Borboleta Negra

20 Capítulo Dezenove


Notas iniciais
Oie... bom dia amores!...

Meninas, quero agradecer os reviews e o carinho. E tbm pedir que não sofram por antecedência... Sei que algumas estão ansiosas em ver o barão descobrir tudo de uma vez, mas o romance começou agora... Estão se conhecendo ainda, o amor se firmando... No capítulo de hoje teremos a última parte do domingo, ou seja, pouco mais de 24h de relacionamento... ;)

Tudo o que tiver que acontecer, acontecerá no seu devido tempo, vcs sabem que sim... rs

Agora, 'bora' ler...

BOA LEITURA!

Com a negra cabeça de Isabella repousada em seu ombro e todo o corpo pequeno e morno estendido junto ao seu, Edward mirava o teto ainda saboreando a última declaração feita por ela. Uma parte dele estava contente por reconhecer nas palavras dela sensações similares às suas; se para ele caracterizavam amor, queria crer que o mesmo se dava com Isabella. Todavia não somente se alegrava, pois ela deixou claro que algo o decepcionaria. A ambiguidade dos sentimentos despertados naquele momento ímpar o emudeceu, levando-o apenas beijá-la para então se levantar e puxá-la até a cômoda diante da qual livrou seus corpos do suor e resquícios de ato amoroso com a água sempre deixada na ânfora.

Isabella, assim como ele, nada mais falou, deixando que carinhosamente a limpasse com um pano úmido e a fizesse se deitar. Uma vez limpo e vestido em sua ceroula, juntou-se a ela que se esgueirou sob a coberta até se emoldurar a ele. E ali estavam; ela a dormir pesadamente e ele insone, cogitando variadas possibilidades do que poderia aborrecê-lo. Considerava todas absurdas e as descartava no segundo seguinte, sabendo que nem sempre havia verdade em suposições. Suas únicas certezas eram a existência de um segredo e a determinação em mantê-lo. O que alimentava um ressentimento novo; a falta de confiança dela para com ele.

Acaso a jovem não percebia que ele, assim como ela, acreditava não saber como viver novamente sozinho? Estava claro como água que haviam sido feitos um para o outro. Ao pensamento o barão revirou os olhos para si mesmo. Estava se tornando tão piegas quanto seu criado, mas era preciso ser honesto consigo mesmo; no momento em que ela o mediu na loja de doces e recusou o bombom oferecido, soube que ela era a mulher certa para ele. Naquele momento com ela em seus braços, sabia que Isabella dava sentido em sua vida. Antes que Edward curvasse os lábios num sorriso auto-indulgente, a jovem se agitou:

– Não barão!

A voz era decidida, assim como os punhos cerrados que empurravam seu peito para afastá-lo. Caso ela não estivesse com os olhos fechados e a face contorcida pela agonia, o nobre pensaria que estivesse acordada.

– Isabella – ele chamou baixinho, temendo acordá-la bruscamente.

– Tire as mãos de mim... – ela então tentou afastá-lo também com os pés e o socou. – Não faça isso... Não... Não barão...

Ao ver que sua amante começava a chorar Edward não viu outro jeito senão acordá-la como pudesse. Sentando-se a segurou pelos braços e a chacoalhou levemente.

– Bella, acorde meu amor... Bella...

Ela tinha que afastá-lo, pensou perdida nas brumas densas e escurecidas de seu pesadelo. Não poderia deixar que o barão maculasse o que de bom o baronete trazia à vida abjeta na qual a lançara. Agora era uma mulher crescida, sabia se defender então o porco asqueroso nunca mais manteria relações forçadas com ela. Lutaria, mas não permitiria.

– Solte-me... Desgraçado!

– Isabella!

O tom resoluto da voz amada esmaeceu o rosto do velho barão deixando somente a escuridão. Naquele instante a consciência voltou à mente da moça com a velocidade de um raio e partiu-a ao meio como tal. O desvanecer do pesadelo não deixou nem a costumeira confusão. Sentia os olhos úmidos pelas lágrimas. Isabella sabia onde estava e com quem estava. A pergunta era; o que Edward ouviu?

– Olhe para mim... – ela o ouviu dizer. – Sei que está acordada.

Soube desde que ela deixou de se debater, somente não entendia a demora em abrir os olhos. Ou talvez se recusasse a entender, visto que a luta travada em sonho era com ele. Ali, em sua cama, diante dele, a jovem não poderia alegar desconsiderar o que se passava em seu subconsciente, por ser apenas ilusão.

– Por Deus, Isabella. Olhe para mim!

Como se acovardar não resolveria seu problema, a moça o atendeu. Ergueu as pálpebras lentamente vendo primeiro o peito nu, o pescoço, a boca rígida emoldurada pelo cavanhaque até que finalmente fixasse o olhar nos olhos azuis. A indagação que via neles a comoveu, levando-a a morder o lábio inferior e sufocar suas lágrimas; o que havia dito?

