Borboletas do Arco-Íris
30 Rarity - Uma Noite Romântica (Ou Quase)
Notas iniciais
E lá estava eu em mais um dia de aula em Canterlot High. Eu estava nervosa, impaciente, e precisava ver Apple, conversar com ela. Eu olhava o relógio e só haviam se passado um minuto, eu iria infartar. Apple e eu tínhamos brigado na entrada, tudo culpa de Discord. Aquele maldito! E minha apple como a teimosa e ciumenta que é, acabou ficando furiosa.
...FLASHBACK...
Apple havia dormido em casa, então como sempre que Apple dormia comigo, nos atrasamos. Quando chegamos, Apple precisou ir ajudar Big Mac a levar as maçãs para a cantina, me deixando sozinha. E foi aproveitando a saída dela que Discord veio falar comigo.
– E aí, Rarity? Como vai? — diz falsamente.
– Andando Discord, assim como você vai fazer, andar pra longe de mim. — digo o afastando com a mão.
Então ele se aproxima mais, e eu quase entro em pânico.
– Que pena Rarity, achei que tinha saudades de mim. — diz fazendo bico. — Saudades de seu homem — ele passa a mão em sua calça na região de seu membro.
– Seu nojento. Sai de perto de mim — digo o empurrando.
Ele então segura me braço, chega perto do meu ouvido e sussura:
– Mas quem vai querer alguém frígida como você?
E com um sorriso vitorioso sai andando. Eu estava passada com aquela atitude. O que foi aquilo? E então alguém pega meu braço com força e vai me puxando, fazendo-me quase tropeçar em meus pés. Olho para frente e vejo apple indo em frente apertando cada vez mais meu braço.
Então ela para, pega meus ombroas me prensa na parede, e me encara, os olhos cheios de raiva.
– Explique-se Rarity. — ela diz
– Apple, ele veio falar comigo, e me forçou a não sair, não pense que...
– Não pensar o quê, Rarity? Que você estava se divertindo lá com ele? É, eu vi muito bem como ele estava te obrigando.
–Apple você entendeu mal, eu só...
– Você só o quê, Rarity? Você só gostou? Será que você gemeu pra ele como você gemeu ontem pra mim?
– Apple eu...
– Com certeza ele deve estar te chupando melhor que eu.
– APPLE! ME ESCUTA! Eu jamais sairia com ele de novo, e você sabe muito bem disso. Eu amo você Apple querida — disse acariciando seu rosto, mas em um ato bruto ela tirou minha mão de seu rosto.
Quando a olhei, vi seus olhos cheios de lágrimas, e ela nunca chorava em público.
– Pare de negar, eu sei o que vi. — disse ela com a voz trêmula.
– Você entendeu errado, eu...
– EU VI AQUELE DESGRAÇADO BEIJANDO SEU PESCOÇO, O MESMO QUE EU BEIJEI ONTEM E VOCÊ FALOU QUE ERA MEU. — grita Apple chorando mais forte.
– Apple, me escu...
– Sai, Rarity! — diz ela sem me olhar.
– Apple, espera, eu...
Então ela me encara e meu coração quebra. Ela estava chorando com os olhos vermelhos e dentro deles vi que ela havia caído na farsa de Discord. Então eu recuei três passos, eu iria deixa-la em paz, mas não sem antes lhe dizer que a amo.
– Apple, eu só... — parei por uns segundos. — Desculpe, mas eu te amo. — e então sem nem me olhar direito ela seguiu para uma direção e eu fiquei lá, chorando.
...FIM DO FLASHBACK...
Depois disso, eu havia ligado pra Flutter, ela estava passando por algo parecido, então ficamos a primeira aula inteira conversando. Eu precisava encontrar Apple, falar a verdade para ela. Precisava abraçar minha Apple e a beijar, precisava dela comigo. E de novo apenas mais um minuto havia se passado, e as horas riam de mim, por nada ser como eu espero.
...UNS BONS MINUTOS DEPOIS...
A aula havia acabado. Eu precisava falar com Apple, então assim que o sinal bateu, fui a primeira a sair da sala e a correr em direção ao refeitorio. Precisava achar apple, mas apenas sentei na mesa em que sempre nos sentávamos com as meninas. Eu sabia que ela iria vir aqui, ela nunca se sentava em outro lugar. Dito e feito, depois das meninas chegarem, Apple chega toda alegre e sorridente. Espera, eu perdi algo? Porque ela estava assim?
