Borderline

12 Ataque de raiva


Notas iniciais
Galera desculpem o atraso, eu sei que tinha falado que não iria demorar mas eu estava focando tanto nas minhas originais e nas minhas de anime além de estar editando os capitulos das de Glee que eu meio que pausei tudo, então estou voltando agora, desculpem mesmo, falta pouco para NY eu estou meio em dúvida se eu vou deixar o primeiro e o segundo cap de NY porque eu não sei se vocês vão receber ele bem, então se não tiver comentários neles, eu vou deletar e escrever uma nova versão, enfim vamos ao que interessa. Detalhe importante, eu mudei o nome da enfermeira da Santy, agora é Úrsula mas é a mesma pessoa, não fiquem confusos.

Rachel.

Eram 8 horas da noite estava na clínica trabalhando, era uma noite difícil, estava frio e uma paciente portadora de retardo moderado resolvera fazer birra na hora da janta, ate parecia minha irmã nos seus dias. Faltavam vinte minutos para o final do meu turno, suspirei, não era meu dia.

—Querida, você precisa cooperar. – Pedi calma. – Só mais uma colherada e poderá comer seu doce, o que acha disso? – Perguntei com um sorriso doce nos lábios, a resposta que eu ganhei foi um prato de comida no uniforme, respirei fundo. – Bom, como você fez mal criação, ficará sem sobremesa. – Avisei. Peguei o pote de doce e ouvi um resmungo vinda da voz infantil da mulher atrás de mim.

—Doce! – Pediu.

—Não, mocinha, nós tínhamos um combinado, você ganharia o doce se comesse todo o jantar.

—Mas... – Pediu com lágrimas nos olhos.

—Não, amanhã se você se comportar ganhará o doce, do contrário... – A mesa em que ela estava sentada voou eu tive que me afastar ou seria achatada. Dois enfermeiros apareceram e a levaram para o quarto a fim de ser contida e eu segui para a sala dos médicos.

—Uau! – Escutei a voz de Jane, minha colega e considerei chamá-la para ser a nova psiquiatra da minha irmã, atrás de mim – Gostei da roupa, da vontade de comer. – Gargalhou. – Gabrielle dando problema novamente?

—Não a julgo, essa comida da clínica é horrível.

—Eu sei, se tivesse que internar a sua irmã não internaria aqui só por causa da comida.

—Ou mudaria todo o cardápio antes. – Rimos.

—Por falar na sua pequena? Não teve mais crises?

—Não, estou ate surpresa, mas não canto vitória.Você sabe, as crises sempre voltam, querendo ou não.

—E a mão?

—Você sabe que isso não vai mudar, certo? – Assentiu. – Comprei ate um mordedor para ela, mas não adianta, ela sempre volta para a mão. Mas as crises de insegurança pararam. Pelo menos isso.

—Ela não está sozinha, certo?

—Claro que não, depois de um mês de adaptação, contratei uma enfermeira, Úrsula é latina e foi minha colega na universidade, porque nas crises tem que falar em espanhol imagina se eu contratasse uma Inglesa – Jane gargalhou – e instalei câmeras para ter certeza que Sany não sofre abusos.

—Isso é bom, não teve problemas para se adaptar com a enfermeira?

—Um pouco, os primeiros dias foram terríveis, ela teve que por contensão todas as noites da primeira semana, um sufoco, mas depois melhorou.

—Você tem quarto branco em casa para ela, certo?

—Sim , na verdade, não é branco, ele é azul e rosa, bem claro, são cores mais alegres mas ainda assim relaxantes– Suspirei – Ela ate sabe, mas só usarei em último caso.

—Ela sabe? – Perguntou surpresa. – Gostei da idéia utilizar cores alegres, ainda mais que San tem um comportamento bem infantilizado.

—Sim, ela sabe, sabe de tudo o que diz respeito a ela, inclusive sabe que em algumas situações talvez seja necessário, assim como em New York. Bem, eu preciso de um banho, e voltar para casa ficar com minha pequeña. –Sorri ao pensar na minha irmã. – Inclusive, você não gostaria de conhecê-la? Estou pensando em trocar a psiquiatra dela, não está surtindo muito efeito.

—Claro, marcamos um dia, eu vou, ou você trás?

—Não sei, tenho medo que minha irmã pense que tenho pretensão de interná-la se a trouxer.