– Ainda vai insistir que seus pesadelos são sem importância?

– Preciso de um pouco d’água, por favor... – pediu num fio de voz, imediatamente perdendo a coragem de encará-lo.

Não era sua reposta, mas como bom cavalheiro, Edward não a pressionou. Atirou as cobertas para o lado e foi servi-la de água. Notar as mãos trêmulas ao lhe entregar o copo fez o barão desejar que beber a acalmasse, pois depois do ocorrido, não deixaria Isabella se abster de responder.

– Deseja mais um pouco? – ofereceu com estudada amabilidade após receber o copo de volta.

– Não, obrigada! – a moça agradeceu enquanto se estendia sob a coberta, agarrada a ela, como se fosse uma bóia de salvação.

Deixando o copo vazio no criado-mudo, Edward voltou para seu lugar na cama e se sentou. E assim, olhando-a de cima, perguntou apenas.

– E então?

– Foi apenas um pesadelo – ela alegou para ganhar tempo; não sabia o que havia dito. – Não tem por que falarmos sobre isso.

– Um pesadelo onde eu a perturbava! – Edward exclamou revelando sua impaciência. – Acho que tenho o direito de saber do que se trata.

– Ah, Edward... – ela lamentou; nem poderia agradecer a confusão que não a delatava.

– O que está errado Isabella? – insistiu exaltado. – Como pode me considerar perfeito e em sonho me rejeitar veementemente como acabou de fazer. O que eu faço que a desagrade tanto?

– Por que acredita que tem a ver com você? – ainda precisa de tempo e também saber mais. Rogando para não ser o caso, acrescentou. – Eu disse seu nome?

A pergunta receosa fez algo estalar na mente de Edward. De fato ela nunca disse seu nome, referia-se sempre a um barão. E ele não era o único em toda Inglaterra.

– Não disse – exalou um tanto aliviado, contudo ainda queria a verdade –, mas se não sou eu, quem é?

– Edward, não se...

– Quem é ele? – o barão demandou enfático, sentindo seu sangue se agitar nas veias pela raiva que surgia por um homem que nem conhecia a identidade. Pelo titubear dela em nomeá-lo. – Por que não diz?

– Não basta saber que não é você? – ela tentou dissuadi-lo da descoberta.

– Não Isabella... Não basta! – Edward bradou, levando-a a estremecer. – Já relevo coisas demais. Quero saber quem é o desgraçado o que fez para apavorá-la até hoje.

Sim, o barão antecessor era um desgraçado; para ela. Para ele, era o pai adorado cuja perda nem havia sido superada; jamais destruiria suas boas recordações. Ainda mais quando para tanto seria preciso se expôs, contar que o enganou todos aqueles dias e que mentiu naquela mesma manhã quando o deixou repreender a pobre lavadeira. Ao ver-se sem saída, encolheu-se mais e chorou.

– Pare com isso Isabella. – Edward ordenou deixando a cama, pois sua primeira vontade foi consolá-la. Não poderia se render. Não quando as pontadas conhecidas de ciúme se instalavam em seu coração e o massacrariam caso fraquejasse. – Chorar não vai livrá-la de delatar o canalha.

– Vamos apenas esquecê-lo... Por favor, Edward – ela pediu num soluço.

– Não! – o barão negou alteando mais a voz, andando de um lado ao outro. – Esse miserável a machucou, disso eu sei.

– Machucou sim – revelou se sentando. – Mais do que possa imaginar, mas é passado, por favor...

– Pode... – ele começou e se calou.

Completava uma volta de seu caminhar circular e ao descobri-la sentada, mantendo a coberta atada a frente do corpo com os cabelos cobrindo-lhe os ombros feito um manto escuro, reforçou nele o sentimento que o exortava e exasperava. Quando novamente falou sentiu a verdade em cada palavra enraivecida:

– Pode ser passado para você... Mas para mim, que descobri agora, seja lá o que o pulha fez, é bem recente. Se você está comigo e divide minha cama é minha mulher. Como tal a defenderei. Quero o nome Isabella. Quem é o canalha?

– Você não o conhece – Isabella mentiu no auge de seu desespero; sentia-se morrer um pouco a cada xingamento que Edward inocentemente dirigia ao próprio pai. Precisava impedi-lo.

– Não preciso conhecê-lo! – Edward replicou. – Quero saber o que ele lhe fez. Diga o nome. Ele representou algo em sua vida? Foi amante desse barão? Foi sua esposa? Ou pior!... É ainda casada com ele? Deixou-o por isso se faz passar por plebéia? É esse o segredo que me decepcionaria caso descobrisse? É o Embry, Isabella?

A mente do barão se encontrava presa num turbilhão de novas hipóteses viáveis. Talvez fosse essa a complicação do casal ficar unido, a razão do castigo citado na carta; ela o amava, mas teve que deixá-lo por ser maltratada.

