Born To Be Wild

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Espero, verdadeiramente, que gostem!

– James, dirija mais devagar! Eu e Molly estamos quase morrendo aqui! – gritou Dominique Weasley da parte de trás do carro, com raiva.

Sabia que ele estava fazendo de propósito.

– Eu também existo, sabia? – Trevor Longbottom disse, sarcástico.

– Você, Longbottom, não conta.

Molly suspirou e só se apertou mais contra a janela, torcendo para que isso diminuísse o impacto.

– Se Albus não tivesse decidido dar carona para os amiguinhos sonserinos, vocês não teriam que estar espremidos aí atrás! É culpa dele, não minha! — James disse.

– Não acredito que Albus nos traiu! – David gritou, rindo.

– Na verdade, é sua culpa já que, certamente, lançou um Confundus para que te dessem sua carteira de motorista!

James revirou os olhos castanhos com a fala de Dominique.

– Se não fosse por vocês, eu nem precisaria estar dirigindo, poderia simplesmente apartar. Vocês podiam ter sido mais espertos e nascido um ano antes! Sem ofensas, Molly, você é legal.

Molly sorriu, por mais que, nos últimos quinze minutos já tivesse batido a cabeça no mínimo umas quinhentas vezes.

James era um ótimo primo. O melhor.

Mas também tinha se mostrado, em todas as oportunidades, um péssimo motorista.

Realmente, não se pode ter tudo.

– Não ofendeu, Jay. – respondeu.

– Espera! – Dominique gritou de repente. – Porque eu tenho que vir aqui atrás com esses três, enquanto Catarina Mercury tem direito ao banco da frente?

Catarina, que até então só estava escutando a discussão de Dominique e James, corou fortemente.

– Dominique! – gritou Molly, abismada.

– Não, tudo bem, se quiser trocar de lugar eu.... – Catarina gaguejava.

– Não, pode ficar aí, Cat. Dominique estava apenas brincando. – Molly disse, decidida, lançando um olhar repreensor a Dominique. – Não é verdade, Domi?

Dominique rangeu os dentes, mas não queria brigar com Molly. Não enquanto Catarina Mercury estivesse no carro.

– Claro. Estava brincando. Hahahaha, como sou hilária, não é? – respondeu sarcasticamente.

David ria ao lado, e Trevor segurava o riso.

Catarina sabia que Dominique não estava sendo sincera, mas não disse nada. Só afundou no banco da frente, lançando um olhar de agradecimento a Molly, que lhe deu um sorriso gentil.

Olhou James, que discutia novamente com Dominique e se perguntou, pela milésima vez na noite, por que tinha que ter se apaixonado por um Potter?

XxX

Rose já estava na festa.

Era Rose Weasley, claro que estaria.

Sorriu minimamente quando sua música trouxa favorita dos últimos tempos começou a tocar. O ritmo era animado, quase frenético e, apesar de não estar exatamente no humor para festas, seria quase um crime não ir na festa de Nott. Apesar de ela não saber exatamente quem era Nott.

Lorcan disse que estava chegando, mas tinha mandado a mensagem havia séculos.

Pelo menos, pensou consigo mesma, a música é boa.

Balançou a cabeça com a voz do cantor e olhou ao redor. Queria que alguém, qualquer um, chegasse logo. Nem que fosse Dominique.

– Ei, Rose! – escutou a voz de Albus e pulou de susto.

– Albus! Graças a Deus você chegou, sério, eu estava pensando que passaria a noite inteira sozinha já que, aparentemente, Lorcan esqueceu que tem uma amiga para acompanhar!

Albus riu da prima.

– Ele provavelmente só está atrasado. – deu de ombros. – Eu já cheguei faz tempo, se não tivesse ficado aí parada, teria me visto. Eu tô com alguns amigos, se quiser vir.....

Rose não sabia o que fazer.

– Hum. Certo. Onde vocês estão? – perguntou, a voz dura, o que fez Albus sorrir.

Rose nunca, nem em um milhão de anos, admitiria que se sentia desconfortável perto dos amigos sonserinos. Era mais orgulhosa que Tio Rony.

Estendeu a mão de forma galanteadora e inclinou a cabeça.

– Venha comigo, mademoiselle.

Rose olhou ao redor, torcendo para que Lorcan chegasse logo e quando percebeu que nada aconteceria, aceitou a mão do primo.

A festa estava mesmo cheia, e parecia um milagre que Albus tenha conseguido achá-la no meio de toda aquela multidão. Albus observou a prima distraída, olhando ao redor e cantarolando a música que tocava.

– Aliás, você pronunciou errado. – Rose disse subitamente.

– O quê?

– Não é mademosél. – murmurou, do jeito que ele tinha pronunciado. – Você tem que dar mais ênfase no “l” e mais som do...

– Nerd. – disse o garoto, com ar de desdém.

Rose o lançou um olhar irritado.

– Desculturado.

– Irritante.

– Acéfalo.

Albus olhou Rose nos olhos e sorriu.

– Também te amo.

Rose segurou o riso.

XxX

Lily estava entediada.

– Não acredito que não nos deixaram ir nessa festa! – lamentou com um resmungo, jogando a bola amarela de tênis contra a parede, e a agarrando de volta. Era isso que tinha feito nas últimas duas horas. – Nós fomos convidados!

– Nós temos quatorze anos. – Hugo disse, sem desviar os olhos do filme que assistia. — E não fomos convidados.

