jerismar sentado na mesa. Os dois se cumprimentam.
André: Fala aí, amigão! Chegou cedo.
Jerismar: Sim, e ainda bem que você chegou, já tava achando que ia começar a falar com as árvores.
André: Isso é coisa do Sinjin. Mas eu vejo que você deve estar empolgado com esse ensaio.
Jerismar: É verdade. Quero ver se eu realmente sou um ator nato. Vai ser um teste para minha afirmação. Pena já ser um pouco tarde, pois eu gostaria muito de estudar aqui.
André: Ia ser legal ver você na nossa turma.
Lane aparece no local e vai até eles.
Lane: Bom dia, garotos.
André e Jerismar: Bom dia, Lane.
Lane: Então vocês estão aqui para ensaiar a peça.
André: Sim. A Jade pediu que viéssemos cedo pra cá. Mas até agora, apenas Jerismar e eu chegamos.
Lane: Por falar nisso, Por que o Jerismar está nessa peça? Ele não estuda aqui.
André: Precisamos de um cara talentoso como ele. Ele tem no currículo várias peças que ele fez no Brasil.
Jerismar: É verdade. Eu atuava em peças da escola desde que era criança, e as pessoas sempre me elogiavam.
André: E o Sikowitz não viu problema nenhum na participação dele. As regras dizem que pode ter nas peças alunos de outras escolas, desde que tenha autorização do professor.
Lane: Está bem. Já que você está aqui, Jerismar, o André poderia mostrar o colégio para você, enquanto os outros não chegam.
Jerismar: Puxa vida! Eu nunca entrei na Hollywood Arts! Só conheço essa parte de fora!
André: Então vamos! Prepare-se, pois esse colégio é muito diferente daqueles que você conhece.
Eles entram no colégio, e Jerismar fica impressionado com o que vê. Ele vê os armários dos alunos, cada um com uma decoração diferente.
Jerismar: Puxa, vocês tem muita criatividade na decoração dos armários.
André: Sim. O meu é esse com o sintetizador acoplado.
Jerismar: E esse com o desenho de um túmulo, de quem é?
André: Sabe que eu não sei.
Jerismar: Bom, acho que nem preciso te dizer como decoraria o meu armário, se estudasse aqui.
André: É, eu sei.
Jerismar: Engraçado. Vocês estão de férias, mas esse colégio continua abrindo.
André: Ele funciona normalmente nesse período. Só não está tendo aula.
Jerismar: Saquei.
– O que vocês fazem aqui? – pergunta a diretora da escola, Helen.
André: Diretora Helen, o Lane deixou a gente entrar. E daqui a pouco, outros dos meus colegas virão para ensaiarmos uma peça.
Helen: Hum, e quem é você garoto?
Jerismar: Ah, eu sou o Jerismar. Eu vim apenas ensaiar com eles, já que também estou na peça.
Helen: Você parece não ser daqui. De onde você é?
Jerismar: Eu nasci no Brasil, mas especificamente no Rio de Janeiro.
Helen: Hum. Adoro a praia de lá. Fique à vontade, e gostei muito do seu cabelo.
Ela diz pegando no cabelo de Jerismar, e depois entra novamente na sua sala.
Jerismar: Isso foi uma cantada?
André: Sei lá!
Enquanto isso, no Bots (eles também servem Café da Manhã), Flint estava na mesa junto com uma mulher aparentemente muito bela. Sua pele é bem branca, está vestindo um vestido e usando um chapéu, ambos da cor preta, além de usar também óculos escuros. Flint está de terno, pois queria ficar elegante.
Flint: Você está parecendo uma viúva, vestida desse jeito.
Xxx: Você sabe muito bem que preto é minha cor favorita. Além disso, não quero que ninguém aqui me reconheça.
Flint: Por quê? Você por acaso é famosa?
Xxx: Não exatamente. Mas vão me confundir com outra pessoa. Odeio quando isso acontece.