—Você não tem? – Perguntou.

—Em alguns momentos mas não sei se ela suportaria viver aqui mesmo que por pouco tempo.

—Eu entendo, também não aguentaria se fosse meu irmão. – Jane tem um irmão mais novo com autismo eu a compreendo completamente.

—Bem, eu vou indo, se não a Sany pode começar a pensar besteiras.

Segui para o chuveiro dos funcionários, troquei de roupa depois de uma ducha rápida segui para casa.

—Cheguei! – Avisei assim que entrei em casa e fechei a porta. – Sany? Úrsula? – Encontrei as duas na sala assistindo Frozen, Santana sugando a mão e dividindo pipoca com a enfermeira. Um “Shhhh” soou me sentei ao lado da minha irmã e segurei a mão livre.

No final do filme finalmente pude conversar com elas.

—Boa noite Rach! – Minha pequena se empoleirou no meu colo e deitou a cabeça no meu peito voltou a colocar a mão na boca.

—Boa noite cariño. – Falei e dei um beijinho na sua cabeça.

—Boa noite, Rach! – Úrsula sorriu para mim.

—Boa noite Úrsula, a nossa niña se comportou?

—Muito bem, só fez manha para tomar um remédio.

—Qual?

—Dor de garganta, se recusou várias vezes.

—Mas ela tomou?

—Sim, eu tive que forçar antes que viesse a febre.

—Sany, mi amor, tem que se comportar e obedecer a Úrsula.

—O xarope era ruim. – Deu de ombros.

—Eu sei Cariño ,mas precisa tomá-lo para que não fique doente meu amor .

—Não, só me da um com gosto bom.

—Sany não tem mais idade de tomar charope de criança.

—Por que?

— Não faz o mesmo efeito querida. – Úrsula explicou carinhosa -Entende porque precisa tomar o xarope que tem em casa?

—Si, mas não quero – Voltou a sugar a mão irritada.

—Sany, não precisa ficar irritada, apenas, queremos o que é melhor para ti. Entende? – Perguntei acariciando levemente os cabelos negros e sedosos. – Não quer mais falar comigo? – Perguntei, negou.

—Certo, não vou contar sobre hoje no meu trabalho. – Deu de ombros. – Só vou contar a Úrsula. Bem, uma mulher jogou o prato de comida em meu uniforme. –Santana soltou a mão da boca e caiu na gargalhada. –A comida na clínica é um horror, não a julgo.

— Você me internaria em uma clínica? – Suspirei. Eu não sabia o que dizer, pensei no que falei para Jane e fiquei imaginando como seria a vida da minha irmã em um clínica psiquiátrica, mesmo que por alguns meses, tive a minha resposta.

—Não, eu definitivamente não a internaria. Não que a clínica seja ruim ou algo parecido, mas eu não suportaria te ver em uma clínica. Sei também que você não suportaria ficar em uma. – Respondi sincera. Ela assentiu aliviada, Santana sabia me ler como ninguém, e sabia quando eu mentia ou não.

—Obrigada.

—Eu te amo você sabe! – Sorriu e assentiu.

—Promete nunca me deixar? – Perguntou e voltou a sugar a mão, ela estava ficando com sono.

—Prometo, mi amor, claro que prometo. – Beijei sua testa. – Ela comeu algo que não fosse pipoca ou porcarias? – A minha amiga assentiu. – Ótimo, boa menina. Está ficando uma mocinha. – Sany negou – Não é uma mocinha? – Negou novamente – Então é um mocinho? – Negou de novo enquanto eu fazia cócegas e ela ria ainda sugando fazendo um pouco de saliva escorrer pelo canto da boca. – Já sei então é uma velhinha? – Enchi de beijos no rosto, ela continuou negando. – Desisto!

—Eu sou seu bebê – Falou como se fosse óbvio e colocou de volta a mão na boca. Sorri para ela.

—Que tonta eu. Bom como você é bebê ainda, tem que dormir cedo. Certo? – Negou, mesmo com os olhos quase fechando. – Você está quase dormindo mi amor.Vamos subir, colocar pijaminha e deitar? – Perguntei carinhosa. Mesmo sabendo que era cedo ainda para ela dormir. Assentiu. – Certo. – Me despedi de Úrsula paguei-lhe a noite, peguei Sany no colo e a levei para cima.