– Não! – a jovem gritou.

Precisava limpar sua garganta do sufocamento vindo com as perguntas ininterruptas e absurdas. Não entendia como Embry foi trazido para a conversa, contudo o que a exasperava mais era saber que Edward aventava a ideia de que ela deliberadamente manteve alguma intimidade amorosa com o barão abjeto.

– Preferiria morrer a ser amante daquele velho nojento!

– Viva! Enfim uma declaração! – Edward exclamou. E acreditando ter chegado ao ponto após a veemência com que Isabella negou, arriscou. – Conte tudo de uma vez... É o Embry?

– Não. Ele não é o Embry.

O exaltar enfurecido do barão arrefeceu, pois com a possibilidade transferiu para o desafeto toda a sua ira. Perdida a razão para antagonizar o amante apaixonado, restou um imenso vazio. A mudança repentina o fez perceber a gravidade de seu descontrole; aquele não era ele, afinal nunca antes odiou com tamanha paixão. Ainda sentia seu corpo pulsar com o ímpeto de proteção e luta, porém ao falar tentou manter a voz estável.

– Muito bem, então não é seu precioso Embry... – o ciúme permanecia. – Mas foi esse barão quem roubou sua virgindade cedo demais?

– Foi... – Isabella admitiu num exalar cansado; não tinha condições de elaborar uma mentira que se equiparasse a sua reação.

A confirmação evaporou o resquício de exasperação, deixando somente a raiva crescente pelo barão maldito. Domando os tremores coléricos de seu corpo, Edward voltou à cama e se sentou próximo a Isabella. Havia uma última dúvida.

– Ele a seduziu ou... – olhar nos orbes escuros lhe roubou a coragem de dizer a palavra. – Ou forçou você a recebê-lo?

– Ele me forçou. – Isabella sentiu uma lágrima correr por seu rosto; não acreditava que estava contando de seu estupro para Edward.

Estendendo a mão ainda um tanto trêmula, ele capturou a lágrima errante no rosto ainda úmido pelo pranto anterior.

– Pois então é melhor que guarde o nome para si – liberou-a muito rouco. – Não vou forçá-la a nomear esse cão dos infernos.

– Obrigada – ela murmurou.

Isabella não deveria agradecê-lo. Não o fazia por ela, mas por si mesmo. Com a crua verdade desistiu de conhecer o nome do canalha, pois se sentia muito capaz de caçá-lo para por fim em sua vida. Aquele animal não mais importava e sim sua mulher; não foi como se referiu a ela em seu discurso inflamado? Sim, pois era dessa forma que a sentia.

Como disse para ela, Isabella era feita para sorrir, não chorar. Não para ser abusada covardemente por um nobre de hábitos feudais. Edward agradecia por ter nascido numa época esclarecida e ter uma figura paterna a seguir de exemplo. Edward Edrick I poderia ser autoritário, mas foi um homem correto e justo que o ensinou a ser digno. Caso ainda fosse vivo repudiaria aquela ignomínia vinda de um lorde.

Não era o caso, contudo Edward se envergonhou pelo ato vil do barão citado. Subitamente se repreendeu por algo além de sua capacidade e antes que ponderasse, externou o pensamento:

My lady... Onde eu estava quando precisou de mim? Se eu tivesse lhe conhecido antes nenhum miserável havia de tocá-la.

– Por favor, não diga essas coisas... – a jovem pediu fechando os olhos.

Fragilizada pela torrente de emoções vividas naquele dia, ela apreciava o carinho em sua bochecha, ordenando a si mesma que apagasse de sua mente o que acabou de ouvir, caso contrário irromperia em novas lágrimas. Ele a conheceu antes, foi seu príncipe por anos, mas nada poderia fazer contra um pai com dom exemplar de mascarar sua verdadeira face. Passado, Isabella se lembrou voltando a deitar; estava exausta física e emocionalmente. Com um suspiro profundo reafirmou que o importante era aquele momento, por essa razão murmurou ainda de olhos fechados:

– Você pode me proteger agora.

– Evidente! – o barão assegurou quase ofendido, levando-a a abrir os olhos para encará-lo. – Quem se atrever a tocá-la agora terá que prestar contas comigo.

Com os ânimos acalmados, o retorno da veemência a envaideceu, levando-a a sorrir satisfeita mesmo sabendo que não devia encorajá-lo. Ao se lembrar de algo que ele havia dito, Isabella saboreou a frase antes mesmo de proferi-la.

– Pois agora sou sua mulher...

– Exatamente! – Edward confirmou e aquecido pelo sorriso que se alargou, estendeu-se ao lado dela e a puxou para seu peito. Precisava abraçá-la; somente assim se acalmaria completamente. – Agora você é minha mulher.