Ela comprimentou a todas, menos a mim. Sentou-se a minha frente e engatou em uma conversa com a Rainbow. Então apenas me permiti empurrar estômago a baixo a comida que me fora servida, até sentir algo acariciar-me a perna. Senti o leve roçar do couro em contraste com minha pele . Senti que apple subia sua perna mais e mais, até que esta foi parar no meio de minhas coxas.
– Você está bem, Apple? — pergunto para ver se ela iria parar de me torturar assim.
– Estou ótima Rarity. Por que não estaria? — responde sorrindo malandra.
E continuou a subir sua perna, e com o pé, afastou minhas pernas as abrindo.
– Por que não estaria, Rarity? — pergunta Apple novamente, fazendo todas olharem para mim.
E então com o pé, passa a roçar a parte interna de minha coxa.
– Por... — quando ia responder, mordo a boca para segurar um gemido.
A maldita estava roçando seu pé em meu sexo. Então ela se levanta e senta ao meu lado. E com a mão por baixo da mesa, acaricia meu clitóris por cima do meu leve pano da calcinha.
– P-por... Na-nada — digo gaguejando.
– Você está bem Rarity? — Pergunta Rainbow.
Eu ia me levantar e sair dali, juro que ia. Só que quando a Apple colocava suas mãos em mim, eu perdia a posse que tinha sobre mim e passava a ser apenas dela.
– Estou B-b...
Então Apple dribla minha calcinha e passa a massagear mais rápido meu clitóris molhado.
– BEM! — digo meio alto.
Abaixo a cabeça e solto um gemido baixo. Apple aumenta a velocidade, mas quando sinto o nó do orgasmo em meu ventre e meu sexo pulsa descompassado, Apple cessa os movimentos. Me fazendo soltar um muxuxo de descontentamento.
Encaro Apple, a filha da puta estava sorrindo como se nada tivesse acontecido, então me lembro que tenho que falar com ela.
– Apple, precisamos conver...
– Poupe-me de suas palavras. — Apple quase cospe as palavras em minha cara.
Será que ela havia ficado com alguem? Será que ela já tinha outra pessoa?
Então me lembro que ela pode ficar com alguém, aliás, se nem estávamos namorando, porque ela iria ser leal a mim? Ninguém podia impedi-la de fazer o que quisesse. E ao me dar conta disso, percebo que nada poderia me deixar mais triste, pois tudo que vivi com Apple fora tão intenso, com tanto sentimento que poderiam nos considerar como pessoas casadas.
Mas a verdade é que, estávamos ocupadas demais entregues uma a outra que não nos preocupamos se pertencíamos oficialmente uma a outra. Na verdade, eu a amava e, para mim, nada justificaria se ela estivesse mesmo com alguém. Mas eu não iria desistir. Eu falaria com ela. Eu jamais desistiria de minha Cowgirl.
– Apple, eu preciso falar com...
– Então como está indo os preparativos pro campeonato?- ela novamente me corta e meu coração se despedaça. Se ela estava fingindo que eu não existia em sua vida, eu a pouparia do trabalho.
E como o destino é meu melhor amigo, meus olhos começaram a encher-se de lagrimas e elas começaram a escorrer por meu rosto levando junto minha maquiagem e os destroços de meu coração. Então pra disfarçar, abaixo a cabeça e meu cabelo cai por cima de meu rosto, mas um soluço me escapa, e meu choro aumenta.
– Er... Você tá bem, gata? — pergunta Rainbow.
– Rarity? Está tudo bem? — pergunta Flutter.
Então encaro Apple e esta desvia o rosto para outro lugar. Como se fosse um sinal para minha deixa, me levanto e corro dali. Corro de todos, corro de Apple, e do que eu sinto.
Entro em um corredor deserto, e não aguentando mais ficar de pé, minha pernas cedem me fazendo ficar de joelhos, e me permito chorar e soluçar o mais alto que podia. Então sinto dois braço me abraçarem e uma mão afagar meus cabelos e os soluços se intensificam. Depois de um certo tempo chorando e soluçando, começo a sentir uma forte dor de cabeça e uma enorme onda de sono, finalmente cesso meu choro e olho para meu protetor, era Sweet Bell. Mas como?
– Você está melhor? — ela pergunta e se afasta me dando espaço. — Eu te vi correndo chorando e vindo pra cá, e a Scootaloo veio correndo em minha direção dizendo que estavam todos falando de você no refeitório.
Então limpo meus olhos, todo borrado com rímel escorrido e a encaro.
– Estou melhor, obrigada, querida, por me ajudar. — agradeço.
– Mas porque você estava assim? Nunca te vi chorar desse jeito. — diz Sweet Bell preocupada.
– Er... Não foi nada. — digo tentando enrolar ela.
