Born to Die
17 Não pode ser o fim
Notas iniciais
Clara estava deitada na beira da piscina. Apenas ela e Marina ficaram em Angra, todos tinham ido embora. A morena tinha olhos fechados, usava óculos escuro, Marina tinha dito que iria pegar champanhe na cozinha e já voltava. A brisa do mar batia no rosto de Clara, uma sensação que ela amava, até sentir que a brisa parou e ontem estava o sol, agora fazia sombra. Antes que pudesse tirar os óculos e abrir o olhos, recebeu um selinho.
Clara: Amor! — Sorriu e finalmente abriu os olhos e tirou os óculos. — AMOR? — A morena ficou sem palavras ao ver a namorada completamente nua na sua frente, pegou uma toalha que estava perto e tentou enrolar Marina. — Alguém pode ver você assim.
Marina: Quem Clarinha? Não tem ninguém na casa além de nós. Você não disse que estava com saudades de mim?
Clara: Morrendo de saudades! — Disse com um sorriso safado e trazendo Marina para um beijo.
As mãos da fotógrafa desatou o laço do biquíni de Clara, enquanto a boca traçava o caminho até os seios da mesma. A professora de dança já se contorcia em cima da canga estendida pelo chão. A língua da fotógrafa brincava com o bico dos seios de Clara, enquanto a outra mão descia até a parte de baixo do biquíni. Marina puxou o laço da lateral esquerda e depois o da direita, livrando a namorada daquela peça. Voltou a beijar a boca da namorada, enquanto os dedos adentravam Clara em um vai e vem torturante e prazeroso. Clara tinha sido pega de surpresa pela namorada, tentava em vão forma palavras, desistiu da tentativa dando um tapa na bunda de Marina, que retribuiu mordendo os lábios da morena, ambas sorriram e Marina foi descendo a boca até o sexo de Clara. Ao mesmo tempo que penetrava a morena com o dedos, a fotógrafa passou a chupá-la. Sem controle e com muita força, a professora rasgou a canga que estava deitada e Marina intensificou os movimentos levando Clara a um orgasmo. Antes que a artista pudesse retornar para beijar os lábios da namorada ela sentiu-se sendo empurrada e o corpo tombando na água da piscina.
Marina: CLARINHA?
Clara: Hora da vingança, Marina Meirelles. — Disse pulando dentro da piscina e puxando o corpo da fotógrafa para perto do seu.
DIA SEGUINTE A NOITE — SANTA TEREZA
Clara atirou o controle da TV no ar e ele caiu no chão. A morena esta com lágrimas nos olhos.
Clara: EU NÃO ACEITO ISSO! NÃO PODE SER O FIM!
Marina: Uma amor tão lindo, não pode acabar desse jeito. — Marina chorava baixinho, com a cabeça quase enterrada nas almofadas. — Não é justo!
Rafael: O que aconteceu? — Entrou correndo com uma mamadeira na mão.
Luana: Elas terminaram amor. Elas terminaram. — Abraçou o marido chorando.
O rapaz olhou ao redor. Luana, Clara, Marina, Vanessa, Flavinha, Luiza e Gisele estavam em prantos. Foi aí que ele notou a televisão ligada.
Rafael: O que vocês estavam assistindo.
Vanessa: Calzona terminou. — Vanessa prendia as lágrimas, levantou e saiu correndo para o banheiro.
Rafael: Vocês estão chorando assim por causa de Grey's Anatomy?
Luiza: Por que Shonda? Por que você é tão cruel?
Marina: A Ari estava lá, linda se declarando para ela... com aquele Super Magic Smile e as covinhas. — Marina soluçava. — E a Callie terminou tudo.... Ela levantou, saiu da sala e deixou a Ari sozinha.
Flavinha: Acho que alguma sapatão partiu o coração da Shonda.
Luana: Amor, eu ainda nem superei a morte da Lexie e recebo outra porrada como essa.
Gisele: Só espero que a Callie não durma com o Owen. Se não, eu abandono o seriado.
Rafael estava parado sem acreditar na situação que presenciava.
Rafael: Amor, eu estava indo levar água para o Renatinho, quer vir comigo? Quem sabe você não se acalma. — Lua respondeu afirmativamente com a cabeça e os dois saíram.
Clara abraçou Marina:
Clara: Promete que não vai me deixar nunca? Promete?
Marina: Claro que não coisinha. Eu não vou saber viver sem você. Mas, você também não pode me deixar.
Clara: Não vou meu amor. Não vou te deixar nunca.
DIA SEGUINTE
Fernando: Meninas, vocês estão lindas!
Marina: Obrigada! Você também esta muito bonito.
Carlos: Espero que gostem do jantar, foi eu e o Drew que fizemos.
Clara e Marina adentraram a casa de Carlos, irmão de Fernando.
Drew: Sejam bem vindas meninas!
Clara: Você deve ser o Drew.
Carlos: Meu noivo. Quando nos encontramos antes, ele estava viajando.
Drew: Carlos não para de falar sobre vocês e o evento da academia da Clara. Eu já estava louco para conhecer as duas, ainda mais que a Marina é meu ídolo. Sou apaixonado por suas fotos. — Disse abraçando a fotógrafa.
Todos se dirijam para o jardim, Carlos tinha montado a mesa do jantar por lá. Ele e o noivo fizeram um prato mexicano que Clara e Marina amaram. Falavam sobre o evento que a academia estavam realizando na boate de Carlos. Clara tinha a ideia antiga de fazer um grande de dança, que ela junto com Luiza batizaram de Noite Tropical, pois os principais ritmos a serem apresentados seriam os latinos. Todos estavam muito empolgados.
Drew: Aí minha diva, você não pode mesmo falar o que vocês duas vão dançar?
Marina: Não dá Drew. Tem que ser surpresa. Mas o número que eu e a Clarinha estamos ensaiando esta ficando lindo.
Drew: Vou morrer de curiosidade até chegar o dia.
Eles seguiram conversando mais um pouco, conhecendo um sobre a vida do outro.
Carlos: Mas e vocês como foi que entraram no mundo colorido, hein? — Assim a conversa seguia muito animada.
Milena entrou no banheiro, Clara chorava no canto:
Milena: Clara? O que aconteceu?
Clara: Você sabe. Ser lésbica não é fácil.
Milena: Na verdade, eu não sei. Mas, não queria estar na sua pele, deve ser difícil mesmo.
Clara: Eu não vou deixar isso barato. Vou ensinar algo para o Lúcio.
Milena: Clara, pensa bem. Não vai fazer besteira.
Clara: Se a gente faz o certo, se dá mal. Pois agora, eu só faço besteira.
Clara saiu do banheiro decida, Milena seguiu a amiga. Ela chegou até a lanchonete onde Lúcio e vários amigos estavam.
Lúcio: Olha aí, chegou o machinho.
Clara: Melhor ser machinho que corno. Como você.
Carol: Clara, pelo amor Deus!
Clara: Pelo amor de Deus, você falou quanto pediu para me beijar hoje de manhã. Não lembra? Eu refresco sua memória, na frente do corno do seu namorado.
Cecília: Eu gostaria que todos prestassem atenção na próxima música. Vou cantar para alguém especial. Alguém que roubou meu coração.
Cecília começou a cantar os versos de From This Moment On, Shania Twain. O pessoal que estava reunido na festa no Hamptons olharem na mesma direção em que a cantora olhava e viram Marina. Ela estava corada, mas ao mesmo tempo, tinha um brilho nos olhos. Mergulho na canção e na voz de Cecília, quando se deu conta, esta já estava na sua frente e a beijava, enquanto todos aplaudiam.
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