—¿Esta noche, yo puedo dormir en tu habitación? – Perguntou sem tirar a mão da boca.

—Siempre que quiera, pequeña. Pero tienes que tomar una ducha, primero, entonces le daré la medicación de la noche, ¿de acuerdo?

—¿Yo tengo que tomar la medicación?

—Si, pequña se no tomarla quedará muy frenética. ¿ Entiendes ?

—¡Si, pero no me gusta!

—Si, yo sé, pero necesitas , corazón. – A levei ao banheiro, preparei o banho e separei seu pijama, voltei a cozinha, peguei os medicamentos e um copo de suco para que ela pudesse ingeri-los com mais facilidade e tirasse o gosto ruim. – Pronta, mi amor? – Perguntei da porta do quarto.

— Si, estoy. – Ela estava sentadinha na cama apenas com a toalha os cabelos pingavam nas costas e a mão sendo sugada, freneticamente.

— Cariño, porque não vestiu? – Apenas deu de ombros. – Sany, você sabe se muito bem se vestir sozinha.

—Eu sei, mas gosto quando você me veste. – Revirei os olhos.

– Você pelo menos colocou a cueca. – Negou – Sany, sabe que eu amo você, quando se comporta como una niña. Mas acho que tem momentos e momentos para isso, mi amor. Vamos, coloque a cuequinha pelo menos, enquanto eu seco seu cabelo. – Negou. – Tudo bem, não vou discutir essa hora da noite. – Deitei-a na cama vesti seu pijama , sequei seus cabelos. – Pronto bebê, aqui está, tome os remedinhos, direitinho, e vamos dormir. – Lhe entreguei um copinho descartável e o copo plástico com canudo.

—Gracias – sentou tomou os remédios e voltou a deitar, agarrada em mim com uma mão e a outra sendo sugada.

Chegamos à escola no dia seguinte com Santana emburrada segurando a minha mão com força.

—Chegamos mi amor, vamos? – Perguntei. Negou.

—Não quero. – Falou sem tirar a mão da boca.

—Tem que ir meu amor, se não for como vai se formar e ir para NY comigo?

—Não precisamos ir, podemos ficar aqui.

—Santana, você tem que ir para a escola sim. – Avisei ficando impaciente. Havia sido uma briga descomunal para fazê-la levantar, outra para tirá-la de casa. – Eu não vou brigar contigo no estacionamento.

—Eu não vou. – Fechou a cara.

—Rach? San? Oi! – A voz de Quinn invadiu o carro. – Vocês não vão entrar?

—Santana está fazendo manha.

—Normal. Olha aqui latina, ou você sai daí, ou eu te levo pelos cabelos e vou te chutando essa bunda magra ate a sala de aula. – Santana nem se mexeu, ela já se acostumara com as ameaças da loira.

—Acho que não vai funcionar. Ela já se acostumou com as ameaças, nem se afeta mais. – Ri da cara emburrada de Quinn.

—Já sei o que pode funcionar. – Britt apareceu do outro lado do carro depois que Quinn fez um sinal para ela.

—Oi San, Oi Rach, vamos entrar?

—Não, obrigada! – Santana virou para o lado e ficou encarando o nada.

—Por que não? – Britt perguntou.

—Ela gosta de agir como criança, só por isso. – Avisou, Puck. – Se ela não quer sair, por bem, meninas com licença – O judeu abriu a porta, pegou Santana a pendurou no ombro, que gritava para ele soltá-la e saiu andando pelo estacionamento.

—Eu solto se você parar de fazer manha e parar de gritar. – Avisou, nós três ficamos rindo da cena.

Puck finalmente a soltou, ela estava furiosa, puxei ela para os meus braços, entreguei a mochila e entramos na escola, ela se agarrou em mim, parecia estar com medo.

—Sany? – Chamei quando entramos no banheiro dos professores, ela ficou calada. – Sany, cariño o que tienes?

—No quiero ficar aqui – Pediu com a voz chorosa. – No quiero. – Repetiu.

—¿Por qué no quieres?

—Porque ellos jugaran los jugos en mí. Tengo miedo de ellos. – Falou com a voz falha.

—Nós não deixaremos que ninguém te machuque San. – Quinn avisou.

—Pero, me duelen de la misma manera.

