Born to Die
23 Primeiro Amor
Notas iniciais
Todos continuaram parados olhando para Cecília, não notaram Clara sair da piscina, apenas perceberam quando a dançarina já estava em frente a cantora. Marina logo se apressou em sair da água:
Clara: Você tem uma voz bonita, mas é muito cara de pau para entrar na minha casa e se declarar para minha mulher.
Ceci: Não vejo nenhuma aliança. E a casa é da Marina.
Clara: Não somos casadas legalmente, mas sim, somos casadas.
Laerte: Isso mesmo. Coloca essa zinha no lugar dela.
Helena: Não incentiva confusão, Laerte.
Ju: Ela que procurou. Se uma periguete desse em cima do Virgílio, o que você faria?
Ceci: O que é periguete?
Vanessa: Significa vadia, vaca, piranha, puta, que gosta de dá mais que chuchu. Resumidamente, significa Cecilia.
Ceci: Oi para você também Vanessa.
Marina: Eu agradeço a canção, mas eu não estou disponível. Estou com a Clara e como ela disse, ainda não é uma relação oficial segundo a lei, mas somos casadas.
Cecilia: Algo esta errado, não esta batendo. Você em um relacionamento sério parece uma piada de mal gosto. Por mais que ela seja linda, eu estou aqui agora, vamos curtir.
Clara: Quem vai curtir sou eu. Curtir meter a mão na sua cara.
Laerte: Isso mesmo Clara! Defenda o que é seu.
Marina: Por favor, vai embora.
Ceci: Só porque nós acabamos de nos reencontrar e eu não quero contrariar você. Mas, depois eu volto.
Clara deu um passo a frente em direção Cecília, mas sentiu Nick segurando ela.
Nick: Deixa comigo. Ceci, eu te acompanho até a saída. — As duas morenas saíram andando deixando o resto para trás.
Ceci: Você não acredita nesse relacionamento não é?
Nick: Acredito. Aliás, eu nunca vi a Marina tão feliz. E a Clara é incrível. Esqueci a Marina, segui sua vida, você pode ter qualquer uma.
Ceci: Qualquer uma não é a Marina.
Nick: Ela esta feliz! Elas falam em filhos e em uma vida juntas, que aliás, elas já possuem. Elas já até dividem os negócios. Clara já esta integrada ao estúdio assim como a Marina academia da Clara. Acredita em mim, aquela Marina Meirelles que conhecemos não existe. Ela agora é Marina Meirelles Fernandes ou Marina Fernandes Meirelles. Enfim, elas são uma da outra. Aceite isso.
Ceci: Você é frouxa. Acho que por isso entrou na CIA, para mostrar que é durona, quando na verdade é uma mole. — Ceci saiu deixando Nick parada no portão.
Era segunda feira, Cecília não apareceu mais. Marina, Luana e Gisele tinha ido no alfaiate com Rafael, ele insistiu em ter uma opinião feminina. O rapaz tinha começado a provar o terno quando Renatinho chorou. Gisele acompanhou Luana até a academia de Clara que ficava perto. Marina olhou Rafael com o terno de padrinho:
Rafael: Estou bonito?
Marina: Ainda é o homem mais lindo que eu conheço. Eu ainda lembro de quanto achava que você era meu príncipe encantado.
Rafael: Eu ainda te amo. — Marina te respondeu.
FLASHBACK
Rafael: Ainda não acredito que seu pai deixou mesmo a gente vir para Angra e sozinhos.
Marina: Eu pedi com carinho, afinal é seu aniversário.
Rafael: Acho que ele amoleceu só por causa do seu aniversário. Sério, quando ele olha para mim, só falta sair fogo.
Marina: É o meu pai, não é um monstro. — Deu um tapa de leve nele.
Rafael: Não é um monstro, é o meu SOGRO. E isso é ainda mais assustador. — Os dois sorriram.
Estavam no iate de Diogo, Marina tinha 17 anos, Rafael estava fazendo 18. O pai dá garota era ciumento e grande parte do namoro dos dois tinha sido escondido. Agora Diogo tinha noção do namoro, mas não dava moleza. Mas, a filha pediu com jeito e ele cedeu, deixou os dois irem para Angra. Estavam sozinhos pela primeira vez.
Rafael: Não quero te pressionar.
Marina: Eu quero. Quero que minha primeira vez seja aqui com você. — Eles se aproximaram e começaram a se beijar e Marina a descobrir como era ser uma mulher.
FIM DO FLASHBACK
Rafael: Não estou dando em cima de você. Luana é o amor da minha vida e eu sei que a Clara é o amor da sua vida. Mas, a gente não esquece o primeiro amor.
Marina: Eu sei. Eu também te amo. Você deixou de ser meu namorado, mas ainda é minha família. — Os dois se abraçaram , enquanto uma morena observava pelo lado de fora da alfaiataria.
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