Borboletas do Arco-Íris

4 Rainbow Dash - Imagina, gata. Eu conto pra você.


Notas iniciais
HEEEY BRONIES! Demorei mas tô aqui. Preparados para o quarto capítulo? Agradecendo de novo a the wolves queen, continue comentando, gata o/ Vejo vocês lá em baixo ^w^'

Eu não tava acreditando que a Flutter não se importava em eu ser bi. Quer dizer, geralmente as pessoas reagem de forma diferente a isso.

E eu estava começando a me sentir estranha quanto a Flutter. Eu não suportei ver Discord tentar beija-la, e acabei atrapalhando. E a Flutter era alguém inocente, bem ao contrário de mim. Sabe aquela sensação de pervertida que você mal pode esperar pra corromper alguém inocente? Bem, eu mal podia me conter.

Tudo bem, Rainbow Dash. Pode parar agora. Só porque a Flutter te aceita como bi, não quer dizer que ela quer fazer algo com você. Você está se precipitando demais! Mas eu não consigo me conter!

De qualquer forma, isso não quer dizer que eu queira exatamente algo com ela. Entenda, eu nunca me apaixonaria pela Flutter. Ela é muito frufru. Apesar de ela ser adorável, linda, sensual e... Chega! Tenho que me controlar!

Depois da nossa conversa, decidimos que já era hora de ir embora. Eu chamei Fluttershy para dormir na minha casa, então por isso decidimos ir embora a pé. Eu morava bem perto da Trixie, então não haveria problemas.

– Eu acho que vem uma tempestade por aí – comenta Flutter.

– Não se preocupe, nós chegaremos à minha casa antes da chuva começar.

Depois disso andamos um pouco em silêncio. A rua estava deserta, pois já se passava da meia-noite, além de que ali era um bairro bem calmo. Depois de um tempo, começou a chover fraco.

– Já começou a chover – diz Flutter.

– É só uma garoa – digo – Não tem porque se preocupar, gata.

– Mas ela tá ficando mais forte. – argumenta Flutter.

– Você é feita de açúcar? – digo rindo – Até onde sei, seu cabelo é natural.

Então ouço um trovão ao longe. Opa, fodeu.

– U-um trovão... – gagueja Flutter.

– Você tem medo de trovões? Não se preocupe, esse foi bem longe.

Mais um trovão, e agora a chuva já está bem mais forte.

– Raibow! – grita Flutter assustada.

– Ok, vamos nos apressar.

Pego a mão de Flutter e saio correndo. A chuva engrossa cada vez mais, formando enxurradas em vários pontos. Piso em uma poça sem querer, e sinto a água alagar minha bota.

– Porra! – grito frustrada – Mais rápido, gata!

– E-eu estou tentando! – grita ela mais alto que o som da chuva.

– Estamos perto, falta pouco!

Continuamos a correr, quando finalmente chegamos à minha rua. Ouço mais um trovão, e um grito de Flutter atrás de mim.

– Calma gata, ali está minha casa. Estamos chegando.

Paro na frente de casa e começo a abrir o portão.

– Vai logo, Rainbow!

Abro o portão desesperadamente e entramos correndo para dentro de casa. Caímos de joelhos assim que entramos. Flutter ri.

– Conseguimos.

Olho para ela. O vestido que Rarity fez para ela está em sopa. Por causa da água, o vestido gruda em seu corpo, deixando o tecido transparente, dando para ver a forma de seu sutiã. Só então percebo que seios lindos ela tem. São redondinhos e muito maiores que os meus.

– Você está bem? – pergunta Flutter me tirando do transe.

– Estou sim. – digo me levantando. – Que chuva não, gata?

– Sim – diz ela – Eu avisei.

Rio envergonhada.

– É. Vou te escutar da próxima.

Ela ri me acompanhando.

– Venha – digo oferecendo a mão para ela se levantar – Vai pegar um resfriado se continuar com essa roupa.

Ela pega minha mão e se levanta. Eu a conduzo para o meu quarto.

– Onde estão seus pais? – pergunta Flutter.