Mas como eu ia enganar ela? Eu não podia contar que estava assim porque a Apple estava me evitando porque achava que eu a estava traindo.
– Eu chorei porque vi um vídeo no celular da Flutter de um gatinho morrendo. E lembrei de Opalência.
– Então isso não tem nada a ver com o fato de você e a Apple terem brigado hoje mais cedo?
Como ela sabia? Será que ela havia ouvido?
– C-como você...?
– Rarity, como te contar isso? Eu já havia percebido um certo carinho especial entre você e a Apple. E todas as vezes que ela dormia na sua casa e trazia a Apple Bloom, vocês não se desgrudavam e sempre estavam abraçadas ou com as mãos dadas. Era muito bonitinho de ver. Eu sempre desconfiei de algo, e hoje escutando a conversa do idiota do discord com você, e a da Apple tambem... — e nesse momento Sweetie Bell ficou vermelha — ... Eu percebi que tinham algo. Então não se preocupe, eu te apoio e te amo, você gostando dela não muda nada pra mim. Você sempre será minha irmã mais velha.
Após ela dizer isso eu a puxo para um abraço. Nunca pensei na ideia de contar para ela ou ela saber o que havia entre Apple e eu, mas era exatamente disso que eu precisava , do apoio de alguém.
– Eu amo a Apple, Sweetie Bell, mas ela nem quis me ouvir. — digo suspirando para minha irmã mais nova.
– Dê um tempo a ela Rarity, ela certamente está confusa. Mas a Apple é uma pessoa muito boa, ela com certeza te ama e já está morrendo de saudades. — diz ela me acalentando.
– Como você sabe que ela me ama mesmo? — pergunto sem intenção.
– Eu não sei, mas vejo isso em seu olhar. Ela te olha como se te protegesse e cuidasse de você. — diz ela sorrindo.
Então me levanto e de mãos dadas com a minha irmã, caminho em direção ao banheiro.
...ALGUMAS HORAS DEPOIS...
O ultimo sinal havia batido, e como me aconselhara Sweetie Bell, eu deveria dar um tempo a Apple e a mim, então ignorei todas as mensagens de texto das meninas e as ligações. Eu iria embora e iria dormir, estava exausta e cansada. Então assim o fiz, sai da sala e atravessei a escola e para evitar ver as meninas sai junto da multidão e segui meu caminho até meu carro.
Entrei em meu carro e o liguei pisando fundo, eu precisava descansar, mas não sem antes dar uma passadinha no mercado. Parei o carro em uma vaga do estacionamento e me dirigi ao local, e comprei dois potes de sorvete. Depois que paguei, entrei em meu carro e sai em direção a minha casa.
Estacionei meu carro em minha garagem e tirei as sacolas e a mochila de dentro dele. Fecho a porta do mesmo e o portão, mas quando vou em direção à porta, acho uma Sweetie Bell segurando um envelope e uma Apple Bloom carregando um enorme buquê de orquídeas, minhas flores favoritas.
– Ei meninas, querem entrar? — pergunto ficando de frente para elas.
As duas negam com a cabeça e sorriem, então Apple Bloom me entrega o buquê e diz:
– Para aquela que consegue cheirar melhor que todas as flores, ser mais bonita que todas as flores e única como todas as flores. — e então esta sai correndo.
Então Sweet Bell vem sorrindo em minha direção e coloca o envelope no meio das flores.
– E para que ela saiba que sempre me lembrarei dela ao ver cada flor ou sentir cada gota de seu perfume. — e então esta também sai correndo na mesma direção em que Apple Bloom foi.
Espera. O quê estava acontecendo? Abro a porta da minha casa com pressa, jogo a mochila no chão, coloco as flores e as chaves em cima da mesa e guardo os potes de sorvete no freezer. Então vou até a mesa e pego as flores, as cheiro, tiro o envelope do meio delas e as coloco em um vaso. Abro o envelope vermelho com três maçãs desenhadas.
“Esteja me esperando as 20:00. Seja uma boa menina, e se arrume tão elegantemente quanto pode.
PS: Uma menina má tem que ser castigada.”
Nem uma assinatura, nem um carimbo, não havia nada que pudesse me identificar o autor, mas meu coração sabia quem havia escrito. Então, apenas permito-me pegar um pote de sorvete e uma colher e seguir até meu ateliê. Afinal, minha cowgirl havia pedido para mim ir tão elegante como posso e eu não queria ser castigada por desobedece-la.
...MUITAS HORAS E SORRISOS DEPOIS...
Eram 19:45, eu estava apenas dando um toque final em meu look, passando meu chanel 5.