Flint: Entendi. Acho que sei que de quem você está falando. Agora voltando à noite que tivemos ontem, Nossa! Acho que foi a melhor que já tivemos.
Xxx: Sim. Foi muito bom termos dado esse tempo. Foi o suficiente para que nossas chamas ficassem ainda maiores.
Flint: E olha que estava chovendo na hora!
– Aqueles trovões abafavam nossos gemidos – diz a mulher, fazendo com que Flint a olhasse de forma maliciosa.
Tandy estava parado, olhando para o casal. Bungle vai até ele.
Bungle: O que foi, Tandy? Há algo de errado?
Tandy: Aquela mulher. Não sei por que, mas desde que chegou aqui, comecei a me sentir estranho.
A mulher percebe que Tandy estava olhando para ele.
Xxx: Aquele robô não para de olhar pra mim.
Flint: Acho que ele está te paquerando. Você está muito sexy vestida desse jeito. Mesmo sendo uma lata velha, ele tem muito bom gosto.
Os dois se beijam.
Voltando a Hollywood Arts, Jade, André, Beck, Jerismar e Sikowitz estavam reunidos no palco da escola.
Sikowitz: Eu como professor, fico muito feliz de participar da peça de uma das minhas melhores alunas. Geralmente, eu sou o diretor.
Jade: Ora, Sikowitz. Você é o melhor professor que temos. Fico honrada por você ter aceitado participar.
Sikowitz (pensando): Eu só não compreendo uma coisa. O quê que o monstro da lagoa negra tem a ver com Branca de Neve?
Jade: Agora falta Cat e os outros chegarem para começarmos o ensaio.
Beck: Espere, Jade. Todos os papéis já estão definidos?
Jade: Na verdade, só sobrou um. Mas cuido disso mais tarde.
André: Soube que o Robbie não vai mais participar da peça. Você pode me dizer por quê?
Jade: Ele mesmo falou que não vai mais fazer parte da peça. O motivo ele não disse, mas parece ser algo grave, a ponto de não querer me contar.
Jerismar: Nossa! O que será que ele tem?
Beck: Se bem que ele anda mesmo estranho. Ele está assim desde aquele dia em que quase foi devorado por peixes carnívoros.
Jade: Não acho que seja isso. Sinto que ele está escondendo algo e não quer falar pra gente.
Sikowitz: Verdade. Eu percebi que o comportamento dele tem mudado muito. As vezes parece o próprio Rex falando.
Jerismar: Bom, se ele estiver com algum problema, vamos tentar descobrir e ajudá-lo. Afinal, somos amigos dele.
André: É isso aí Jerismar!
Sikowitz: Eu vou ao banheiro.
O professor se levanta, e leva consigo o coco, que ele está tomando água através de um canudo.
Beck: Não é por nada não Sikowitz, mas por que está levando o coco.
Sikowitz: Ora, vocês sabem que gosto de água de coco.
Beck: Mas você está indo para o banheiro. Isso não é muito higiênico.
André: Pra dizer a verdade, isso é nojento.
Sikowitz: Tsc! Os jovens de hoje são todos cheios de frescura. Não tem nada demais em tomar água de coco no banheiro.
Sikowitz se retira e vai ao banheiro. Os alunos olham para ele com cara de nojo.
André: Ah, Jade. Quem foi que entrou no lugar do Robbie?
Jade: Não tive escolha e dei o papel pro Sinjin.
Jerismar (pensando): Tinha que ser!
André: O ar-condicionado parece que está com defeito. Tá muito quente! Vou lá pra fora pegar um vento enquanto os outros não chegam.
Jerismar: Vou com você!
André e Jerismar saem deixando Beck e Jade sozinhos. Ela estava lendo o roteiro da peça e Beck vai até ela.
Beck: E aí, poderia me dizer qual o papel que ainda não tem um intérprete.
Jade: O príncipe que salva a Branca de Neve.
