Bonjour, Paris!

6 Capítulo 6 Em Notre-Dame


Notas iniciais
Desculpem qualquer erro e espero que gostem!

Acordei no dia seguinte me sentindo completamente bem, feliz. Me espreguicei na cama de casal e rolei de um lado para o outro, me enroscando no lençol 200 fios e encostando a face no travesseiro.

- MERDA! – eu gritei, mas, para minha sorte, o som foi abafado pelo travesseiro. Do contrário, o vizinho do lado escutaria, ficaria assustado e, provavelmente, bateria aqui para saber o que estava acontecendo. – Eu preciso procurar as meninas. – disse já num tom de voz normal, sentando-me e tapando a cara com as mãos. Toda a felicidade havia ido embora. Bom, não toda. Eu sabia que Pierre estava a apenas algumas quadras de mim.

Ainda de pijamas, levantei e fui tomar café. Gentil, a tia da Mari (Ah, a Mari!Onde será que ela está??) tinha abastecido a geladeira para a gente, com suco de laranja, iogurte e algumas frutas. Peguei um iogurte de morango e um copo de leite e sentei-me no sofá vermelho.

Na noite passada, eu estava morta de cansaço e nem reparei no apartamento. Escovei os dentes, puis o pijama e cai dura na cama. Foi só de manhã que dei uma olhada em volta. Era um bom apartamento. Cozinha, um banheiro, dois quartos cada um com uma cama de casal, uma sala com tv e uma mesa. Não era grande mas era o suficiente, principalmente agora que eu estava sozinha.

Toc toc! Eu ouvi o som de alguém batendo na porta.

- Será que o meu grito não foi abafado o suficiente pelo travesseiro e um vizinho veio reclamar? Ah, droga! Era só o que me faltava... – pensei em voz alta, levantando do conforto do sofá e indo abrir a porta.

- Café da manhã? – para minha surpresa, não era um vizinho reclamão.

- Pierre? – eu disse, surpresa. Depois, desci o olhar para mim e meu pijama. Ah, eu deveria ter trocado de roupa...

- Achei que você estava com fome. Aí eu resolvi trazer café e croissant. Mas acho que cheguei tarde de mais... – ele disse, olhando o copinho do iogurte e o copo de leite vazios.

- Não, de jeito nenhum. Croissants são sempre bem-vindos. Ah, pode entrar! – eu disse, percebendo que ele ainda estava do lado de fora do apartamento.

Nós conversamos por horas a fio, e eu até consegui esquecer dos meus problemas. Até que ele disse que devíamos sair para procurar as meninas e ele me mostraría a cidade.

Fiquei pronta depois de uma hora (uou, até que daquela vez tinha sido rápido, acho que bati meu recorde) vestida em meu vestido soltinho azul e saímos. Nosso destino? Eu não fazia ideia.

Pegamos um trem (cuja linha eu nunca vou entender, não entendo nem a da minha cidade, imagine de Paris!) e fomos para Notre-Dame. É uma igreja linda, não posso negar, mas um tanto escura, por causa da madeira marrom escuro e não é muito iluminada.

- Esse lugar não te dá um pouco de medo não? – perguntei.

- Haha, sim um pouco. Meio escuro, né? Você sabia que... – Pierre começou.

- Shhhh!!! – um velhinho ajoelhado entre os bancos disse, mas nós nem ligamos.

- Uma vez quando eu era pequeno, eu estava aqui na missa com a minha mãe, aí eu tinha ido ao banheiro e quando eu voltei já não tinha mais ninguém na igreja. Eu fiquei desesperado e subi para o andar de cima. Só me acharam quando eles estavam fazendo a limpeza. – ele disse rindo.

- Hahahaha! – eu ri junto, e como todos que me conhecem sabem, minha risada é um pouco espalhafatosa, o que fez uma moça se aproximar da gente e nós mandar embora. Mas, ao invés disso, nós subimos correndo e rindo.