– Mas todo mundo está indo!

Lily revirou os olhos, sabia que, na verdade, os primos só não queriam que eles estivessem lá. Porque na verdade nem eles podiam estar, já que Harry, Hermione e todos os outros pais tinham sido bem claros ao dizerem “vocês não podem ir à festa de Charles Nott”. Até parece que eles obedeceriam.

– Posso trocar de canal? – perguntou, com a voz cansada.

– Não! – Hugo gritou, pegando o controle antes que Lily o atacasse.

– Por favor, Hugo! – a garota olhou para tela, onde algumas pessoas verdes lutavam com um cara gigante e forte demais para ser real. – Quando assistimos esse filme no cinema você disse que tinha odiado!

Hugo deu de ombros.

– Eu sei. Esse filme é muito ruim.

– Então posso mudar de canal? – Lily repetiu, esperançosa.

– Não.

Lily soltou um gemido frustrado e afundou a cabeça no travesseiro que segurava.

– Por quê?

– O filme é ruim, mas... É bom. – Hugo deu uma resposta totalmente sem sentido, deixando Lily com a cara amarrada.

Sua noite estava sendo uma bela porcaria.

XxX

Lorcan procurou entre as casas qualquer vestígio de uma festa. Ou melhor, tentou ver. Estava sem seus óculos e, sem óculos, era quase cego. Queria poder usar lentes de contato, mas sua mãe dizia que havia algum tipo de ser neles que apenas piorava a visão e dava tontura... Narguilês? Não, esses eram outros que se infiltravam na mente e....

– Por que você está sem óculos? – seu irmão, Lysander, perguntou.

Eram muito parecidos, o mesmo cabelo loiro, olhos verdes claríssimos e rosto fino. Eram quase iguais, e antes de Lysander mudar completamente de estilo, quase ninguém conseguia distinguir um do outro.

– Alguém me disse que fico legal assim. – murmurou, corando miseravelmente.

– Deixe-me adivinhar. – Lysander começou, os olhos zombando silenciosamente do irmão. – Essa alguém começa com Rose e termina com.... – fez uma careta de confusão e sorriu, o sorriso brilhante que Lorcan às vezes conseguia fazer também. – Oh, sim, Weasley! Rose Weasley.

O tom sarcástico de Lysander já não afetava mais Lorcan, não como antes.

–Foi outra pessoa. – disse simplesmente, apesar de saber que era uma grande e ridícula mentira.

Lysander deu de ombros e colocou as mãos nos bolsos da calça apertada.

– Você que sabe.

Andaram em silêncio por um tempo, Lorcan estreitando os olhos e Lysander com seus pensamentos.

– Acho que estamos na rua errada. – Lorcan anunciou finalmente.

Lysander riu de forma cínica, observando a rua vazia e silênciosa.

– Você acha?

XxX

– Claro que não! – Rose disse, balançando a cabeça.

Aquilo estava irritando Scorpius. Todos estavam felizes, no jardim da casa de Nott, quando Albus aparece com Rose Weasley. O pior de tudo era que as pessoas aceitaram aquilo muito facilmente.

– Aceite, Weasley, seu time é uma bosta. – retrucou, a voz indiferente.

Rose o lançou um olhar frio e ergueu o queixo, imponente.

– Chudley Cannons só perdeu aquela partida porque, obviamente, Alexandra Morales deu um jeito de subornar o juiz.

Scorpius soltou um riso de desdém.

– Zacharias Clevernitz não é o tipo de juiz que se deixa ser subornado.

Albus, que só estava observando a discussão como todas as outras pessoas na roda, se intrometeu:

– Isso é verdade, Rose. Ele é um dos melhores juízes atualmente e....

Rose olhou Albus irritada.

– Mas ela praticamente atirou Holland no chão! – exclamou, com a voz controlada.

Ingrid, uma garota da Sonserina de cabelos curtos e olhos esbugalhados, disse algo pela primeira vez na noite:

– É mesmo! Eu vi o jogo ao vivo e a Morales quase deu um soco no Holland!

Rose, imediatamente, passou a gostar mais de Ingrid.

– Isso é quadribol, não futebol. – Scorpius disse por fim, com ar de sabe-tudo.

– Mas continua sendo contra as regras. – Rose resmungou, tomando mais um gole de sua água.

– Weasley, vou repetir mais uma vez, espero que entenda. – Scorpius começou, com a voz séria. – Seu. Time. É. Terrível. Lide com isso.

Rose estava prestes a dar início a um discurso superlongo sobre a história dos Chudley Cannons em relação às Harpias de Holyhead no passado, quando seu olhar cruzou com o de Lorcan.

“Finalmente”, pensou, antes de se levantar.

– Albus, amigos do Albus, agradeço por terem me deixado sentar com vocês, mas agora tenho que ir.

Albus olhou ao redor e viu Lorcan e seu irmão estranho, Lysander, entrando pelas portas do fundo.

Acenou com a cabeça.

Rose sorriu sem mostrar os dentes, acenou levemente com a cabeça e andou calmamente na direção de Lorcan.

“Esnobe”, Scorpius pensou, ainda observando a silhueta de Rose Weasley se misturando com a de várias outras pessoas.

– Sua prima é legal, Albus. – Crystal Zabine disse, jogando o cabelo castanho para trás.

Aquilo não podia ficar pior.

Notas finais
Se gostou, deixe um comentário, eu adoraria saber a opinião de vocês, sério!