Aproveitando-se que ele estava próximo e calmo, Isabella passou o braço pelo peito amplo e o abraçou. Necessitava da força que o corpo quente pela fúria demonstrada ainda emanava. Descobriu naquela manhã que seu amor não havia morrido e como se fosse possível, amava-o mais. De fato não deveria encorajá-lo, nem animar-se, mas naquele instante se permitiu sonhar. Até que deixasse aquele palacete, era a mulher do barão e como sempre desejou, ele a protegeria.

Repentinamente a conclusão das obras na ponte a afetou tanto quanto o fazia com Edward. A consciência do pouco tempo que teria com ele varreu seu cansaço então, impulsionada por uma ânsia súbita, Isabella afastou a coberta que separava suas peles e se sentou sobre o quadril do barão. Teria dele o que pudesse tomar; escutaria o que estivesse disposto a dizer e tentaria fazer feliz enquanto o relacionamento ilícito durasse.

– Sou sua Lady então? – indagou, movendo-se lentamente sobre ele.

– Bem o és... – Edward confirmou vago ante o ataque inesperado.

Estava pronto para consolá-la, procurando por palavras bonitas que a alegrassem tanto quanto as de Jacob ou Embry, então a súbita mudança o surpreendeu. Não que não apreciasse a provocação explícita para enrijecê-lo, todavia, como tudo referente a ela o bônus trazia um ônus. Talvez nunca compreendesse aquele misto de moça aviltada que se chocou ao pedir que o tomasse em sua boca com a mulher liberada que o atiçava e que horas antes lhe propôs uma alternativa contraceptiva sem qualquer pudor, pois mesmo sendo comum entre aqueles que evitavam filhos indesejados, ainda era polêmica.

– Repete com todas as palavras... – ela pediu languida, curvando-se sobre ele para beijar-lhe a curva do pescoço; os cabelos de noite espalhado-se sobre seu peito e braços.

Era um fato, nunca a entenderia e não se esforçaria justo quando ela tomava a iniciativa de excitá-lo.

My lady Isabella... – atendeu-a rouco; seu corpo já reagindo sob o mover indecente do quadril e os lábios macios que puxavam seus pelos do peito.

– Eu sou – ela se voltou para ele e lhe sorriu contente, deitando-se sobre ele, comprimindo os seios pujantes contra seu dorso, prosseguiu. – E você é meu cavalheiro valente que agora me protege e me excita com sua bravura.

Antes que retrucasse, ela o beijou. Tão apaixonada e decidida quanto ele mesmo o fez na maioria das vezes ao lhe assaltar a boca. Edward retribuiu, comprazendo-se com tamanha fome que confirmava a nova declaração. Correndo as mãos pelas costas nuas, segurou-lhe a nuca e intensificou a ação das línguas. Também tinha fome dela, então, para quê entendê-la afinal?

Mais uma vez, após a satisfação, a jovem sucumbiu ao sono nos braços do nobre. Este voltou a mirar o teto ainda saboreando o eletrizar vindo com o gozo. Logo sua mente retomou as conhecidas atividades, todavia o barão as rechaçou. A descoberta do abuso enterrou nele o desejo de ir além. Talvez sua única curiosidade fosse acerca de Embry, pois queria saber exatamente qual o tipo de relacionamento eles mantiveram. No mais, não especularia sobre o passado de Isabella, nem permitiria que Jacob a investigasse.

Não era tão bravo e valente, pois via não estar preparado para ouvir sobre novas vilanias sofridas por ela. Tanto, que passado o surto enfurecido, queria crer que o rival tivesse sido como ele e tentado protegê-la daquele barão que a corrompeu. Com a mente livre da fúria, lembrou ter lido algo sobre desejar cuidá-la. Caso o ciúme não o atacasse e o ex-qualquer-coisa não quisesse sua mulher, poderia até admirá-lo.

Ouvir um discreto arranhar em sua porta o trouxe de seus pensamentos. O ruído fora tão breve e baixo que o barão cogitou tê-lo imaginado, porém logo este se tornou nítido e continuo. Nero, seu outro rival; Edward pensou resignado. Contra aquele nada podia. Nem conseguiria ignorá-lo, visto que o galgo passou a ganir sentido por estar separado de sua amiga. Quanto a isso o barão não tinha dúvidas, pois o cachorro nunca suplicou por sua companhia, o traidor.

Afastando-se de Isabella a contragosto, Edward foi destrancar a porta. Abriu-a se receio mesmo estando apenas em suas ceroulas. Descobriu o galgo sentado sobre as patas traseiras, esperando quieto, indicando ter ouvido sua aproximação.

– Sabe que está sendo inconveniente, não sabe? – seu dono indagou em tom aborrecido. – Espero que se comporte. Não vá acordá-la ou...

Não terminou suas recomendações, pois bastou Isabella se mover sobre a cama para o cachorro erguer as orelhas e disparar porta adentro. Antes que Edward o detivesse, ele se lançou sobre o colchão para festejar seu reencontro com uma moça nua; sonolenta e confusa.

– Nero! – o barão o repreendeu, depois de fechar a porta.

