Borboleta Negra

40 Capítulo Oito - Parte II


Notas iniciais
Oie... Boa noite meus amores...

Coração espremidinho no peito por não respondê-las. Amo todos os reviews, mas estou correndo para ver se termino de escrever BN como fiz com a primeira temporada... Então a privação é por uma boa causa...

Gostaria de agradecer à Johanna pela indicação; linda e emocionante. OBRIGADA!

Agora, vamos ao capítulo.

BOA LEITURA

Derreada sobre as almofadas que ornavam sua cama, Isabella mantinha um dos braços sobre o rosto na tentativa de diminuir a claridade vinda da janela que por pura preguiça, recusava-se a fechar. Estava mais bem disposta, era verdade, porém ainda sentia o corpo pesado, com os resquícios da febre emocional que a adoeceu tão logo regressou de Londres. Lembrar do retorno ao jardim novamente a levou ao questionamento sobre qual a urgência de Carlisle para marcar um encontro em local pouco usual, depois de passarem praticamente quatro dias na companhia um do outro.

Talvez, mesmo que estivesse em excelente estado, não tivesse comparecido ao encontro marcado às pressas, no banco da cidade. No que dependesse dela não iria até lá para tratar de assuntos pessoais. O amigo que se contentasse com Sam e lhe mandasse dizer o tema. Da parte dela, preferia ficar onde estava relembrando os bons momentos vividos ao lado de Embry, lutando para esquecer a proximidade de mais um Natal que passaria longe do menino; o primeiro que contaria longe de seu meio-irmão.

– Assim como deve ser... – disse a si mesma. – Esqueça-o!

– Senhora? – Sam chamou juntamente a duas batidas à porta. – Posso entrar?

– Venha Sam. – Isabella liberou, sentando-se sobre a cama; estava vestida adequadamente, visto que apenas repousava.

Curiosa quanto ao que o amigo lhe diria, esperou que entrasse e fechasse a porta atrás de si. Somente quando o homem se voltou, ela viu a caixa que o corpanzil encobria. Imediatamente a moça entendeu a razão do chamado; Carlisle queria entregar seu presente. Pessoalmente?

Sir Cullen pediu que lhe entregasse isto e também lhe reportasse seus votos de boas festas.

– Obrigada Sam – ela agradeceu após pegar a caixa e depositá-la sobre a saia de seu vestido. Antes de abri-la perguntou. – Foi apenas isso? Não havia outra razão para que ele quisesse minha presença no banco?

Sir Cullen não enviou qualquer outro recado, senhora. – Sam respondeu prontamente.

– Pois muito bem... – ela lhe sorriu. – Se era tudo, pode se retirar. E obrigada, mais uma vez...

– Disponha senhora – comprometeu-se com um respeitoso inclinar de cabeça antes de dar-lhe às costas e seguir até a porta. Isabella já se entretinha com a caixa, quando Sam parou e a chamou. – Senhora...

– Sim? – ela o encarou, distraída, segurando a tampa ainda abaixada.

– Teria alguma importância saber que o barão de Westking estava com Sir Cullen?

Os dedos subitamente dormentes de Isabella deixaram cair a caixa, derrubando o rico colar e o par de brincos sobre o chão. Ela sequer os viu. Trêmula e agitada, indagou:

– “Estava” como? Ele o viu entrar e o seguiu ou estava de fato com Carlisle?

– Quando cheguei o barão já estava na sala senhora... Pareceu surpreso, como eu em vê-lo ali.

– Imagino... – ela murmurou, levando a mão ao coração. – Ele disse alguma coisa?

– Não para mim... Mas me olhou em demasia.

– Ele o reconheceu! – Isabella exclamou alarmada, indo até a janela por puro reflexo, pois dali não veria a frente de sua casa. – Teria lhe seguido?

– Pouco provável senhora – Sam falou orgulhoso. – Não fui seguido por ele ou qualquer outro.

– Perdoe-me se parecer grosseira Sam, mas qualquer outro não me interessa! – Ela rolava os dedos nervosamente, pondo-se a andar de um lado ao outro. – É o barão que jamais pode vir aqui.

– E não virá senhora. Acalme-se... – o moreno pediu aflito. – Nem se recuperou... Não vá adoecer por aquele senhor.

– Adoecerei Sam! – Isabella alteou a voz; não sabia o que pensar, somente sentia. – Adoecerei o dia que ele me vir aqui... O que Carlisle pretendia?

– Não saberia dizer senhora – Sam respondeu confuso, visivelmente incomodado. – Não entendo desses assuntos, devo pedir que a senhora Krane venha ajudá-la?

– Sim, por favor, Sam... – Isabella concordou, sentindo a agonia roubar-lhe as forças. – Chame Angela, e... Desculpe-me...

– Não há razão para se desculpar senhora. Com sua licença...

