Boo! Um Fantasma Em Minha Vida

18 Capítulo 18´- Capítulo Final parte ll


Notas iniciais
Leiam as notas finais!

Na escola ninguém ainda sabia do meu envolvimento com Edward, e as coisas seguiam do mesmo jeito de sempre.

_ Eu não acredito que vou embora desse hospital. Não aguento mais ficar aqui. – ele resmungou terminando de se arrumar.

_ As enfermeiras vão odiar ficar sem o “colírio” delas, mas os médicos, meu amor vão amar parar de ouvir você resmungar. Você é tão chato garoto!

_ Eu já disse Bella, não me chama de garoto. – ele disse sorrindo safado e me abraçando. _ É tão bom ficar com você. Não como nunca tinha te visto antes naquela escola.

_ Você não estava olhando para o lado certo. – falei brincando com seus botões.

_ Pois é, e você ainda não tinha me paquerado.

_ E eu te paquerei quando criatura?

_ Oras, na escola. Você que puxou assunto.

_ Mas só eu te via.

_ Sim, mas mesmo assim. E eu já te achava linda. Quando você entrou na sala e sentou ao meu lado te achei a garota mais linda do mundo. E hoje você é minha namorada, olha só.

_ Te amo Edward.

_ Também te amo Bella. – ele disse me beijando rapidamente. _ Agora vamos que eu não quero ficar mais nenhum minuto nesse hospital.

Na sala de espera seus pais já nos esperavam, fiquei um pouco envergonhada com eles no começo, mas agora já me sinto super à vontade. Os pais de Edward são muito legais e divertidos. Anthony era uma figura sempre fazendo gracinhas e arrumando um jeito de fazer alguma piada que me deixasse envergonhada apenas para zombar da minha cara vermelha.


Como era sábado não tinha escola e fui com eles até a casa deles.


_ Nossa que saudades de casa. – Edward disse assim que desceu do carro. _ Vem Bella, quero te mostrar tudo.

Ele saiu me puxando para dentro da grande casa de dois andares branca com enormes janelas de vidro, e pelo que eu vi rodeada por jardins floridos. Começou me mostrando a parte de fora da casa, seguido pela sala, cozinha, biblioteca e a sala de musica onde ficava seu enorme piano.

_ Vem, agora quero te mostrar o meu quarto. – ele saiu me puxando escada acima.

Seu quarto era grande, o chão era escuro, de madeira, e as paredes muito claras. Nas paredes muitas estantes e pranchas repletas de livros, dois violões, jogos e CDs. A cama encostada em uma das paredes tinha a cabeceira alta e era de uma madeira um pouco mais clara que a do chão. Os lençóis da cama alta eram brancos com detalhes em preto e vermelho. Ainda havia duas portas, banheiro e closet. O quarto era simples, e bem iluminado graças a uma janela praticamente do tamanho da parede que dava vista para fora da casa.

_ Muito bonito seu quarto.

_ Eu gosto daqui. Quando não estou na escola sempre fico aqui ou na sala de música.

_ Queria te ouvir tocando qualquer dia desses. – eu disse indo me sentar na cama. Antes disso ele me puxando porta a fora.

_ Você vai ver agora. – ele disse sorrindo abertamente. Ri com sua agonia. Descemos para sua sala de música, os pais dele nos viram correndo, eu sendo puxada, e riram com a cena. Eles estavam tão felizes por ter o filho saudável de volta que me dava de ficar admirando de longe todo o amor transbordando em seus olhos.

Edward abriu a porta da sala de música e seu piano reluzia com os raios de sol que entravam pelas enormes janelas. As paredes eram todas revestidas com um tipo de pedra diferente. Ela tinha um leve brilho, mas não brilhava, não sei explicar. Até mais ou menos um metro do chão para o teto era revestido pelas pedras. Acima disso a parede era completamente branca. O piano preto e de calda ficava logo abaixo das janelas recebendo toda a luz que o dia poderia oferecer. A cadeira parecia algo saído da era medieval. Um divã preto estava estrategicamente posicionado perto do piano. Dando uma vista primorosa para quem estivesse tocando.

