Borboletas do Arco-Íris
8 Rainbow Dash - A mesa, a ponte, e a garota irritante
Notas iniciais
Terminamos de comer e Fluttershy me ajudou com a louça. Mentira, ela lavou a louça mesmo, eu só olhei. Fazer o que, se ela não me deixava ajudar? Não que eu quisesse. Odeio louça. Se alguém diz “deixa que eu lavo”, você vai insistir para lavar? Só os trouxas mesmo, né!
Esperei sentada pacientemente a Flutter terminar a louça. O que não era nada fácil, já que ela fica sexy lavando louça. Tá, vamos combinar que ela fica sexy de qualquer jeito.
Tento me manter firme até ela terminar. Quando ocorre, ela se senta na mesa a minha frente. Maldição! Ela quer me matar, só pode! Eu abraço suas pernas, e ela abaixa a cabeça para me beijar. Merda, já estava ficando quente de novo.
Sem pensar duas vezes, levanto-me da cadeira e permaneço de pé, inclinando-me para beija-la mais possessivamente. Aperto seus seios, fazendo-a soltar um gemidinho. Desço beijinhos em seu pescoço, já puxando sua blusa para cima. Tiro seu sutiã logo em seguida. Como está claro, visualizo melhor agora seus seios.
Abocanho o primeiro sem cerimônia, fazendo-a soltar um gemido de surpresa. Olho para ela e vejo seu rostinho contorcido de prazer. Com uma mão, acaricio seu outro mamilo, e com a outra vou abrindo o zíper de sua calça.
Que fique claro que tudo isso é culpa dela mesma. Ninguém mandou ficar toda sexy na minha frente lavando a louça. Tive que me segurar muito para não agarra-la. Agora tava mais que na hora de parar de passar vontade, não?
Depois de deixar o primeiro vermelhinho, passo para o outro. Ela soltava gemidinhos de prazer, me deixando mais quente. Depois de terminar meu trabalho com eles, dou um beijinho no valo de seus seios e vou descendo beijos por sua barriga.
Enquanto beijo sua barriga, vou tirando sua calça. Quando finalmente chego à sua calcinha, a tiro delicadamente. Observo melhor agora sua intimidade já úmida. Deslizo lentamente meus dedos de sua entrada para seu clitóris. Ela solta um gemidinho impaciente.
— Rainbow... — ela chama.
— Sim? — digo passando meus dedos calmamente em sua intimidade.
— Vai logo...
Sorrio maliciosa para ela, e quando ela menos espera, estoco com força meus dedos. Ela está tão molhada que meus dedos entram facilmente. Ela geme surpresa, e eu começo os movimentos com a mão. Com a mão livre, seguro sua coxa para manter suas pernas abertas. Fluttershy estava nua em minha mesa, e ela era meu prato delicioso que eu iria comer.
Abocanho seu clitóris e chupo deliciosamente, a fazendo gemer mais alto. Sinto o gosto de seu prazer em minha boca e me delicio com seu gostinho. Ela morde o próprio lábio para conter os gemidos — e devo dizer que não adiantou muita coisa.
Ela geme mais alto e seu interior treme em meus dedos, anunciando que vai gozar. Vou estocando meus dedos mais rápido, e chupo seu clitóris com força, e ela goza deliciosamente em minha boca.
...HORAS DEPOIS...
Já era à tarde, e Fluttershy teria que ir embora. Eu estava triste, pois não queria ficar longe dela. Mas infelizmente, ela teria que ir, senão seus pais ficariam preocupados.
Eu acompanho-a até uma ponte que ligava seu bairro ao meu. Eu não poderia demorar, pois teria que voltar e treinar mais um pouco meu basquete que estava desgastado — teria um campeonato no próximo mês, então eu teria que começar a treinar, se quisesse que nosso time ganhasse.
Por isso só a levei até a ponte, onde nos despediríamos. Vários carros passavam pela ponte na pista, e estávamos extremamente expostas. Não poderia beijá-la ali. O silêncio se fez desconfortável entre nós. Flutter começava a corar novamente, como sempre.
Então me lembro de algo. Na noite anterior, quando nos beijamos pela primeira vez, eu a afastei. Talvez ela pensasse que eu só a usei na cama, e que ainda não sentisse nada por ela, e sim que eu ainda amava a Pinkie.
Mas a verdade não era essa. Eu não queria que chegasse a tal ponto, mas devo admitir que eu já estou completamente apaixonada por ela. Eu já não conseguia mais ficar longe dela sem entrar em certa agonia. Ela precisava saber disso, e eu deveria dizer agora.
— Flutter... — começo, mas ela me corta:
— Meus pais já devem estar preocupados, então vou nessa. — diz ela já se afastando. Droga, acho que magoei ela.
— Flutter! — ao invés de parar, ela apenas anda mais rápido. — Fluttershy! — vendo que ela só se afasta para mais longe, não vejo outra alternativa. Eu tinha que dizer agora, antes que as coisas passassem de ruim para péssimas! Sem pensar muito, grito: — EU TE AMO!