Ao ficar sozinha, Isabella pousou os olhos em seu presente, espalhado pelo chão. Imediatamente abaixou-se para recolher as peças e recolocá-las na caixa. Com o conjunto organizado, ela o deixou sobre sua penteadeira. Cruzando os braços pelo simples fato de não saber o que fazer com suas mãos trêmulas a jovem se afastou um passo, sem deixar de olhar as peças ricamente trabalhadas; eram bonitas, porém ostensivas. Nada que escolhesse para si. Não era o tipo de presente que Carlisle lhe enviasse, contudo, sua estranheza não estava nas peças escolhidas, mas sim, na presença do barão no banco, justamente quando ela fora convidada a comparecer.

– O que Carlisle pretendia? – indagou num exalar.

– Amber? – Angela chamou ao abrir a porta.

– Venha! – Isabella foi até a amiga para puxá-la rapidamente para dentro e fechar a porta. – Veja! – indicou a caixa aberta. – Veja o que Carlisle me deu agora...

– Nossa! – a meretriz correu os dedos pelas pedras, admirada. – São lindas!

– Sim, são lindas, mas supõe-se que Carlisle não me dê jóias desse tipo... Ainda mais na presença do barão. – disparou; estava nervosa.

– Não presença do barão?! – a mulher a encarou com espanto. – Tem certeza?

– Tenho. Sam contou que ele estava lá... Já pensou se eu tivesse atendido ao pedido de Carlisle? Teria ficado frente a frente com Edward.

Para surpresa de Isabella, a meretriz suspirou enlevada antes de murmurar.

– Teria sido perfeito, quem sabe não pudessem conversar...

– Perfeito?! Conversar?!... Agora acho que entendi! – Isabella jogou as mãos para o alto e novamente passou a circular pelo quarto. – Loucos! É isso que são! Dois loucos que querem me enlouquecer... Por favor, Angela, diga-me que nada tem a ver com essa armadilha...

– Amber? – Angela olhou de um lado ao outro, reflexiva, antes de encará-la e argumentar. – Eu nem sai daqui!

A cafetina encarou a velha meretriz por um instante, perscrutando-lhe o rosto rosado, tentando encontrar verdade nos olhos inocentes; não chegou a qualquer conclusão, então simplesmente desistiu.

– Ah, tanto faz! O importante é que não deu certo. Será assim tão difícil entender? Não tem como ficarmos juntos! E, uma armação dessa vinda de você eu poderia entender, porém... arquitetada por Carlisle?! Há dois dias ele me disse muito seguro que o barão não mais me queria e que amanhã pedirá a mão de Tanya em casamento. Como pôde forçar um encontro entre nós?

– Talvez ele quisesse ter a prova... – Angela sugeriu, fazendo com que a moça estacasse bem no meio de seu quarto.

– Seria isso? Um teste? – ela considerou a hipótese. A incredulidade logo deu lugar à raiva. – Como ele pôde?!

– Amber, acalme-se... – Angela pediu; apaziguadora. – Estamos falando de Carlisle. Ele jamais faria algo que a magoasse. Esqueça o que eu disse e espere para questioná-lo. Tenho certeza de que ele lhe explicará todo esse mal entendido.

– Não há mal entendido. – Isabella exclamou segura. A raiva então transformou-se em pesar; ressentimento. – Como ele pôde?

– Há uma explicação – a meretriz tentou convencê-la, aproximando-se para tomar as mãos da moça e apertá-las. – Como disse, ele jamais faria algo que a magoasse. Estamos às vésperas do Natal. Não alimente sentimentos ruins, não contra aqueles a quem ama. Espere para ouvir de Sir Cullen o que de fato aconteceu.

Deixando-se levar pelas palavras da amiga, Isabella se obrigou a pensar em outra possibilidade. Talvez não fosse daquela forma e tudo não passasse de uma extraordinária coincidência. Edward era futuro genro do banqueiro, e ele não poderia negar-lhe as visitas. Aquela alternativa era menos dolorosa e condizia com a falta de palavras vindas do barão. Sam assegurou que Edward nada dissera. Alguém que a havia esquecido, não se pronunciaria...

– Deixe-me sozinha Angela – Isabella pediu, indo para sua cama.

– Sim, vou deixar que volte a descansar, porém pedirei a Brenda que lhe prepare uma xícara de chá calmante. Está muito abalada.

– Faça isso, por favor. – A moça pediu já deitada, de olhos fechados. Sentia até mesmo falta dos chás de Marie. Com a lembrança, chamou: – Angela...

– Sim? – a mulher parou à porta.

– Será que Brenda tem poejo entre as ervas que cultiva?

– Poejo?! – Angela voltou rapidamente até os pés da cama. – Para quê quer poejo?

Isabella sustentou o olhar especulativo da meretriz e, sabendo que ela não sairia sem mais detalhes, admitiu:

– Aprendi a gostar de chás feitos com poejo. Marie comumente o usava nos que preparava para mim durante o tempo que estive em Apple White.