—Se tentarem jogar uma raspadinha, pararemos na frente deles. – Noah avisou, ele não entendia espanhol mas entendeu o contexto com a resposta de Quinn.

—Luchará con tus amigos por mi? – Perguntou cética para Noah.

—Você é nossa amiga, eles não. – Quinn avisou e Noah concordou – Vamos, se não perderemos a primeira aula. – Os quatro saíram do banheiro conversando e eu segui atrás de Holly na sala dos professores.

—Holly! Tem um minuto? – Pedi para a loira.

—Para você sempre, como está? – Fomos ate uma sala vazia.

—Bem, preocupada, mas bem.

—Outra crise?

—Se fazer manha e precisar ser arrancada a força do carro para entrar na escola é uma crise, sim temos outra. – Revirei os olhos e ela gargalhou. – Ela vem se comportando como criança desde outubro Holly, eu só estou preocupada. Ela tem as atitudes infantis de vez em quando, mas desde que foi morar comigo, é quase sempre.

—Será que não é por isso Rach?

—Porque eu a mimo demais?

—Não, por você sempre ter dado amor, carinho, atenção e proteção para ela, o que uma criança mais precisa é disso, ela se sente segura para agir assim contigo agora.

—Pode ser. Ontem ela me perguntou se eu a internaria.

—O que você respondeu?

—Disse que não, eu não conseguiria mesmo que a situação fosse catastrófica. – Holly assentiu. – Então, ela pediu para nunca abandoná-la e começou a agir como um bebê,tomou banho e me fez vesti-la depois.Não discuti porque estava cansada.

—Eu acho que essa conversa a afetou mais do que esperava, e sei que você não a internará, mas Rachel, na cabeça dela, ela não tem direito de conviver em uma sociedade, na cabeça dela ela acredita que precisa viver em um lugar onde as pessoas ficam amarradas.

—Eu queria que ela conhecesse a Clínica, que fosse lá para saber que não é nenhum bicho de sete cabeças e que principalmente ela não é tão diferente das outras pessoas.

—Você já sugeriu?

—Sim, mas ela me ignora todas as vezes que eu falo.

—Entendo, é complicado, talvez um dia ela aceite.

—Eu não vou forçá-la – Holly assentiu – tem que partir dela, eu só preciso que fique de olho hoje na sua aula.

—Certo. Ficarei, não te preocupa Rach, é só um dia ruim. Não me parece com uma crise, ela só está preocupada .

—Eu sei.

Ouvimos gritos da sala ao lado, uma classe sendo jogada, invadimos a sala como se nossa vida dependesse daquilo. Santana estava no meio da sala sugando a mão os olhos assustados, lágrimas caindo pelo rosto, uma classe no outro estremo da sala de aula alguns alunos apavorados olhando para ela. Outros riam e a chamavam de louca.

—Você deveria ser internada sua louca. – Uma aluna falou séria, Santana tencionou, eu corri ate ela e a puxei para os meus braços a apertando com força.

—Sany, vamos! – A puxei para fora da sala, Noah, Quinn, e Britt, trotando atrás e as professoras fechando o grupo. Seguimos para a sala em que Holly e eu conversávamos. – O que aconteceu? – Perguntei furiosa. – Minha irmã não costuma ficar gritando em sala de aula e muito menos jogando classes.

—Ela não me obedeceu quando falei que tirasse a mão da boca.

—Primeiro, você não falou, você mandou, quando ela não fez arrancou a força, poderia ter machucado, segundo. Você gritou com ela para que prestasse atenção. É claro que ela ficou nervosa e fez o que fez. – Puck defendeu a minha irmã.

—Santana é especial, precisa ser paciente com ela. – Britt informou. – Se ela não queria tirar a mão da boca, deixasse, não atrapalharia em nada a sua aula.

— A senhora precisa entender, que não é sempre que os alunos estão tendo um dia bom, se queremos ficar quietos, vocês não devem insistir. – Quinn avisou.

—Bem, acho que eles já disseram tudo, certo Rach? – Apenas assenti para Holly, Sany estava no meu colo chorando baixinho.

—Quem sabe não ficamos com ela no auditório ate que se acalme? – Quinn perguntou pacientemente.

—Acho uma boa idéia, e você Sany? – Perguntei. Ela assentiu com a cabeça escondida no meu peito. – Está tudo bem mi Angel, tudo bien. – Beijei sua cabeça e seguimos para o auditório. O dia prometia.