Ela não parece acreditar em mim. Mas ela me ouviu. Sei disso porque ela balança a cabeça como se não acreditasse em mim. Ela deve pensar que eu só me levei pelo momento, e que não a quero de verdade. Eu sou um monstro mesmo, e tinha que conversar com ela para que ela acreditasse em mim.
...NO DIA SEGUINTE...
Meus pais chegaram de viagem já me amassando em um abraço. Não tivemos tempo para conversar, afinal eu já estava de saída para a escola. Estava com mais pressa que o habitual, pois tinha que conversar com a Flutter.
A escola não é tão perto de casa — mas também não é tão longe. Mesmo assim, eu corro todos os dias até a escola, já me preparando para os treinos. Normalmente, os treinos só ocorrem após a aula, mas mesmo assim eu adoro correr. Consigo aliviar meu estresse melhor assim.
Naquela manhã, meu único estresse era a Flutter. Eu não acredito que tenha sido tão idiota em esquecer de dizer a ela antes o que eu sentia. Depois da coisa toda que rolou na mesa, ela pareceu ficar magoada o resto do dia. Mas como sou uma babaca, só fui perceber o que tinha feito bem depois.
Chego na escola e como de costume só haviam chegado poucas pessoas ainda. Localizo Flutter conversando timidamente com uma Pinkie animada. Corro apressada até elas, e Flutter não parece muito feliz em me ver.
— Gata, eu preciso conversar com você — digo já puxando seu braço. Como estamos com Pinkie do lado, ela não diz nada e apenas me segue.
Eu a puxo para um canto do corredor, onde sei que ninguém pode nos ouvir.
— Me desculpe por ontem. Eu...
— ...Não queria dizer aquilo? — ela me corta olhando-me furiosa — Eu não pedi para você dizer que me amava. Desculpa se não é isso que você sente por mim. Talvez tenha sido um grande engano termos feito tudo aquilo. Mas lembre-se que eu não te forcei a nada, Rainbow Dash. Me desculpe se não sou a Pinkie.
Ela estava realmente brava. Eu nunca tinha visto a Flutter assim. Eu nunca pensei que uma garota tão adorável como ela pudesse ficar tão furiosa assim. Ela me dava arrepios com aquele olhar desaprovador.
— Não Flutter, é bem pelo contrário — tento me explicar — Eu te amo de verdade. É só que eu acabei não dizendo isso quando podia. E deixa a Pinkie pra lá, eu já não sinto o mesmo por ela. Eu amo você agora, está bem?
Ela me olha ainda não acreditando em mim. O que eu faço?!
— Flutter, por favor, acredite em mim! — digo desesperada.
— Acredita na sua amiguinha, Flutter. — diz uma voz atrás de mim. Sem me virar, sei que é Sunset Shimmer. O quanto ela ouviu? — Ah, não se preocupe — diz ela como se lesse meus pensamentos — Eu não ouvi nada de sua patética conversa com a novata.
Viro-me para ela.
— Então não se intrometa. Vá dar a bunda na esquina como você sempre faz e nos deixe em paz.
— Ah, querida Dash. Não fale assim. Eu não sou como você.
Fecho meus punhos e me preparo para bater naquela vadia até ela sangrar. Mas Flutter segura meu braço antes que eu tomasse alguma atitude.
— Parem com isso! — ela diz — Por favor, Shimmer, nos deixe conversar?
— Não! — ela ri debochada — Afinal, eu mando nessa escola e eu não quero vocês duas de cochicho.
— Vamos Flutter, vamos para outro lugar! — digo puxando ela pelo braço.
— Acho que não — diz Sunset Shimmer. Olho para ela e ela aponta para cima, onde fica o alto-falante. Como se esperasse essa deixa, o sinal toca bem acima de nossas cabeças.
Suspiro e solto Flutter.
— Eu falo com você mais tarde.
Flutter me olha. Ela parecia confusa sobre o que pensar de mim agora.
— Na minha casa — ela diz apenas e segue para sua aula.
Eu olho ela partir e solto um suspiro aliviada. Pelo menos ela quer me ouvir.
— O que está esperando, Dash? — diz Sunset Shimmer impaciente. Tinha até esquecido que ela estava ali.
Olho para ela com raiva. Ela me olha como se fosse superior. Seus olhos e seu pé batendo constantemente no chão diziam que ela não estava com paciência hoje. Será que levou um fora?
Mostro meu dedo do meio para ela antes de seguir para minha aula. Ela apenas ri debochada seguindo para sua sala.
Não consegui prestar muita atenção na aula. Será que Flutter ia me perdoar e entender meus sentimentos? Só depois da aula eu descobriria. Mas a hora parecia passar lentamente. Não, a hora parecia andar para trás, na verdade. Eu já estava impaciente. Precisava conversar com Flutter.
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