– Bem... – a mulher suspirou, pousando as mãos na cintura. – Não posso dizer com certeza, afinal não a conheço, nem sei suas intenções, mas acho que essa Marie se encarregou de tomar a precaução que você pareceu esquecer ao se entregar ao barão.

– O que quer dizer? – Isabella se sentou; intrigada.

– Quero dizer que, aqui no jardim, usamos poejo quando desejamos eliminar suspeitas de gravidez e em todas às vezes, as regras de nossas descuidadas vieram em vez de lindos bebês.

Não era novidade para Isabella que vez ou outra uma das meninas suspeitasse estar grávida, nem que Angela se encarregasse de resolver o “imprevisto”, então, estava ali outra informação que fazia sentido. Marie zelava por ela e era muito capaz de se precaver silenciosamente para que “o pior” não acontecesse. Curiosamente não se aborreceu com a governanta por impedir que levasse um filho do barão em sua fuga, antes disso, sua mente vagou para uma gestação real, de quase oito anos atrás. Unindo as sobrancelhas, Isabella encarou a meretriz, antiga cafetina daquele bordel.

– Quando cheguei aqui, e me acolheu, serviu-me muitos chás.

Angela nem mesmo piscou ao dizer:

– Evidente. Como você mesma sempre pontua, aqui não é lugar para crianças.

– Oh... – foi o máximo que o súbito sufocamento a deixou exalar. Num ato reflexo Isabella levou as mãos ao ventre como se seu pequeno ainda estivesse ali e precisasse de proteção. – Angela...?

– Ora vamos Amber! – a meretriz ralhou. – Deixe de achaques, pois desde cedo você se mostrou ser prática. Hoje é fácil julgar-me e pensar em como seria se algo acontecesse ao pequeno Embry, mas quando chegou aqui ele não passava de um futuro problema. Mulheres como nós não seguem os cursos da natureza feminina, e você era a que menos poderia desejar fazê-lo. Chegou aqui semimorta, mal alimentada, suja, doente, sem contar que era uma moça desgraçada por seu senhor... Sem futuro ou posses. Para que havia de querer um filho?

– Eu sei disso, mas... – ela não sabia o que dizer. Reconhecia a verdade, ainda assim... Era chocante!

– Mas nada! – Angela retrucou. – Se quer saber, hoje agradeço a Deus pela exceção e mesmo depois de atravessar uma gravidez difícil ter sobrevivido, assim como o bebê, pois amo você e Embry mais do que poderia imaginar. Porém, na ocasião você era apenas “mais uma” e aborto era a única solução que eu conhecia. É assim que as coisas são em nosso mundo e se voltássemos no tempo sem que eu pudesse saber como ele seria lindo e sadio, faria novamente. E por favor, não invente agora de ser hipócrita nem tampouco me odeie por fazer o trabalho sujo quando o destino vem zombar em nossa face.

Sem mais palavras a meretriz se foi, deixando Isabella sozinha; boquiaberta. Mirando a porta recém fechada, a moça tentou digerir tudo o que ouviu. Aventar a possibilidade de não ter Embry em sua vida a aterrorizou mais do que o futuro sem Edward. Não importava a péssima gestação ou o nascimento prematuro, o menino era sua extensão, amou-o desde que a dona do bordel diagnosticou sua gravidez. Mesmo que fosse filho do porco imundo, era uma vítima inocente. Se o pior tivesse acontecido sem seu consentimento...

– O que eu faria? – questionou-se em voz alta, finalmente entendendo as últimas palavras de Angela.

Nada, era o faria. Nem poderia julgar a amiga por decidir sua vida sem consultá-la quando fazia o mesmo em relação a todos que a cercavam. Pela vontade de Embry, ele estaria com ela, assim como seu irmão a quem nunca deu o direito de decidir se a aceitaria ou não.

Não, não seria hipócrita. Não haveria julgamentos nem mesmo para Carlisle, caso tenha forçado um encontro. Nem para Marie por eliminar suas chances de naquele momento gerar um filho do barão... Todos possuíam sua forma particular de exercer a própria “praticidade”. No mais, era fazer como a amiga e seguir agradecendo a Deus por se encarregar de ditar o destino final de cada um. E, nem mesmo Embry a impediria de agradecer como devido naquela data tão especial.

– Senhor! – ela exclamou, deixando-se cair de costas sobre as almofadas, esgotada. – Que Natal!

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Edward despertou com o arranhar de Nero contra a porta, pedindo que o deixasse sair. Antes de abrir os olhos o barão bufou aborrecido, não com o galgo, e sim, por se deixar levar pela contrariedade e as divagações que apenas lhe permitiam dormir quando já seria hora de acordar. Nem precisava conferir em seu relógio para saber que a inconsciência havia durado pouco mais de uma hora. Como o cachorro ainda arranhasse a porta, ele pediu cansado.

