Notas iniciais
Está aí um outro lado de Rachel! Espero que gostem :) Essa semana tem mais um capítulo!

Berry.

Fui surpreendida ao encontrar uma Quinn gentil e encantadora como sempre na portaria do meu prédio. E chego à conclusão: ou ela é uma excelente profissional, ou não é tão diferente de mim quanto imaginava- o que dá na mesma. Dentro do táxi falo a ela:

—Quinn, lembra-se da conversa que tivemos no Shopping?

Ela afirmou com a cabeça enquanto sorria.

—Bom, acabei pensando muito no que você me disse e chamei minha amiga para nos acompanhar. Não é certo que venha, mas acredito que sim. E eu quero te pedir mais um grande favor: Não comenta com ela que estamos indo ao show á trabalho. Acho que ela ficaria meio decepcionada comigo... Pode ser? –pergunto quase suplicando.

—Claro, Srta. Berry. Quer dizer, Rachel. –ela acrescentou essa última parte ao ver a minha cara.

—Tudo bem! –eu disse empolgando-me.

Depois de algum tempo em silêncio, chegamos ao destino. Respirei fundo a me ver novamente na frente do Broadway Bar. Muito tempo longe desse lugar e as lembranças que ele me traz me deixam com um misto de nervosismo e ansiedade, entre outros sentimentos que não combinam com o meu perfil.

—Está tudo bem? –pergunta a loira que me acompanha ao entrarmos no estabelecimento.

—Claro. –eu respondi com firmeza.

Quem diria que a insegurança poderia voltar em um momento nostálgico. Vejo como está tudo diferentemente igual e o público, com certeza, consideravelmente maior. Não avisto meu escritor de imediato, o que é ótimo. Assim posso me acostumar com a ideia de estar no BB até que ele apareça.

—Rachel, tem uma moça alta e loira dando oi para você bem ali. –diz Quinn apontado em direção á minha melhor amiga e me arrancando de meus pensamentos.

Cumprimento a minha amiga de longe pedindo para que ela se aproxime e logo está ao nosso lado. Ela dá um beijo no rosto de Quinn depois de um oi rápido e me abraça forte, o que retribuo, como nos velhos tempos.

—Caramba! –ela diz ao terminar de me abraçar e me olha de cima á baixo. –Como está se vestindo bem hoje, linda como sempre. Ai, que saudade de você! Sabia que a banda que vai tocar hoje é a McKinley?

—Nossa, eu também senti a sua falta! Ué... McKinley das paradas de sucesso? –pergunto olhando para Quinn, sem entender.

—Isso! –disse Britt que está empolgadíssima. –Acredita?

—Parece que tem alguém que quis ocultar o irmão famoso. –minha assistente deixa escapar.

—Como assim? Vocês conhecem o irmão de um dos integrantes? – Pierce perguntou e eu fuzilo Quinn.

—Exatamente. –respondo tentando inventar algo. –Trabalhamos com ele, Quinn e eu. Somos amigos.

—Rach... E você não me fala nada? Como não pesquisa sobre um evento antes de vir á ele ou até mesmo paga o ingresso?

—Pois é. Parece que nosso conhecido também oculta as coisas. –falo sem graça e acrescento –Quinn comprou os ingressos, mas não me falou nada sobre esse fato interessante.

A minha assistente fica vermelha quando a olho, a questionando.

Falta pouco tempo para o show começar e Hummel se aproxima de mim, entrando de um dos lados da multidão em que estamos. Há uma mulher com ele. Eu me afasto das loiras que estão comigo e que parecem estarem começando a se conhecer. Rezo para Quinn não soltar mais nenhuma pérola.

—Que bom que veio mesmo! –Kurt diz com um sorriso de orelha a orelha.

—Nunca ai furar com você. –eu digo tentando parecer descontraída.

—Fico feliz por isso! Essa é a minha madrasta, Carole Hummel. –ele diz apresentando a mulher que o acompanha.

Ao ser apresentada, a mulher de cabelos curtos e moderno- linda por sinal, estende a mão com um sorriso maior do que o que o escritor me recebeu. Eu aperto a mão dela com firmeza, sentindo uma energia positiva que ela compartilha comigo enquanto seus olhos brilham. Eu acabo sorrindo de volta, gosto que uma mulher como ela me admire.

—Prazer em te conhecer, Carole.

—O prazer é meu, Rachel. Admiro muito seu trabalho.

—Muito obrigada, Sra. Hummel.

—Bom, eu não vou incomodá-la mais. Ótimo show para você!

—Imagina. A senhora não incomoda de forma nenhuma.

—Ah, por falar nisso, –começa Kurt. –Depois do show, ficaremos um pouco mais... A família, a banda, os donos que são nossos amigos. Se você quiser, fique á vontade para nos acompanhar. Será a comemoração da inauguração da banda no BB!

—Eu adoraria isso! Mas estou acompanhada... –aponto para as meninas como uma desculpa plausível.

—Sem problemas! Elas podem vir também. Quanto mais gente bacana, melhor. –entusiasma-se Carole. –Fechado?

—Claro! –eu falo com um sorriso forçado.

—Fechado! –diz Hummel como quem fecha um contrato e os dois se afastam para encontrar seus amigos.

Quando voltou para Quinn e Brittany, percebo que elas observaram a cena por alguns minutos.

—Quem são eles? –minha melhor amiga pergunta.

—O pessoal que conheci no trabalho. Inclusive, aquele é nosso conhecido nos convidou. –digo convincente, ao menos espero ser.

—Ah, eles trabalham na Fênix?

—Mais ou menos isso. –diz Quinn, forçando um sorriso.

Parecendo satisfeita com a resposta, minha melhor amiga começa a conversar conosco sobre os velhos tempos enquanto troca experiências com a outra loira. Mas logo nós ficamos quietas, pois o show vai começar.

A banda é formada por um quinteto que tem um baterista, um vocalista, um guitarrista, um baixista e um tecladista. Nunca tinha escutado uma música de verdade deles, somente rapidamente nas rádios e costumava mudar de estação porque não parecia ser meu estilo musical. Mas quando começam a tocar, instantaneamente, me apaixono pela melodia e pela letra. Elas inspiram leveza, liberdade e amor, muito amor. Principalmente, porque fica visível que eles são loucamente apaixonados pelo o que fazem em cima do palco. E passam uma energia boa que me faz lembra quando era apenas uma menina cheia de sonhos e de como sonhava em ser bem sucedida e livre.

É claro que depois de alguns drinks, Britt meio que se move com o som da música porque era excepcionalmente uma dançarina nata. Quinn também está empolgada e eu começo a acompanha-las. É como se fossemos o infinito no meio da multidão, como se fossemos uma só.

—Eu fiquei muito contente com o convite do seu amigo. –diz Britt em meu ouvido.

“Eu também, Britt.” Penso.

O relógio marca duas horas da manhã quando o show acaba e grande parte do público vai se dispersando, restando poucos clientes e a reuniãozinha dos Hummel por lá.

Aquilo me deixa um pouco nervosa porque evitei as pessoas a minha vida toda, mas ao mesmo tempo estou ansiosa como nunca.

Essa liberdade, Rach, é infinita.

Notas finais
Reviews? Próximo capítulo deliciosamente teremos cenas fofas :3