Seu trabalho esta perfeito. Ia tirar a nota máxima, com certeza. Quando terminou a aula ele foi até a Book’s Yamamoto, para agradecer Sarah. Louise o atendeu.- Olá Taylor. Como foi o seu trabalho?- Muito bem. Onde esta a Sarah?- Ela saiu naquela hora e depois ligou falando que ia para casa. Eu acho que não foi muito bem lá.- Mas era sobre o que essa reunião?Louise puxou Taylor pelo braço e o levou para um pequeno escritório onde Sarah tinha se trocado mais cedo, sua roupa ainda estava ali. Taylor podia sentir o cheiro de sua amada.- A reunião era com a nossa mãe. Quando nosso pai morreu, nos deixou um pouco de dinheiro e esta livraria, que era o sonho dele. O resto ele deixou para mamãe. Só que nós gastamos boa parte do dinheiro para reformar esse sonho do papai. Eu estou te contando isso, por que eu sei que minha irmã ama este local mas que eu, eu sei o quanto ela deve esta sofrendo agora. – Ela pegou um papel e anotou um endereço. – Por favor, passe lá em casa e fale com ela. Provavelmente ela não conseguiu o dinheiro com a mamãe. Fale com ela. Mas, por favor, não diga a ela que você sabe da historia toda. Diga apenas que eu pedi para você passar lá para conversar com ela. — Claro. Eu irei lá. Obrigado. Eu vou fazer tudo que estiver ao meu alcance para ajudá-las. — Obrigada, e desculpe por lhe envolver nisso.- Não, não peça desculpa. Eu irei ajudar, por que... por que eu já me sinto envolvido na historia. Eu já vou. Você vai ficar bem, aqui sozinha?- Vou. Se preocupe com minha irmã.Ele se afastou da loja. Sabia exatamente o caminho mais curto para a casa delas. Ele conhecia aquela cidade como ninguém.Foi correndo. Não era muito longe. Em 15 minutos ele estava entrando no prédio. Era um prédio pequeno. Ele entrou e subiu. O porteiro não estava na portaria. Subiu de escada. Ela morava no 3° andar. Ao chegar na porta, ficou meio sem jeito. Tinha ido até lá por impulso. Mas bateu na porta. Inicialmente ninguém atendeu. Ele bateu de novo. Nada aconteceu. Bateu pela terceira vez. Junto se identificou. Demorou um pouco mas ela abriu a porta. — Oi, Sarah. Sou eu, Taylor. Como você esta?- O que você esta fazendo aqui?- A sua irmã me deu o endereço. Eu perguntei por você e ele me disse que você estava em casa.- Entre, então.Os dois caminharam até um sofá onde ela pediu que ele sentasse. Ele sentou. Ela ofereceu algo para beber, ele não aceitou.- Mas e aí, você esta bem?- De certo modo estou.- Ah. Eu queria agradecer pela ajuda no trabalho. Ele estava ótimo.- Que isso, eu quase não ajudei. Eu só mostrei alguns livros.Os dois ficaram calados por um tempo. Então ele resolveu tocar no assunto.- Como foi a reunião hoje?Ele ficou em silencio. Mas acabou respondendo.- Uma catástrofe. Minha mãe resolveu que não irá ajudar mais em nada. O dinheiro que entra na livraria não é o suficiente para pagar as dividas. Gastamos dinheiro e tempo para nada. O sonho estar acabado. Teremos que fechar a livraria.- Fechar a livraria? Vocês não podem fazer isso. — É o único jeito. Não temos como pagar as contas. Este é o fim da esperança.- Uma coisa eu aprendi com a minha mãe. “A esperança é a última que morre”. Você não pode desistir do sonho do seu pai.- Você acha que é fácil para mim. Mas eu não tenho outra escolha. – Ela parou um pouco, respirou fundo e olhou para ele – Como você sabe do sonho do meu pai?- Bem, eu... Eu....- Deixa pra lá. Foi a Louise, certo? Outra vez ela querendo se meter na minha vida.- Ela esta preocupada com você. E eu também.- Eu não preciso disso. Esta tudo bem. Este sonho sempre foi impossível.- Se você perder as esperanças será. Mas tanto eu, quanto a Louise estamos aqui e não iremos desistir disso.- Não se meta nos assuntos da minha família. Você é apenas um cliente da livraria. Eu nem te conheço direito.Ele parou. Talvez ela estivesse certa. Ele era apenas um cliente. — Certo. Eu sou apenas um cliente intruso. Se a livraria Yamamoto não existir mais, terão outras para substituí-la. E você... Você para mim é apenas uma funcionaria de mais uma livraria do bairro. Nada mais que isso. – Ele olhou para baixo, como se estivesse procurando algo e depois continuou – É melhor eu ir logo. Só sinto pena da Louise. Ela esta muito preocupada com você. E com a livraria.Ele saiu e bateu a porta. Sarah não agüentou a pressão da situação e se jogou no chão. Chorando como uma criança que tinha perdido o brinquedo favorito, a coisa mais valiosa no mundo. Taylor se sentia mal, ma não podia ficar do lado de sua amada.

No dia seguinte Sarah voltou para a livraria, mas Taylor não apareceu. Passou uma semana, e ele não voltou a aparecer na vida da família Yamamoto. Sarah estava ficando cada vez pior. Não conseguia mas trabalhar. Louise não sabia o que fazer, achava que a conversa dos dois ia resolver, mas tinha piorado o caso. Começou a se sentir culpada. Tudo que começou a virar paraíso, estava se tornando um grande problema.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.