A vista lá de cima era linda. Perto da igreja tinha uma fonte e eu vi as crianças brincando, as pessoas jogando moedas e um casal comprando sorvete. Sem nem perceber, eu comecei a sorrir. Eu olhei pro lado e o Pierre estava me olhando fixo, sorrindo também. Eu nunca sei o que fazer nessas horas, provavelmente porque isso quase nunca acontece comigo, então eu só sorri de volta e olhei para o outro lado.

- Bom, vamos? A gente ainda tem que achar essas três... – comentei, tentando quebrar o gelo.

Nós saímos da igreja correndo, antes que a mulher viesse de novo reclamar. Havia uma banda na praça, que começou a tocar e cantar uma música que eu nunca tinha escutado. Para falar a verdade, eu acho as músicas francesas engraçadas, não sei porquê.

- Me dê o prazer dessa dança? – Pierre disse, curvando-se e estendendo a mão, com pose de galã de filmes antigos.

- Mas é claro! – eu respondi, rindo e dando-lhe a mão.

Dançamos aproveitando cada momento da música mas eu sou uma péssima dançarina e pisei no pé dele.

- Mil desculpas! – eu disse e tive como resposta um riso lindo que me fez rir também.

Ele me girou e eu fiquei envolvida em seus braços, olhando para seus lábios. Não, eu não podia. Não de novo, não com a Mari, nem comigo mesma. Eu sabia que isso não terminaria bem.

- A gente precisa ir. – eu disse, separando-me de seus braços lentamente, mas ainda vidrada em seu olhar encantador.

— É. – ele disse baixinho, ainda fixando o olhar em minha boca e depois subindo para meus olhos. Eu, sem querer, mergulhei nos dele. Era como se eu estivesse hipnotizada, mas esse feitiço eu teria que reverter. Bom... se bem que eu podia fazer isso mais tarde.

E nós nos beijamos. E beijamos muito! Caramba, como beijamos... Eu me entreguei totalmente aos seus lábios e aos seu braços. Parecia que eu estava flutuando e eu senti meu pé levantar. Sim, eu levantei o pé como naquele filme O diário da princesa. E eu vi fogos de artifício. Isso significava que eu estava apaixonada por ele? Eu não sei dizer mas era a melhor coisa que já havia me acontecido. Eu havia esperado pelo príncipe encantado minha vida toda e agora ele estava aqui, bem na minha frente. Eu podia pedir mais? Ah, bom... Se ele não fosse o primo da minha melhor amiga iria facilitar as coisas.

Nós compramos um sorvete de casquinha (um pra cada um tá? Só pra ficar claro, nós não estávamos no ponto de dividir um sorvete, ainda) e ele sujou meu nariz com a massa de creme. Eu ri, limpei meu nariz e sujei o dele. Então nós começamos a sujar a cara um do outro e eu vi um casal de velhinhos olhando pra nós e rindo, provavelmente lembrando deles quando jóvens, como eu e Pierre. Mas será que isso significava que nós envelheceríamos juntos? Não pude deixar de ficar um pouco receosa. Eu tinha apenas 18 anos, não sei se estava pronta para ficar com ele pro resto da minha vida, mas eu queria aproveitar até o último minuto que estivéssemos juntos, mesmo que durasse pouco.

- Então, vai ter a festa de um amigo meu hoje, você quer ir ? – Pierre me convidou, enquanto estávamos saindo da praça e andando por aí.

- Ahh, não sei…

- Por favoooooooor ! – ele implorou.

- Ah, acho melhor não. – eu neguei de novo. Para de se fazer de difícil ! Eu pensei. Primo da Mari lembra ? Isso é doentio !

- Por favoor ! Por miim ! Vai ser legal, eu prometo. — ele suplicou, com uma carinha de cachorro que eu não resisti.

- Tá bom ! – eu concordei finalmente, o que fez ele abrir um sorriso estonteante de orelha a orelha e me abraçar. Aquele abraço de urso, delicioso.

- Vem, vamos almoçar. – ele disse, colocando os braços em volta do meu ombro.

Notas finais
Deixem reviews, por favoor. Brigada! :) ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.