– Espere um instante... – jogando as cobertas para o lado, sentou-se para calçar seus chinelos, olhando para Nero que parou a ação para encará-lo. – Nem adianta me olhar assim. Se eu tenho que esperar pela resolução de muitas coisas, com paciência comparável aos dos santos, o senhor pode esperar para sair.

Correndo as mãos pelos cabelos, Edward finalmente levantou e foi abrir a porta. O galgo saiu feliz no exato momento em que Jacob se aproximava.

– Novamente já de pé – observou avaliativo. – Nem sei por que venho acordá-lo.

– Ah, meu dia não seria completo sem você para azucrinar-me... – Edward retrucou como se divagasse, indo até uma das poltronas.

– Já vai brigar comigo? – o moreno estacou a porta. – Hoje é véspera de Natal... Desarme-se Sir...

– Pois bem! – Edward começou enquanto vestia seu chambre. – Vamos corrigir nosso diálogo nessa manhã inspiradora... Bom dia Jacob!

– Bom dia Sir Edward – o criado aceitou a troça. – Como passou a noite?

– Muito bem, obrigado!

Nesse ponto o barão desistiu até mesmo do sarcástico humor. Estava cansado. Caso não fosse seu senso de dever voltaria para a cama e tentaria dormir o tanto que não pôde durante a madrugada, enquanto remoia o fracasso de seu encontro com Isabella e também a perseguição interrompida por aquela que, naquela noite, pediria em casamento.

Sir...? – a voz de Jacob lhe despertou. – Não me ouviu?

– O que disse? – indagou aborrecido, amarrando o cordão de seu chambre que parou de vestir para “desligar”.

– Perguntei que deseja que eu vá para a sidreria já que não vai me deixar barbeá-lo, como todos esses dias.

– Faça isso... – Edward concordou, encaminhando-se para a porta.

Sir Masen? – Jacob lhe vetou a passagem, encarando-o com o cenho franzido. – Estou mesmo preocupado com vossa senhoria. Há dias que está estranho, disperso... E ontem, depois daquele bilhete... Do que tratava afinal?

– Nada que eu deseje dividir no momento, poderia entender? – Edward falou seriamente, sem ser grosseiro. – Quanto à ontem... Desculpe-me pelo destempero.

– Sempre o desculpo Sir... Principalmente nos últimos tempos, quando parece ser outro.

Se acaso as palavras não tocassem o barão, o olhar complacente o faria. Edward sabia que por vezes ficava intratável como a mãe há meses salientou, porém não conseguia evitar. Arrependido pelas últimas grosserias, o nobre tocou o ombro do amigo e preparou-se para novamente se desculpar, porém Jacob o deteve.

– Não tem que me dizer nada... Apenas se lembre de que minha oferta sempre será válida. Quando quiser, basta pedir, que reviro Wisbury do avesso até encontrá-la, nem que seja para uma despedida decente.

O barão sustentou o olhar do amigo, tantos acontecimentos, descobertas e o início de seu relacionamento com Tanya o levaram a esquecer tal oferecimento. Talvez não devesse se valer dele; não depois de tanto tempo, e quando parecia que seu futuro sogro se encarregaria de promover o encontro tão esperado, porém não queria uma acareação constrangida diante do velho amante como se ambos fossem duas crianças traquinas, quando não poderia falar a Isabella todas às coisas que lhe viessem à mente. Queria um encontro particular, poder vê-la para aplacar a falta sentida todos os dias. Talvez tocá-la...

– Sendo assim... – se ouviu dizer num murmúrio muito rouco. – Faça-o hoje... Agora. Já!

Sir Edward? – Jacob deu um passo atrás, incrédulo. – Esse pedido é sério?

– Muito sério – ele assegurou. – Certa vez disse que desejava me vir feliz. Então me consiga o melhor presente de Natal.

– É muita responsabilidade se colocado desta forma – o criado falou seriamente. – Porém fui sincero e se estiver ao meu alcance fazê-lo, dar-lhe-ei este presente. Com vossa licença.

– Tem toda... – Edward murmurou incapaz de altear a voz.

Com a saída do criado, o barão seguiu para o quarto de banho. Demorou no cômodo o tempo de aliviar suas necessidades, barbear-se e limpar as partes que considerava indispensáveis de entrarem em contato com a água muito fria deixada na jarra. De volta ao quarto, vestiu-se automaticamente, negando-se a pensar em cada passo dado por Jacob a partir de seu pedido. Evitando alimentar a esperança que talvez se mostrasse vã e falhando na maior parte do tempo, repetindo em sua mente o momento de seu encontro com Isabella.

Enquanto deixava o quarto, Edward se perguntava se ela estaria recuperada da febre, se teria apreciado o presente extravagante dado pelo amante velho e meloso; se estaria pensando nele, se ainda seria considerado seu lord. Tais questões faziam voltar o sufocamento, porém este era bom, vindo com a agradável expectativa. Jacob a encontraria e, sendo otimista, talvez conseguisse burlar o cerco do avantajado criado moreno e estivesse com ela ainda naquele dia; seria seu milagre de Natal.