–Viajando. Sabe, eles amam viajar. Então quase sempre fico sozinha em casa.

Ela assente. Ela me segue até meu quarto.

– Venha, vou arranjar uma roupa para você.

Começo a fuçar no meu guarda-roupa, procurando algo para Fluttershy vestir.

– Seu quarto é bonito – comenta ela olhando em volta.

Pego meu único pijama rosinha que tenho, que não uso há muito tempo, mas que ainda serve.

– Obrigada – digo entregando o pijama a ela.

Ela começa a tirar a roupa ali mesmo. Observo, sem poder me conter.

– P-pode se virar, por favor? – pede ela – Eu tenho vergonha.

– Ah. D-desculpe. – me viro e procuro um pijama para mim.

Acho um pijama azul que eu adoro, mas continuo virada para que Flutter termine de se vestir.

– Pronto – diz ela.

Viro-me e... Bem, o pijama não serviu muito bem para ela. Por ser mais peituda, ele ficou menor, e a blusa do pijama ficou mais levantada que o normal, deixando a mostra sua barriga. E o busto não era lá muito decente, deixando a mostra boa parte de seus seios também. Aquilo era tão... Sexy.

– Acho que não serviu muito bem – diz ela desconfortável.

– Espere que eu vou achar outro pijama e...

– Não precisa – diz ela me cortando – Eu durmo com esse mesmo.

Ela queria mesmo me matar, só pode. Ela espera que eu fique normal dormindo ao lado daquela imagem sedutora? Eu já podia sentir minha intimidade esquentar só de ver tal cena.

– Se você quer assim – digo, tirando o vestido.

Ela observa por um tempo, e depois se vira envergonhada.

– Desculpe.

– Imagina – digo terminando de me trocar. – Pronto.

Ela se vira para me olhar.

– Você fica bonita com esse pijama.

– Obrigada – digo envergonhada.

Começo a arrumar minha cama de casal para dormirmos, e ficamos em silêncio por algum tempo.

— Então – começa Flutter, pra quebrar o silêncio – Como conheceu as meninas?

— Meus pais são como eu, adoram um esporte. Sabe, eles viajam por aí em busca de aventura. Eles me levavam junto quando eu era pequena, mas depois que eu cresci e tive que frequentar a escola as coisas mudaram. Nós nos mudamos de Cloudsdale para cá, porque Canterlot High era uma escola melhor. Eu as conheci no colégio e...

— Eu quis dizer – diz Flutter com cautela – A Pink...

Ela me olha envergonhada, como se sentisse que disse algo errado. Bem, ela disse. Eu não sabia se já tava pronta pra falar da Pink. Mas ainda assim eu sabia que a Flutter merecia saber a história toda.

— Eu... Não devia ter perguntado – diz Flutter – Me desculpe.

— Imagina, gata – digo como se não fosse nada demais – Eu conto pra você.

Ela sorri.

— Pois bem. – digo, me sentando na cama ao lado de Flutter – Eu sou amiga da Pink desde bem... Desde sempre. É meio difícil não notar ela, né? Bem, nós estudamos juntas desde o primário. Mas você sabe, as coisas mudam e nós crescemos... Acho que eu estava carente, sei lá. Eu me apaixonei pela Pink. A Pink sempre foi uma pessoa liberal, então quando tentei alguma coisa com ela, ela simplesmente deixou se levar. Mas... Eu não era a única. A Pink não tava comigo porque me amava. Ela tava comigo pra curtir. A Pink não costuma se prender muito em alguém. Eu deveria saber disso. Mas eu deixei as coisas irem longe demais. As coisas não foram nada bem, porque eu me afastei de todas, com medo do que elas achariam se acaso soubessem sobre eu amar a Pink. Me afastei até mesmo de Pink. Mas no fim, eu acabei desabafando com a Rarity, que entende dessas coisas. A Rarity foi legal comigo, e me aconselhou a contar para as outras. Todas entenderam até mesmo a Pink. Ela se desculpou comigo, mas... Ela não me amava. Tudo parecia bem, mas não tava. Eu tava com o coração partido pela primeira vez. Eu tinha minhas amigas pra me apoiar, mas... As coisas eram complicadas. Ás vezes eu ainda acho que não superei. Sei lá.