Fomos ao auditório para Santana se acalmar, ficamos cantando, Quinn no piano, Britt dançando Puck pegou um violão, não sei de onde,e eu cantando, ate o sinal para o terceiro horário tocar.Santana estava calada, completamente calada, o que a colega falará fora demais para minha irmã.

—Sany, estás bien para volver a tu clase, pequeña.

—Pienso que si, gracias Rae.

—Cierto, encontró ustedes para el almuerzo ¿De acuerdo?

—¡Si! Hasta luego Rae.

—Hasta luego Sany. – Peguei meu celular da bolsa quando vi eles seguirem para a aula e enviei uma mensagem alertando a Holly.

“Holls, Sany está en su camino, me parece muy relajada, pero no sé cuánto tiempo”

Holly respondeu rapidamente.

“No te preocupes, yo puedo cuidar de la muchacha.” – Ri.

“Gracias chica.” – Respondi e fui para a sala do coral preparar a lição do dia.

Santana:

Chegamos na sala de espanhol, sentei na frente ao lado de Quinn, em um canto, era a única aula que eu sentava na frente e gostava de prestar atenção. Quinn depois do meu momento de raiva não quis sair do meu lado, não entendi porque, mas ela parecia preocupada, Britt sentou atrás de Quinn e Noah tinha a aula dele.

—Fiquei sabendo que você jogou uma mesa longe na sala de Inglês Lopez. – O irmão mais novo do Puck sentou atrás de mim ao lado da Britt, ele era legal, como o irmão. – Gostei, aquela velha merecia uma distração, a aula dela é um tédio. – Bati na mão dele com minha mão esquerda enquanto sugava a direita distraída, ninguém reclamou, talvez quisessem evitar que uma mesa saísse voando pela janela, ou que um deles fizesse esse caminho. – Sério você é a minha heroína.

—Você é a primeira pessoa que tem uma louca como heroína. – Uma líder de torcida zombou dele. Quinn acariciou minha mão direita como se pedisse que me acalmasse.

—Melhor uma louca, do que uma vadia. – Reclamou Quinn com a cheerio morena, que não tenho idéia de como se chama.

—Então admite que ela seja louca? – Gargalhou.

—Não admito nada, só comparei as duas situação, prefiro ter uma heroína louca do que uma heroína vadia e preconceituosa como você, mas respondendo a sua pergunta, não, Santana não é louca, ela só tem emoções mais intensas que as nossas.

—Se você deixar ela com raiva dessa conversinha sem sentido, aposto que te ensina a voar pela janela. – Jake sorriu falso para ela.

—Hola Classe — Holly entrou fazendo seu cumprimento de sempre. Se aproximou de mim. – Estas bien Santana? – Assenti. –?Consegue sacar La mano de tu boca? – Sussurrou , acariciando a minha mão delicadamente.Neguei. Sabia que ela não insistiria Holly me conhece, sabe quando eu não estou bem ou quando eu apenas preciso fugir da realidade, como agora por exemplo. – Cierto, vamos enpezar la classe Ahora nos enteramos de lá fonética de lás palabras. Es muy importante se vamos hacer la traducción de libros y textos científicos. – Todos buscaram seus cadernos, comecei a copiar a matéria com a mão esquerda, sou ambidestra.

A aula seguiu tranqüila, não tive nenhum ataque de raiva, Quinn estava mais tranqüila quanto a mim, então nem se preocupou comigo a aula toda.

Ouvi diversos muxoxos da Britt na cadeira de trás, ela não entendia nada. Passei um bilhete para ela.

“Vai lá em casa hoje, te explico tudo”

“Obrigada” – Respondeu e voltamos a nos concentrar na aula.

Fiquei ate o final do dia pensativa, pensando no que a garota gritou para mim, eu deveria ser internada, eu sou uma louca e não deveria estar convivendo com outras pessoas, talvez minha irmã estivesse errada, talvez eu devesse estar amarrada em uma camisa de força e um hospício.

Não consegui dormir naquela noite, ansiosa, não surtei, mas fiquei calada o resto do dia todo. Rachel adiantou sua folga e ficou comigo dispensou Úrsula, avisando o que ocorrera.

Notas finais
Espero que gostem, eu realmente amo este capítulo, espero que vocês também, aguardo comentários.