– Nossa!

Edward ouviu a exclamação da mãe e somente então percebeu ter acessado a sala de jantar. A baronesa estava à mesa, sendo servida por Amy, sob a vigilância de Marie. Todas o encararam ao estacar, surpreso por ter descido e seguido até ali, sem nem notar. Com um pigarro, voltou a se mover e cumprimentou ninguém em especial quando já assumia seu lugar à cabeceira da mesa.

– Bom dia!

A governanta e a criada lhe responderam brevemente, enquanto que sua mãe segurou-lhe a mão sobre a mesa e exultou:

– Maravilhoso dia, isso sim! Hoje meus sonhos se realizam e como se não bastasse a alegria que me dará logo mais a noite, eu o vejo entrar com um sorriso a iluminar o rosto. Há meses não o via tão contente.

Edward não percebera que sorria tampouco. Como não havia meios de corrigir os enganos da mãe, ele apenas deu leves tapas na mão que segurava a sua e falou:

– Fico feliz que esteja tão contente.

– Estou – ela reafirmou, voltando sua atenção ao que tinha a sua frente – E ficarei mais ainda quando me disser qual anel pretende dar a Tanya. Não quis perguntar antes, porém não aguento mais de tanta curiosidade.

– Anel? – Edward murmurou correndo os olhos para a pérola negra do anel que tinha em seu mindinho; não pensou num anel.

– Muito engraçado! – A baronesa riu de forma comedida, destoando da exclamação. – Se que manter segredo diga, mas não tente me assustar dessa maneira. É evidente que escolheu um anel para consolidar o noivado.

E novamente os olhos do barão adquiriram vida própria e pousaram em Marie para descobri-la a encará-lo. Edward não reconheceu a sombra furtiva que por um instante nublou o semblante da governanta, nem teria tempo em fazê-lo. Precisava decidir qual dos anéis que possuía entregaria a moça que faria sua esposa. Após segundos de deliberação, chegou à conclusão de que qualquer um lhe serviria. Com a decisão tomada, a estabilidade o acalmou ao ponto de encarar a mãe e dizer:

– Sim, prefiro fazer segredo. No momento de meu pedido a senhora descobrirá.

– Sei que já o escolheu, e tenho certeza de que é lindo, pois todos que herdou o são, mas se aceita meu palpite, seria tão perfeitamente romântico se entregasse a Tanya este que nos últimos meses tem usado.

– Este não!

O barão não tencionava ser grosseiro, porém as palavras saíram ríspidas enquanto recolhia a mão que a mãe tentou novamente tocar para indicar o anel que por dois dias serviu como aliança para Isabella. Sim, sua futura noiva consideraria muito romântico de sua parte recebê-lo, ainda mais depois de todas as vezes que tentou tirá-lo para experimentá-lo em sua própria mão, contudo aquela pérola não enfeitaria outro dedo feminino; se sua dona não o tivesse de volta, seria levado ao túmulo com seu guardião.

– Edward?! – A baronesa ralhou. – O que foi isso? Eu somente...

– Perdoe-me... – ele pediu, tomando a mão da mãe. – Por favor, perdoe-me... Estou nervoso. É véspera de Natal e ainda tenho tanto a resolver antes que chegue a noite. Aprecio vossa ideia, porém a senhorita Cullen gostará mais do anel que lhe reservei.

– Muito bem! – A mãe anuiu, compadecida com tão atarefado filho. – Sei que assim será. E, na verdade, o anel é mero detalhe quando ela finalmente conseguiu o feito de arrebatá-lo. A mulher que o tiver sempre será imensamente feliz.

– E novamente me enaltece quando não mereço. – Edward comentou levemente culpado pelo breve descontrole.

– Sempre merecerá – ela insistiu. – É um bom filho e por certo será um excelente marido. Tanya é uma moça de sorte e saberá fazê-lo feliz.

– Que assim seja! – rogou sem convicção.

Com um suspiro Edward sinalizou para que Amy viesse servi-lo, evitando olhar na direção de Marie. Não conversaram muito nos últimos meses, porém a falta de assunto não mudaria o fato de que a governanta o conhecia melhor do que a baronesa; reconhecia as possíveis falhas da futura união. A criada fora testemunha do amor sentido por Isabella, tivera uma mostra do quanto padeceu ao ser deixado, sendo que sua mãe o encontrou decidido a superar, já de pé, de banho tomado, apenas com a barba por fazer.

Com a lembrança, Edward confirmou a improbabilidade de ser feliz com qualquer outra. Precisava que Jacob encontrasse Isabella e que ela aceitasse voltar para sua vida, assim como rogava para que Tanya de fato se considerasse afortunada e o deixasse livre para fazer o que bem entendesse fora de casa; seria um casamento de concessões, onde a felicidade dela estaria interligada à sua capacidade de ceder.