Fluttershy, que até ali ouvia com atenção a minha história, levantou a mão e acariciou meu rosto. Só então percebi que estava chorando. Fluttershy me olha com compaixão, e não diz nada. Ah, se ela soubesse... Eu tinha que reprimir meus sentimentos por ela antes que fosse tarde. Eu não podia me machucar de novo.

Mas era meio difícil resistir com ela me olhando com aqueles olhos verdes, tocando levemente meu rosto, como se esperasse por algo. Não, eu devia estar imaginando coisas. Eu tinha que resistir ao impulso de beija-la ali mesmo. Apesar de ela estar apenas limpando minhas lágrimas, eu sentia algo mais.

Involuntariamente, me aproximo lentamente dela. Fluttershy permanece ali, paradinha. Eu penso que no último momento ela vai se esquivar e brigar comigo. Mas ela não o faz. Então eu hesito e paro. Não posso fazer isso. Controle-se, Rainbow.

Paro e começo a voltar a minha posição original, mas Flutter me impede me puxando pela nuca e se aproximando de mim novamente. Quando eu menos espero, ela me beija. Pra quem tinha dito que nunca tinha ficado com alguém, ela beijava bem pra caralho. Seus lábios eram macios e deliciosos, e seu cheirinho de flores recém-colhidas espalhava-se pelo quarto, me deixando embriagada.

Quando o ar falta, nos soltamos e nos olhamos. Apesar de estar corada, Flutter não parece estar com a vergonha que sempre aparentava ter.

— Eu... — começa ela — Me desculpe, eu...

— Tá tudo bem, gata. — digo, fingindo que não estava torrando de vergonha — Eu meio que queria isso...

Ela sorri para mim e volta a me beijar. Eu não poderia me controlar mesmo se quisesse. Minha mão simplesmente ganha vida própria e se encaminha para os seios de Flutter e passo e aperta-los por cima do pijama, fazendo Flutter soltar um gemidinho em meus lábios.

E então me lembro de como deveria me segurar e estava fazendo exatamente o contrário, então empurro Flutter me afastando um pouco dela. Ela me olha assustada. Tadinha. Deve achar que é culpa dela. Como sou um monstro.

— Desculpe — digo — Eu não deveria... — surpiro — Olha, Flutter, eu sei que você não quer isso. Você não é como eu, e não deve ser, e nem deve se inspirar porque eu sou bi. Você é muito inocente, e nunca experimentou fazer sexo com um homem, então você tá se enganando, eu tenho certeza que você não vai querer ser como eu, principalmente porque esse tipo de gente sofre muito.

— Rainbow — diz ela docemente — Eu posso nunca ter tido esse tipo de experiência, mas não me julgue como uma sem opinião. Eu sei o que estou fazendo, e sei muito bem o que eu sinto. Você não deve se sentir insegura só porque a Pink não te amou isso não quer dizer que eu não vou te amar. Rainbow, eu não te beijei por causa do momento, eu estou sentindo isso desde que te conheci, e você me dizer que é bi me abriu uma brecha. Você pode não sentir o mesmo por mim, mas eu sinto. Eu também não vou te forçar a nada, tá?

Olho para ela pasma, porque nunca cogitei a chance de ela estar se apaixonando por mim também. É a primeira vez que isso acontece comigo, nunca ninguém me aceitou tão bem, e muito menos correspondeu o que eu sinto. Sorrio para ela.

— Eu não sabia que você sentia o mesmo que eu – digo me aproximando para beija-la novamente.

O telefone toca antes mesmo de eu conseguir beija-la.

— Pode atender — diz Flutter sorrindo envergonhada.

— Só um minutinho — digo me dirigindo ao telefone que fica na sala.

— Alô? — digo, atendendo ao telefone.

— Rainbow? — diz Pink Pie. — Precisamos de você aqui. A Applejack...

Notas finais
FLUTTERDASH PORRA!! HEUAHEUHAEUHA O que será que houve com a Applejack? Vejo vocês no próximo cap o/