– Calma rapaz... – Isabella lhe pedia com voz enrouquecida pelo sono incompleto enquanto tentava segurar a coberta diante do corpo com uma mão e com a outra acariciá-lo, sem sucesso. – Estou aqui Nero... Acalme-se.

Aproximando-se da cama em passos largos o barão tentou segurar o eufórico cachorro para afastá-lo, contudo este se voltou lhe rosnando em advertência.

– Nero! – a nova repreensão veio do casal.

Como se tivesse consciência de seu abuso, o galgo se encolheu contra o corpo de Isabella.

– Está louco? Saia já dessa cama! – Edward ordenou.

– Pobrezinho – ela lamentou pelo amigo, quando este saltou para o chão e foi se enroscar no tapete diante da lareira. – Ele não faz por mal.

– Sei que não – o barão dizia ainda a olhar feio na direção do galgo –, mas não posso deixá-lo rosnar para mim. Considero admirável esse protecionismo que ele tem por você, mas eu sou o dono. Ele tem que respeitar a mim.

Isabella não poderia contestar nem se sua identidade fosse conhecia, pois antes Nero pertencia oficialmente a Rosalie. Contudo, desde que o salvou, o animal se portava como se fosse de fato seu e estava claro que os anos de separação não haviam mudado sua lealdade.

– Ele respeita. – Isabella se sentiu no dever de defender o fiel amigo. – Você só o assustou quando tentou segurá-lo.

– Assim espero – ele disse ainda para o cachorro que mantinha os olhos castanhos arrependidos nos seus. Edward foi o primeiro a desviar o olhar quando percebeu que a moça afastava as cobertas para se levantar. – Aonde vai?

– Vestir-me – ela avisou como se fosse óbvio, contornando a cama para alcançar sua pantalona esquecida ao lado da poltrona que tão bem os serviu mais cedo.

– Não! – Edward a capturou pela cintura trazendo-a para si. Ao se emoldurar contra as costas do corpo despido, pediu-lhe ao ouvido. – Volte para a cama. Ainda há uma coisa ou duas que gostaria de fazer com você.

– Uma coisa ou duas? – Isabella indagou sugestiva, aquecendo-se com a ideia. Contudo, caso cedesse não deixariam aquele quarto. – Tentador, mas acho que devemos descer... Nem almoçamos aqui hoje. Marie deve...

– Marie que vá plantar batatas ou colher cenouras! – Edward exclamou tomando-a nos braços para levá-la de volta à cama. Ao derrubá-la sobre o colchão a prendeu com seu peso enquanto livrava o rosto delicado das mechas negras que o cobriu durante a rápida ação. – Hoje é domingo... Por vezes almoço na cidade ou na casa de algum amigo. Nessas ocasiões costumo passar o dia fora. Ela e todos os outros estão acostumados e não cumprem uma rotina rígida.

Poderia não ser o caso, mas imediatamente a moça se lembrou do comentário feito pela jovem cozinheira. Talvez o barão se revezasse na visita e nos domingos que Tanya não viesse até Apple White, ele iria até a suntuosa mansão do banqueiro para encontrá-la. O coração desavisado se encolheu, lembrando-a de que nessas ocasiões, a outra recebia as atenções agora dispensadas a ela.

– Se é como diz...

Isabella desejava que sua voz tivesse soado tão sumida quanto lhe pareceu.

– O que houve Bella? – Edward indagou carinhosamente ao notar o repentino abatimento. – Não pode estar assim tão preocupada com Marie.

– Não estou preocupada com ela ou qualquer outro, eu juro... – ao falar sentiu seu rosto corar.

– Então o que é? – Edward se tornou muito curioso ao ver o ruborizar despropositado.

Como colocar em palavras? Não sabia, pois era novo em sua vida aquilo de expor seus sentimentos, principalmente quando não tinha nenhum direito de fazê-lo.

Antes de responder-lhe, Isabella mirou a boca e a tocou. O beijo que recebeu nas pontas de seus dedos alimentou o ciúme sentido. Quando os correu ao longo da bochecha levemente áspera que denunciava a necessidade de ser raspada e tocou a lateral de um dos olhos azuis, de repente deixou de importar se Tanya o amasse da mesma forma que ela; simplesmente não o queria perto dela. Não, não tinha o direito de externar o que sentia, mas o fez.

– Sei que não posso especular sobre essas coisas, muito menos cobrar que me diga, mas imaginei o que faz em seus passeios aos domingos... – revelou despretensiosa, correndo os dedos pela sobrancelha espessa e seguindo o vagar com os olhos. – Para onde vai... Com quem se encontra...

– Algumas vezes são encontros de negócios – ele comentou, sabendo que o rubor ou o tom cauteloso não poderiam ser por tão pouco. – Outras eu me reúno com os fazendeiros vizinhos na casa de um deles para o almoço, como lhe falei. Então durante a tarde jogamos pôquer, bebemos e fumamos charutos... Essas coisas.