Resoluto, o barão iniciou seu desjejum. Mãe e filho comeram em silêncio até se separarem ao término da refeição. Elizabeth lembrou a Edward que passaria o dia recolhida, até que fosse hora de partirem, antes que ele a deixasse e fosse para a sidreira. Por ser véspera de Natal, não havia muito a ser feito. Boa parte dos funcionários estava liberada e provavelmente todos descansassem em suas casas e os poucos que transitavam pelo galpão, logo os imitariam.

Horas depois, em seu escritório, após inspecionar cada tonel e receber até o último cumprimento de boas festas, Edward se acomodava em sua cadeira para iniciar sua espera. Com todos os livros organizados, sem qualquer ocupação, o barão não teve como calar seu pensamento quanto ao questionamento sobre como estaria à busca de Jacob. O barão se arrependia de não ter ao menos indicado a direção seguida por Sam. Com certeza seria de grande valia.

Recostando-se em sua cadeira a esfregar a pérola de seu anel, Edward relembrou seu retorno à casa bancária, depois de ver naufragar seus planos de seguir o criado de Isabella. Carlisle lhe apareceu tão contrariado quanto ele ao vir sua esposa e filha. O nobre não entendeu na ocasião e ainda no presente momento não compreendia o que se passava na mente do banqueiro para ter tentado colocá-lo diante de Isabella. Talvez fosse ocaso de questioná-lo abertamente, porém de forma despretensiosa. Ou talvez devesse apenas esquecer, uma vez que estava prestes a ter a moça de volta...

Sir Masen?

A voz de Jacob vinda de muito longe não o assustou mais do que abrir os olhos e se descobrir mergulhado em breu. Agitando-se em sua cadeira, Edward descobriu que simplesmente “apagara” durante toda tarde.

Sir Masen – seu criado chamou mais perto; do corredor, pois Edward via a claridade da lamparina usada iluminar mais o vão da porta.

– Aqui Jacob! – chamou o barão, pondo-se de pé; por ansiedade e necessidade de esticar os músculos.

– Imaginei que estivesse aqui quando não o encontrei em vossa casa – o amigo falou tão logo entrou no escritório, iluminando todo o cômodo.

Edward estava prestes a indagar sobre o resultado da busca, porém ao perscrutar o rosto contrito de Jacob, disse seguro:

– Você não a encontrou.

– Lamento tanto Sir, mas fiz como prometido e procurei por onde pude e até onde não deveria... Cheguei de Wisbury há pouquíssimo tempo. O dia já havia escurecido quando segui a última pista... E nada aconteceu, como todo o dia. É como se ela simplesmente não existisse... Não fique bravo, mas... estive até mesmo em dois bordéis.

Ele não se aborreceria afinal o criado não tinha como saber que ela era amante do banqueiro, não uma prostituta. Correndo as mãos pelos cabelos, ouviu-o prosseguir.

– Como havia a incerteza do nome, por vezes eu me vali da descrição e nem mesmo assim... De verdade Sir, lamento muito ter falhado.

– Não lamente. – pediu o barão. – Ao menos você tentou. Obrigado!

– Como será agora?

– Agora é seguir com o plano – Edward falou sem pensar.

– Plano? – estranhou o criado.

– Sim... – não havia como voltar sua palavra atrás, então emendou. – Agora é seguir com o plano e me casar com a senhorita Tanya.

– Não deveria tratar dessa forma – o amigo ralhou seriamente. – Sei que não se compara, mas a ela é uma boa moça. Se lhe der a chance, acho que...

– Não precisa defendê-la – o barão o cortou. – E acredite, ela já está tendo todas as chances que eu estou disposto a dar. Releve minhas palavras... Agradeço pelo o que fez por mim hoje, sei que está cansado e eu tenho um compromisso inadiável, então, se desejar considere-se dispensado.

– Prefiro ajudá-lo. Vossa mãe estava agastada com sua demora.

– Assim sendo... – Edward lhe indicou a porta.

Os homens deixaram a sidreria e seguiram para casa em silêncio, Edward a lamentar o desfecho perfeito para aquela noite. Surpreendentemente o fracasso de seu pedido não o entristeceu, apenas o acometeu de certa letargia, que o levava a andar e falar automaticamente. Com isso ignorou as palavras exacerbas da mãe ao flagrá-lo a subir as escadas quando já deveria estar pronto para saírem. Educadamente ele a informou que logo desceria e seguiu seu criado.

Pelo atraso, limpou-se mesmo com água fria, em seu quarto, com Jacob a lhe fazer companhia. O criado lhe ajudou a se vestir, como antigamente. Edward ordenava os cabelos diante do espelho quando se lembrou do maldito anel. Com um bufar cansado, o nobre dispensou o pente e abriu uma das gavetas de onde retirou dois estojos para abri-los sobre o móvel. Rapidamente correu os olhos entre um e outro e, sem qualquer significado especial, escolheu o anel de ouro e diamante.

