Borboletas na Janela
1 Capítulo 1
Ponto de Vista da Fernanda:
Acordei. Não era nenhum dia considerado especial, tipo , primeiro dia de aula. Levantei e comecei a me arrumar. Meu cabelo castanho claro caía sobre a minha cintura fina delicadamente. Ele é bem liso, coloquei um moletom da Hollister por cima do uniforme chatinho do Batista, meu tênis cinza da Vans, e fui pegar o ônibus, é... Não tá fácil pra ninguém.
Fui até o ponto. O ônibus não demorou muito. Tinha gente do colégio ali dentro
São dois irmãos popularzinhos. O Igor que tem 16 anos e é muito lindo. Ele tem a pele bege clara, com os olhos azul céu, cabelo castanho escuro e um piercing na boca do lado esquerdo. E o Lucas que tinha o cabelo castanho claro e olhos verdes.
Meu celular vibrou, mensagem da Pietra, nós nos conhecemos desde sempre, embora ela estude em outra escola agora, ainda somos muito grudadas. Ela disse que adicionou uma carinho gato do meu colégio no Facebook. O nome dele era Lucas Fernandes. Hahahaha, se ela saber que ele não presta...
Chegamos na escola e a única coisa que eu via era um ninho de falsianes com as roupas da sessão infantis já que estavam curtas.
“Olha quem chegou, a cobrinha hahahah” Eu lancei um olhar de desprezo.
“Tá mal humoradinha fofa?”
“Perdeu alguma coisa aqui querida?” Duas escrotianes falaram.
“Acho que quem perdeu algo foram vocês: a vergonha na cara” retruquei e logo saí. Elas derrubaram os livros que eu estava na mão logo em seguida.
Eu me abaixei para pegar, logo ouvi uma voz rouca se referindo a mim:
“Quer ajuda Fer?” Era o Igor.
“Fer? Vocês por algum acaso são íntimos Igor Fernandes?” Perguntou a cadelinha que ele pegava.
“Só achei que ia ser legal a ajudando”
“Mas não precisa ajudar um nada como ela”. Ela se virou e saiu rebolando com aquela bundinha magra.
Ele me ajudou a levantar e eu pedi desculpas pelo transtorno:
“Tá brincando? Não precisa pedir desculpas” Ele disse, mas foi cortado pelo sinal que havia tocado no mesmo instante “A gente se vê por aí, Fer” Saiu com uma piscadela.
Igor Fernandes passou de ignorante para gentil, é, talvez o dia não seja tão ruim.
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