A mente ciumenta da moça tentou encaixar Tanya numa das situações e chegou à conclusão de que estaria no encontro de negócios, afinal seu pai era o banqueiro. Todavia não poderia perguntar.

– Programação tipicamente masculina – ela salientou.

– Tipicamente – ele repetiu, perscrutando-lhe o rosto.

Inocente quanto à análise, a moça considerou que sua casa também servia àquele fim. Com a revelação dos hábitos do barão, o ciúme cedeu lugar à especulação. Edward era um macho no sentido literal da palavra, então, como tal apreciava jogos, bebidas, fumo e mulheres, no entanto, nunca havia colocado os pés em seu bordel. Não que todos os homens do condado o frequentassem, mas naquele instante a ideia a intrigou tanto quanto tardiamente preocupou, pois teria sido fácil seus caminhos se cruzarem. Então, como seria se acaso o sucessor do baronato a escolhesse? Teria lhe atendido?

Por certo que não. Era fato que ao deixar Apple White nutriu por ele o mesmo ressentimento raivoso que dispensava a todos os outros e já havia decidido não baixar sua cabeça para nenhum dos Masen Bradley. Tanto os desprezava que se recusava a ler notícias sobre eles, sabendo as novidades sempre de forma repassada. A única exceção fora quanto à morte do barão pai. Dispensou tanto esforço em odiá-los, para ali, sob o teto de Edward, descobrir que sob as cinzas de seu amor infantil uma pequena brasa ardia. Bastou ser soprada para arder em chamas todas as vezes que ele a tocava.

A entrega máxima e a descoberta do ciúme lhe davam a certeza de que, caso Edward frequentasse sua casa e usasse uma das garotas, morreria sufocada em seu quarto. Como ameaçava sucumbir naquele instante, abaixo dele, imaginando como seu barão haveria de saciar sua necessidade masculina se não era casado nem pagava pelos carinhos de uma profissional. Com Tanya; a mente dela gritou.

– Bela, a vermelhidão de seu rosto começa a me preocupar. – Edward falou, rolando para o lado, por acreditar que fosse seu peso que a sufocava. – Está sentindo alguma coisa?

– Estou – foi sincera. Afastando-se, ela se sentou e puxou a coberta para ocultar sua nudez. – Mas ainda não me sinto inclinada a dizer, pois sou a última pessoa no mundo inteiro com direito de questioná-lo...

– Quanto não me conta nada ao seu respeito. – Edward completou por ela; interessado, sentando-se também, porém diante dela.

– Exatamente. – Isabella abraçou os joelhos, mordendo o lábio inferior.

– Não tenho nada a esconder Bella... – ele disse com carinho, estendendo a mão para livrar o lábio e acarinhar sua bochecha vermelha. – Pergunte o que quiser.

– Assim sendo – não se fez de rogada. Não era o que queria saber, mas serviria para começar. – Por que nunca se casou?

– Não sei – era a verdade. Para desespero de seus pais. – Nunca pensei a respeito.

– Como isso é possível? – Isabella insistiu. – Vamos esquecer seu título, já que não lhe dá tanta importância... Você é um homem bonito. É educado, gentil, dedicado ao trabalho... Como nenhum pai jamais o abordou para oferecer ricos dotes ou proveitosas alianças?

– Eu não disse que isso nunca havia acontecido – ele a corrigiu orgulhoso com os elogios proferidos pela boca rosada. Sem conseguir conter sua vaidade e renovada surpresa, indagou. – Já que a vergonha quanto a elogios parece ter se esvaído hoje, diga-me... Essa é sua definição de perfeição? Ser educado, gentil e trabalhador?

– Principalmente trabalhador. – Isabella ela reiterou segura. Não poderia voltar atrás em seu deslize e Edward merecia saber. – Foi-se o tempo no qual um nobre possuir um oficio era considerado desonroso. Então admiro sua dedicação às tarefas de Apple White e sua pouca dependência de criados. Agora, para completar minha definição de perfeição seria preciso acrescentar, galante... Potente, quente.

A vaidade do barão atingiu píncaros inalcançáveis com a declaração de sua amada. Apreciou particularmente a parte final da descrição muito segura, claramente feita pela mulher ousada que havia nela; tão resistente à sua potência. Com o corpo aceso repentinamente, avançou sobre ela.

– Sou tudo isso?

– Não tão rápido senhor barão! – Isabella o deteve com a mão espalmada contra o peito forte. – Comporte-se, pois ainda não terminei minhas perguntas. Disse que eu poderia fazê-las...

– Muito bem... – voltou ao seu lugar resignado. – Mais uma vez serei vítima de minhas determinações. Pergunte.

– Bom, não pode dizer que já foi procurado com propostas para possíveis casamentos e esperar que eu não quisesse mais. Quantas vezes isso aconteceu?