– Deveria ter providenciado uma caixa para ele – Jacob comentou ao ver o patrão meter a jóia no bolso da calça.

– Não tive tempo para tantos cuidados – Edward retrucou enquanto guardava os estojos em seus devidos lugares.

– Poderia ter me pedido – ele insistiu. – Sei que tem estado ocupado, e nervoso. Se servir de consolo saber, eu também fiquei nos dias que antecederam meu pedido de casamento à minha Leah.

– Acredito que seja assim para todos...

Tentando não comparar aquele noivado ao anterior, no qual predominavam apenas o temor e esperança não a agonia que lhe revirava as entranhas, Edward foi até as últimas peças de roupa que falta vestir, dispostas sobre sua cama. Sem nada dizer, tomou a gravata de seda azul que escolheu, passou-a pelo colarinho, somente então acrescentou.

– Talvez se eu amasse a moça, como você ama sua Leah, fosse mais fácil.

– Sabe que seria não é mesmo?

Edward reconheceu o pesar na voz do amigo, somente por essa razão não retrucou. E, sim, ele sabia.

– De toda forma não importa! – exclamou, prendendo a gravata com um alfinete. – Casamentos são arranjados por vários motivos não necessariamente ligados a sentimentalismos. Então não me olhe como se tivesse indo a um velório. Ficarei bem!

– Acreditei que ficaria até esta manhã Sir Masen. Agora preciso ver para crer...

– Pois creia sem provas – ele retorquiu, vestindo seu grosso casaco, encarando o amigo sugestivamente. As palavras que estava prestes a dizer já renovando seu ânimo. – Esta manhã você apenas soube que ainda quero Isabella de volta. Nada mudou, mesmo que não a tenha encontrado. Esqueceu o que me disse? Enquanto há vida há esperança.

– Mas... – Jacob começou confuso – se pensa dessa forma, por que o noivado? Espere um pouco mais, quem sabe nós não...

– Não há o que esperar Jacob. Uma coisa não tem relação com outra. Um dia você entenderá... Não hoje – Edward acrescentou rapidamente quando o amigo fez menção em retrucar. – É Natal, vá ter com sua esposa. Outro dia conversaremos melhor, pois sei que de você não tenho como esconder coisa alguma.

– Pois agora acredito que esteja me escondendo algo... E não é de agora. – Jacob disse seriamente. – Porém tem razão... Minha Leah já deve estar preocupada.

– Assim sendo... Tenha um bom Natal Jacob! – Edward desejou separando os braços, concedendo ao amigo o abraço que não se animava a dar em outro.

– Tenha um bom Natal Sir Edward! – o criado retribuiu ao cumprimento, abraçando o patrão brevemente. – Sinto não ter dado seu presente.

– Não sinta. Agora vamos de uma vez antes que minha mãe venha nos buscar pela orelha como se ainda fossemos meninos.

O criado riu do gracejo do patrão e o seguiu para fora do quarto, tão logo este alcançou a cartola e suas luvas. No corredor se separaram; Jacob seguiu para a ala dos criados enquanto Edward apertou seus passos para logo encontrar sua mãe, impaciente a vagar pelo salão principal.

– Com efeito Edward Edrick Masen Bradley! – ela o repreendeu enquanto descia as escadas. – Que falta indesculpável sairmos a essa hora!

– Ainda é cedo mamãe – ele tomou-lhe a mão, apaziguador. – Chegaremos a tempo até mesmo para que eu aprecie um charuto na companhia de meu futuro sogro. Isso se a senhora não nos retiver mais...

– Eu?!

Edward conseguiu achar graça da reação materna. Estava contente que a apatia não tivesse arrefecido seu intento por muito tempo. Passada a decepção, estava pronto para seguir com o que determinou. Com isso, conduziu a mãe até a frente do palacete, onde um de seus criados esperava-os, acomodado em sua carruagem. Ao ajudar Elizabeth a entrar, Edward reparou no quanto estava bonita. Não lhe admirava que Senior Zimmer comentasse a viuvez precoce. Ao também se acomodar e começar a calçar suas luvas, não desejando que o tema girasse em torno de si, o barão indagou:

– A senhora se sente sozinha?

– Que tipo de pergunta é essa? – estranhou a baronesa.

– De repente me ocorreu que ficou viúva cedo demais... Alguma vez cogitou...?

– Não, não cogitei coisa alguma – ela cortou-o, muito séria –, nem entendo a razão de abordar este tema.

– Muito bem! – exclamou o barão, porém não se deu por vencido. – A senhora amava meu pai?

– Que pergunta mais descabida! – Elizabeth aborreceu-se. – De onde tirou que pode tratar desses assuntos com vossa mãe?