Edward me fez sentar no divã e como se possível seu sorriso era ainda maior, seus olhos brilhavam pela empolgação do momento. Ele sentou-se em sua cadeira medieval e abriu o piano. Retirou o pano preto que cobria as teclas e dedilhou algo rapidamente, provavelmente para testar a afinação.

Ele me olhou intensamente e voltou-se para as teclas. Começou um dedilhar tão delicado, sua concentração, sua beleza a luz do sol e o som das notas formando uma deliciosa melodia. Fiquei fascinada pela canção. Tocava fundo a alma me causando sentimentos tanto quanto confusos. Ao mesmo tempo em que me emocionava, me lembrava de coisas tristes e que doíam o coração. Trazia-me esperança, me dava forças para algo que eu nem ao menos sabia o que era. Uma paz de espírito e todo o amor que eu estava sentindo por aquele garoto borbulhava dentro de mim.

As notas foram ficando mais calmas e a música ia acabando. Eu não conseguia desconectar meu olhar de Edward. Ele finalizou a música e eu não me movia. Mas pelo jeito que ele me olhava havia algo estranho no meu rosto. Ele levantou-se e veio até mim no divã.

_ O que foi Bella? Você está rindo ou chorando? – ele disse rindo de leve.

_ Não sei. – falei e um soluço de choro escapou. Assustei-me com a intensidade do que eu estava sentindo. _ Foi lindo Edward. A música mais linda que já ouvi na vida.

_ É linda mesmo. É minha preferida ao piano. Chama-se River Flows In You de Yiruma.

_ Eu nunca havia ouvido. Mas é simplesmente perfeita. – disse me aconchegando em seus braços.

_ Eu te amo tanto Bella. – ele disse acariciando meu rosto. _ Não sei o que foi, ou porque tudo isso aconteceu em nossas vidas. Mas eu tenho uma teoria, você era a única que me via por que estávamos destinados a ficar juntos.

_ Eu também penso assim. E agradeço por tudo ter acontecido, hoje estamos aqui, juntinhos. – disse lhe dando um singelo beijo em seus lábios. _ Te amo garoto chato. — ele fez uma cara divertida e me beijou.

Ficamos entretidos em nosso mundo particular. Era tão bom e ao mesmo tempo diferente estar com Edward. Meus problemas e aflições pareciam desaparecer quando estava com ele. Não que eu tivesse esquecido os meus pais, ou da dor ainda latente que sentia quando pensava que eles jamais voltariam. Mas estando com Edward tudo isso virava apenas saudades. Eu estava sendo feliz de novo, de uma maneira que jamais pensei. Edward apareceu para mim de uma forma pouco convencional. Irritou-me, me fez de idiota, mas também me fez rir, me fez pensar no próximo quando no momento eu só pensava em mim e na dor que sentia. Foram as pequenas coisas que nos fizeram chegar até aqui. E poder senti-lo, saber que ele é de carne e osso como todos nós é ainda melhor.

E assim nossa estória termina, ou não, por que afinal de contas esse é só o começo das nossas vidas...



Notas finais
Gente, o fim chegou, infelizmente. Não sei se ficou muito bom. Estava com vontade de escrever, mas sem muitas ideias. Desculpem não ter postado antes, mas estou passando por uns problemas na minha vida, mas isso não vem ao caso. Como vocês sabem ainda falta o bônus que tentarei escrever e postar o mais breve possível. Agradeço verdadeiramente a todas as meninas que comentaram, recomendaram e me fizeram sentir querida e que eu prestasse para alguma coisa. Agradeço também as que leem e não comentam, fanstaminhas, por terem acompanhado a fic em silêncio.

Bem é isso, volto assim que puder com o POV Edward para vocês. Até logo.