Eu havia feito um vestido realmente fabuloso, com mangas em tecido roxo tansparente, ele era um degradê do roxo ao azul escuro, e a calda, que tinha a parte azul quase preto, com pontos de brilho feitos com cristais. Era meu tributo aos céus.
No meu cabelo, um coque com alguns enfeites de diamantes, o colar de pedra roxa que a apple havia me dado de aniversario, e claro não esqueceríamos dos saltos, brancos. Nos olhos apenas um delineador e um rímel foram usados e na boca um batom rosado.
Pegando uma pequena bolsa branca, meu celular e cartão de crédito, sigo em direção a porta de casa, a tranco e saio portão a fora ficando na calçada. Avisto o carro de Rainbow virar a esquina e parar em frente a minha casa.
– Bora gata? — pergunta Rainbow e minha mente fica toda embaçada.
Vendo que eu não entro, Rainbow sai do carro e me encara.
– Caralho Rarity, você está magnifica. Muito linda mesmo, mas temos que ir, ou vai deixar sua garota esperando? — ela pergunta, e eu sorrio ao perceber que Rainbow era apenas minha carona.
Ela me ajuda a subir no carro e, jogando conversa fora, seguimos em direção a qualquer lugar,parando minutos depois Rainbow em frente a um restaurante muito lindo e chique.
– Tem certeza que ela está aqui? — pergunto para Rainbow.
– Por que não vai descobrir?- diz ela sorrindo.
Saio do carro e vou em direção a porta do restaurante.
– Ah! Rarity, fale que é a srta. Jack, e boa sorte gata! — assinto e entro no restaurante.
O lugar era muito mais lindo por dentro, cheio de mesas com toalhas vermelhas. Rosas bracas decoravam o centro de todas as mesas, e só o que residia com elas eram taças e garrafas de champanhe. A iluminação tinha um quê de clichê, pois eram lâmpadas meio amareladas, e as paredes eram pintadas em tons pastéis, algumas paredes, porém, eram vidros que davam para uma ótima vista do jardim todo decorado e iluminado. Era um dos restaurantes mais lindos que já vi.
– Boa noite senhora. — diz a recepcionista ao me ver. — Posso ajuda-la?
– Ah, procuro uma dama chamada Applejack. — digo a ela.
– Você fez reserva? — pergunta a recepcionista, fazendo-me lembrar do que Rainbow me disse.
– Sou a srta. jack — digo a ela.
– Acompanhe-me madame. A propósito, a senhorita está linda esta noite. — diz ela sorrindo e me guiando.
Caminhamos entre as mesas, meu coração se acelerando a cada mesa em que passávamos, embora passassemos todas sem parar em nenhuma. A recepcionista abre uma porta para mim que nos levava direto ao jardim.
– Seja bem vinda ao BestNight, fique a vontade. — apenas assinto, e sigo em frente, adimirando a beleza do jardim.
E que jardim! Todo iluminado e cheio de flores e plantas, cheio de vida. Tinha até um pequeno lago com uma pequena ponte. Cruzo a ponte, vendo não muito longe uma mesa toda iluminada com velas, então sigo em sua direção.
A mesa tinha uma toalha branca, em seu centro residia um balde de gelo com um champanhe e duas taças, por todo o chão havia velas e algumas pétalas de flores. Então sinto uma mão em minha cintura e um nariz roçar meu pescoço, subindo em direção a minha orelha e uma voz quente e suave sussurar:
– Está encantadora esta noite, srta. Jack — fecho os olhos apenas para sentir Apple beijar meu pescoço.
– Ah, Apple, eu sinto muito. — digo me afastando e me virando para olha-la.
Ela estava linda, com um vestido verde que beirava o joelho, com caimento justo que realçava suas curvas. Ela usava um salto preto, e seu cabelo estava preso por uma trança.
– V-você está linda. — digo a olhando.
Ela apenas se aproxima de mim.
– Olha Apple, eu... Eu juro que não fiz nada, eu apenas te a... — e revirando os olhos com um sorriso sacana de lado, Apple me interrompe colocando a mão atrás de meu pescoço e trazendo meu rosto para perto do seu.
– Você o quê, Rarity? — pergunta Apple sorrindo.
– Eu te amo. — digo com firmeza.
Então nossas bocas se chocam, e com sede nossas linguas se roçam batalhando por espaço, e me permito derreter nos braços de Apple.
Nos separamos por falta de ar, e ela apenas sorri e puxa a cadeira para que eu pudesse sentar. Ela caminha para seu lado, pega a garrafa de champanhe e a abre, servindo-nos. Ela coloca a garrafa novamente no gelo e estende sua taça em direção ao céu.