– É uma pergunta como outra qualquer, tão simples quanto sua resposta – ele retrucou inabalável, sentindo o velho ressentimento por ela ter deixado o marido a própria sorte, aflorar. – Amou ou não amou. Vê? Simples!

Talvez percebendo que o filho não lhe daria trégua, a baronesa exalou um suspiro profundo antes de dizer:

– Os sentimentos que eu nutria por vosso pai somente a mim interessam. Para você interessa saber que sempre o respeitei e que continuo a respeitar depois de sua morte, não me permitindo notar o quão cedo enviuvei, por exemplo.

– Basta respeito para sustentar um casamento?

As palavras que pretendia dizer eram outras, porém Edward optou por não chocar a mãe, indicando que a considerou ingrata com tão maravilhoso marido. Nem a parabenizar-ia por ainda lhe ter respeito; era o mínimo depois de deixá-lo morrer na companhia de um filho e uma criada.

– Pode parecer pouco, mas, sim... – Elizabeth ergueu o queixo e mesmo na penumbra da boleia, Edward pôde ver o brilho determinado nos olhos castanhos. – Em muitos casos apenas o respeito sustenta um casamento. Amor é um luxo para poucos. Muitos devem agradecer se um dia nascer algum afeto, como a amizade. Porém o respeito jamais pode faltar. Quando não há a mínima consideração entre um marido e sua esposa, nada mais resta.

O barão quis retorquir, contudo não pôde. Estava implícito no breve discurso que sua mãe jamais amou seu pai, porém não foi saber a verdade que o chocou e, sim, ver-se a lhe dar razão e aquele detalhe foi capaz de atordoá-lo e estremecer as bases de seu plano, mais do que a busca fracassada. Desde o início faltava ao respeito com Tanya.

Não, não a violou, nem mesmo esteve perto disto, pois os beijos trocados raríssimas vezes evoluíam para o estilo francês por ela não lhe acender o desejo como antigamente; antes “dela”. Faltava-lhe ao respeito nessas raras exceções, por confundi-la com outra e prontamente afastá-la ao notar o engano. Faltava ao respeito quando a iludia com a promessa de um casamento honrado, quando somente a queria por fachada para que pudesse traí-la com outra pela qual nutria um amor que jamais seria capaz de dar a ela, sua esposa.

– E agora é seu silêncio que me assusta – a mãe falou. – O que há meu filho? Devo me preocupar?

Edward sentia o anel queimar em seu bolso, contudo ainda não sabia o que fazer, então disse apenas:

– Não senhora... Estou somente pensando em tudo o que disse. E devo dizer que lhe dou razão.

– Folgo em saber! Não que eu tivesse alguma dúvida, mas agora se confirma que será um excelente marido. Sempre respeite Tanya, Edward... Esposa alguma merece ser desonrada por quem a desposou.

– Esqueça minhas perguntas e, não se preocupe com essas coisas... – foi tudo o que ele exalou, antes de se acomodar melhor e pousar os olhos nas árvores escurecidas que via passarem pela pequena janela da carruagem.

A mãe ainda tentou entabular outra conversa, porém o barão se tornou silábico. Deixando suas questões de lado, pela primeira vez cogitou a hipótese – ainda que considerasse improvável – de seu amado pai não ter sido um marido respeitoso. Naquele instante recordou todas as palavras desconexas que o primeiro barão de Westking proferiu em seu leito de morte, contudo prontamente afastou os sons de seus ouvidos. A menina que Edward I se referiu com certeza era uma de suas filhas. Não soube nomeá-la por não desejar expor sua predileção; Edrick acreditava ser Alice.

Sim, por certo! O barão jamais haveria de amar outra que não fosse sua mãe e, se o fizesse não se apaixonaria por uma “menina”. Não senhor! Edward afastou o pensamento leviano de sua mente. Por vezes correu os olhos para a mulher a sua frente, analisando-lhe as feições. Elizabeth sempre fora boa mãe, assim como Edward I fora um excelente pai; sempre bem disposto mesmo que rígido quanto à educação dos filhos. Todavia, o trato com os filhos não estava necessariamente ligado ao tratamento que cônjuges dispensavam entre si, estava?

Não, jamais estaria, então, se – apenas “se” – seu pai não tivesse sido tão bom marido como as palavras da mãe o levavam a pensar, justificaria o abandono nos dias que antecederam sua morte. Todo o problema era que Edward simplesmente não conseguia atinar o que de tão grave seu pai poderia ter feito para merecer tal castigo; se assim o fora. Sabia que de sua mãe não conseguiria nada, então, talvez corresse o risco de nunca saber.

Notas finais
Então???... Gostaram?... Chegamos ao Natal e ao noivado. Será que acontece?

Se tudo der certo no domingo posto mais, então vcs descobrirão... ;)

Bjus meus amores... BOM FIM DE SEMANA!