Notas iniciais
Oie, galera! Estou tentando postar o mais rápido que posso para verem vocês felizes e estou ansiosa ♥

Fabray.

Entro em meu apartamento e tiro a roupa, pronta para um banho. Coberta de suor por causa do meu passeio com a chefa, eu vou direto ao banheiro e começo a encher a banheira. Olhando-me no espelho, eu digo ao meu reflexo porque soa mais claro:

—Quinn, segura a onda. Eu sei que prometemos nunca mais fazer isso com a Berry, mas ela vai nos ajudar a alavancar a carreira. Relaxa que isso é um investimento futuro para você.

Então, me esparramei na banheira para relaxar de todo aquele estresse. E fiquei pensando, estranhamente, em Rachel. Quer dizer, eu vim para Nova York sozinha e sei como essa cidade pode ser selvagem quando estamos sem ninguém. Por isso, me agarro tanto em meus parente e amigos em Ohio quando posso falar via Skype. Como ela podia se virar tão sozinha?

Para mim, isso é coisa de louco. Manter-se equilibrado e centrado completamente sozinho. Ela tem os amigos por perto, por que não aproveitar? Bom, eu acabo me pegando fazendo perguntas e mais perguntas por que sei que algumas pessoas precisam conversar, ás vezes. E sei que por ser sozinha, ela precisa mais. A maioria das pessoas na empresa não gosta dela por um ou outro motivo idiota. Eu sinto empatia por Berry. Ela tem muitos fãs e é um modelo profissional para mim, mas a empatia é pelo o que isso acarretou em sua vida pessoal. Ás vezes, é um preço alto a se pagar e espero não ter isso parecido com ela, mesmo a tendo como exemplo. Talvez seja inocência, mas acredito que consigo balancear as duas coisas. Lembrei-me do que ela me disse mais cedo sobre a amiga... Mas enfim. Que ótimo, Quinn. Só você mesmo para fazer isso.

—Talvez. –ela falou pensativa. –Mudando de assunto, você irá comigo no sábado, correto?

—Claro. –eu respondi a contragosto tentando disfarçar.

Saí da banheira com as pontas dos dedos enrugadas e fui me secar quando recebi uma mensagem da minha mãe.

Querida, estamos ansiosos para vê-la no aniversário do seu pai esse sábado. Te amo –Mamãe.

Ah, merda! Esqueci completamente do aniversário do meu pai. Como eu falarei isso para a Berry? Acho que não será nada fácil tirando pelas outras experiências vividas. Merda, Quinn. Agora vou ter que enfrentar a minha chefa, meu estomago está revirando.

Olha o relógio e são 21h41 PM. Posso falar com ela sobre isso amanhã, mas fico inquieta com a situação. Ligo para Marley via Skype.

—Oi, gata. Tudo bem com você? –diz a minha amiga com um sorriso.

—E aí, mana? Mais ou menos... Eu estou em um dilema e preciso do seu conselho. Pronta?

—Manda, loira. –ela disse ansiosa.

—Bom, eu marquei um compromisso no sábado, mas é aniversário do meu pai. Teoricamente, eu deveria viajar para Ohio e aproveita o fim de semana, sabe. Mas tem uma coisa em jogo... –eu falei hesitante.

—Já sei! É compromisso de trabalho novamente, certo? –perguntou a minha amiga em tom de desdém.

—É... –falei com um sorriso sem graça.

—Olha, Quinn, eu sei que você está pensando no seu sonho e que isso é muito importante para você. Mas não acha que está exagerando? Sei lá... Faz quanto tempo que você não vem para Ohio? –ela indagou cinicamente.

—É, eu sei... Mas tem sacrifícios que devemos fazer pelo o que queremos, não é mesmo? E sem contar que a Rachel não reage muito bem com imprevistos de última hora. –eu comecei a pensar no que conversara com Berry mais cedo.

—Você quem sabe. É tudo uma questão de prioridade, Quinn. Os seus pais com certeza vão te desculpar, mas também ficarão magoados por um tempo. Sem contar que eles marcaram já há um tempo. Isso fará com que você perca o emprego? É realmente necessário? –minha amiga falou levantando a sobrancelha.

—Acredito que não serei demitida... Na verdade, não sei. Eu nunca recusei nada a ela. Eu estou suando frio e não posso desperdiçar a minha única oportunidade.

—Será que é a única mesmo? –ela duvidou.

—De trabalhar na Fênix sim. É o meu sonho... Ah, não sei. Eu vou tentar persuadi-la. –eu disse engolindo seco. –Eu acho que consigo.

— Talvez se for mais firme que isso. Boa sorte. –Marley disse um pouco ressentida. –Tenho que ir. O Ryder está me chamando. Tchau e beijos com coraçõezinhos.

—Tchau, amor. Não faça nada que eu não faria! – falei meu mantra de despedida.

—Ultimamente nada mesmo. –ela disse com um sorriso sarcástico.

Fiquei um pouco irritada, mas não levei para o lado pessoal e acredito que ela não levou também de verdade. Desligamos.

Bom, eu entendia o lado de Marley, mas a conversa daquela tarde ecoava na minha cabeça. Rachel não parecia aceitar um não como resposta e muito menos gente que não fosse determinado como ela. Eu ficava pensando se ao menos deveria tocar no assunto.

—Ah, Quinn, ela não é tão inflexível quanto você acha. É até bacana, não precisa ter medo. Além disso, como ela poderia me demitir se eu sou quem a ajudo nos planos? Tudo bem, tudo bem. Prioridades... Ai, Marley, porque você me jogou contra a parede assim? –eu disse, tentando refletir melhor.

É, Quinn... Será que você é tão diferente da Srta. Berry, afinal?

Notas finais
Reviews? Valeu, moçada ;)