Book of mages - Interativa.
7 Desaparecido.
Notas iniciais
Eu nunca parei para pensar nisso. Apenas pensava no que os meus pais me ensinaram, sobre os magos serem a maior fonte do poder e os cavaleiros, serem o mal. Não teria outra explicação, mas... Aquele cara, que se nomeava Will, lutava por liberdade ou talvez apenas por lutar, pois seus motivos eram muito idiotas.
– Você quer lutar por liberdade, mas destruindo tudo dos magos? Assim você não conseguirá nada. Vamos ser amigos, calma. — Tentei acalmá-lo, mas logo tomei um chute no rosto, que me mandou para longe.
– Amigos? Após anos sofrendo por causa de vocês, magos imbecis, você quer ser amigo, agora que está prestes a morrer? É isso que eu entendi? — Will começou a rir. — Vocês, magos, são tão idiotas assim? Entendi. Eu tenho nojo de vocês, vai ser um orgulho, matá-lo.
Eu não poderia morrer ali, prometi para Mackenzie que voltaria em segurança, mas a minha mão esquerda estava sangrando muito, eu estava machucado e mal conseguia me levantar, o mago pode ter sabedoria, mas em questão de lutas corpo-a-corpo, é quase impossível de vencer, ainda mais eu, que sou apenas um mago inútil.
– Um traidor? — Uma cavaleira se aproximou de Will.
– Ah, é você. Esse daí é um mago que estava querendo destruir alguns cavaleiros, mas eu já parei-o. Acha que aquele velho vai se interessar por ele? — Pelo jeito que Will falava, eu estava meio confuso, qual era a desse Will?
– Você não tem jeito, né Will? Ele é o nosso Chefe, você tem que ao menos respeitá-lo, mesmo que esteja mentindo, apenas finja. — A menina dizia.
– Daí não vai ser respeito vai ser medo. Enfim Sophia, vai me atrapalhar? — O cavaleiro disse, ele ainda apontava sua espada para o meu pescoço, se eu me mexesse ele cortaria o meu pescoço. — Irei levá-lo para ele. — Logo percebi, Victória me contou sobre esses dois, eles estavam ligados aos outros, que talvez estavam ligados aos meus pais.
– Certo, te vejo mais tarde, tem mais lugares para irmos. Leve-o de volta. — A cavaleira sorriu para Will, que ignorou o sorriso e começou a me carregar, sem ligar muito de como, ele apenas me levava a força.
Havia um lado bom. Eu não estava morto, apenas estava desaparecido, já que havia sido levado. Não menti para Mackenzie, acho.
Acabei desmaiando no caminho. Ao acordar, minhas mãos estavam presas por uma corrente, meu sangramento na mão e rosto havia parado, não sei se eles cuidaram do sangramento ou se foi curado sozinho.
Um pouco depois de um grande silêncio, um cavaleiro chegou até o lugar onde estava preso e ficou me olhando, não com o desprezo que eu normalmente recebia, mas ele se mantêm afastado.
– Você é o mago que todos os cavaleiros estão falando? — Ele começou a rir.
– Sim. Aonde estou? — Perguntei, mas achei que ele não responderia.
– Você tem sorte de estar vivo, acho que o nosso Chefe gostou de você. Vim te trazer alimento por pedido do Chefe, ele falou que você devia estar com fome. Meu nome é Emmet, faz pouco tempo que cheguei aqui. — Ele me entregou um prato de comida.
– Estou preso, não posso comer. — Respondi, um pouco triste.
– Eu não vou te alimentar. Você é um mago, faça uma magia de aparecer uma '' Maid '' e te servir, sei lá! Você tem magia. — Pelo seu modo de falar, percebi que Emmet não entendia muito a magia.
– O Mundo dos magos não é assim. Mas tudo bem, eu como depois. — Sorri.
– Não, meu Chefe vai me matar se você não comer um pouco. — Ele pegou um garfo e colocou um pouco de comida nele e me alimentou. — Vamos logo, apesar de você ser um mago, para ele ter se interessado em você, você deve ser especial.
Após eu comer, o cavaleiro Emmet foi embora e eu descansei um pouco. Não tinha idéia do tempo que havia passado, mas percebi que nem todos os cavaleiros são realmente ruins, alguns querem ajudar, mas também querem defender o seu clã. Eu apenas queria a minha família e não preparar uma guerra. Mas alguns outros cavaleiros prepararam uma guerra, algo inevitável de se parar.
Imagino se Mackenzie e Aria perceberam que eu estaria desaparecido. Se eu saísse vivo dali, saberia muita coisa, acabei adormecendo, estava bem cansado.
Ao acordar, estava sentado em uma cadeira, na qual estava preso e na minha frente, havia um cavaleiro, que segurava um gravador de voz, o que achei bem estranho.
– Que palhaça é essa? — Perguntei. — Quem é você? — O cavaleiro era loiro, ele usava uma armadura muito grande.
– Vim te dar um recado do Mestre. — O cavaleiro ligou o gravador, uma voz, alterada, era ouvida. — O que pensa estar fazendo aqui, invadindo o meu território? Não pretendo matá-lo, a melhor morte, é a morte de quando o inimigo é torturado. Você morrerá pouco a pouco, por ser um mago imundo. Por que não aceita os cavaleiros? — A voz era assustadora. — Eu me tornarei o seu maior pesadelo, eu serei o seu Inferno!
O gravador desligou, o cavaleiro me deu um soco no rosto, minha visão começou a ficar embaçada e não conseguia enxergar mais nada.
Mackenzie POV.
Se passou um dia, Chris não voltou.
– Aconteceu algo com o Chris, Aria. — Suspirei, estava preocupada, ninguém podia ferir o Chris, ele era meu. — Eu irei atrás dele. Os cavaleiros ainda estão destruindo tudo, posso encontrá-los.
– Não vale a pena, você vai ser a próxima a ser levada. Não faça isso. — Aria tentou me impedir, mas logo abri a porta da casa de Chris, estava lá para ter certeza se ele voltaria em segurança, o que não foi o caso.
– Eu tenho a minha magia de disfarce. Você quer ir junto comigo? — Perguntei para ela, que pensou um pouco, mas logo afirmou.
– Sim. Vamos salvar o Chris, ele não merece sofrer nas mãos dos cavaleiros. — Aria me respondeu, nunca entendi sobre o motivo de ela querer tanto ajudar Chris, mas era aceitável.
– Certo, vamos. Chegando lá, iremos virar cavaleiras. — Nós saímos da casa de Chris. O primeiro erro dos cavaleiros, foi mexer com o Chris.
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