– Três vezes – disse rapidamente então a questionou, mal ocultando um sorriso. – Com essa sua súbita curiosidade devo entender que esqueceu aquela conversa absurda de que alguém como eu, não deve se comprometer com alguém igual a você?

– Isso jamais vai mudar Edward – avisou, porém acrescentou rapidamente ao ver a expressão do barão se fechar. – Porém, mesmo inadequada estou aqui...

– Sim, é o que importa – ele retrucou, novamente avaliando-a, tentando adivinhar a cerne de suas perguntas. – O que mais deseja saber?

Com a questão anterior, ela desistiu de ouvir sobre as alianças ou dotes vultosos que a colocariam ainda mais em seu lugar, visto que além de vergonha pública extrema, um bordel e duas pequenas propriedades, ela nada tinha para acrescentar ao prestígio ou à fortuna do barão. Todavia a questão primordial ainda espocava em sua mente, então a expôs:

– O pai de Tanya Cullen a ofereceu alguma vez?

– Não formalmente – então era aquilo, exultou; Tanya. Seria possível que o ciúme não vindo com sua habilidade com espartilhos, fosse apresentado por uma jovem específica? Ansioso por saber, ele acrescentou. – Porém na visita da última sexta-feira, ele reafirmou que faria muito gosto caso eu lhe pedisse permissão para cortejá-la.

Isabella pigarreou incomodada.

– Com certeza uma união com ela seria proveitosa, afinal Carlisle caminha a passos largos para ser um dos banqueiros rurais mais poderosos da Inglaterra.

– Carlisle?! – o barão franziu o cenho com a intimidade natural com que ela se referiu ao banqueiro quando nem ele a tinha; ela havia dito que não o conhecia, não havia?

– Não é esse o nome? – ela indagou, revestindo-se de tranquilidade para não mais se trair. – Carlisle Frederick Cullen? É o que aparece nos jornais...

Evidente que sim, ele se repreendeu. O que estava pensando afinal?

– Estranhei a familiaridade – admitiu. – Costuma-se tratar um cavalheiro por Sir.

– Uma grande falta a minha. Nada mais... – ela retrucou. E voltou ao assunto anterior, por interesse e também pela necessidade de distraí-lo. – Não desconverse... Nunca pensou em uma ligação com Sir Cullen?

– Não Isabella. – Edward respondeu. – Já lhe falei que não importa o que lhe disseram sobre mim e Tanya, ela não é uma opção.

– Então ela e a mãe não vêm a Apple White a cada quinze dias? – a moça indagou com uma sobrancelha erguida; desafiadora. – E vocês não passeiam a cavalo, nem pelo pomar?

– O que aconteceria se eu dissesse que sim? – Edward se mostrou mais desafiador do que ela; muito interessado em saber a razão da sabatina e aborrecido com todos os mexeriqueiros de sua casa; ou deveria direcionar sua bronca apenas a Marie e agora Leah?

A jovem então emudeceu enquanto sentia seu rosto arder. A provocação era bem merecida, pois não aconteceria nada de especial se confirmasse o que já sabia. Apenas alimentaria seu ciúme sem que nada pudesse fazer, afinal a grande verdade era que somente esquentava a cama do barão até que Tanya ou qualquer outra moça decente viesse assumir um lugar que não era seu.

– Nada mudaria – disse num sopro envergonhado, então pediu com sinceridade – Perdoe-me por minha indiscrição Edward. Não tem que prestar contas a mim de quem recebe em sua casa ou com quem passeia.

Não era aquela resposta que o barão esperava, nem ver o retorno da moça arredia. Queria a outra. Aquela que o encarou com um brilho reluzente nos olhos escuros, desafiando-o a admitir ser interessado em Tanya. Não sabia bem que reação viria, mas gostaria de ao menos receber uma ameaça caso se encontrasse com a filha do banqueiro.

– Sim, Tanya vem aqui de tempos em tempos – provocou na tentativa de trazer o espírito combativo de volta. – Costumamos passear a cavalo nos arredores.

– Aposto que ela monta em Luna e não se apavora caso a pobre égua ameace uma corrida mais rápida – a jovem comentou sentida desenhando círculos aleatórios sobre a colcha que cobria seus joelhos, lutando para não agravar sua humilhação com novas lágrimas; de fato saber somente agravou aquele sentimento novo que a feria. – Ela provavelmente é uma excelente amazona e vocês devem se entender muito bem.

– Por que você não admite seu ciúme?

A pergunta exasperada a fez erguer os olhos para o rosto do barão. Antes que pudesse prever ele já se aproximava para lhe segurar as mãos e apertá-las nas suas.

– Porque não muda nada. Não tenho o direito.

– Muda para mim – prosseguiu exaltado. – E tem todo o direito de me cobrar fidelidade. Esqueceu o que eu disse?