– A nós! — branda ela.
– A nós! — eu repito.
Então tomamos um gole. Ela se senta e com um sorriso me da uma piscadela, fazendo com que esse ato eu fique toda boba e caidinha por ela.
– Hoje eu encontrei a Sweet Bell antes do intervalo. — diz ela olhando em meus olhos. — Ela me contou a verdade, desculpe por ter duvidado de você.
– Você me magoou. Eu falei a verdade e você nem parou pra me ouvir. — defendo-me.
– Eu sei, mas é que da onde eu estava, parecia que ele estava beijando seu pescoço. Eu fiquei posessa, você é apenas minha. — diz ela com um biquinho lindo, tive que me segurar para não morder ele.
– Mas, se foi antes do intervalo, por que você fez aquilo comigo? — digo já fechando a cara.
– Ahh! Era apenas para mostrar a você que te tenho em minhas mãos e que você me pertence. — diz ela bebendo mais champanhe.
– E por que me ignorou e nem se importou quando chorei? — digo um pouco alterada.
– Docinho, você acha que se eu a olhasse eu aguentaria te ver chorar? Eu iria te puxar para um abraço e te beijar até você sarar, e esta noite seria inútil. — diz ela sorrindo.
Apenas assinto. Como era possível eu me apaixonar mais ainda por alguém? Eu apenas amava ela como nunca amei ninguém. Então a vi levantar e oferecer sua mão para mim.
– Me daria a honra? — pergunta apple rindo, então apenas lhe estendo a mao e a sigo.
“One More Night”, do Maroon 5, começa a tocar. Apple agarra minha cintura, eu envolvo seu pescoço com minhas mãos e começamos a dançar.
– Eu já disse que está linda? — pergunta Apple.
– Já, mas não ligo se disser mais vezes. — digo sorrindo.
Ela então escorrega suas mãos para minha bunda e a aperta.
– Você é tão gostosa Rarity. — diz Apple.
Ela sobe uma mão por meu corpo chegando até meu pescoço, onde ela puxa para nossos lábios se encontarem, e um beijo apaixonado e calmo surge. Eu podia sentir toda extensão de sua boa, todo o seu gosto, nossas línguas se abraçavam e seu gosto me invadia. Paramos por falta de ar, mas sem dúvida, era o melhor beijo que já havia tido em toda minha vida.
– Senhoritas...? — diz o garçom nos atrapalhando. — Vão querer pedir agora?
Eu e Apple nos afastamos. Sorrindo ela responde:
– Claro.
Então jantamos. Apple fazia gracinhas me fazendo rir, e às vezes trocávamos olhares penetrantes e carinhos leves. Ao decorrer disso tudo, várias taças de champanhe se foram até que se tornaram garrafas e garrafas.
Então quando o garçom foi para dentro levando o cartão de Apple, que não me deixou pagar a conta, Apple diz:
– Que tal andarmos pelo jardim?
Assinto e então fomos jardim a dentro. Andávamos de mãos dadas, e às vezes parávamos para poder nos beijar, e muitas dessas vezes os beijos se intensificavam até virarem amassos íntimos. Apple então me puxa para perto de uma velha árvore cheia se orquídeas.
– Então rarity, eu estava pensando... Se o Discord se aproximou assim de você, qualquer outro pode. E pensei que se você tivesse algo para simbolizar que está comigo, pudesse ajudar.
Então ela tira de seu bolso uma caixa de veludo vermelha, ela a abre e se ajoelha.
– Rarity, quer namorar comigo? — diz ela sorrindo, e percebi que estava nervosa.
Eu estava boquiaberta. Nunca pensei que ela fosse fazer isso. É por isso que amo essa cowgirl.
– Eu... Eu... É claro que eu aceito, Apple...
Ela se levanta e coloca o anel em mim, e me entrega a caixa para aue eu possa colocar o dela no seu dedo.
Então eu a puxo para um beijo demorado e cheio de fervor. Quando paramos ela sorriu, o mais lindo dos sorrisos.
– Temos que voltar agora. — diz ela.
Caminhamos então de volta para a mesa. Ela coloca sua mão em volta de minha cintura e sussura em meu ouvido:
– Ah, mas nao se preocupe, vou te lembrar que pertence e sempre pertenceu a mim.
A olho e rio. Eu estava tão feliz, eu a amava tanto. Apenas mordo o lábio e ela sorri. Eu posso não ter certeza se amanhã estaremos tão bem quanto hoje, ou se estaremos feliz, mas sei de uma coisa: a noite com Applejack estava apenas começando.
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