Beck: Bom, eu poderia muito bem ficar com esse papel, mas você preferiu me dar o espelho mágico. Assim como você poderia ser a Branca de Neve.
Jade: Sim, você já havia me falado naquele dia que... Ai, nem gosto de lembrar isso.
Beck: Tudo bem. Mas já que o restante dos garotos ficou com os anões, parece que ficou um problema pra você nessa escalação.
Jade: Não tenho outra alternativa, a não ser tentar convencer essa pessoa para participar.
Beck: Mas de quem você está falando? Poderia me explicar?
Jade: É alguém que nós conhecemos há pouco tempo.
Beck: Não estou lembrando.
Jade: Você é lerdo, hein! Digamos que a situação seja a mesma em que Tori e eu ficamos, quando tínhamos que interpretar um casal. Ela interpretou o astronauta Walter e eu a sua esposa, Nancy.
Beck: Espere. Acho que já sei aonde você quer chegar. Mas acha que ela vai topar?
Jade: Não custa nada tentar perguntar a ela. Sei que ela tem muito talento. Não foi a toa que aquele Webshow teve sucesso.
– Ah, aquela água de coco estava uma delícia – diz Sikowitz, após sair do banheiro, fazendo Beck e Jade olharem para ele.
Na parte de fora do colégio, mas especificamente no Asphalt Café, André e Jerismar estavam conversando.
Jerismar: Você encontrou a sua Avó?
André: Sim, ela estava em casa como você disse. Só que...
Jerismar: Só que o quê?
André: Ela estava com a cabeça presa dentro do vaso sanitário. Passei o dia inteiro tentando tirá-la de lá. Imagine o sufoco.
Jerismar: Nossa, que situação hein!
Cat, de bicicleta, chega no local e avista André e Jerismar.
Cat: Oi, André. Oi, Jerismar.
André: Fala, ruivinha!
Jerismar: E aí, Cat.
Cat: A Jade já chegou?
André: O carro do Beck está estacionado ali. Ela provavelmente deve ter vindo com ele.
Cat: Ah, Meu Deus! Ela está brava comigo por eu ter chegado atrasada.
Jerismar: Não, Cat. Nós é que chegamos cedo demais. Ela está esperando por você.
Cat: Onde ela está?
André: No teatro do colégio. Onde mais você acha que vamos ensaiar?
Cat: Ah, É! Como sou lerda. Vou lá falar com ela.
Em um avião, Freddie estava lendo um livro sobre tecnologia, ao lado de sua mãe, Marissa, que estava fazendo tricô.
– Imagine a surpresa que a Sam terá ao ver a gente – diz Spencer, que estava sentado atrás deles, ao lado de Gibby.
Freddie: Se é. Por isso que ainda não liguei pra ela.
Marissa distribui os fios de lã para Freddie, que começa a reclamar.
Freddie: Ah não, Mãe! A senhora vai me obrigar a fazer isso de novo?
Marissa: Vamos, Freddie! Você sempre foi bom em fazer tecidos de tricô.
Freddie: Mas isso é embaraçoso. Em casa é uma coisa, mas agora estamos num avião cheio de gente.
Marissa: Os meninos bonzinhos sempre obedecem as suas Mães. Vamos, comece!
A contragosto, Freddie começa a fazer o que sua mãe lhe pede. Gibby fica olhando pra janela do avião, maravilhado com a paisagem.
Spencer: O que foi Gibby? O que você está vendo?
Gibby: Nada demais. É que o mundo fica estranho quando visto dessa distância.
Spencer: Os lugares ficam bem minúsculos, né?
Gibby: Sim. As pessoas ficam do tamanho das bactérias.
– Se eu fosse você, não continuaria olhando pela janela! – diz uma voz que repreende a todos. Tratava-se de um velho muito sinistro, que estava perto deles.
Gibby: Po... Por quê?
Velho: Nunca ouviram falar de William Baker?
Spencer: Não. Quem é ele?
Velho: Pois bem. Eu vou lhes contar...
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