Não precisou mais para que Isabella entendesse o recado. Era certo que estava esquentando lugar, mas até que a outra viesse... A cama, assim como o barão todinho lhe pertencia. Nunca fora afeita a comiseração e não se deixaria abater por um sentimento tão corrosivo quanto o ciúme. Transformá-lo-ia em paixão, como Edward em relação ao inocente Embry.

– Sendo assim... – ela começou recuperando a voz e lhe apertando os dedos para indicar que estava de volta à luta. – Agradeço que ela esteja ilhada do outro lado do rio, pois comigo aqui, ela não seria bem vinda!

– Ah, não?! – Edward ergueu as sobrancelhas em falsa surpresa, adorando o retorno do brilho felino aos olhos de noite enquanto a puxava pelas pernas, obrigando-a a se deitar. – E nossa hospitalidade?

– Não sei quanto a sua – replicou satisfeita por ele a salvar da iminente tristeza, provocando-a e se deitando sobre ela –, mas de minha parte se resumiria em não expulsá-la a vassouradas. Enquanto eu estiver aqui não quero que pouse os olhos sobre ela. Feliz agora?

– Muito feliz! – o barão lhe exibiu um sorriso inteiro; luminoso. De dentes brancos, lábios rosados e cavanhaque castanho. – Acredito que onde há ciúme, exista amor... E se você me amar com a mesma paixão que declara expulsar a pobre Tanya a vassouradas, sempre estará aqui!

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SPOILER...

Edward o seguiu, porém em passos normais, sendo acompanhado por Marie. Quando o amigo ganhou distância, anunciou.

– Vou tratá-la formalmente para dar o exemplo. Também vou reajustar seu salário para que se adeque à nova posição. Quero que deixe de usar esse uniforme. Providencie algo sóbrio, não colorido; escolha entre preto ou cinza. Apresente-me a nota do que for preciso comprar que lhe reembolsarei.

– Assim o farei Milord – ela disse às costas de Edward. – Serei para sempre grata pela confiança.

– Não seja apenas grata, Sra. Newton. – ele parou e se voltou para encará-la. – Sabe que além de confiar em sua competência espero algo mais ao elevar seu cargo.

– Bem o sei Lord Masen – a mulher retrucou seriamente. – E é sobre isso que gostaria de lhe falar.

– O que é?

– Sei que não devo pedir nada depois do que fez por mim, mas gostaria de continuar a cuidar de Isabella. Prometo que não afetará minhas novas atribuições. Ela não me dá trabalho algum.

O barão considerou o pedido. De fato não conseguia imaginar outra criada para atender às necessidades da jovem. E Isabella gostava daquela mulher.

– Faça como considerar melhor – aquiesceu, voltando a caminhar. – Já que ainda vai servi-la, avise-a que almoçaremos juntos. Marque para o meio dia na sala de jantar.

– Sim Milord... E muito obrigada! Não irá se arrepender.

– Assim espero – encerrando o assunto, rogou. – Tenha um bom dia Sra. Newton.

– Tenha vossa graça um excelente dia! – ela lhe sorriu.

Ao entrarem na cozinha, separam-se. Edward assumiu seu lugar à mesa. Antes de devotar sua atenção ao desjejum reparou que Leah já havia deixado seu posto; tanto melhor. Com sorte o que pediu estaria disponível já a hora do almoço. Satisfeito iniciou seu café, ignorando os olhares que disfarçadamente recebia. A única exceção ao cuidado respeitoso vinha de Sue Wood. A velha cozinheira, vez ou outra o encarava fixamente. Indicava o desejo de lhe falar e então se calava.

– Deseja algo Sra. Wood? – ele perguntou por fim, ao começar a se sentir incomodado com a observação.

– Queria lhe dizer algo, mas não sei se devo – falou aproximando-se da mesa a rolar um pano na mão; parecia subitamente nervosa. – É algo sobre sua hóspede.

– Se é esse o tema, adianto-lhe que não deve – assegurou seco, encarando-a impassível. – Não estou disposto a ouvir nada do que qualquer uma de vocês tenha a dizer. Aliás... – alteou a voz e disse para que todas as criadas presentes o ouvissem. – Gostaria que nem falassem sobre ela entre si, pois já perceberam que a tenho em alta conta. Considerarei qualquer maledicência como uma afronta pessoal passível de demissão e expulsão de Apple White para àqueles que aqui residem. Fui claro?

– Sim Milord. – Sue respondeu como todas as outras; sua voz sendo a mais audível. Quando todas se calaram ela prosseguiu. – Mas vou correr o risco e recomendar que tenha cuidado. Cultiva maçãs então bem sabe que muitas vezes as de bela casca podem esconder alguma podridão.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado... Semana que vem teremos mais... Vejo-as nos reviews, ou no próximo... Bjus meninas...

Hoje fui breve, pois uma rinite FDP está detonando meu nariz... Vou fazer como o barão e a Bella e me recolher aos meus aposentos... Só que para espirrar e tentar dormir... rs

Bom final de semana!... ♥